​Dez anos depois...

​O Castelo de Windsor não era mais apenas o centro do poder, mas um caldeirão de juventude e novas rebeldias. O tempo havia passado, transformando as crianças de outrora nos novos protagonistas do destino da Inglaterra.

​O Peso da Coroa: Carlo Stuart

​Aos 20 anos, Carlo era a imagem da responsabilidade. Com a mandíbula marcada e o olhar analítico do pai, James, ele já assumira o comando de regimentos inteiros. Carlo era o herdeiro perfeito: estratégico, contido e impecável. No entanto, o peso de ser o próximo rei começava a sufocá-lo. Enquanto James o preparava para a política fria, Carlo buscava secretamente os conselhos do tio Alexander sobre como manter a alma viva sob o peso do ouro e do arminho.

​A Rosa Selvagem: Melinda Stuart

​Aos 14 anos, Melinda era o pesadelo dos tutores e a alegria dos jardins. Ela herdara a audácia da avó Alice e a vivacidade de Francesca. Não havia muro em Windsor que ela não tivesse escalado ou protocolo que não tivesse desafiado. Melinda não queria ser apenas uma princesa para ser casada; ela passava horas escondida na biblioteca estudando mapas e exigia aprender esgrima com o tio Alex, provando que o sangue da Loba corria forte em suas veias.

​O Laço de Sangue e Alma: Marina e os Novos Herdeiros

​A pequena Marina, agora com 13 anos, florescera sob a proteção de Alexander e Francesca. Embora soubesse de sua origem, ela nunca se sentira menos do que uma filha. Ela era a confidente de Melinda e a voz da razão que acalmava o temperamento de Carlo. Ao seu lado, corriam os filhos biológicos de Alexander e Francesca: Lucas II, um menino de 8 anos que já demonstrava a sede de aventura do pai, e a pequena Alice, de 5 anos, a xodó de toda a família.

​A Reunião em Suffolk

​No verão de 1876, a família se reuniu em Suffolk para o aniversário de Lucas. Alice e Lucas, agora com os cabelos completamente brancos mas com a mesma chama no olhar, observavam a cena da varanda da casa de campo.

​Lá embaixo, James e Alexander bebiam vinho e riam, finalmente em paz um com o outro. Eloise e Francesca conversavam sobre o futuro das filhas, unidas por uma amizade que nascera na dor e se fortalecera na lealdade.

​— Veja, Lucas — sussurrou Alice, encostando a cabeça no ombro do marido. — Nós sobrevivemos às guerras, às traições e ao ódio para que eles pudessem ter isso.

​Lucas segurou a mão dela, apertando-a com o mesmo fervor de quando eram jovens em Paris.

— Não criamos apenas herdeiros, Alice. Criamos uma família. E enquanto houver amor entre eles, o Leão e a Loba nunca deixarão de governar.

​O sol se pôs sobre as colinas verdes, banhando a nova geração com uma luz dourada. A saga que começou com um casamento forçado e uma rivalidade sangrenta terminava ali: no riso das crianças, na paz dos justos e na certeza de que a maior conquista da vida não é um trono, mas o lugar onde o coração finalmente encontra descanso.

​FIM DA SAGA "A LOBA E O LEÃO"

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