Alguém Como Você

22 Capítulo XXII - O início de tudo...


Notas iniciais
Yo gente, estou vindo aqui hoje para postar o capítulo antecipadamente surpresa!!!! (Todas gritam o/). Bom eu vi minha gêmea ontem *---*, matei a saudade, mas voltando ela disse para postar por volta das 23h, no entanto eu não irei entrar mais tarde .-. e como queria postar antes, decidi que seria cedo mesmo rsrsrs, agora chega de blá, blá, blá, espero que gostem da surpresa.

Boa Leitura!!

Alguém Como Você

Por Myuky e ReH-San

Capítulo XXII – O início de tudo...



– Itachi! Itachi! O que está acontecendo? Você está bem? – desesperou-se ao ver seu estado, do lado de fora a chuva ficava mais forte e os trovões constantes.



“Itachi venha logo, estamos atrasados!”

– Itachi está me ouvindo? – Hinata ajoelhou-se ficando do seu tamanho, balançou as mãos diante de seu rosto, mas não obteve resposta.

“Filho você vai se cansar rápido e terá vontade de dormir, quando for maior te levaremos...”.

– Itachi!? – chamou novamente — Ótimo, sem reação – levantou-se indo até a porta, mexeu no trinco para ter certeza de que estavam trancados – Droga, nem gritar eu posso – virou-se se encostando à porta, observou Itachi que permanecia atônito, escutou outro trovão – Então é isso.“Certo sei qual é o problema, mas o que posso fazer? Se pelo menos pudesse sair daqui, aliás, alguém terá que se explicar quando tudo acabar”.– Soltou um suspiro, fechando os olhos. – “Já sei! Talvez não funcione, mas vale à pena tentar.” – respirou fundo e começou.

Se em seu coração existe uma brisa

E se essa for à brisa que traz a primavera

Eu gostaria de sozinha fazê-la soprar

Sempre e sempre...

Itachi tirou as mãos do ouvido, encarou Hinata que cantava.

– “Está funcionando, vou continuar” – pensou retomando a canção.

Se em seu coração existe um céu

E se esse céu for muito azul

Gostaria de sozinha abraça-lo

Não importa até onde tiver que ir...

O olhar de Itachi modificou com a segunda estrofe, lembrava-se daquela música.

Por que você sempre apenas sorri

E apenas me abraça

Hinata ficou surpresa ao ouvir a voz dele “Não acredito ele está cantando!” caminhou até onde estava sentando-se ao seu lado.

– Não é ruim ter medo de trovões, eu tinha, mas minha mãe dizia que deveria cantar para afastar o medo, com o tempo esse problema tornou-se apenas uma lembrança.

Se em seu coração existe um oceano

E se esse oceano um dia chorar

Eu gostaria de sozinho enxugá-los

Sempre e sempre...

Ele continuou a cantar, Hinata sorriu apesar de ter sido totalmente ignorada “Ele está voltando ao normal, não parece assustado como há pouco”.

Por que você sempre apenas sorri

E apenas me abraça

– Aya, sempre escuta essa música, ela é muito bonita – falou um pouco mais relaxado – Sua mãe estava certa, uma canção pode ajudar.

– Você ouviu o que eu disse? – ele meneou a cabeça afirmativamente – Escutou quando te chamei alguns minutos atrás?

– Não, eu acho. – respondeu confuso fitando a moça.

– Hum... Não, são apenas os trovões que te deixaram assim, certo? – o semblante de Itachi ficou melancólico, olhando fixo o nada – “Fiz besteira” tudo bem, não precisamos falar sobre isso, mas ainda sim preciso distraí-lo se não irei te perder novamente, vejamos? – colocou a mão no queixo, pensando – Que tal filmes? – esperou uma resposta, mas não obteve, o homem continuou a olhar para qualquer lugar. – Okay, filmes não, esportes? – arqueou a sobrancelha – “Estou perdendo ele de novo, o que eu faço...? Vamos Hinata pense!” que tal um jogo? Pedra, papel e tesoura, um po...

– Eu me lembrei de algo, que tenho tentado esquecer a anos, você não faz mesmo ideia? – perguntou.

– Não. – respondeu sem entender.

– Achei que fosse muito amiga do meu irmão – Hinata fez uma careta pensando sobre o que ele estava falando, seus olhos arregalaram.

