Alguém Como Você
18 Capítulo XVIII - Decisão
Notas iniciais
Boa leitura.
Alguém Como Você
Por Myuky e ReH-San
Capítulo XVIII — Decisão
O beijo cessou novamente estavam ofegantes, apenas se olharam; Hinata estava corada, sentia seu coração acelerado, involuntariamente um sorriso surgiu em seus lábios; Itachi sentia-se totalmente diferente, era algo incomum, mas bom o bastante para fazê-lo feliz e ver aquele sorriso só o alegrou mais, porém assim como apareceu se foi, a expressão de Hinata mudou, parecia chateada, preocupada ou até mesmo brava, não sabia definir, ela não o encarava mais, olhava fixamente para fora do automóvel.
– I... Is-so – “Droga não gagueje Hinata!” brigou consigo, respirou fundo e o encarou “Ele me deixa tão confusa, mas é tão lindo e não é assim que as coisas devem seguir” soltou um suspiro, tomou fôlego. – Itachi! Não é certo fazer isso, nós temos compromissos, eu pelo menos tenho... – Pensou em Kiba. — Ele gosta de mim e tenho certeza que a Ka... – Não terminou de falar, brigou mentalmente com ela por isso, afinal tinha parado de gaguejar.
– Você reparou no que disse? — Indagou encostando-se ao banco.
– Si... Sim! – “Pare de gaguejar!”.
– Então você sabe que disse que “ele”, Kiba gosta de você... – Ela não entendia sobre o que ele falava. Itachi a encarou novamente. – Hinata, houve uma época em que saber que alguém gostava de mim já bastava, no entanto, descobri a algum tempo que isso não é o suficiente. Boa noite. – Sem que ela pudesse responder saiu do carro sem olhar para trás. Hinata afundou no banco, tão confusa quanto antes.
...
– Aniki, aquele era o carro da Hina-chan? – Indagou, fazendo Itachi que estava distraído fechando a porta se assustar.
– Sim, era. – Sua resposta saiu melancólica.
– O que ela fazia aqui? – Estava curioso, talvez sua dúvida estivesse certa, só não imaginou onde seus respectivos “amores” entrariam nessa.
– Veio me trazer aqui, a encontrei com Asuma e Kurenai, eles insistiram para jantar com eles, acabei aceitando, no fim eu ia ligar para Hibiki, mas Kurenai disse que Hinata podia me trazer já que era caminho e aqui estou eu. – Concluiu o resumo caminhando para escada onde Sasuke havia sentado ficando ao seu lado.
– Mas você parece chateado, o que houve? Brigaram de novo? – Preocupou-se, esquecendo-se de suas suspeitas.
– Não aconteceu nada... – Sasuke o olhou em dúvida. – Estou falando sério, não houve nada, agora posso saber por que o mocinho está acordado? Tem aula amanhã esqueceu? – Falou mudando de assunto, precisava mudar, se ele insistisse talvez acabasse falando.
– Você às vezes parece à mamãe. – O silêncio se instalou. – Bom... – Sasuke, voltou a falar. – Eu estava terminando o trabalho. – Complementou, os dois suspiraram, encarando a porta do hall.
– Faz tanto tempo... – Suspirou, ainda olhando o ponto.
– Sinto falta deles.
– Eu também. – Sabia que Sasuke via a mesma cena que ele. – Vamos dormir, não quero ter que empurrá-lo cama a baixo amanhã. – Divertiu-se.
– Hai.
...
Estava morrendo de sono, no entanto, ao avistar Hinata à frente o fez despertar e lembrar-se do ocorrido, correu para alcançá-la, chamou seu nome algumas vezes, mas ela não ouviu.
– Hinata! – Chamou ofegante, tocou o ombro da morena que parou virando-se para ele.
– Ah... Bom dia Sasuke, tudo bem? – Perguntou tentando parecer normal.
– Bom dia Hina, estou bem e você? Parece distraída!
