Aliados - 1
1 Introdução
Notas iniciais
*Aliás, se alguma coisa foi contra o gosto de vocês, podem deixar nos comentários, eu aceitarei com todo o prazer.
*Boa leitura povo!
Gemi. Tudo em mim doía, eu suava, meu coração não parava de bater, meus pulmões e tripas queriam sair de dentro do meu organismo, e a sensação terrível de ter a vida passando pelos olhos me invadiu.
Senti que abrir os olhos era um bom começo para saber que estava viva, e tentei. Consegui abrir, o que significava que eu não teria um velório tão cedo assim.
– Ela está acordando, senhor. – Ouvi uma voz suave, masculina, e praticamente muito linda. Tá, esse não é o ponto, mas vamos direto a ele.
– Incrível. – Ouvi outra voz, dessa vez mais grave, masculina e ainda assim suave. – Nunca vi um mortal se recuperar tão rapidamente de um veneno como o veneno do Dragão Negro, principalmente do dragão do Jacob.
– Senhor, sem querer desrespeitá-lo, eu acho que ela não é apenas uma mortal. – A mesma voz suave de antes foi ouvida.
– Jake, ela não pode ser uma de nós. Uma dessas deve ser aluna de Miami. – Uma outra voz, mas zombeteira, soou.
– Não acredito! – Murmurei. – O que eu estou fazendo aqui? – Dessa vez eu falei, sem murmuro nenhum.
Todos olharam para mim, e eu me encolhi um pouco.
– Ela já acordou. – Um menino loiro disse.
– Você está no hospital, foi atacada por um lobo, e ele mordeu você na perna, no fêmur. Foi grave, mas há cura. – Disse um homem de provavelmente meia idade, cabelos negros e olhos cinza.
– Olha, eu sinto muito se eu estou fazendo alguma coisa errada por aqui, ou se isso que eu vou dizer é proibido porque eu sou vítima de preconceito porque supostamente vim de Miami...
– Ela ouviu, ah, que legal. – O menino loiro cortou-me.
– É, ouvi e ouvi isso também, o.k.? Mas, então, continuando, eu sinto muito se não posso falar isso, porque em primeiro lugar eu sou de Beverly Hills, e em segundo, como assim, dragão, mortal e veneno?
– Ah, que ótimo, ela tem ouvidos biônicos, e ouviu isso também. – Dá para adivinhar quem murmurou isso, não é?
– Luke – O homem de cabelos negros repreendeu –, por favor, seja mais gentil. Senhorita, você estava perturbada, estava delirando, e não ouviu nada como dragão, mortal, ou veneno.
– O.k., eu acho que entendi tudo: Eu estou quase morrendo, suada, passei 3 dias, provavelmente 4, sem tomar banho, deliro, e ainda estou tentando assimilar tudo o que aconteceu. – Então, murmurei: – Acho que eu preciso remarcar o psicólogo!
Olhei para o tal Jake, e ele retribuiu o olhar.
– Bem – começou o homem de cabelos negros –, meu nome é Holt. O seu é....?
– Emilly. Emilly Grace. – Eu respondi.
Só não entendi uma coisa: Se eu estava delirando, como é que eu consegui ver um dragão passando pela janela? Bem, acho que era outro delírio. Talvez eu tenha certeza.
Quando todos saíram da sala para me deixar sozinha, o espaço ficou gelado. Eu achei que era porque o ar tinha se esvaído, já que tanta gente havia saído, e aí tudo congelou. Mas foi quando a cômoda começou a virar gelo sólido.
Desmaiei.
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