Algum Dia
1 I Realized You Are The Missing Piece Of Me
Todos os dias acordava com um animo tão grande. Colocava os pés para fora da cama tão rapidamente e diferenciado dos outros, -que a este ponto já estariam querendo voltar a dormir, principalmente se fosse um dia frio- costumava a levantar da cama feliz, por mais que tivesse que ir estudar isto não parecia realmente me importar, gostava mesmo é de me comunicar com as pessoas, sorria toda a hora e todos os dias estava perto dos meus amigos e alguns colegas de classe, eles eram bastante legais e conseguia até mesmo tirar alguns conselhos deles, ou ao menos quase isto, mas não significa que seguia estes. Podia dizer que minha rotina assim era perfeita, todavia não é este o caso desta vez.
Saia de casa e ia direto para a escola, ia em direção ao meus amigos, para ser mais específico, meu grupo, no qual passava o tempo livre apenas compartilhando o mesmo com estes, e onde todos preferiam ficar afastados, mesmo nós nunca termos feito nada. A única coisa demais, era que nos eramos do time de Basquete e o que mais ganhava as partidas, o que nos tornava famosos ao extremo, todavia não considero mais assim.
Não podia ficar o tempo todo com eles, por causa do outro garoto, seu nome é Park Jimin. Nos eramos extremamente próximos na nossa infância, -melhores amigos na verdade, desde cedo. Posso até mesmo dizer que as pessoas nos olhavam estranho pelo simples fato de estarmos sempre junto. As risadas e momentos em que fizemos juntos, as vezes, de vez em quando, paro e penso sobre isto, mas lembro que não devo- e ele estava sempre do meu lado, por mais que este não fosse realmente minha vontade. Havia parado de ser, ao menos este pensamento havia começo desdo momento em que comecei a crescer e seguir outros caminhos.
As vezes, eu apenas queria manter uma certa distância, no entanto ele continuava grudado em mim. Talvez eu tenha perdido o interesse de deixa-lo perto de mim, mas finjo que isso não me incomoda, que sua presença seja um pouco demais o que me causa desinteresse. Posso estar sendo um pouco sem coração por não dize-lo isso, porém não acho que isso venha ao caso, não penso que isso teria algum efeito nele, e tenho total certeza de que nossa amizade é apenas mais como colegas. Apesar dele estar sempre comigo, quem chama é ele, ele que vem até mim, pois se dependesse de meus atos, ele não teria mais nenhuma fala vinda de mim.
Neste mesmo dia, enquanto conversava com meus amigos, senti uma mão puxando a manga da minha camisa para baixo. Por um momento achei que fosse aquelas garotas que ficam incomodando ou querendo atenção. Ainda mais por ser de um time, não dava a minima para elas. O mais conhecido pela escola inteira, não irei dizer que não gosto dessa atenção toda, na realidade posso viver com ela tranquilamente, ao menos é o que sinto, e o modo em que fico quando penso sobre isso, não parece me chatear.
Ao olhar para a direção onde sentia o aperto, vi ele, no qual estava comentando em instantes atrás, me olhando de uma maneira diferente. -esta que não somente de hoje, quando em minhas memórias. Mesmo que estejam nubladas, posso ver por um tempo curto, a sua miragem, esta que recordo ser similar, desdo do primeiro dia em que lhe vi. No entanto nunca gostei de dar ouvidos ou atenção a esta parte, que me faz lembrar destas coisas futeis, por causa disto, digo coisas que possivelmente não gostaria de estar dizendo, porém é algo incontrolável, já que não consigo manter meus pensamentos no que me faça bem- Não que eu realmente notasse, na verdade não ligo, nem mesmo sei se isso é só de hoje ou se vem se repetindo, não faço caso de saber.
—Kookie... — me chamou pelo apelido que não suporto. Toda vez que ele me chama assim, tenho uma vontade de golfar, sinto um mal estar. Tenho as vezes, até mesmo vontade de chorar, principalmente quando vejo seus olhos num quase pedidos, junto a tonalidade em que seus olhos ficam, com menos brilho do que já pude notar, num pequeno fio, mas notável de quase pequenas lágrimas ameaçando cairem por estes. O que me deixa paralisado, mesmo que seja por um curto prazo, chega a ser o suficiente para que uma onda desesperada faça com que meu interior grite, por algo que não consigo encontrar a resposta. Todavia, quando estou ali, olhando para si, somente neste momento, isto acontece, como também, somente com ele, sinto algo jamais sentido antes, não sei muito bem, mas como havia dito, eu não me importo com ele. — Kookie... — ele me chamara algumas vezes, pois não fiz questão em contar, apesar disso deduzi um número de vezes. Entretanto, por ele não parar de me chamar daquele jeito, tive que respirar fundo e largar todo o ar de uma forma disfarçada para que ele não percebesse, ainda assim, não podia deixar de citar que sentia, quase um desconforto quando ouvia meu nome vindo de sua voz, mas um que não era capaz de realmente dizer sobre o que era. Apenas ficava confuso entre querer mais uma vez e que ele não me chamasse mais daquele jeito.
