Alguém Como Você

8 Capítulo VIII - Clínica Veterinária


Notas iniciais
Olá, mais um capítulo pra vc's!!

Alguém Como Você

Por Myuky e ReH-San

Capítulo VIII – Clínica Veterinária

Hinata acordou como se não tivesse dormido, pedindo por mais tempo, mas não adiantou e finalmente se levantou. Como de costume seguiu para a universidade as aulas custaram a passar, mas chegaram ao fim, foi para entrada do campus onde ficou esperando Kiba. Viu seus amigos saírem, despediu-se de cada um, o último a aparecer foi Sasuke, com quem conversou um pouco antes de ver a limusine chegar, não sabia se via direito, mas teve quase certeza de que Itachi estava lá dentro e olhava para ela. Após alguns minutos Kiba se aproximou ofegante, havia corrido muito.

– Gomenasai Hina-chan, fiquei conversando com o professor e me atrasei, vamos? – ela balançou a cabeça e seguiram – Como foi à aula?

– Muito bem, mas estou cansada.

– Hina, se não quiser ir nós deixamos para outro dia – disse preocupado.

– Não precisa, vamos hoje, além de que adiantei alguns trabalhos e posso descansar quando chegar – ele sorriu aliviado — Então você pretende trabalhar no negócio da família?

– Sim, meus pais querem se aposentar em breve e como gosto de animais juntei o útil ao agradável, o mesmo que você fez.

– Nada melhor do que fazer o que se gosta.

Um silêncio se instalou entre os dois, estava sendo assim há alguns dias, momentos de conversas intermináveis e em outros ficavam como completos estranhos, no começo Hinata estranhou achou que o problema era ela, mas percebeu que o problema no fim das contas era dos dois, não que isso atrapalhasse a vivência até ajudava, pois Kiba tinha tendências ao exagero o que a deixava sem graça. Caminharam calmamente, cortando caminho pelo parque onde a brisa da tarde fazia as árvores balançar e crianças brincavam sob o olhar atento dos pais, ao saírem puderam ver de longe a entrada da famosa Clinica Veterinária.

– Lá está Hina – apontou o jovem.

– Quando falou sobre ela não imaginei que fosse aquela, dizem que os serviços são ótimos.

– Nós tentamos – falou modestamente — O mais legal da clinica é que duas vezes na semana meus pais recebem os animais de famílias simples sem condições de arcar com os custos.

– É uma atitude muito nobre da parte deles, manterá isso quando for o dono? – indagou curiosa

– Sim, pretendo continuar e se não o fizesse iria contra meus princípios, eu nem sempre fui rico sabia? – ela o olhou surpresa e ele continuou — Vivíamos em um bairro afastado da cidade não tínhamos muito dinheiro, mas os dois se revezavam entre os cuidados com os filhos, a casa e a universidade, mas sabe mesmo a situação sendo difícil nunca nos faltou nada. Após dois anos da conclusão do curso as coisas começaram a melhorar nos mudamos para um apartamento no centro e foi então que compraram o prédio que na época era pequeno, os vi trabalhar arduamente para que ficasse apresentável e por fim o dia da inauguração chegou, esperaram uma hora e o primeiro cliente apareceu, depois disso, outro, outro e outro. Quando fiz 10 anos estava estudando em um colégio particular, morávamos em um bairro nobre e eles abriram uma filial com empregados eficientes em outra cidade e assim o negócio continuou a crescer.

– Nossa que história, nunca iria imaginar, o bom é que eles nunca desistiram e seguiram em frente – falou sorrindo.

– Sim, tenho muito orgulho deles e chegamos – abriu a porta e ela entrou.

– Kiba! – disse um homem atrás do balcão.

– Olá Koji – saudou animado – Essa é Hinata uma amiga da universidade.

– Oi Hinata – falou educado

– Oi Koji é um prazer conhece-lo.

– Sabe onde estão meus pais?

– Lá no consultório, estão com um caso complicado.

– Tudo bem, vou levar a Hina para ver os animais do outro lado, avise que cheguei – o homem meneou a cabeça e Kiba seguiu com a morena pelo lugar, conforme andavam cumprimentavam alguém diferente e o anfitrião apresentava cada canto – Aqui estão os animais para adoção em sua maioria são abandonados, alguns ainda filhotes e os que são encontrados trazemos para cá os tratamos com todo cuidado e depois de ter certeza que estão bem, colocamos para adoção, hoje como pode ver temos um número reduzido.

– São todos lindos – falou já encantada por eles – Vocês devem ter muito trabalho.

– Temos sim, mas vele a pena... Esse parece ter gostado de você – falou vendo a animação de um cãozinho quando Hina colocou a mão no vidro.

– Ele é lindo, mas parece muito travesso.

