Alice A Maravilha
26 26. Ciumes, brigas e voltas
Notas iniciais
POV Alice
Barnabas não estava na mansão e eu não tinha duvidas de que ele teria ido a fabrica, eu precisava correr o mais rápido possível para tentar ajudá-lo mas eu não sabia se era certo.
POV: Willy
Estava andando pela fábrica sem ao menos conseguir tirar a imagem de Alice de minha mente, seu perfume, seu sorriso, nossos corpos se encontrando e tornando-se apenas um só, seus beijos, e sempre sóbrio eu aparentava estar em outro planeta, logo as luzes da fábrica piscaram aquilo foi assombroso já que nunca acontecia, parei e senti a presença de alguém, olhei para todos os lados mas não havia ninguém, foi ai que senti uma pressão sobre meu corpo me derrubando bruscamente ao chão.
Abri meus olhos e estava sendo sufocado por duas mãos muito fortes em meu pescoço, roupas pretas e um olhar que transpassavam fúria.
-Bar-na-bas. Eu tentava falar já com pouco ar.
-Cale-se miserável, terás o que mereces.
Aos poucos sentia meu corpo formigar, estava distante e a escuridão vinha em meus olhos. Mas logo fui voltando novamente, Barnabas havia me soltando.
-Por mais que eu queira acabar com sua vida, seria muito facil uma morte assim, você merece sofrer.
-Por que está aqui? Falei tentando me levantar.
-Ja havia deixado como aviso, por diversas vezes pedi para deixar Alice em paz.
-Alice? O que preocupa você?
-Me preocupa? Do que está falando?
-Você não ama Alice. Fui rápido e sincero como nunca havia sido.
-Claro que amo.
-Não engana a ninguém, pois está ao lado dela pelos filhos.
-Isso não é da sua conta. Barnabas feroz dá um passo para atacar novamente.
-E o que sabes sobre amor, caro chocolateiro.
-Não o conheço.
-Mas tenta conhecer, é uma pena que seja com alguém que não pertence a você.
-Nem mesmo a você senhor Collins.
-Ousadia a sua. Alice é minha mulher, esqueça-a de vez.
- Não podemos mandar nos sentimentos, além do mais, Alice jamais seria minha.
-Do que falas?
-Alice ama você Barnabas. Não a mim.
-Se ela me amasse não me trairia com você.
-Por mais que ela tentasse, ela não consegue esquecer você, ela clamou seu nome em um só abraço meu. Jamais viveria com isso, sabendo que eu poderia retirar dela o sonho de viver sempre ao lado de quem se ama.
Barnabas calou-se e sorriu.
-Eu já sou acostumado a permanecer na solidão, diferente de você, que tem esse medo de novamente ficar só. Disse a ele.
-Tive apenas obsessão por Alice. respondeu Barnabas tentando se justificar.
-Sei, ela é maravilhosa.
-Sim.
-Barnabas, apenas peço que ame Alice com todas as tuas forças, e cuide dela. Caso contrario...
-Você me mata? Sorriu ironicamente Barnabas.
-Talvez.
-Wonka, deixarei você em plena paz, perdoe-me a ousadia de invadir sua fabrica, mas é a reação de um homem possessivo e um verdadeiro esposo.
-Certamente me lembrarei de suas mãos apertando meu pescoço. Sorri.
-Mas fique ainda assim avisado, esqueça Alice para seu bem.
-Não irei esquece-la, apenas desiludirei. Esquece-la jamais.
-Você procura a morte.
-Não, apenas falei a verdade. respondi.
POV: Barnabas
Saí da fabrica e fui para a mansão, não via Alice e comecei a procura-la por todos os quartos.
-Alice?
E em um quarto avistei uma luz, entrei e a vi olhando pela janela.
-Alice você está bem? Meu amor?
-Quão bom e quão maravilhoso é ouvir a sua doce voz novamente meu grande amor Barnabas Collins.
-Alice? Do que está falando?
-Sentiu minha falta Barnabas?
Eu não sabia o que estava se passando, mas aquele jeito de falar meu nome era familiar. Alice virou-se olhando para mim com um olhar diferente, olhar melancólico já visto antes em outro alguém.
-Não pode ser.
Alice se aproximou de mim.
-Alice é realmente linda e agora também vampira, eu teria aceitado se tivesse me trocado por ela e não por Josette.
-Angelique.
-Ah! Ainda lembra de mim? Angelique solta sua enorme língua sobre meu peitoral até minha face, assim como já fizera antes.
-Diga Barnabas, o coração que te dei... Você ainda o guarda com carinho?
No instante fiquei em fúria e comecei a enforca-la. Mas sua reação foi crises de risos.
-Barnabas seu tolo. Vamos lá aperte com muita força, pois não estará me afetando com isso e sim a sua querida Alice.
De repente seus olhos mudaram, Angelique me fez ver os olhos de Alice que transpassavam sempre ternura, soltei Alice e me afastei.
-Fraco. Disse Angelique.
-Diga. Por que?
-Barnabas você sempre soube que eu o amava, mas, sempre quis Josette, nunca eu.
-Um dia eu ja te amei Angelique.
-Mentira. Você apenas me iludiu.
-Iludi-lá?
-Você é o culpado de tudo que te aconteceu, desde a morte de seus pais até a morte de Josette.
-isso não é verdade.
-Se você não me amava, então por que ficava comigo? Para me dar sempre esperança e me fazer sofrer?
-Angelique você me provocava, eu era um ser humano, meu sangue era quente nas veias.
-Não me importa, eu não consigo deixar você.
-Angelique por favor, descanse e deixe me viver.
-Barnabas meu amor, eu sinto que voltei para cuidar de você, por isso que estou aqui.