—Que foi? — tentei dizer com a voz baixa e doce que sempre tentava usar, de uma maneira que ele entendesse como quisesse.
—P-preciso falar com você — ele gaguejou de leve, porém não ficou despercebido, por um momento achei que ele estivesse com algum problema, mas em seguida descartei esta possibilidade, até porque não dou a minima.
—Não posso agora, me desculpa- disse seco, o que fez com que ele perdesse a força que usava para segurar minha manga, ele baixou sua cabeça, sussurrando um "ok" , depois disso não disse mais nada, nem mesmo o vi.
No dia seguinte, após de mais uma vez tentar me afastar do garoto que sempre vai aonde estou, ou então procura-me até que seja capaz de achar-me, que foi um pouco dificil até que pudesse estar finalmente em um local, onde ele não conseguisse ver-me, quando estava indo abrir meu armário, um bilhete caiu. Assim que vi este balancei a cabeça negando, peguei o mesmo, abrindo-o logo após, por mais que eu não estivesse à fim, o fiz para ver o que tinha escrito.
“Ola, eu sei que pode ser um pouco idiota, ou talvez incomum me comunicar desta forma em pleno século XXI, mas é que eu já tentei de tantos jeitos, e todas elas parecem não valer nada, então sem escolha eu resolvi começar com estas, não sei se irá ler, provavelmente ira rasga-los, pois eu te conheço, sim, você me conhece e provavelmente saiba quem sou, porém espero que não descubra, não tão cedo, não estou pronto ainda, poderia ter feito de outro jeito, eu ia fazer, no entanto você me impediu, ou seja, caso esteja achando isso uma brincadeira, ou baboseira, saiba que não é, e por um lado tudo isso é culpa sua, poderia ser diferente se você não tivesse agindo desta forma, é difícil viver desta forma todos os dias, ainda mais quando vejo a maneira em que me trata, é bastante complicado perceber que perdemos a importância com o passar dos tempos, a única coisa que eu queria era poder ter de volta aquele no qual conheço mais que tudo, que contava o que me afligia sem recitar e que confiava de olhos fechados, sem que alguém tivesse que me dizer algo antes, não posso dizer tanto, pois sei que você possa descobrir, e não penso que este seja o que realmente quero, talvez manter-me por aqui seja mais seguro e possa me aproximar um pouco mais de você, mas é claro que isto é algo incerto, apenas, estou colocando a ponta do lápis e escrevendo sem parar, não porque realmente é meu desejo, desdo começo nunca fui de falar muito, no entanto desta vez parece que estou sendo controlado para dizer-te isto. Tenho algo para te contar , o problema é que eu não sei como, já que esta é a única coisa em que não sou capaz de continuar a escrever para contar-te, por isso não será nesta que será dito, talvez um dia eu crie coragem novamente, eu espero.“
Assinado: CJ
Após ler aquilo, eu ri, ri muito, sim. Não era a primeira vez que recebia algo assim, e não buscava nunca saber quem era, até porque só porque eu sou famoso não significa que eu seja realmente que nem as outras pessoas. Eu não gosto de estar muito perto das mesmas. A única coisa que eu fazia era rasga-las, colocando-as no lixo. No entanto, dessa vez decidi guarda-las para saber quem era, diferente das outras vezes não fui capaz de joga-las naquele lugar. Por algum motivo não pude e não tinha vontade disso, eu apenas queria realmente saber quem era. Por alguma razão, eu me sentia normal com aquilo, apesar de ter achado engraçado, após parar, esses pensamentos rondaram minha mente. Se acha que irei brincar com esta pessoa, você está errada, somente estou curioso desta vez, afinal brincar com alguém nunca foi para mim, como havia dito, prefiro manter distância, a única pessoa que mais me aproximei foi com o garoto que agora não suporto mais.
