Alice A Maravilha
6 . 6 Minha grande Decisão. (continuei aq leitoras)
Notas iniciais
POV: Alice
Quando vi Barnabas naquela noite, fiquei travada eu tinha quase a certeza de que realmente era ele. Então eu pensei, talvez se eu ficasse com o Jack, Barnabas veria e me deixaria em paz porque saberia que eu não era essa Angelique. E foi o que eu fiz, virei para o Jack o abracei e o beijei, foi um beijo demorando e tão bom que poderia ficar por horas ali, ele tinha uma ótima pegada.
Quando paramos, ele me abraçou e me puxou pelo braço me levando a um canto escuro, ele me empurrou na parede começou beijar meu pescoço, eu estava ficando louca com aquilo, e então fechei meus olhos e não sei por que mais tive a sensação de que o Barnabas estivesse ali, então minha reação foi à inesperada.
–Pare. Ele parou e olhou para mim.
–Por que gata?
–Eu não quero, eu tenho que ir. Então nós saímos.
POV: Jack
Alice é uma garota fantástica, eu estava afim dela, mais ela era muito insegura e quando achei que ia rolar uma coisa a mais adivinha, ela disse que queria ir embora. Será que minha pegada na era tão boa assim?
POV: Vivian
Eu estava com o Ben no maior Love e então vi Alice andando com uma cara de choro e quando Jack chegou eu queria saber o que havia acontecido.
–O que você fez com ela?
–Nada, sua prima disse que não queria nada e disse que ia embora.
–Ah não. Ben eu já vou ela precisa de mim.
–Tudo bem amor.
Fui correndo para casa e a vi chorando no quarto.
–Alice o que aconteceu?
–Eu não sei. Só quis ir embora.
–Mais por quê? Jack te insultou, tentou obriga-la a fazer algo?
–Não ele não fez nada. Eu só preciso ficar sozinha ta?
–Tudo bem. Boa noite.
–Boa noite, e obrigada.
–Alice se você precisar de algo me chama.
–Ta.
POV: Alice
Eu não sei o que me houve naquele momento, eu estava com sentimento de raiva por causa de tudo o que estava acontecendo. Então fui até a janela ver se Barnabas estava me olhando, e então me veio á cabeça.
–Eu vou para essa festa.
Então decidi ir à festa do Barnabas amanhã e acabar com aquilo de uma vez por todas, queria enfrentar meu medo e esclarecer que tudo não passou de um mal entendido. Quando amanheceu fui para a cozinha e Vivian estava lá.
–Vivian.
–Oi Alice você esta melhor?
–Eu vou à festa.
–O que?
–Eu disse que vou para a festa.
–Mais por que essa decisão tão radical?
–Eu tenho meus motivos.
–Ai Alice agora eu estou vendo a minha Alice corajosa de antes.
–Não exagera.
–E para essa festa temos que comprar um vestido chique.
–Serio? Não posso usar um dos meus?
–Claro que não. Você tem que ir elegante.
–E então aonde vamos dessa vez.
–Vamos a uma loja mais do que especial.
–Onde é?
–Na loja do meu amigo Chapeleiro Maluco, ele é incrível, é o melhor da cidade.
–Então vamos.
Eu e Vivian fomos para essa loja, e quando entramos foi fantástico tinha lindos vestidos e chapéus magníficos, queria comprar todos. Vivian foi procurar um para ela e fui procurar o meu, estava os vestidos que ficavam ao lado da sessão masculina, quando senti um cheiro delicioso que me lembrava de chocolate, eu não fazia ideia de onde vinha então comecei a cheirar os vestidos para saber se o cheiro vinha deles (risos) paralisei ao ver que um homem estava me olhando fazendo uma cara de “urgh o que ela esta fazendo”? Eu fiquei muito sem graça com aquela situação e ainda falei.
–Eu acho bom o cheiro de roupa nova (risos), você esta sentido esse cheiro de chocolate?
Eu não sei por que falei aquilo, ele deu uma risada um pouco forçada e levantou uma das sobrancelhas. Também havia me esquecido de que meu perfume é o Egeo Choc, e que o cheiro poderia ser meu. Mas que mico.
–Talvez. Disse ele me olhando.
Eu fiquei muito sem graça, por que ele parecia ser da alta sociedade, ele vestia uma roupa vermelha, luvas, uma cartola e tinha uma espécie de bastão, era jovem e o que mais chamava atenção eram seu cabelo e seus olhos, seu cabelo era engraçado e seus olhos eram roxos. Então continuei olhando os vestidos e um me chamou muita atenção, era azul tomara que caia, tinha vários detalhes e era enorme, eu peguei para experimentar e tinha ficado perfeito em mim, eu abri a porta do trocador mais eu não sabia se olhava no espelho como eu tinha ficando bonita no vestido ou para o homem do cabelo engraçado, que me chamou atenção com sua elegância e beleza.
