Alguns Contos

5 Meu desejo (parte 2 - Final)


Notas iniciais
Yooo!! Minna,mil perdões pela demora! Mas eu realmente estou enrolada e esse cap. foi meio difícil.... Tipo eu fiquei em duvida de como finalizar... Maaaas espero que gostei, eu amei escreve esse conto. Espero que tenham gostado!

Depois daquele beijo (e que beijo!) nós meio que começamos a namorar... E foi realmente incrível! Ele me levava para os shows que ele fazia, cantava para mim quando estava em casa... Realmente esta tudo ótimo, e claro que eu sempre estava tomando cuidado para nunca encontrar o Diogo (o último integrante da banda que eu tenho que conhecer).

Hoje era um dia de semana e eu estava sozinha em casa. Estava lendo um jornal quando dei um pulo. Era dia 04 de março de 1995! Eu sabia muito bem a data da morte dos integrantes da minha banda favorita... 10 de março! Nessa hora meu coração falhou. Eu simplesmente esqueci completamente desse dia, esqueci que eu não pertencia há esse tempo, e não pertencia a ele... Nesse momento parece que o mundo desabou e meu coração foi simplesmente esmagado. Por que agora eu tomei consciência de tudo.

"- Muito bem, mas eu quero só falar uma coisa. — Ele me fitou sério. — Não pode alterar o que já foi traçado." A voz do Senhor Mendigo falou na minha memória.

Então a porta abriu e o Pinho entrou.

— Olá minha lindia! — (ele me chama de "lindia" mesmo... '¬¬). — Comprei uma comida para a gente, e está uma delicia!

Eu ainda encarava o jornal paralisada em quanto tudo passava pela minha memória, absolutamente tudo! Estava a ponto de gritar histérica! Então simplesmente ignorei o que ele falou.

— Ei. — Sua cara apareceu bem perto da minha. — Você está bem?

Dei um pulo para trás quase berrando. Então ele me segurou e suspirou:

— O que houve?

Eu não consegui, comecei a chorar. Eu sei parecia estúpido, mas o que você faria se o cara que você ama fosse morrer daqui a alguns dias e você não pudesse impedir?

Ele me abraçou sem entender em quanto eu chorava como louca, eu não consegui me conter, o desespero tomou conta de mim. Simplesmente desesperada. Agarrei a blusa dele em pânico.

Eu ouvia sua voz sussurrando tentando me acalmar, como se fosse adiantar...

Depois da seção de choro eu me acalmei e inventei qualquer história para ele.

À noite estávamos vendo TV e ele der repente me beijou, porém esse foi diferente. Foi mais agressivo, seus lábios pressionaram os meus com tanta necessidade que fiquei sem ar. Sentia sua língua explorando cada parte da minha boca e nossa! Parece que a temperatura subiu de mais naquela sala! Suas mãos me puxavam para ele e quando dei por mim estávamos deitados no sofá nos agarrando, claro que eu estava com minhas lindas unhas agarradas nas costas dele... Foi então que ele passou a mão por de baixo da minha blusa, acariciando minha barriga e indo pelas minhas costas em direção ao sutiã, deixando minha pele queimando onde ele tinha passado a mão. Foi aí que eu o empurrei sem fôlego.

— Vo-você está indo muito rápido!

Ele bufou de frustração.

— Você sempre diz isso. Fala a verdade Victória, qual é o problema? Por que você sempre trava e sai fora?

Fiquei mais vermelha inda.

— É que... Bem, eu não quero fazer essas coisas assim... — Menti descaradamente, eu estava ardendo em chamas.

— Eu sou seu namorado, até agora não entendo por que você faz isso! Tem noção o quanto é difícil me afastar de você nesses momentos?

— Me desculpe, mas é que... — É não tinha mais desculpas agora, o jeito é falar a verdade. — Bem, eu sou vi-vir-virgem!

Um minuto de silêncio se passou em quanto ele me encarava pasmo.

— Virgem? — Sussurrou. — Virgem??!!

Balancei a cabeça em sinal afirmativo.

— Nossa... Bem eu sabia que você era inexperiente... Mas não imaginei isso... Mas me diga uma coisa, por quê?