Estas cartas se seguiram por muitos dias, mas teve alguns nos quais não tive mais nenhum retorno com estas mensagens o que me causou uma tristeza profunda que tentava não fazer com que me machucasse por inteiro, já que por outro lado também, por mais que eu tivesse o garoto ao meu lado, ele não estava agindo da mesma maneira em que fazia antigamente, parecia mais reservado e não puxava muito assunto comigo, e por algum motivo sentia-me diferente quando esta começou a acontecer, ainda mais pelas cartas não estarem mais chegando até mim, ou então nem ao menos eram escritas, deduzia que fosse isto pela forma de como as palavras fora ditas na última carta recepida, estava tão triste, algo no qual não podia ter nenhuma certeza de quais das minhas suposições poderiam estar certas. O garoto começou a agir de uma maneira desconhecida para mim, nem faço ideia do porquê estou a me importar com um simples fato, no entanto, possivelmente, por causa das cartas isto tenha somente aumentado meu nível de preocupação, e talvez seja por isto que ele tenha vindo a minha mente fazendo me lembrar dele, nem que fosse por apenas um segundo, já era tempo o suficiente para fazer com que me perdesse naquilo que é incomum, não deveria estar comentando sobre esta parte, e nem mesmo estar relembrando disto, pois era para estar totalmente feliz numa hora dessas, era para estar com um sorriso grande plantado no rosto, porque ele estava se afastando aos poucos, sem que eu tivesse que ditar uma palavra, ou então cuspir as mesmas de uma forma que ele pudesse entende-las de uma vez por todas, e que fosse possível, nunca mais repeti-las, ele entenderia assim que terminasse com elas, e iria deixar-me da forma em que eu sempre quis, todavia além de olhar esperançado para meu armário abrindo-o logo em seguida na espera de uma nova carta, nada vinha, como também olhar para o menino que veio sendo um tormento completo para os meus dias que não haviam mais paz, por algum motivo oculto, estava esperando por, mesmo que fosse algum sinal, ou que tivesse alguma coisa, para que eu soubesse que ele ainda estava ali, não sabendo exatamente quem que eu quisesse que estivesse, mas ainda, lá no fundo, havia uma voz que me impedia de fazer certas coisas, por estar a todo o momento dizendo-me as partes erradas nas quais jamais deveria escolhe-las, deve ser por este motivo que ainda não pude tomar certas atitudes, porque de uma hora para a outra deixei que ficasse pensando nas razões pelas ações que o garoto fazia, e nem ao menos havia me dito algo, ou avisado que me deixaria no meu canto como já havia lhe pedido, por mais que houvesse sido apenas em pensamentos, portanto ele poderia muito bem fazer o que quisesse da vida, mas vê-lo indo embora sem dizer uma palavra, passando por mim, mantendo sua cabeça ainda baixa, fazia com que algo em mim gritasse, que me dissesse algo que não conseguia decifrar, apenas continuava parado vendo-o partir, e todas as vezes isto se repetia, ele podia estar fazendo isso para ver se eu faria algo, ou então ele não estivesse se sentindo muito bem ultimamente, não que estivesse me importando, mas como havia dito, ainda buscava um retorno vindo daquela pessoa cujo palavras faziam com que meu interior ficasse sem reações, mas por mais que estava demorando para voltar, quando menos esperava por estas, voltaram, nesta tinha exatamente o que vinha me deixando curioso,- e podia jurar que cada vez mais sentia-se prendido naquilo, por mais que não quisesse admitir para si mesmo, ele tinha sensações desconhecidas para si, ou talvez não tanto, mas ainda assim tinha medo deste- até que a pessoa finalmente disse o que queria.
“Não sei se esta cansado de mim, afinal acho que isto não se conseguiria do nada, pois você já teria motivos o suficiente para estar desta forma em relação a mim, exatamente nunca saberei porque sou assim diante de seus olhos, gostaria de saber o porquê de não poder retornar, seria tudo mais fácil, ou ao então, menos doloroso, o que de fato seria melhor, por mais que seja um desejo insiquinificante, gostaria de poder ver a pessoa na qual eu conheci antes, aquela no qual não se importava com o que os outros deixaria ou não de pensar, que deixava isto de lado, aquela que me ajudava em simples momentos, me consolava e que sempre fazia de tudo para permanecer do meu lado, mesmo que fosse difícil você dava um jeito, com este seu pequeno esforço já fazia com que eu suspirasse feliz, os momentos mais simples são os que rondam minha mente toda a noite e dia, já não sou mais capaz de controla-los, que foram nestes que surgiu aquilo que eu desejo que não existisse mais, no entanto este já não me deixa sozinho para que eu possa conviver com estas, se eu pudesse simplesmente acabar com eles, realizaria, prestaria, pois eu sei que você se sentira melhor, porque eu sei que é este seu desejo, tão oposto do meu, chega a ser algo que nunca imaginária que acontecesse, porém esta acontecendo exatamente agora, neste período de tempo que eu gostaria que acabasse rapidamente para que a dor fosse sumindo mais rápido, já pensei em desistir, porque nada que machuca tanto é bom, ou então sempre tem uma razão por trás, porém não o farei até que eu ache que esta na última gota, tentarei nem que seja por uma última vez, eu irei encarar de frente, depois desta se não adiantar de nada, estarei conformado de que esta parte não posso ter, mesmo que este seja o caso, nunca serei capaz de esquecer, você foi algo que realmente venho para marcar minha vida, em um momento inesperado, que fez com que mal soubesse respirar tranquilamente, tudo que você fazia, por mais comum que fosse, não tinha como não haver um efeito em mim, sei que possa estar não dando a minima para este, mas ainda acredito que no fundo exista o garoto que eu tanto disse que gostava fortemente, aquele no qual meus dias ficam mais radiantes somente com um sorriso fraco pelo canto da boca, e é neste instante que percebo que isto ficou cada vez mais forte, conforme o tempo foi passando, ao inves de desaparecer, cada vez mais intenso passou-se a ser, jamais pensei que tudo isto se tornaria no que é atualmente, ainda, de vez em quando, no silêncio da noite, eu continuo pedindo para que isto mude, para que eu possa nem que seja mais uma vez, aquilo de volta, não exatamente igual, e sim as sensações novamente, neste momento da vida deveria ter desistido, eu não consigo, sinto muito, por mais que isto possa lhe atormentar e irritar totalmente, a única coisa que eu quero é a pessoa que um dia eu conheci, por que você se foi sem nem ao menos avisar.