–Ah esse ficou perfeito, vou ficar com este.
Eu peguei o vestido para ir procurar a Vivian e quando passei pelo homem percebi que o cheiro de chocolate vinha dele, e fiquei mais envergonhada ainda.
–Vivian você não vai acreditar o que aconteceu.
–O que?
Contei a Vivian o que tinha acontecido.
–Alice sabe quem era aquele homem?
–Quem?
–Willy Wonka.
– E quem é Willy Wonka?
–Ele é simplesmente um dos homens mais ricos daqui da cidade. Ele é dono da maior fabrica de chocolate do mundo.
–Chocolates Wonka?
–Sim obvil.
–Nossa a mulher dele tem sorte.
–Que mulher? Ele é solteiro, tanto é que há anos atrás ele enviou uns bilhetes premiados por todo mundo, lembra que eu te falei?
–Sim, mais para que eram esses bilhetes?
– A fabrica ainda estava fechada e Willy resolveu abri-la novamente depois de alguns anos, ele precisava de um herdeiro e isso resultou naquela historia que te contei.
–Ah sim, do tal do Charlie. Então, você já achou um vestido para você?
–Ainda não, eu acho que vou chamar o Chapeleiro, por que ele sabe como eu gosto.
–Ta, eu vou te esperar aqui.
Enquanto eu aguardava a Vivian ainda olhava para o Willy, ele deveria casar, era bonito e bem sucedido. Sabe aquele momento em que você olha para uma pessoa no mesmo momento em que ela olha para você? Foi o que aconteceu naquele segundo, eu olhei para o lado disfarçando.
Logo Vivian voltou.
–E ai cadê o chapeleiro?
–Ele já vem, foi buscar um vestido especial para mim. E ai não me diga que esta paquerando o Wonka?
–Eu não.
–É melhor mesmo, ou o Barnabas vai ficar com ciúmes.
– Haha! Não teve graça nenhuma sabia?
–Sei.
POV: Vivian
O que eu mais gosto é provocar a Alice, ainda mais agora com toda essa confusão. Estávamos sentadas esperando o Chapeleiro e claro que eu sabia que ele ia aprontar alguma, é típico dele. Estávamos conversando distraídas quando ele chegou perto da Alice e falou:
–Oi.
Quando Alice olhou para ele, ela se assustou e acabou caindo da cadeira, (risos) pensei que ia morrer de rir dela.
–Desculpe moça, eu não queria assusta-la.
–E quem é você? O palhaço do circo?
–Não, eu sou o dono da loja.
Vi a cara da Alice, era cara de quem queria morrer, eu não aguentava de tanto rir.
–Desculpa, por favor. Eu me assustei e me desculpa. Disse Alice levantando.
– Moça, sem problemas.
Depois que achei o vestido ideal fomos para casa nos arrumarmos, quando chegou a hora de ir, vi Alice e ela estava linda, fantástica capaz de deixar os homens aos seus pés.
–Minha nossa Alice você esta de mais.
–Obrigada, você também esta linda.
–Esta com medo?
–Não muito. Uma hora eu teria que enfrenta-lo.
– Então vamos não quero chegar atrasada?
–Sim.
POV: Alice
Meu coração estava prestes a sair pela boca, estava nervosa, e finalmente chegamos à festa, quando entramos não tinha ninguém na portaria e foi um alivio, até Barnabas vir em minha direção.
–Boa noite moças, gostaria de agradecer a presença de vocês, inclusive a sua Alice.
Eu estava tremula, ele olhava fixamente para meus olhos, então só fiz uma cara de huhum.
–Agora se me derem licença tenho que cumprimentar os outros convidados.
–Pode ir Barnabas e obrigada pelo convite. Disse Vivian.
Até que enfim Barnabas saiu de perto de mim, foram os dois minutos mais demorados do mundo. A festa estava ótima, tinha uma banda legal e muito famosa tocando e eu estava mais calma, mais como dizem “nem tudo são flores” Barnabas estava vindo em minha direção novamente, ele estava bastante elegante por sinal.
–Com licença, Alice eu gostaria de conversar com você por um minuto, se não se importa.
Vivian estava atrás de Barnabas fazendo sinal de “vai”.
–É que eu não sei se posso.
–Você pode ir Alice, eu fico aqui não se preocupe. Disse Vivian.
