Alice A Maravilha
36 Visita inesperada
Notas iniciais
Pov ALice
Precisava urgentemente de comprar os mantimentos para minha casa, ao lado de Vivian tive que ir a casa de Barnabas para uma de suas reuniões, certamente quer que eu desista do divórcio, a única coisa que eu gostaria era de poder entende-lo, se Victoria significa tanto para si, por que não quer a liberdade para ter com ela?
Entrei a mansão, a coisinha estava no sofá enquanto meus filhos corriam na sala.
–Mãe. Gritou Joshua correndo a té mim, eu a cada dia me surpreendia ao ver Joshua, ele era muito parecido com Barnabas, a mulher carrega em seu ventre dois bebês, a dor ao dar a luz a eles, ao amamentar pela primeira vez.. Para que quando eles cresçam sejam idênticos ao pai que nem ao menos foi presente. É de se indignar.
–Oi amorzinho. Dei-lhe um beijo na testa.
–Olá Alice, agradeço a sua vinda. Disse Barnabas descendo as escadas ( tipo Bananas do pijama), ele vinha em minha direção sem retirar seus olhos escuros de mim, fiquei em postura de uma verdadeira dama e ambos nos cumprimentamos com as mãos.
–Olá Barnabas. A que devo seu chamado? Disse indo ao ponto na qual me levou até ali.
–Claro! Por favor me acompanhe. Vivian fique a vontade.
–Obrigada Barnabas. Disse Vivian se sentando.
Barnabas a minha frente subiu as escadas que por conhecer aquele trajeto saberia onde iria dar, até a sala onde se encontra o piano. Parou frente a porta a abrindo e me concedendo a passagem. O mesmo entrou e fechou a porta.
–Barnabas seja breve. Falei.
O mesmo começara a andar ao meu redor, com as mãos para trás.
–Alice, eu pela segunda vez, tive o desprazer de uma visita hoje.
Os olhos de Barnabas saiu dos meus e encontrou algo no canto escuro da sala.
–Meu Deus. Barnabas você matou meu advogado?
Lá estava Hardwell, no chão, não parecia ter marcas de dentes, sangue ou algo assim.
–Não! Não o matei, está somente desacordado, e quando acordar... se acordar... aposto que jamais irá querer me perturbar novamente.
Me sentei no banco do piano, cruzei as pernas e apoiei meu cotovelo no piano enquanto minha mão apoiava minha cabeça.
–Por que isso? Barnabas por Deus... Por que se recusa a me dar o divórcio?
–Alice...
–Barnabas isso está me irritando. Você não me ama, porém não quer me dar o divórico. Eu tenho que seguir minha vida, assim como você seguiu a sua.
–Ah! Então quer o divórcio para poder ter com outros homens?
–Claro! Ou você acha o que? Que vou morrer solteira?
Barnabas sorriu, veio até mim e sussurrou em meu ouvido.
–Pois não reclame... Não te darei o divórcio.
Aquilo me fez arrepiar, mas essa guerra quem vence sou eu.
–E vocÊ.. ( falei sussurrando) não reclame de ser chamado de corno.
Vendo sua ira, Barnabas cerrou as mãos, aquilo iria ser interessante.
–A conversa era essa? Barnabas, não tome meu tempo com essas babaquices, passar bem.
Já indo embora tinha a certeza de que ele ainda tinha o que falar
–Tenho uma proposta.
Me virei para ele e com cara de " Fale logo" fiz sinal para que prosseguisse.
–Eu darei a ti o divórcio, se deitar-se comigo aqui e agora.
Era só o que me faltava, o que? Quem ele pensa que é? Fui em sua direção, andando sensualmente enlacei as mãos em seu pescoço e disse proximo aos seus labios.
–Vá se ferrar, maldito.
Saí da sala e ele vinha atrás de mim sem nenhuma palavra, se manteve quieto, mas sei de sua irritação.
–Amores, a mãe precisa ir, tenho que fazer comprar e a essas horas Gilbert ainda está lá para poder fazer a entrega.
Barnabas olhou torto para o mordomo que ao ver o patrão logo se prontificou.
–Senhor Collins. Permita-me a ajudar, vamos em meu carro.
Percebi o sorriso de canto do Barnabas, só que não.. não dessa vez.
–Obrigada pela disposição meu caro. -Falei. -Mas não precisa se incomodar. Ah! e me chame de senhora Liddell, eu não sou Collins, não mais.
–Vamos rápido Alice, aquele homem lindo pode ir embora, e vai sobrar para o velho levar a entrega.
Vivian adora por lenha na fogueira.
Barnabas estava cuspindo fogo. Me retirei da casa com Vivian aos risos, ponto para mim.
–Malvadona. Disse ela batendo na minha bunda.
Fui ao mercado, estava vazio, era pequeno, mas me fazia sentir muito bem lá.
–Olá. Disse Gilbert com seu avental.
–Oi Gilbert, vim te encher as paciências. -Sorri.
–Podia me encher as paciências todos os dias então.
–Gilbert eu preciso que faça uma entrega para mim, se possível com urgência, estou sem nada em minha casa, e sem carro. Sabe como é não é?