Sei que já deveria ter me conformado, entretanto você não entende o quão complicado isto se torna cada vez que lhe vejo andando por ai, mesmo que seja por milhões de quilometros, eu sinto sua presença e não importa se esteja longe, de uma forma leve posso sentir sua respiração, seus traços são totalmente bem detalhados, e não importa se eu tenha visto-os poucas vezes, apenas numa lembrança, recordo de tudo em que lhe pertence, sei também que você tem diversos defeitos, porém aos meus olhos eles se tornam tão irrelevante que a única coisa que possa sentir é a maneira em que você consegue me fazer ficar, por mais que esta seja ruim, por um lado ela é uma sensação tão boa, e sempre esteve presente, desde aquele dia, que sempre foi igual e somente em direção a você, por causa de você, algo que se torna totalmente estranho, é que eu posso não ter como lhe explicar nada do que sinto, porém toda a vez que coloco a ponta do lápis num papel tudo parece surgir do nada somente quando estas são especialmente para você, e posso afirmar que quando isto acontecesse não me faz mal, porque de alguma maneira ameniza um pouco tudo isto que esta trancado dentro de mim sem que possa dizer-te.
Se direcionar estas palavras ao céu e as estrelas escondidas num lugar profundo que não possamos imaginar onde estas estão localizadas, poderia ouvir-me? Seria possível que elas chegassem até você da forma correta? peço mil desculpas por continuar insistindo, mas eu realmente não consigo parar, eu achei está maneira e por mais que não pareça ela me faz bem, pois eu consigo passar o que sinto pelo menos pela metade para que você entenda e não sei se você consegue, todavia o que importa agora é que eu preciso definitivamente lhe dizer o que está preso em mim, o que me sufoca , ja não aguento mais, por favor, gostaria que me ajudasse, porque irei também revelar quem sou, não aqui, mas irei dizer coisas que talvez faça você saber quem te manda estas mensagens e quero parar com estas cartas, não gosto muito delas.
O dia que sai de casa, não imaginava que mais para frente, sentado sobre àquela pequena montanha estaría a pessoa que desde um simples olhar, fez uma grande fúria no meu interior, e sabe, realmente pode parecer besteira, mas por mais que fosse novo eu apenas queria estar do seu lado, quando nossas mãos se tocavam um arrepio subia por minha espinha e meu corpo todo parecía paralizar.
Por varios anos pude me manter com isso, mas quando percebi que estávamos nos afastando sentía meu coração partido e sabe... Você é a primeira pessoa que sinto isso, desdo começo foi você, acho que estou apaixonado por você Jeon Jungkook, o garoto mais idiota dessa escola, mas parece que meu coração não liga para isso.
Se quer saber quem sou venha até o pátio , todavia não duvido que você já não saiba. “
CJ
Depois de ler aquilo, eu estava me sentindo um pouco estranho, e talvez um pouco atingido por aquelas palavras também, na realidade não podia deixar que aquela parte de mim continuasse me atingindo e fizesse eu sentir aquilo que eu preferia afastar, que por algum motivo que não faço a menor ideia, pelo qual gostaria que não existisse, no entanto este parecia ficar cada vez mais forte, na medida em que o tempo passava, mais perdido começa a ficar, e já não podia mais deixar completamente aquela parte de lado, como se a cada passo que eu desse, a cada lugar que olhasse, tudo me lembraria dos velhos momentos, assim como agora, assim como todos os dias que continuam insistindo nestas mesmas memória e que eu gostaria de diminui-las até o instante em que não lembraria mais delas, ou então que isto não fosse mais a parte importante que se mantem como algo preso em minha mente, ter que vê-lo todos os dias, faz com que eu não perceba o que acontece, mas que não sou capaz de mudar estes simples fatos, da pequena maneira em que começo a me sentir até a que fica mais intensa, nestes dias posso dizer que talvez não te-lo a toda hora ao meu lado, possa ter despertado em mim um sentimento de liberdade, que ao mesmo tempo se tornou algo complicado de se explicar junto a esta sensação que sabia, por mais longe que estivesse do meu pensamento real, esta não sairia tão facilmente.