– Estou bem, distraída? Que nada, é só impressão sua. – Sorriu tentando manter as aparências e caminhou sendo seguida.
– Tudo bem então, mas me diga o que fazia na minha casa tão tarde? – Indagou. Hinata sentiu seus batimentos acelerarem e suas bochechas queimarem, continuou a andar torcendo para que ele não percebesse.
– É... Q... Qu... Que eu...
– Hinata gaguejando? Faz algum tempo que não vejo isso... – Brincou Sasuke, ela suspirou. – Ainda quero saber. – Não conseguira se livrar.
– Fui levar seu irmão até lá, o encontrei no restaurante onde fui jantar com Kurenai e o Asuma, ele estava por lá, bom meus acompanhantes, ou eu seria acompanhante deles? Tudo bem, não importa! Pediram para ele se juntar a nós, quando tudo acabou Itachi iria ligar para Hibiki, mas Kurenai disse que como era caminho eu podia levá-lo, bom foi isso... – “Eba! Consegui, não gaguejei!” vangloriou-se mentalmente.
– Ah, então foi isso? – “A história deles batem, Itachi não mentiu, ou os dois estão mentindo. Não, Hinata não mentiria, acho que me enganei no fim”. – Hina, eu vou por aqui. – Apontou para o outro lado. – Te vejo no almoço. – Ela finalmente o fitou, enquanto ele acenava.
Hinata prosseguiu para sala, cabisbaixa e pensativa. Não dormira direito pensando no ocorrido, tanto que teve apenas duas horas de um breve cochilo. Entrou na sala, sentando-se na habitual mesa, a aula no primeiro bloco seria teórica, abaixou a cabeça e ficou ali, viu quando Ino chegou atrasada pedindo desculpas para o professor, não se falaram, pois ele com certeza iria brigar com elas. Permaneceu da mesma forma até o fim, pegaria as anotações depois, ouviu o sinal tocar e sentiu alguém lhe cutucar.
– Vai me dizer por que está tão deprimida? – Hinata não respondeu apenas a olhou. – Que cara de sono, não dormiu? – A morena meneou a cabeça afirmativamente. – Hum... Posso saber por quê? – A moça deu de ombros. – Vamos almoçar? – A Hyuuga não respondeu. – Ino pegou as coisas na mesa, olhou para amiga, deu as costas com o intuito de sair da sala, já que Hinata parecia que ficaria ali.
– Ino, como você sabe que ama o Sasuke? – A loira parou na metade do caminho, virou-se para onde Hinata estava e pôde ver a confusão em seus olhos.
– O quê? – Caminhou de volta para onde a morena estava, pegou uma cadeira e se sentou.
– Como você sabe que ama o Sasuke? Digo, o que te faz ter certeza sobre o que sente?
– Não sei exatamente, quer dizer, eu senti algo quando o conheci, mas achei que fosse bobo, afinal ele tinha sido legal comigo e eu era nova, entende?! – Hinata confirmou que sim. – Nos tornamos amigos, brigamos algumas vezes por ciúmes um do outro, mas nunca ficamos muito tempo longe, eu precisava dele e no fim soube que ele precisava de mim.
– Mas, não respon...
– Calma, ainda não terminei... – Viu Hinata fazer uma careta. – Tenho certeza que o amo, pois sinto ciúmes quando alguma “zinha” tenta dar em cima dele. – As duas riram com o comentário. – Agora falando sério, eu o amo, pois ele não liga se sou mandona; diz o que preciso ouvir e não o que penso que quero ouvir, no fim me incentiva a não desistir; tem os pés no chão enquanto eu quero voar, o que me faz voltar e sentir segura; sei que posso contar com ele para tudo o que preciso. Por isso o amo! – Sorriu para Hinata que apenas a olhava, seus olhos pareciam brilhar. – Por que a pergunta? – A morena se encolheu, sua face ficou melancólica novamente.