–Sim. Alice fique a vontade, irei levar suas compras. E as crianças?
–Estão bem. Estão com o pai.
–Eu sei que não é da minha conta mas... Quer mesmo se divorciar dele?
–Não á motivo para permanecer casada. Não posso obrigá-lo.
Gilbert levou os cabelos para trás das orelhas, era muito belo, e um grande batalhador. Fiz minhas compras, paguei e fui para minha casa, não demorou até ouvir a porta, abri a mesma e Gilbert estava com as minhas compras em mãos, e ao seu lado Arnie seu irmão que tem problemas mentais.
–Olá Gilbert. Oi Arnie. Dei um beijinho na testa do Arnie.
–Oi. Disse Arnie.
Concedi entrada a ambos e fomos para a cozinha, pedi que se sentassem, enquanto eu guardava os mantimentos. Conversávamos sobre a saúde de Arnie, com toda certeza a vida dele é um milagre.
–Gilbert.. eu.. sei o quanto é difícil a luta em sua vida. Falei.
–Vivemos como podemos.
–Gilbert espera só um segundo.
Deixando ambos na cozinha, corri até meu quarto, e lá peguei uma boa quantia em dinheiro. As vezes reclamamos dos nossos problemas mas.. existem pessoas com problemas maiores, mais que todos os dias encontram motivo para sorrir.
–Gilbert, eu quero te dar uma gratidão por.. ter me ajudado a encontrar meus filhos. Eu quero que isso seja recebido como um presente de amiga-irmã.
Entreguei nas mãos dele o dinheiro, eu percebi a face de susto.
–N-não p-oposso aceitar. É muito dinheiro.
–Gilbert por Arnie, aceite por ele.
–Alice não sei como agradecer. De verdade.
–Você já fez muito para mim Gilbert, obrigada.
Estava preparando o jantar, Arnie ficava sempre ao meu lado, observando e falando, nós riamos muito com as coisas que ele dizia. Não consigo imaginar a dor que eles sentem pelas perdas que tiveram.
–gilbert o jantar está pronto entã....
Fui interrompida pela batida na porta, olhei as horas ja eram 23:00.
–Ah! Alice perdão, precisamos ir, sua visita chegou e não queremos atrapalhar.
–Eu não estou esperando visitas. Com licença, e fiquem a vontade.
Erá estranho aquela visita, minhas pernas tremeram, quem seria a essas horas?
–Ah não fala sério....
–Olá boa noite Alice.
–O que quer aqui? Barnabas...
Ele estava ali, junto com meus filhos e Victória, é ousadia dele fazer aquilo, com a furia que senti poderia explodir aquela casa. Eu deveria esperar isso dele, ele quer guerra, não dará o braço a torcer.
–Alice... ( falou ja entrando) Que cheiro bom, vejo que a janta está servida.
Barnabas andou para a sala de jantar, Victória não olhava em meus olhos, as crianças correram até Arnie, percebi Gilbert olhar para baixo, Barnabas estava o encarando.
–Vejo que tem visitas Alice, olá Grape.
–Olá senhor Collins. Disse Gilbert desta vez o olhando.
Todos se sentaram a mesa, ainda bem que tinha feito bastante comida, e ainda tinha que suportar as piadas do vampiro.
–Alice, aumenta a água do feijão, estou faminto. Disse ele em deboche.
–Barnabas se importa em me acompanhar a cozinha?
–Com licença amigos. Disse se retirando comigo.
Quando chegamos a cozinha peguei ele pela gola de sua roupa e começamos uma discussão... bem diferente por sinal... nós brigávamos em silencio, para que nenhum ali ouvisse as discussões, era como se cada um fizesse a leitura labial do outro, eu batia no peitoral dele expressando minha raiva, chutava o ar e puxava meus cabelos.
–Alice. Ele disse sorrindo.
–O que?
–Está transando com o pacoteiro do mercadinho?
–Barnabas VÁ SE FUDER.
–Alice não brinque com a vida das pessoas assim. Ele pode se machucar feio.
Barnabas estralava os dedos, certamente estava ameaçando quaisquer homem em que eu me relacionasse. Mostrei a língua para ele, reação de uma criança boba.
–Uma vez ouvi dizer que ao mostrar a lingua pedes um beijo.
–Se tentar me beijar arranco seus lábios com meus dentes.
Barnabas se aproximou de mim perigosamente, me afastei até enconstar na parede.
–Não brinque comigo Alice.
–Nem você comigo. Quem pensas que é? Vem até minha residencia infernizar com sua mulher....
–E você a essas horas com visitas?
–Caso estiver incomodado, a porta que entrou também servirá para sua retirada.
–Não irei embora até o Grape sair.
–Aff. Por favor vamos jantar Barnabas.
Saímos da cozinha com os pratos, jantamos e depois Grape saiu agradecendo o jantar.
–Alice eu gostaria de ter uma conversa . Sussurrou Victória.
–Claro. Me acompanhe.
Agora todos querem ter comigo. Que saco. Ambos fomos até uma sala reservada.
–Fale Victória.
–Alice quero que vá embora.
–O que?
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