Continuava com as cartas em mão, ainda um pouco assustado, uma palavra que poderia descrever, nem que fosse um pouco, o que sentia no exato momento, e ainda sobre o efeito deste, meus pensamentos rodavam somente em algo especifico, toda vez que tentava pensar em algo, automaticamente perdia o foco, a única pessoa que pensava ao ler aquilo e o lugar levavam a esta mesma, mas por quê?
Fui até o lugar marcado e olhava em volta não vendo ninguém até então, mesmo que tentasse não pensar muito, minhas mãos já estavam suando e minha mente estava ficando um pouco nublada, estava, sem perceber, ansioso para saber sobre o que aquilo tudo se tratava, quando disse que desta vez aquelas mensagem secretas haviam mexido comigo, não havia passado, em nenhum momento, pela minha mente, que seria apenas como uma distração ou algo parecido, estava totalmente concentrado e querendo saber mais a cada dia, mesmo que não soubesse de quem vinha aquelas, ainda assim, não estava me importando de verdade, provavelmente, o pouco que fosse, seria somente por causa de algo ruim que poderia acontecer, mas de fato, queria saber muito mais a respeito daquelas palavras.
Sai mais apressado do que nunca, andava rapidamente sem olhar toda as vezes para os lugares onde meu corpo passava, onde meus pés tocavam, o mais importante, estava em saber sobre aquilo, de alguma forma, queria encontrar aquilo que não tinha nenhuma pista em relação a pessoa, na qual passou seu tempo escrevendo aquilo para mim, que de fato, poderia ter sido um desperdício de sua parte, por gasta-lo com alguém como eu, seria algo muito ruim de se pensar, na realidade, é totalmente desagradável ver como ela ficaria devido aos meus atos, somente em pensar nisto por um pequeno instante fazia meu coração doer, e sentir uma frieza forte passar por todo o meu corpo.
A última carta em que havia pegado continuava junto a mim, apertava-a com fortemente, com medo de que ela escapasse por meus dedos, por alguma razão, este e muitos outros pensamentos, estavam presentes em cada passo que dava, para ficar mais próximo, daquilo que ainda não conhecia, ou achava não conhecer, por incrível que possa ser, tudo havia ficado mais complicado de passar por, como várias pessoas que ocupam cada ambiente em que chegava, por hora, fazendo com que minha jornada demorasse mais algumas minutos, estes no qual fazia com que me sentisse aflito.
Depois de algum tempo, após passar por tudo, que de uma hora para a outra era como se houvesse aumentado de tamanho, pelos momentos que pareciam nunca acabar, fazendo com que só ampliasse tudo que estava sentindo, e até mesmo o que não queria deixar aparecer para que eu pudesse senti-los, cheguei no local um pouco afastado encontrando a pessoa em questão. Meus pés foram parando lentamente, o barulho da natureza e das pessoas conversando em volta tanto como os pássaros por este haviam sumido, este que não tinha percebi quando que exatamente aconteceu, baixinho podia-se ouvir o som do meu coração bater, este estava mais forte do que qualquer outra coisa, pois os sons que evitavam-o estavam agora, totalmente silencioso, fazendo com que por fim, fosse possível que este aumentasse de imediato, ao menos acreditava que fosse por causa disto.
Em sua frente, onde estava, agora, a pessoa revelada, seus olhos se mantinham completamente nestes, como os deles nos seus, olhando detalhadamente, podia-se ver, suas mãos juntas, passando lentamente uma por cima da outra, numa forma de carinho oculta, pelo nervosismo em que se encontrava, devido a situação em que estava encarando, seus olhos estavam iluminados, pelas lágrimas que insistiam em cair, mas que este mantinha-as guardadas no mais profundo lugar que lhe fosse permitido, mesmo que o tempo fosse limitado, por dentro de si, uma grande furia de ansiedade lhe tomava posse, fazendo com que seus olhos se mantinham baixo por um certo momento, até que estivesse mais calmo e confiante para subi-los, tanto como para enfrentar o que viria adiante, por mais que estivesse com receio do que aconteceria, ainda, totalmente com seus passos lentos, juntos aos pensamentos que estavam lhe dizendo para permanecer-se da forma em que estava anteriormente, que não deveria seguir com aquilo, só iria lhe machucar mais, e isto lhe impedia nem que fosse minimo, no entanto, este sumiu por alguns segundos, o que fez com que ele prosseguisse, ditando com sua voz baixa, o nome que tinha medo em dizer, pois sabia o quão ruim lhe fazia por ver a reação do outro na sua frente.