– Eu acho que não gosto do Kiba-kun... – Ino não esboçou reação. – Sei que ele gosta de mim, mas eu não sinto o que deveria sentir. Sem falar que conheci alguém. – Ino ia falar algo, mas Hinata não deixou. – Não vou dizer quem é! – A loira fez uma careta e suspirou. – O que tenho sentido por ele é diferente, meu coração acelera, sinto borboletas no estômago e quando encontro seus olhos é como um farol, que me leva direto ao porto; sem falar que consegue ser chato e maravilhoso ao mesmo tempo. – Seu rosto resplandeceu com o que dizia.
– E com o Kiba não é a mesma coisa?! – Concluiu Ino.
– Não, definitivamente não é. Agora está claro, o que sinto por Kiba não é o mesmo que ele sente por mim, mas ainda sim é meu amigo e, é exatamente isso que significa para mim, um amigo. – Ela se sentou direito na cadeira e sorriu.
– Parece que você tirou um peso das costas, mas ainda sim precisa de uma boa noite de sono... – Brincou, fazendo a amiga rir. – Mas, apesar de ter tirado suas conclusões, o que fará com o Kiba?
– Irei terminar, não posso enganá-lo, se eu continuar com isso, alguém sairá machucado, nesse caso, ele. – Ino mexeu na bolsa pegando o celular.
– Você tem razão Hina, mas tenho uma má notícia... – Hinata olhou confusa. — Perdemos o almoço e eu tenho “trocentas” ligações não atendidas do Sasuke. – As duas riram. – É melhor irmos, pegamos um lanchinho no caminho.
– Ino! – A loira virou. – Não diga nada a ninguém sobre essa conversa, por favor! – Pediu.
– Tudo bem, sei que sou exagerada às vezes, mas não direi nada, no entanto, quero saber quem é o homem que roubou o coração da minha amiga.
– Não posso dizer agora, mas, por favor, não diga nada. Prometo que na hora certa te direi quem é. – Sorriu de canto.
– Certo, mas serei a primeira, a saber, se não... – A olhou séria.
– Você será, pode ter certeza. – Abraçou a loira e saíram, falando de coisas banais.
...
– TERMINAR? – Deidara gritou incrédulo.
– Fala baixo. – Repreendeu. – E sim, terminar!
– Mas, por quê? – Indagou curioso.
– Por que é o certo. – Concluiu como se fosse óbvio.
– Ok, perdi alguma coisa... – Olhou o amigo curiosamente e pensativo – MEU DEUS!
“Pronto, ele sabe!” pensou Itachi.
– Não grita Deidara eu já disse, esqueceu que as paredes têm ouvidos? – Estava ficando irritado.
– Vo-vo... Você está apaixonado Itachi? – Indagou sussurrando. O Uchiha se jogou na cadeira, meneando a cabeça afirmativamente. – Ah meu Deus! Certo, preciso avisar a policia, exército, marinha, aeronáutica, ambulância, bombeiros, Itachi está apaixonado, internem ele. Não, não, coloquem o fato em um outdoor, isso mesmo outdoor! – Gargalhou enfim.
– Já acabou? – Indagou sério, fuzilando o loiro com os olhos.
– Sim, acabei. – Riu. – Desculpa, agora acabei. Mas, preciso dizer... – Agora ficara com a expressão séria. Itachi o incentivou a continuar. – Sempre soube que alguém o faria mudar, você veria que o amor existe e que a conveniência é apenas para aqueles que ainda não o encontraram.
“Deidara às vezes é muito sensato com o que diz, isso me lembra o dia em que disse estar apaixonado, um romântico incorrigível que foi conquistado, custei a acreditar. Disse a ele que era besteira, mas estava errado e ele certo, agora sei disso”.
– Você está certo... – O rapaz o olhou surpreso. – Deidara, não fale sobre isso com ninguém, muito menos com meu irmãozinho, ouviu?
– Sim, senhor. – Respondeu fazendo continência e rindo em seguida.
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