-Chega Angelique.
-Barnabas Collins e você ama Alice?
-Não. Respondi a fim de que ela não tentasse machucar Alice.
-Então você não sentiria nada se eu ( Angelique segura o dedo minimo de Alice começa a puxá-lo para traz ao mesmo tempo Angelique faz com que Alice volte soltando gritos desesperadores de dor).
-Me ajude Barnabas, por favor. Alice gritava sem ter o controle de seu corpo possuído.
-Pare imediatamente. Gritei segurando Angelique.
-(Angelique sorri.) O que achou disso?
-Vá embora Angelique.
-Não enquanto jurar que irá me amar.
-Angelique você não está mais viva, deixe me em paz.
-Irei, mas não pense que jamais irei voltar, pois eu voltarei meu amor.
Angelique finalmente foi embora e Alice caiu no chão, a peguei no colo a coloquei na cama, fiquei a noite toda ao seu lado.
POv: Alice
Pela manhã acordei com dores pelo corpo e ao meu lado estava Barnabas, não sei o que havia acontecido comigo mas sentia muita dor.
-O que aconteceu? Perguntei.
-Não sei como eu começo.
-Angelique?
-Sim.
-Por que ela não nos deixa em paz.
-Fatos do passado.
-Barnabas a cada dia que passa algo ruim tende vir a acontecer, será quando viveremos em paz com nossos filhos?
-Tudo ficará bem agora, vamos tentar viver normalmente.
-E como eu tentarei ser normal?
-Bom, aos poucos vai se acostumar. Barnabas me abraço.
Alguns anos depois....
Hoje meus filhos completariam 10 anos, é estranho ver que todos ao seu redor estão envelhecendo e você não, parece que o tempo parou para você, ver Barnabas a cada dia se dedicando a nossos filhos me fazia esquecer totalmente os problemas.
Preparamos uma festa para toda a cidade em homenagem aos 10 anos de meus filhos e claro não poderia faltar meu amigo Jack Sparrow, a tarde me vesti apropriada para não ter contato com o sol e fui até a praia lá estava o pérola, subi a bordo e quando vi Jack gritei:
-Capitão.
-Alice que bom vê-la amor.
-Eu vim somente fazer um convite irrecusável.
-Qual? Beber rum?
-Não. Hoje meus filhos completam 10 anos e essa data jamais será a mesma sem você lá.
-Não sei se devo, é que o navio...
-Por favor Capitão. Quem vai beber todo aquele rum?
-Conte comigo minha cara.
-Bom, Jack mas eu pensei em algo antes. Disse a ele enquanto pegava em sua barba enorme.
-O que? Disse Jack com aquela cara estranha.
-Vamos dar uma volta, preciso comprar umas coisas e necessito de você, e quem sabe até podemos ir fazer essa barbinha?
-Ahh. Não.
-Jack por favor né, isso é feio, é ridículo.
-Sou um capitão pirata. Sem barba, jamais.
-Jack vamos por favor, só dar uma olhadinha, eu preciso que você me ajude em algumas coisas.
-Vá capitão, dar uma voltinha. Sorriu um dos marujos.
Jack topou e saímos para comprar algumas coisas, era divertido estar com Jack ele era estranho mais o pirata mais legal que ja vi, afinal eu só havia visto ele mesmo. (sorri)
Andamos por toda Collinsport e então paramos em frente a barbearia Todd.
-Eu não vou entrar.
-Por favor só vamos ver quanto custa.
Entramos e senti em minha pele um vento frio, um lugar totalmente frio e sombrio, logo fiquei arrepiada, Jack deu uma passo para trás.
-Isso é pior do que estar no holandês voador, e ainda pior do que ser engolido pelo kraken .
- Jack, por favor né.
POV: Jack Sparrow
Um lugar vazio, frio e muito pior do que o baú de Jones, a escuridão tomava conta daquele local, Alice em minha frente e logo ouvimos a porta abrir e de lá saiu um homem de cabelo preto com uma parte branca, sua palidez e seus olhos era de um assassino.
-Algo em que posso ajudá-los?
-Olá viemos saber qual é o custo de seu trabalho. Esse meu amigo queria fazer a barba.
-Eu? perguntei assustado.
Os olhos do Barbeiro se voltaram para mim, algo me dizia que aquele homem era extremamente perigoso.
-Sente-se. Pediu a mim.
-Tudo bem, mas não sei se quero realmente tirar.
-Você adorável jovem, eu acredito que esse trabalho iria demorar alguns minutos, podendo tornar seu tempo um pouco chato e cansativo, pode dar uma volta se quiser.
-Ficaria bem Jack? Perguntou Alice ironicamente.
-Sim Alice.
-Bom. vou tomar sorvete então. Ela saiu sorrindo de minha cara como se eu estivesse com medo.
Sentei na poltrona confortável, coloquei minha espada próximo a mim e expliquei o que eu queria que fosse feito, não me imagino sem minha barba, então que somente a modelasse.
-Fique bem relaxado. O misterioso barbeiro segurou minha cabeça a puxando um pouco para traz, com os olhos quase fechados pude ver no reflexo no espelho os movimentos do Barbeiro, foi então que o vi retirando sua navalha, poderia estar enganado mas aquele homem estava preparando algo para mim e supostamente seria a morte.
O Barbeiro levantou sua navalha a passando em frente ao meu pescoço me deixando angustiado, sem mai, senti sua mão segurar minha cabeça e seus olhos se voltarem ao espelho, segurei minha espada forte, ele encostou a navalha em meu pescoço, eu abri meus olhos e vi no espelho que havia no telhado que seu proximo passo seria me degolar.
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