Meu pensamento era: Sua vaca eu não quero ir. Mas então não pude recusar o pedido, e agora poderia esclarecer as coisas.
–Tudo bem nós vamos.
–Se não se importa, gostaria que conversássemos em um local calmo.
–Certo vamos então.
–Queira me acompanhar.
Ele ficou ao meu lado, serio e calmo, e enquanto eu estava suando frio, e com muito medo. Andamos até chegar a praia, só havia nós dois e mais ninguém, eu estava tensa e tremula pois a qualquer minuto ele poderia me matar.
POV: Alice
Estávamos na praia vazia, eu estava andando na frente e ele estava quieto, era como se eu estivesse sozinha estava tensa e tremula, então parei mais continue de costas para ele.
-O que você quer comigo?
Tentei controlar meu medo, para que ele não notasse.
-Alice eu sei que foi estranho para você aquele dia em minha casa, e eu queria pedir desculpas a você.
-E para pedir desculpas precisa vir até aqui?
-Sei que não, mais seria melhor para que nos entendêssemos.
-Ou melhor, para você fazer um lanchinho?
Quando percebi já havia dito aquilo, a reação dele não foi de espanto nem de preocupado, ele estava sério. E então procedi.
-Olha Barnabas, eu sei quem você é, sei que você é um vampiro e sei por que você fez aquilo naquele dia.
Barnabas começou a me olhar com outros olhos estilo olhos famintos. (risos)
- Então sabe sobre ela.
-Sei sobre Angelique, e Barnabas eu não sou ela, eu não sinto nada por você a não ser medo.
-Medo?
-Estou sozinha com você, e você é um vampiro, então é normal que eu tenha medo.
- Alice, eu não vou mata-la. Disse ele sorrindo, e de fato o sorriso dele era lindo.
Em um momento de silencio havia muita tensão, e ele se aproximou pegou uma de minhas mãos, ele tinha dedos enormes.
-Sua mão esta tão gelada.
É por que eu estou com medo, eu pensei.
-Bom é que está um pouco frio aqui. Eu disse soltando a minha mão da dele e passando minhas mãos em meus braços.
E foi ai que ele retirou seu terno e me ofereceu colocando-o sobre meus ombros, achei fofo da parte dele, ele era cavalheiro, mais isso não me fazia perder o medo.
Quando ele se aproximou de mim para por o terno disse.
-Você tem um cheiro maravilhoso se importaria se eu o sentisse em sua pele?
Não! Eu pensei, é agora que ele vai me morder, e então me veio em mente que de qualquer forma ele poderia me matar, ele é rápido e eu sou uma pessoa normal.
-tudo bem. Eu disse morrendo de medo.
Então ele afastou meus cabelos os retirando do pescoço encostou seu corpo no meu e começou a cheirar meu pescoço subindo e descendo seu nariz sobre meu pescoço e eu comecei a me arrepiar da cabeça aos pés. Eu ficava pensando em que momento ele iria me matar, eu não sentia os dentes dele, somente o nariz, eu sentia sua respiração.
POV: Barnabas
Comecei a sentir seu cheiro para ver se era semelhante ao de Angelique, mais não, seu perfume era doce e bom quase irrestível, não conseguia me controlar eu queria ficar sentindo seu cheiro, sua pele era macia, eu sabia que ela estava com medo, claro, eu era um monstro.
Afastei-me de Alice, e via em seus olhos que estava cheio de lagrimas.
-Seu perfume é semelhante a um jardim da mais linda e perfeita rosa.
Ela abaixou a cabeça e sorriu dizendo “obrigada”. Mais isso não era tudo, eu não iria desistir de saber a verdade, então me aproximei novamente envolvendo minhas mãos em seu corpo e sua reação era a mesma: Medo. Ela tentava se afastar de mim, mais eu persistia, ela não olhava em meus olhos e era totalmente diferente de Angelique.
-Por favor, não toque em mim. Disse Alice retirando minhas mãos.
Alice se virou e começou a andar rumo a festa, e eu a seguia, percebi cada ponto de seu corpo e via as mãos delas que estavam tremulas, eu faria qualquer tipo de coisa para descobrir se ela desse qualquer sinal de que fosse a maldita, e ao chegarmos em uma loja próximo a rua da casa adiantei os passos segurei a pelo braço a pus na parede da loja e a beijei intensamente.
POV: Alice
No momento em que ele me colocou contra a parede e me beijou, eu não sabia o que fazer, mais não podia me levar, eu sabia que aquilo não passava de um teste para saber se eu era a Angelique, então consegui virar o rosto e sair dali.
-Eu tenho que ir, por favor, me deixe em paz.
E fui para casa deixando o ali sozinho.
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