—Oi, Kookie.... — sua voz soou doce, fazendo me lembrar da forma agradável em que me chamava todos os dias com um sorriso no rosto, vindo até mim pulando, se aproximando de mim e acariciando minhas costas como uma forma de carinho por ver-me novamente, em nossa infância, mas trêmula, talvez ele estivesse com medo.
—Jimin... — olhei para sua direção e seus olhos que antes tinham toda aquela iluminação, havia ficado mais forte, por causa das pequenas, mas totalmente fortes para aquele no qual estava liberando-as tinha como efeito em seu interior, agora estava chorando diante de si, o que não pode evitar de sentir uma pequena pontada, por mais fina que tivesse sido, foi o suficiente para deixa-lo confuso, novamente se questionando dos porquês de tudo aquilo acontecer tão de repente.
—E-eu não sei o que dizer.... e-eu acho que já disse tudo..... — ele falava rápido, com a voz totalmente embargada pelo choro recente, falhava ao mesmo tempo, ao que as palavras saiam por seus lábios, eles pareciam rasgar tudo que ainda tivesse de bom no seu interior. Desta vez eu estava pensando no que falaria para não faze-lo mal, não sei o porquê estava me importando, sentia uma necessidade de faze-lo parar de chorar, pois lembro-me do modo em que me tratava, esta que não se foi embora por completo, mas por causa dos meus atos, sinto que as deles foram diminuindo devido a alguma reação que poderia ter, que ele preferia evita-las, pois agora vejo que isto poderia machuca-lo incontrolavelmente, por mais que eu não estivesse triste, ele estava sempre animado, e com um sorriso no rosto, algo que não vejo mais da mesma forma, desde que tudo aquilo foi sumindo aos poucos, senti uma pequena dor ao pensar nisto novamente, o que acalmava meu dia toda a vez, mas respirei fundo e tentei formular algo.
—Eu... é,-estava sendo complicado de dizer até mesmo uma simples palavra, estava pensando nas pistas em que levavam a ele, como não havia percebido isto antes, num canto profundo do meu ser, não estava sentindo-me chateado, e nem ao menos surpreso, podia dizer que estava sentindo-me aliviado por causa disso, não que estivesse chateado como sendo a pessoa que coloquei por cima do meu outro eu, mas este não conseguia acreditar que estava tão obvio, e não pude perceber- você já me disse..., pois só pode ser você, tudo leva a sua personalidade e a forma em que você age e se expressa, principalmente nas palavras, sempre foi bom nelas, como anima as pessoas, e como contagia o mundo delas, mesmo que isto tenha sumido aos poucos, sei que quando escrevia aquilo, esta parte sua voltava, pouco, mas retornava fortemente- Parei assim que notei que falava coisas demais, o que não deveria, sorrindo fino por final vendo que ele tinha um olhar triste agora, mesmo que tivesse dito aquelas palavras, não havia lhe agradado num todo.
—J-já imaginava que você não sentia o mesmo por mim.... Quem sentiria..., não tenho nada de bom, este deve ser o motivo principalmente pelo qual você me trata desta maneira -Assim que ouvi aquelas palavras vindo dele, algo em mim não posso agir assim se não de outro jeito, ver ele indo embora, não estava fazendo com que me sentisse bem, com isto simplesmente puxei seu braço, ainda sendo delicado com o ato, não lembrando que era capaz disto, no entanto, quando pensei que era ele bem ali, isto passou totalmente claro em minha mente, sendo assim, não pude, fazer nada, além deste, junto a isto, acabei puxando-o para totalmente perto de meu corpo, o que no final fez com que ele estivesse completamente envolvido em meus braços, o som ficava mais forte a agitado, sua respiração estava batendo em meu rosto, e o que fiz foi coloca-lo, sem que percebesse, mais colado a mim, para que ele pudesse sentir-se protegido, e que nada lhe faria mal, estaria ali a todo tempo para ele, e que se ele quisesse, enfrentaria tudo por ele. Seu corpo estava quente, assim como o meu, eles juntos pareciam se entender, não dizendo nenhuma palavra, todavia, afastei estes pensamentos assim que vi que não era saudavel para mim, ainda fazendo-o ficar perto, mas não tanto como antes, apenas por causa das palavras em que disse a seguir não fui capaz de fazer o ato totalmente, com isto, deixava-o ainda perto de mim, trazendo as mesmas confusões.