– Seus pais? – Itachi suspirou afirmando – E... Eu nunca perguntei nada para ele, só sei a história por alto — A morena rolou os olhos pelo cômodo, tentando evitar fita-lo.

– Meu pesadelo começou naquele dia – sua voz estava pesada.

– Itachi se não quiser falar sobre iss... – tentou dizer, mas não pode.

– O dia estava assim, igualzinho... – continuou ignorando o que a Hyuuga iria dizer, ela o fitou e ele a observava. Hinata fez um gesto com a cabeça para que prosseguisse – Íamos a uma festa, estava mais para reunião com magnatas.

#FLASHBACK ON

– Itachi venha logo, estamos atrasados! – gritou Mikoto, enquanto olhava-se pela enésima vez no espelho em um corredor próximo as escadas de acesso ao hall de entrada.

– Okaasan você está linda! – falou, chamando sua atenção. Mikoto trajava um vestido preto longo de alças finas, sandálias pretas, os cabelos penteados em um coque com alguns fios soltos, gargantilha com brilhantes e uma maquiagem leve.

– Ah, obrigada meu anjo – aproximou-se dando um beijo em sua testa – Mas, onde está Itachi? – perguntou fitando as escadarias.

– Ele está vindo – respondeu, segurou a mão da mulher seguindo até a entrada.

– Sei, vocês dois sempre combinam de dizer isso não é mesmo Sasuke? – o menino riu.

– Estou pronto, vam... – perdeu o raciocínio ao ver o quão bela a Uchiha estava. – Você está realmente linda – Mikoto riu.

– Dessa forma vocês me mimam demais – disse sem graça.

– E deve ser mimada – depositou um selinho em seus lábios, recebendo reprovação de Sasuke que assistia a cena fazendo o casal rir.

– Otousan eu não posso mesmo ir? Prometo me comportar – pediu o menino. Fugaku o pegou nos braços.

– Filho você vai se cansar rápido e terá vontade de dormir, quando for maior te levaremos – Sasuke cruzou os braços, fazendo bico – Não tenha pressa de crescer, aproveite sua infância ao máximo – o garoto sorriu meneou a cabeça como forma de dizer que entendia aquelas palavras. Colocou o filho no chão. – Certo, estamos prontos – olhou Mikoto, balançou a cabeça suspirando – UCHIHA ITACHI TE DOU UM MINUTO PARA CHEGAR AQUI!

– Mas, eu já estou aqui – todos olharam o garoto aparecendo pelo corredor do lado direito da escada, sendo seguido por Aya.

– Que ótimo, agora vamos – Fugaku disse enquanto pegava as chaves do carro em uma mesa próximo à porta.

– Meu anjinho está tão bonito nesse terno – Itachi fez uma careta.

– Preciso mesmo usar a gravata okaasan? – indagou tentando afrouxar o nó.

– Claro que precisa, faz parte do figurino – respondeu aproximando-se e arrumando a bagunça que ele estava fazendo. – Pronto, ficou lindo de novo.

– Vamos? – perguntou Fugaku.

– Sim, Sasuke não durma tarde e obedeça a Aya... Aya, por favor, o deixe longe dos doces – Sasuke revirou os olhos – Mas isso você já sabe não é mesmo?! – deu um pequeno sorriso — Acho que é só, mais algum aviso amor? – o homem avisou que não – Então tudo pronto, podemos ir, tchau meu anjo – deu um beijo na bochecha de Sasuke, recebendo um abraço do mesmo – Te amo.

– Nós te amamos – corrigiu Fugaku, Sasuke correu o abraçando.

– Tchau aniki – Itachi o abraçou

– Guardei algum doce no fundo falso do criado mudo, tenha cuidado ao pegar – falou sussurrando no ouvido do mais novo. Sasuke sorriu, soltou o irmão e foi até a Aya – Nos vemos mais tarde – acenou e saiu, sendo seguido por Mikoto que jogou beijos ao seu anjo e Fugaku que deu um breve tchau, dizendo um “te amo” quase inaudível, que apenas Sasuke percebeu.

Alguns minutos depois dentro do carro Itachi entediado no banco de trás tentava tirar a gravata, já havia convencido sua mãe sobre o paletó afinal estava ficando quente dentro do automóvel, pois os vidros estavam fechados devido à chuva que começara a cair.

