Alice Cullen No País Das Maravilhas
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A viagem foi tranqüila. Seguimos por um tempo em silencio, até que eu comecei a conversar.
- Então, você sempre trabalhou no castelo?
- Sim, desde que tinha idade para trabalhar, eu estava aqui na primeira vez que você veio.
- Mas você nunca se interessou em trabalhar de outra coisa?
- Bom... Não sei se deveria te contar isso, mas você me parece confiável. Para trabalhar no castelo eu passei por uma seleção. A Rainha Vermelha seleciona os que se saem melhor nas provas de força, observação e outras coisas. Mas ela não nos conta que ao trabalharmos para ela, somos condenados a trabalhar lá para sempre, a não ser que ela nos liberte.
- Mas ela não mudou? Não a nada que você possa fazer para se livrar desse trabalho?
- Ela parece que mudou, mas na verdade não. Eu sei que deve ser difícil para você acreditar em mim, mas ela não é o que parece.
- Continue – pedi interessada.
- Bom... Eu vou ser bem direto. Ela não mudou nada. Ela só está se fingindo de boazinha para você confiar nela. Tanto é que as coisas só melhoraram quando você chegou, pois ela queria que você achasse que ela está diferente, que ela é boa. Mas ela ameaçou seus servos para ficarmos calados sobre isso.
- Como eu fui tola- disse horrorizada.
- Às vezes a gente se engana, acontece. Mas tome mais cuidado – disse gentilmente.
- Sim – disse ainda sem acreditar no quanto me deixei enganar.
- Eu preciso te contar uma coisa.
- Pode falar.
- Bom, eu não pretendia fazer isso, mas já que nos tornamos amigos, acho que é minha obrigação.
- Do que está falando?
- A Rainha Vermelha me pediu para levá-la a outro lugar. Me pediu para levá-la a Rantai. È um lugar onde antigamente os súditos que a desobedeciam ficavam exilados. Ela pediu que a prendesse lá e cuidasse para que não tivesse nenhum alimento para você.
Fiquei sem reação por um minuto. Como EU, Alice Whitlock, não previ essa. Sim, Whitlock, eu ainda serei a SENHORITA Whitlock! Quando me recuperei, tanto do choque quanto da fantasia, disse:
- Eu nem sei como te agradecer por salvar minha vida... – Então ele me interrompeu:
- Não me agradeça, eu pretendia obedecê-la e me sinto muito mal por isso. Eu não sou alguém digno de sua amizade ou de sua gratidão.
- Todos merecem uma segunda chance, eu sei que isso soa meio totalmente clichê, mas é verdade. — Ele riu
- Você é muito generosa Alice, é bom ter sua amizade. Isso é o mínimo que poderia fazer por você. — Sorri em resposta, ele era muito legal, era meio difícil acreditar que ele ia fazer aquilo comigo, mas acho que ele não tinha muita opção, era sim ou sim!
- Mas afinal vamos ao Mundo Primitivo? — perguntei ansiosa. – Mundo Primitivo é o verdadeiro nome de lá ou tem um nome especifico?
- Vila Crigger Bright. Esse é o verdadeiro nome, mas é mais conhecido como Mundo Primitivo.
-Aah...
- E sim, nós vamos até lá. Você deve estar com muita fome.
Então mudamos a nossa direção e agora estávamos indo para o verdadeiro mundo primitivo: a Vila Crigger Bright.
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