Alice A Maravilha
11 11. Encontros, reencontros e grandes emoções
Notas iniciais
POV: Alice
Finalmente havíamos chegado a Collinsport, eu estava exausta, não é fácil ter filhos, ainda mais sem um pai. Pegamos um taxi e finalmente chegamos a nossa casa, senti um grande aperto no coração por vê-la, e ainda mais por que aquele lugar me trazia as lembranças de Barnabas, de todas as lagrimas, enfim, voltar aquela casa me fez ficar em silencio por horas.
Entramos e por milagre tudo estava como deixamos, Jack e Ben não havia posto fogo (risos). As crianças corriam pela casa toda.
-Que bom que chegaram, odeio a comida do Ben. Disse Jack nos abraçando.
-Não é tão ruim assim. Disse ele.
-Nossa! Alice como seus filhos estão enormes. Disse Ben sobre as crianças.
-Pois é, passaram se cinco anos.
Depois de toda aquela conversa, subi ao meu quarto e tomei aquele banho para relaxar.
POV: Victoria
É estranho ser vampiro, os tempos vão indo e você continua a mesma sempre, Barnabas e eu passamos todos os dias junto, eu sempre soube que Barnabas era a pessoa perfeita para mim, e assim que descobri que eu era Josette descobri o porquê de ama-lo tanto, mais agora parece ser diferente, Barnabas está frio e entre nós não parece ter mais aquele clima. Às vezes me pergunto se foi minha viagem ou se existe outro alguém na vida dele.
Em mais um desses dias, eu estava observando pela janela o dia e vi que Alice havia voltado, após tanto tempo eu estava curiosa para vê-la e conhecer os dois filhos dela.
-Barnabas, adivinha quem voltou?
-Quem? Disse ele.
-A vizinha Alice, lembra?
-Ah sim, que bom então. Disse ele com aquele olhar serio franzindo a testa.
Barnabas sempre foi estranho, mais depois que voltei da viagem ele parece ser outro homem.
-Eu vou vê-la. Falei a Barnabas.
Então peguei um guarda chuva para não me queimar e fui até a casa de Alice, bati na porta e ela abriu. Quando Alice me viu fez uma cara de assustada, afinal eu jamais havia ido a sua casa.
-Oi Alice, lembra-se de mim? Victoria?
-Sim Vick, entre.
Entrei em sua casa e me sentei.
-Como você esta? Disse ela indo até o fogão.
-Estou bem obrigada. E você parece estar bem, está mais bela do que quando a vi.
- Obrigada pelo elogio, e como esta a vida? Perguntou ela preparando um café.
-Está mais ou menos, Barnabas esta sempre em casa.
Quando eu toquei no nome do Barnabas ela perdeu a atenção e acabou derrubado o bule de água na pia, não sei o porquê dela ter ficado daquela maneira.
-Você esta bem? Eu perguntei.
-Sim, perdão, é que eu me queimei.
Alice havia dito aquilo porem não havia me convencido, eu percebi que ela não tinha se queimado.
-E seus filhos? Perguntei
-Estão brincando lá fora.
Alice se aproximou e me ofereceu café, porem tinha que ir embora, pois precisava comprar umas coisas.
-Alice obrigada por tudo, mais eu preciso ir.
-Eu que agradeço sua visita.
-Vá a minha residência tomar um chá. Eu disse educadamente a convidando.
-Claro. Ela disse com um sorriso meio forçado.
Então me levantei e estava indo para casa quando vi um menino que estava correndo na rua acabou caindo no chão, e começou a chorar, então para ser bondosa e por sentir pena da pobre criança fui ajuda-lo.
-Oi, você esta bem meu querido? Levante-se do chão. Falei ajudando ele a levantar, ele era pequeno parecia ter quatro a cinco anos de idade.
Ele se levantou e quando olhou para mim, pude jurar que vi Barnabas, seus olhos seu cabelo sua face era a de Barnabas até suas olheiras e a palidez. Minha reação foi única: espanto seguido de duvidas.
Fiquei muda e paralisada, eu o olhava fixamente e não tinha reação para aquilo, até ele dizer?
-Obrigada moça, eu estou bem melhor agora.
O menino estava saindo e eu falei:
-Espere menino, como você se chama?
Ele parou olhou para mim sorrindo, até seu sorriso era o de Barnabas, era espantoso.
-Me chamo Joshua.
Aquele nome era o mesmo nome do pai de Barnabas e então perguntei:
-quem é sua mãe?