– Travesso? Acho que não – falou tentando tirar a má impressão, pegando-o no colo – Olhe para ele, é lindo...

– E perfeito – complementou Hina – Vou leva-lo – isso deixou o amigo surpreso.

– Sério que vai? – indagou em dúvida.

– Sim irei, mas vou precisar de ajuda para comprar as coisas que ele precisa.

– Ok eu ajudo, vou pedir que providenciem o cartão de adoção e vamos procurar o que precisa – Kiba levou o animalzinho para um dos empregados e voltou com um carrinho, seguiram pelos corredores pegando tudo o que seria necessário inicialmente, até que chegaram na seção de brinquedos.

– O que acha de bolinhas? – perguntou animado.

– Vai ser ótimo – seguiram até o lugar onde havia milhares de bolinhas, lembrava até uma piscina.

– O que acha de verde? – indagou prestativo.

– Não, que tal aquela azul – apontou e estava um pouco distante, mesmo assim o jovem tentou pegar, mas acabou se desequilibrando e caindo – Kiba! – ela se ajoelhou e tentou alcançar sua mão, mas não deu tempo e ele sumiu na imensidão de bolinhas – Kiba? Kiba? – chamou insistentemente, até sentir algo, não conseguiu similar bem, quando se deu conta havia caído na “piscina” olhou brava para o amigo, mas esse apenas riu jogando uma bolinha em sua direção e assim iniciaram o que se pode chamar de guerra de bolinhas – Não deveria me assustar desse jeito – falou rindo.

– Sei que você gostou, agora vamos, antes que venham nos tirar daqui – ele saiu primeiro e estendeu a mão para ajuda-la, a puxou rapidamente e sem calcular seu movimento estavam cara a cara, seus rostos ficaram vermelhos Hinata sentiu aquela sensação novamente, a mesma que sentia quando falava com Naruto, a mesma que sentia nos últimos dias. Kiba sentiu seu coração acelerar e tomado pelo sentimento que nutria desde que a conhecera no shopping, a beijou e por algum motivo a morena retribuiu, sentindo que talvez, só talvez tivesse encontrado a pessoa certa, afastaram-se em busca de ar e se encararam, ouviram alguém pigarrear fazendo-os se separar.

– Achamos a bolinha – falou Kiba sem graça ao ver seus pais, apenas jogou no carrinho – Essa é Hyuuga Hinata, estudamos juntos – falou prontamente – Hina esses são minha okaasan Inuzuka Tsume, meu otousan Inuzuka Aoki e aquela ali é minha oneechan Inuzuka Hana.

– Desculpe a bagunça – disse ficando rubra ao lembrar do ocorrido.

– Olá, é um prazer finalmente conhece-la – disse educadamente a senhora Tsume

– Olá senhorita Hyuuga, e como minha esposa disse, é prazer um finamente conhece-la, Kiba fala muito de você – falou Aoki

– Finalmente Kiba tomou jeito e arranjou uma namorada – brincou Hana, que recebeu um olhar mortal do irmão.

– Desculpa a Hana, ela é muito brincalhona. Kiba te mostrou o lugar? – indagou preocupada Tsume

– Sim, eu acredito que sim.

– Sim mamãe mostrei, ela até adotou um cãozinho Husky Siberiano.

– Que maravilha, você com certeza vai gostar da companhia dele – falou Aoki animado com a notícia.

– Sim, tenho certeza que irei gostar.

– Agora teria a honra de nos acompanhar em um chá? – indagou gentilmente Tsume.

As horas passaram que Hinata nem viu. A família do amigo, se é que poderia chamar de amigo, era maravilhosa e com bom senso de humor, quando Hideki chegou despediu-se e Kiba ajudou o mordomo motorista a colocar as coisas no carro, por fim despediu-se da jovem com um beijo tímido na bochecha e o carro saiu. No caminho para a mansão pensou em um nome para o bichano e Hideki lhe dava varias opções, mas nenhum pareceu lhe agradar. Durante o jantar uma luz apareceu graças a Amaya o nome dele seria Snow, o que fazia jus a sua raça. Com um assunto resolvido e o pequeno ao seu encalço subiu para o quarto onde acomodou o novo hospede e foi tomar banho, finalmente veio em sua mente o que havia ficado perdido em sua memória, o beijo “O que será de agora em diante?” a ideia apesar de um tanto animadora estava a deixando com medo “E se foi apenas um momento?” não sabia o que pensar, o medo tomava seus pensamentos, até se recordar do que tinha acontecido para estar ali, a vida havia dado uma oportunidade de seguir seus próprios sonhos e naquele momento estava dando uma chance para o amor, e iria agarra-la.

Notas finais
Espero que tenham gostado e não se esqueçam de comentar =)