— Por que o que?

— Por que você é virgem?

Encarei-o sem acreditar.

— Por que... Eu nunca fiz ué!

— Mas encontrar garotas virgens na sua idade é meio difícil... E tipo por que você nunca fez?

— Bem... É que eu sempre sonhei em perder com o meu marido sabe...

Depois de falar isso, meu namorado compreensivo caiu na gargalhada. E depois de se repor me olhou.

— Vou ter que casar com você para irmos para a cama?

Ele falou de modo tão casual que me machucou.

— Claro! E boa noite seu estúpido! — E fui dormir.

Ao menos eu tentei, passei a noite inteira em claro me remoendo com o futuro, de noite sai do quarto e o vi deitado no sofá lendo alguma coisa. E tentei convence ló de não viajar, de não ir fazer aquele show, eu tentei...

— Por que você cismou com isso Vitoria? Esse show é muito importante, tem noção de quanta gente vai?

— Mas terá outros shows!

— Não te entendo, você sempre me apoia e sabe o quanto é importante esses shows. Não posso desmarcar.

Mas ele não aceitou e a voz do mendigo martelava na minha mente “Não pode alterar o que já foi traçado".

Resolvi então aproveitar o Maximo os últimos dias nossos, fizemos tudo que os casais fazem, saímos muito, fomos em vários lugares românticos ou não... E ficamos em casa também, eu fiz comida para ele, e assistimos filmes e namoramos... Tudo de casal sabe? Ou quase tudo, já que sexo não estava incluído.

Foi então que no nosso último dia juntos eu tomei uma atitude, de noite fui ao quarto dele. Estava tudo escuro, só mente a lua cheia iluminava o suficiente, ao menos o que eu podia ver. Ele estava esparramado na cama, sem camisa e só com uma calça. Dormia tranquilamente. Reprimi o impulso de chorar ou implorar para ele não ir, eu sabia que não podia. Cheguei perto o suficiente para encontra em seus cabelos macios, seu rosto, seus lábios... Senti um aperto horrível no peito. Então seus olhos mel.

Olharam-me, tão claros e calmos. Suas mãos seguraram meus braços e antes que pudesse reagir estava de baixo dele.

— Você não tinha que entrar aqui no meu quarto assim... — Seus lábios foram no meu pescoço. — Pode ser tão perigoso...

Arrepiei-me da cabeça aos pés.

— E-eu me decidi... — Então puxei seu rosto para que me olha-se. — Eu quero ser sua hoje.

A surpresa em seus olhos foi tão bonitinho que fiquei emocionada.

— Tem certeza? Eu sei o quanto você é... — Não deixei terminar de falar. Eu o beijei.

Não demorou a ele me corresponder, e quando percebi estávamos nos entrelaçando. Ele tinha rolado e me colocada em cima dele, então senti suas mãos subirem por minhas costas e prendi o ar. Eu sabia que não tinha mais volta, então quando ele tirou minha blusa e fiquei só de sutiã... Percebi o quanto é gostoso o contato das nossas peles se encontrando, o quanto é maravilhoso permitir que aquilo rolasse sem se preocupar. Sentir o peitoral dele (que é maravilhoso!) pressionar contra o meu, e claro passar a mão em sua barrigada era tão bom quanto.

Então ele segurou a borda da minha calça e então eu travei. Tentei disfarçar, mas algo em mim parou, como se eu tivesse uma trava de segurança. O medo me inundou e senti meu estomago revirar. E ele percebeu.

— Tudo bem, não precisamos fazer isso hoje. — Ele disse se afastando.

— Não! E-espera! E-eu quero!

— Não quer não, olha para você. Está assustada. Posso ver em seus olhos. — Então ele sorriu. — Temos muito tempo.

E saiu do quarto em direção ao banheiro. Fiquei ali, mais vermelha que um pimentão EXTREMAMENTE necessitada... Mas MUITO assustada. Coloquei minha blusa e deitei na cama. Suspirei.

— Não temos tempo algum.

De manhã acordei muito bem, senti braços a minha volta e quando percebi estava deitada na cama com o Pinho do meu lado dormindo. Estava tudo bem... Ele está comigo e nisso voltei a dormir. Quando acordei percebi que esta sozinha no quarto então levantei de pressa. Corri até a copa e percebi um bilhete.