– Acho que poderíamos dar um aumento para Aya, ela tem nos ajudado muito – sugeriu Mikoto ao marido.

– A ideia não é ruim, mas veremos isso amanhã.

– Sim – fitou o banco atrás de si pelo retrovisor – Itachi! – viu as mãos soltar a gravata – Bom garoto.

– Sou obrigado a concordar com a atitude do Itachi, apesar do ar condicionado, aqui está muito quente – pelo retrovisor pode ver o olhar cumplice do pai.

– Tudo bem, pode tirar – Itachi sorriu vitorioso.

– Isso não é bom, a chuva está ficando mais forte e não estamos nem na metade do caminho, talvez devêssemos voltar – Mikoto o fitou surpresa, Fugaku até aquele momento não rejeitara nenhuma reunião ou algo do tipo – Vou mandar um aviso depois com alguma desculpa.

Estava decidido, só precisava manobrar o carro, mas antes que pudesse fazê-lo o mesmo derrapou sobre o asfalto molhado indo parar diretamente em um poste de iluminação.

– Itachi... – a voz já rouca de Mikoto soou – Itachi... – garoto se mexeu abrindo os olhos, ainda turvos pelo acontecimento.

– Okaasan.

– Me-u an... Anjo, vo-cê e... está bem? – isso fez Itachi despertar, seus olhos ficaram arregalados ao ver o sangue que descia da testa de sua mãe.

– Eu estou bem okaasan – falou analisando a si rapidamente – Mas você e otousan! – seus olhos estavam cheios de lágrimas, avançou para frente passou as mãos no cabelo da mãe, essa tomou fôlego.

– Itachi, diga ao Sasuke que eu e seu pai o amamos muito, da mesma forma que amamos você... – fez uma pausa, Itachi balançava a cabeça tentando não acreditar no que ouvia – Cresça e torne-se um bom homem e nunca se esqueça do que te ensinamos, cuide do seu irmão com todo carinho – tentou respirar – Pegue o celular no bolso do paletó do seu pai e ligue para emergência, te amo anjo, eu te amo – seus olhos fecharam, ouviu aquelas últimas palavras, tocou a face da mulher que perdia a cor, lágrimas rolaram em seus olhos.

Com o pouco de força que tinha fez o que pedira, aproximou-se do pai que se encontrava na mesma situação ou pior que a mãe, mexeu no bolso e achou o aparelho, viu os olhos de seu pai abrir devagar.

– Você ouviu o que ela disse? – a voz dele estava diferente de todas as outras vezes, soava fraca, o que assustou Itachi, que só conseguiu fazer um gesto com a cabeça – Que ótimo, tenho muito orgulho dos meus meninos, vocês foram a minha melhor realização, amo vocês dois lembre-se disso, adeus – seus olhos voltaram a fechar e a respiração sessou.

– Okaasan! Otousan! – chamou entre o desespero, não recebeu resposta os dois jaziam mortos ali. – Eu... Eu amo vocês – despediu-se beijando o corpo frio de ambos.

Desceu do carro, colocou-se de pé com certa dificuldade por causa da tontura, fitou o aparelho, mas não precisou discar, ouviu uma voz avisando que o socorro estava chegando. Caminhou não ligando para chuva que caia sobre si, uma pessoa aproximou-se, mas Itachi desviou ignorando, sentou-se na guia da calçada, fitou o céu e a única coisa que pode ouvir era o barulho estridente dos trovões, colocou as mãos sobre os ouvidos encolheu-se e chorou.

#FLASHBACK OFF

– Depois disso acordei no hospital com Yuichi no quarto, se ele estava ali era porque eu não tinha sonhado, depois Sasuke e Aya, fiquei feliz em ver meu irmão ele estava triste, então me esforcei para não parecer abatido. Alguns dias depois meus pais foram enterrados, me lembrei das palavras ditas por eles naquela noite e diante de seus túmulos prometi cuidar do Sasuke. Desde então tenho esses surtos, claro que eram mais fortes naquela época, mas hoje... – olhou pela fresta da porta um clarão provocado por um raio – Tudo aqui me faz lembrar eles, tenho tentado não ter medo ou parecer triste, mas os flashs daquele dia continuam a vir, um seguido do outro e quando a chuva começou... – lágrimas caiam de seus olhos, Hinata que escutava atentamente lançou-se sobre ele o abraçando o mais forte que podia, sendo retribuída da mesma forma.