—e-eu... quero dizer..... eu não disse isso, você nem me deixou falar nada- não sentia nada por ele para ser sincero, mas não queria vê-lo mal. — nos podemos tentar.... — quando percebi já havia dito aquelas palavras e era tarde demais, por fim recebi um sorriso seu, o que por um lado acalmou meu interior de tudo aquilo que estava acontecendo a pouco, somente com um simples sorriso seu, tudo havia sumido rapidamente, trazendo somente paz, alegria, e a raiva, e o possível ódio que insistia em querer que existisse, foram indo embora numa velocidade totalmente imediata, não dando, nem ao menos tempo para que pudesse lembrar destas realmente, todavia, isto não parecia mais importar.
O que posso dizer é que o tempo passou devagar, no entanto tão rápido ao mesmo tempo e que fazíamos coisas de casal digamos assim, começamos a andar mais tempo juntos, no começo foi difícil por causa do que falavam, talvez eu ligasse para o que diziam e de vez em quando eu queria apenas voltar para o que eu tinha, era melhor, ou apenas achava que fosse, querendo por fim encarar a verdade de uma vez por todas, provavelmente aquele sentimento estivesse voltando, pensar nele assustava-me de vez em quando, apesar de quando estava ao seu lado, tudo parecia passar pausadamente, e quando tocava em sua mão para irmos embora, podia sentir um frio diferente, novo, para ser mais exato, e algo que só podia estar presente em mim, quando ele estivesse por perto, não importava se não estivesse totalmente próximo, somente com pouco metros de distância, podia ouvir, tanto como sentir algo palpitar dentro de mim, completamente rápido, o que as vezes deixava meu rosto vermelho e quente, por causa deste fato, eventualmente, minhas mãos suavam, quando estava ao seu lado, quando sentamos perto de uma árvore, como costuma a fazer, o som das mesmas poderiam estar extremamente fortes, junto aos sopros em que acompanhavam a natureza vinda do vento em que dava aquela pequena brisa que deixava nossos momentos mais belo, ao menos pensava isto, mesmo que inconscientemente, e mesmo com todas as forças não querendo de forma alguma ter os pensamentos nisto, no entanto, tornava-se inevitavel. Quando você falava com o som baixo em que sua voz estava em certos momentos, como nestes, por mais que esta não fosse sua intenção, meu corpo inteiro arrepiava-se. Outro fato em que fazia com que meus pensamentos ficassem confusos, eram aquelas nos quais, nossas mãos se entrelaçavam, e ambas se encaixavam perfeitamente, que eu podia sentir tudo estar calmo, como também, sentia-me livre quando você estava ali presente ao meu lado, sentia que poderia respirar tranquilamente a qualquer momento, pois você me permitia ser assim, as poucas palavras em alguns dias em que trocamos, apesar de serem quase nada, pois passamos mais tempo olhando as estrelas, os lugares que iamos somente porque você amava-os, mas que não importava, pois acabava curtindo cada um deles assim como você, e conforme fomos indo, aprendi a ter a mesma sensação de ar puro que lhe tomava, algo que realmente fazia com que me sentisse totalmente bem, contanto que ainda estivesse com você, ainda que não falassem muito, apenas o contato em que nossos olhares tinham, e mexiam comigo de uma maneira, que mesmo que tentasse descrever em palavras, por mais que eu tentasse passar mil dias tentando pensar nas palavras corretas para usar e fazer com que você entendesse, ainda assim não seria o suficiente, pois somente com isto, já era o bastante para que eu pudesse sorrir sem medo, no fundo do meu coração sabia que sempre estaria ali, nos momentos em que mais precisaria, tanto como estaria disponível para você a qualquer hora que você necessitasse de um apoio, tornaria-me um para secar suas lágrimas, que jamais gostaria que voltassem a ser por minha causa, que se eles tivessem que acontecer seria por algo bom, apertar-te em torno dos meus braços e sussurrar-te que tudo estaria bem, poderia não ser bom em conselhos, mas estaria ali, pelo menos tentando fazer-te sorrir, arrancar-te um sorriso bonito, que fui pedindo silenciosamente, sem perceber, dia a dia , por este, o que me era devolvido por você quando minha vontade era te-lo para que soubesse que estaria tudo bem contigo, e somente com isto poderia dormir tranquilamente durante a noite.