Bom dia minha Lindia! Não vou nem perguntar se dormiu bem, pode perceber isso sozinho. Mas então, você estava tão linda dormindo que não tive coragem de te acordar. Então eu fui para o aeroporto pegar meu avião junto com o resto da banda. Nos vemos na volta. Ah! Esse CD é para você ouvir e não se sentir sozinha na minha ausência. Ok? Bjss do seu gostoso.

Após ler isso, corri no calendário só para ter certeza. Era 10 de março.

— Não! — Corri até o quarto e coloquei a primeira roupa que vi (um vestido verde, que de preferência ele me deu), sandália rasteira, em fiei o CD junto com o bilhete na carteira e corri para fora o mais rápido possível. Pequei um táxi e lhe dei o que fosse necessário para chegar ao aeroporto antes das 10 horas. Eu sabia que era avião particular e que teria que correr bastante.

Quando cheguei ao meu destino parece que o tempo passou em câmera lenta, eu podia perceber e ouvir pessoas ao meu redor, mas eu estava ocupada de mais procurando o lugar certo para chegar. Quando encontrei (por algum milagre) minha sogra, ela estava indo se despedir do Pinho também. Então me deixou ir até a pista onde eles se encontravam.

Não parei, corri e quando o vi gritei:

— Pinho!!

Ele estava conversando com alguns repórteres do lado de fora do avião e ao seu lado estava Diogo, quando o gritei todos olharam para minha cara e eu pulei em cima do Pinho.

— Nossa! — Ele riu. — Isso tudo é saudade?

— É que... Eu tinha que vir te ver.

Ele me deu um selinho e sorriu.

— Ah! Diogo, essa aqui é a Vitória. Minha namorada.

O reporter tinha parado de filmar achando que eu era uma fã louca, e pretendia voltar a gravar quando o impedi. Estou há muito tempo escondendo meu namoro com o Pinho da mídia, afinal seria bizarro eu me ver no futuro, poderia influenciar sabe...

Olhei o Diogo e percebi que era o fim, agora tudo iria acabar.

— Olá Vitória! Finalmente conheci quem colocou esse cara no seu lugar em!

Sorri e o cumprimentei.

— Prazer.

— Ei! Seu bando de viados, vamos logo! — Um dos integrantes da banda gritou para eles.

— Ah seu idiota a namorada do Pinho está aqui! Respeita ela seu babaca! — Diogo gritou rindo enquanto corria para o avião.

Pinho me olhou e sorriu.

— Eu já estou indo. — Ele me beijou, mas eu fiz com que fosse longo o beijo, não foi o suficiente eu sei, mas acho que nunca seria.

Nos separamos um pouco.

— Sabe de uma coisa? Eu realmente te amo sabia?

Ele riu.

— Eu também... Me amo.

E depois de um selinho e ele correu até o avião. E foi minha última visão. Ele indo de encontro à morte e eu assistindo suas costas se distanciando de mim. Até que não tinha mais nada.

Abri os olhos.

Estava na praça, sentada e do meu lado o Senhor Mendigo. Olhei para ele que estava lendo um jornal.

— Foi um sonho?

— Não. — E sorriu para mim.

— Como não?! Eu estou aqui com o senhor e...

Percebi minha roupa, vestido verde. E como se não fosse o suficiente, o senhor mendigo me entregou o jornal.

— Por que você não lê?

Manchete do jornal estava inscrito: BANDA LEGOS SÃO MALS MORRE EM TRÁGICO ACIDENTE DE AVIÃO. E tinha uma foto, estava o Pinho sorrindo com o Diogo do lado. Então percebi que eu estava na foto, era mais um borrão, mas era eu. Com certeza.

— Oh não... — Senti lágrimas pela minha bochecha.

— Sinto muito menina.

— Você sabia não é? Sabia que eu me apaixonaria, sabia que eu ficaria aqui assim, tanto que me avisou que não poderia mudar o passado! Por que me deixou ir? Por quê?!!

— Por que tinha que acontecer. Minha jovem, nada é por acaso e isso estava para ocorrer na sua vida.