– Não é ruim ficar triste, muito menos ter medo Itachi – a voz da morena estava embargada – Quando minha mãe se foi, ou pelo menos era o que eu achava, eu guardei as lembranças dos poucos anos que passamos juntas, por mais que para muitos seja impossível uma menininha lembrar, eu consegui, pois sabia que ela me amava muito. Então quando sentir tristeza ou medo lembre-se das coisas boas, do quanto te amavam e do apoio que recebeu das pessoas ao seu redor, pois tudo isso é capaz de confortar o coração.

Um flash passou em sua mente imagens dos seus pais e de pessoas que fizeram a diferença depois daquele dia, soltou um suspiro aliviado, relaxou o corpo.

– Obrigada Hinata! – ela desfez o abraço, a energia voltou ao lugar podendo ver a expressão calma e serena o homem, o que a fez sorrir, mas ficou vermelha ao perceber que suas mãos estavam entrelaçadas as dele, sentindo seu coração acelerar. Itachi a fitou, só então percebeu que ela ficara preocupada e até mesmo tinha chorado, mas agora se recompunha aparentando um pouco de paz. Seus olhos baixaram até as mãos que se encontravam sobre as dela, voltou à face que estava vermelha indo de encontro aos olhos perolados, que estavam pousados no seu, sentiu suas bochechas queimar o que nunca havia acontecido.

– “Meu porto seguro!” – pensaram. Hinata aproximou-se um tanto incerta, se ele não segura-se suas mãos com certeza sentiria elas trêmulas. Podiam sentir a respiração descompassada, o bater dos corações que agora faziam uma única sinfonia. Sem mais hesitar a Hyuuga colou seus lábios ao dele o beijando suavemente, ele a envolveu fazendo o possível para que ela viesse o mais próximo de si aprofundando o beijo.

...

– Eu não devia ter feito isso, ele vai me matar – falava enquanto caminhava de um lado ao outro.

– Você vai abrir um buraco no chão Sasuke, se sabia que seu irmão ia te matar não deveria ter feito aquilo – constatou Gaara sentado em uma cadeira da cozinha.

– Odeio dizer isso, mas ele tem razão – concordou Shikamaru.

– A energia voltou, acho que isso é um sinal – disse Temari – Então se for, ande logo eles devem estar com fome também!!

– Isso é verdade, melhor irmos amor – Ino aproximou-se de Sasuke pegando sua mão e o puxando, antes que pudesse passar pela porta.

– Achei que nunca diriam isso – Neji estava com a chave do cômodo nas mãos – Irei com vocês.

– Tudo bem, vamos – Sasuke se manifestou e rumaram para o lugar.

...

Os dois se afastaram buscando o ar, Hinata sorriu sem graça não acreditando que havia tomado à iniciativa. A expressão da morena fez um sorriso titubear nos lábios do Uchiha.

– Bom, acho que precisamos sair daqui, não é mesmo? – Itachi lembrou-se que estavam presos, Hinata meneou a cabeça afirmativamente, o homem levantou-se dando a mão para ajudar a Hyuuga a se levantar – Deve ter algo em alugar aqui.

– Eu vejo nas gavetas da cômoda.

– Eu no armário — puseram-se a procurar algo que pudesse fazê-los sair dali.

– “Ele não falou nada, então acredito que não fiz mal, mas ainda sim não sei exatamente se isso é bom ou ruim”. – Soltou um breve suspiro, o observou de costas enquanto vasculhava uma caixa – “Devo perguntar? Não, melhor não”. – virou-se para as gavetas – “Pare de ser boba Hinata fale logo”. Itachi...

– Sim? – ele não saiu do lugar, continuou sua busca.

– O que você quis dizer com “certeza” naquela noite a alguns dias? – indagou com certo nervosismo, ele parou o que estava fazendo, virou-se a encarando.

– “Ela fica linda nervosa”. Bom é que... – deu dois passos a frente – Eu tive certeza que... – mais um passo – Estou gostando de você – parou ali esperando uma reação.

– Ita-chi – gaguejou, abaixou a cabeça fitou os dedos sentiu as bochechas novamente arder, deu um passo ficando próximo a ele – E... Eu – respirou fundo, juntou toda a coragem que tinha e o encarou – Eu também estou gostando de você – disse enfim, ele sorriu puxando-a para outro beijo.