E a resposta foi única, inesperada.
-Alice.
Claro, quando ele me disse que era filho da Alice tudo veio à tona, lembrei-me do dia em que ela bateu na porta de nossa casa, ela parecia estar preocupada e nervosa, eu sabia que ela queria falar algo mais quando ela me viu mudou de assunto, também me lembrei das perguntas que ele havia me feito sobre um humano engravidar de um vampiro, eu jamais havia pensado naquilo, e também por que ela se queimaria ao me ouvir falar no nome dele.
Deixei o menino ir e em um instante meu sentimento foi de ódio, ele havia me traído e ainda por cima não havia assumido as crianças, apesar de não saber se ele tinha noção de que seria pai. Entrei em casa e sem pensar o peguei pela gola da blusa e o joguei na parede, ele não teve chance de reagir.
-Por que fez isso? Eu gritei
-Posso saber o que está acontecendo?
-Agora entendi suas malditas perguntas, eu acho que só devo parabeniza-lo por seus atos de traição e irresponsabilidade.
POV: Barnabas
Eu estava em pé retirando umas coisas que tinha guardado de Josette em minha gaveta, e Vick entrou como um furacão no quarto, eu não pude reagir ela foi rápida ao me jogar contra a parede. Ela estava com muito ódio e eu não conseguia entender o motivo.
-Traição? Irresponsabilidade?
-Exato, eu não posso acreditar que me traiu com Alice.
Ela disse aquilo e então parei por instantes.
-E o pior de tudo é você ter a capacidade de engravidar um pobre jovem e não ter a coragem de assumir.
-Como? Engravidar?
Quando Vick falou aquilo, lembrei-me do momento em que Alice havia dito que estava grávida, e minha reação foi negativa, eu recusei aceitar o fato por não saber se realmente era possível.
-sabe de uma coisa Barnabas? Isso é demais para mim. Eu não aguento isso, e na quero competir com isso. Tomei uma decisão.
-Vick. Falei ao vê-la saindo.
Acompanhei Victoria e a vi arrumando suas malas, foi um choque para mim.
-Por que esta fazendo isso?
-Por que eu não quero mais isso para mim.
-Foi por causa da Alice?
-Não, ela não teve culpa de nada, eu só não quero mais essa vida para mim.
-Tudo bem. Eu jamais imaginei que meu grande amor iria partir por não querer mais ficar ao meu lado, mais foi por via do destino, talvez estivesse certa, ela não é a Josette e eu às vezes queria que ela fosse. Então deixei que partisse.
-Barnabas você esta perdendo uma coisa inacreditável.
-Como? Perguntei ao acompanha-la até a porta.
-O pior de tudo, é que não sei como Alice conseguiu por ao mundo duas crianças sem a ajuda do pai deles. E o quanto ela sofreu por você duvidar dela, e mais, ele é a sua cara Barnabas, parece ser você, e ainda se chama Joshua em homenagem a seu pai. Ela eu admiro Barnabas, mais você, estou sentindo nojo de você. Adeus.
Victoria falou aquilo me deixando sozinho na porta, eu entrei me sentei e fiquei refletindo, eu fiquei pensativo e todas as horas me levantava para observar a casa de Alice, para ver se via as crianças. Eu não tirava da cabeça a ideia de que eu sou pai, e do que eu tinha feito, o quanto a tratei mal e fui irresponsável.
No dia seguinte resolvi ficar no jardim para continuar observando, eu tinha que ver meus filhos, eu sabia que Alice jamais me perdoaria pelo o que fiz e que muito menos permitiria que os conhecesse. Por horas fiquei rodeando o jardim e por não ver nada resolvi ir um pouco à praia para ler, assim como eu lia com a Vick, entrei vesti uma roupa mais coberta e fui.
POV: Alice
O dia estava lindo então levei Joshua e Naomi para a praia, Vivian também resolveu ir.
-Crianças brinquem mais, por favor, tomem cuidado. Eu falei para eles.
As crianças correram e eu me deitei para pegar um bronze.
-Cuida deles para mim Vivian?
-Sim. Disse ela sentando na cadeira de praia.
POV: Barnabas
Eu estava lendo e havia duas crianças correndo e gritando muito, e então senti um leve impacto em minha perna direita, olhei para baio e era uma bola grande. Eu a peguei e vi as crianças se aproximarem.
-Com licença senhor, pode me dar à bola? Disse um deles.
-Claro. Disse eu deixando a atenção ao meu livro e olhando para eles.
Não acreditei no que vi.
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