Passou-se um bom tempo, e todas as coisas que eu e ele passamos juntos, não me era mais chato, havia passado disso há muito tempo, pouco a pouco, quando mais pensava sobre, não era aquilo em que queria que ficasse longe, num local onde não pudesse achar nunca mais, pensar nisto assustava-me a todo momento, olhar para a calmaria da lua e o quão bela ela é, mesmo que ela parece-se estar triste e solitária, e nestes instantes acabar pensando nas possibilidades de acabar perdendo-o, facilitavam para que meu coração batesse mais devagar, cada uma delas, numa contagem lenta, onde era capaz de ouvir detalhadamente o quão desesperadas elas ficam, nestes pequenos segundos, tudo parecia ficar mais lento, e cada pequeno momento nosso ficava gravado como se fosse somente um sonho, algo que jamais poderia ser real. Estava aprendendo a lidar com isso e podia dizer que gostava, na realidade estava voltando a ser a mesma sensação de quando caminhamos inocentemente um do lado do outro quando ainda eramos crianças, não sei o motivo, mas comecei a pensar nisso novamente e não podia mais controlar, mesmo que no fundo eu não quisesse lembrar, no entanto este era mais forte do que eu, ainda mais quando tinha você, por mais que tentasse evitar de várias formas diferentes, elas sempre voltavam de alguma maneira, fazendo com que pensasse em nos novamente, em cada detalhe, principalmente o silêncio que predominava o local, de vez em quando, em baixo das estrelas a cima de nos, ligando num sussurro, nossos pensamentos, não precisamos deixar uma palavra sair por nossos lábios para que possamos entender, as pequenas coisas, pois, mesmo que nos não percebemos, nos já nos conhecíamos o bastante, afinal, este conhecimento todo, não vinha de um simples dia, e sim de vários especiais, aqueles em que voltasse para poder gravar os instantes em que nossas risadas se juntavam, como o tão inesperado toque que veio em um dia ensolarado que me lembro até hoje, sem esquecer exatamente nada, tudo continua completamente claro em minhas memórias.
Nos íamos em vários lugares juntos e eu acabava sorrindo de vez em quando, e estes na maioria das vezes acontecia por causa do pequeno sorriso de canto em que você dava de uma maneira disfarçada e envergonhada, aqueles nos quais sentia meu corpo tremer, ou então, os sorrisos diretamente para mim, onde podia ver completamente a forma em que seus olhos se fechavam, tornando-se em pequenos risquinhos que faziam com que sentisse meu peito doer de tanta emoção que me invadia de uma maneira que não era capaz de conte-la, pois se fingisse que não existisse, ou ignorava-as por alguns minutos, depois que estava acostumando-me outra vez, voltavam mais intenso, cada vez mais forte causando-me uma quentura totalmente profunda por todo meu corpo, sentindo até mesmo minhas mãos suarem.
Comecei a pedir durante a noite por mais momento em que pudessem estar juntos, tanto como os que já passamos juntos e os que ainda desejava em levar-te e passar contigo, eles começaram a rondar por minha mente, somente para que eu tivesse, a cada dia, mais vontade de conservar-me do seu lado, poderia não estar querendo admitir a mim mesmo, no entanto, meu corpo, minha alma e mente faziam e agiam de formas totalmente opostas do que estava querendo, ou ao menos pensava ser o que queria, os meus locais favoritas, sentia uma necessidade de fazer com que você conhecesse-os para que pudesse ter o que falar com você sobre, provavelmente somente para manter um dialogo maior do que poderíamos em um certo dia, pois nunca gostei totalmente de acabar o assunto, sentia-me estranho de alguma maneira completamente desconhecida. Seus sorrisos que vinham por causa de coisas bobas nas quais falava eram gigantes, como também simplesmente por eu estar do seu lado, e de vez em quando me perguntava o porquê de você ficar assim, tão feliz de um jeito até mesmo complicada de se desvendar, quando pegava em suas mãos, ao mesmo tempo em que ficava mais agitado, podia sentir como ficava quando nossos olhos se encontravam, eles brilhavam tão fortemente como se fosse o reflexo da luz nos oceanos, tão cheios de alegria, suas mãos ficavam sempre molhadas quando tínhamos este contato, poderia ser o mais simples para as pessoas que estavam nos olhando, entretanto, para nos, que estávamos compartilhando do mesmo momento, não era um simples contato, nele havia muito mais do que fosse capaz de imaginar, mais do que estivesse ao meu alcance, deveria ter apenas uma explicação, você estava apaixonado por mim, apesar de já saber disso sem ao menos pensar muito, repetia isso para mim mesmo, de alguma forma para me lembrar disso todos os dias, eu não estava- na realidade já estava, apenas tinha medo de admitir que este sentimento nunca havia me abandona, e talvez este fosse, na verdade, é o motivo, por eu ter te tratado daquele jeito, eu tinha medo, no entanto todos os dias gostaria de ter estado do seu lado a todo momento, como era antigamente, perceber que tudo mudou tão facilmente, faz com que meu coração doa, crie uma ferida cada vez maior -, na verdade, amava passar o tempo, depois da aula com você e muitas das outras vezes, em dias, nos quais deveríamos estar descansando, estávamos juntos, fazendo qualquer coisa, desde tomar um sorvete e ficarmos sentados em um lugar silencioso.
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