...

– Está muito quieto – constatou.

– Verdade Sasuke – falou Neji.

– Abre logo a porta, ou esqueceram que estamos ficando encharcados? – Ino disse trêmula.

– Tá! – respondeu com certa impaciência — Já abri! – girou a maçaneta tentando não fazer barulho.

– ISSO, CONSEGUIMOS! – gritaram Sasuke e Ino, ao ver o casal finalmente juntos.

– Não é que deu certo!? – falou Neji surpreso.

Hinata ao ouvir os amigos, escondeu o rosto no peitoral de Itachi, se estava vermelha antes imagina sendo pega de surpresa.

– Acho que já temos os culpados Hinata. – fitou o irmão com reprovação.

– Aniki, não fica bravo nós achamos que... – tentou pensar em uma boa resposta.

– O que ele quer dizer, é que acreditamos que estava acontecendo algo entre vocês, então nós bolamos um plano, e funcionou com total sucesso. Ainda tivemos ajuda do tempo e da energia o que veio bem há calhar! – explicou Ino com um sorriso vitorioso.

– Ino! – repreendeu Hinata, que agora encarava a amiga.

– Hina-chan desculpa é que você não me deu alternativa – justificou-se, tentando parecer vitima.

– “Agora a culpa é minha, eu não mereço”. – Hinata revirou os olhos, muito séria.

– Bom pessoal calma aí, agora está tudo certo não é mesmo? – falou Neji tentando apaziguar o clima de interrogatório.

– Isso, ele tem toda razão, vocês parecem bem resolvidos, terão uma bela história para contar aos seus filhos e não tivemos danos colaterais – falou Sasuke com um sorriso de canto.

– “Certo, vou te deixar com a ilusão de que não teve”. – pensou Itachi.

– Gente acho uma boa ideia voltarmos, ainda está chovendo, não comemos nada e nosso casal deve estar com fome também, não é mesmo? – sugeriu Ino.

– Sim. – responderam em uníssono, encaram-se surpresos com a sincronia.

– Só uma coisa – Neji se pronunciou recebendo a atenção de todos – Na última vez quem fez isso foi o Sasuke, mas dessa vez será eu... – todos o olharam sem entender – Uchiha Itachi faça algo de ruim a Hinata e eu mesmo me encarrego de acabar com você. – a expressão em seu rosto estava séria, o que assustou Itachi, mas ele não pretendia magoá-la, não mesmo.

– Pode deixar não farei, só se eu estiver louco! – disse dando um sorriso e depositando um beijo na bochecha da Hyuuga, que ficara um pouco vermelha.

Hinata desvencilhou-se dos braços de Itachi, caminhando até Neji que continuava em pé ao lado da porta.

– Arigatou nii-san – abraçou o rapaz de olhos perolados.

– Não é nada, sabe que pode contar comigo – respondeu-lhe retribuindo o abraço.

– Certo, agora ele é o “nii-san” – indignou-se Sasuke.

– Para de ser bobo! – repreendeu Ino, dando-lhe um tapa em seu braço – Agora vamos voltar, por favor! – pediu, saindo do cômodo sendo seguida por Sasuke e Neji, que saíram correndo na frente. Hinata parou na porta esperando Itachi.

– Vamos? – perguntou Hinata, oferecendo a mão para o amado que fitava a chuva.

– Sim, vamos – respondeu segurando a mão da Hyuuga.

Se em seu coração existe um oceano

E se esse oceano um dia chorar

Eu gostaria de sozinha enxugá-las

Sempre e sempre...

Por que você sempre apenas sorri

E apenas me abraça


Notas finais
Eu fiquei muito emocionada ao escrevê-lo, ele é o maior até o momento e sinceramente o que mais gostei de escrever rsrsrs. Espero com toda sinceridade que vocês tenham gostado e ficado feliz por nosso casal finalmente estar juntos, o plano dos nossos cupidos deu certo (eeee o/). Bom quanto a música ela se chama "Anata no kokoro ni" - Hayashibara Megumi deu um trabalho achar uma letra que se encaixasse com a ideia e essa foi a que mais bateu (eu achei perfeita e a ReH-San também gostou). Agora chega de "notas", obrigada por ler e deixem seus comentários. Beijos Myu!