— Eu não aceito... Eu! — Suspirei e mais lágrimas desceram por meu rosto. — Eu... Você não pode ressuscitá-lo??

— Minha jovem... Isso é algo impossível.

Então levantei bruscamente.

— Obrigada por tudo. — Falei quase sem voz. — Mas eu vou para casa. Adeus Senhor.

Então saí correndo, ignorando os gritos do Senhor Mendigo me pedindo para voltar.

Cheguei em casa desolada. E depois de muito chorar abri minha bolsa e peguei o CD. Suspirei sem esperança, mas coloquei para ouvir.

— Então... Ligou? — Uma voz ao fundo respondeu. E depois ELE falou novamente. — Mas você é um babaca mesmo em! Nem sabe fazer isso direito... O que? Está gravando?! Ah seu...

Houve uma pausa.

— Olá minha cara Vitoria! Então, com eu vou viajar e ficar um tempinho sem te ver, resolvi fazer esse CD para você. Assim você não fica tão sozinha! — Ele riu (um riso que eu ouvira e vira diversas vezes). - Então eu escrevi uma música para você. Não se ofenda e nem chore, ok?

O som do violão bem calmo ficou no fundo.

— 'Eu te encontrei perdida e sem rumo

Eu sei, eu sei isso é um pleonasmo.

Mas às vezes eu ajo como asnooo

No final te trousse para mim

Me apaixonei,

Uma paixão sem fim

Não uma paixonite qualquer

Pior que o amor

eu acabo com dor

Afinal você me soca

E eu fico pior que uma foca

Minha doce querida

você é um limão com sal

No meu mingau

mas ainda sim é meu amoooor

Por que sem você eu fico pior que um repolho.'

— Eu sei que o final não rimou, mas eu realmente odeio repolho... — Ele riu mais uma vez. — Eu sei que é estúpido, mas estive pensando... Se você não gostaria de viver comigo para sempre. — Seu tom de voz mudou. — Eu estou pensado... Quem sabe se nos casarmos podemos finalmente ir para cama? Não se ofenda. — E logo riu. — Mas realmente te amo. Não sei, acho que é difícil falar na sua cara... Mas ainda sim. Que tal? Vamos juntar nossos trapos?"

Não aguentei, chorei novamente. Mas dessa vez eu realmente queria deixar de existir, eu estava um trapo e agora tudo piorou. Parece que pegaram meu coração e estraçalharam.

Sussurrei como se respondesse ao CD:

— E você quer que eu não chore?

...

1 Mês depois...

Bem minha vida tinha voltado ao normal, ou aumentos o que fosse possível. Afinal eu perdi minha alegria, acho que eu virei um Zumbi. De noite se dormia sonhava com o Pinho morrendo e se estava acordada a vida parecia sem cor.

Hoje era domingo, o que é pior ainda já que nem programação boa tem nessa porcaria de TV. Estava na sala sem muito entusiasmo vendo o jornal quando a campainha tocou. Levantei sem muito animo e a abri a porta. E é sério, nesse momento eu quase morri. Ou pensei que estivesse morta.

Bem ali na minha frente, com um sorriso zombeiro, com seus lábios vermelhos (maravilhosos como sempre). Estava o Pinho. Sério eu achei que ia cair dura ali.

— O-oque...? — Falei isso, mas me atirei nos seus braços.

A verdade é que eu já estava preparada para a queda, afinal ele deveria ser um fantasma, não? Não! Exato! Eu cai nos braços dele e não no chão.

— Como... Como você está aqui??

Ele não respondeu simplesmente me beijou. Foi tão bom como antes, não melhor.

— Eu te amo sabia. — Ele sussurou para mim.

Quando nos separamos eu vi alguém atrás dele. Era o Senhor Mendigo. Não, mendigo não, ele vestia um terno branco com uma cartola combinando e uma bengala. Ele estava sorrindo.

— Você disse que não se pode mudar o passado...

Ele gargalhou:

- Minha jovem, eu falei que VOCÊ não pode mudar o passado. — E se virou de costas. — Já eu... Sou O Mago, com M maiúsculo.

Notas finais
Gente! O que acharam?? Comentem ok? até a próxima!