Alguém pra chamar, de vida.
1 Nos conhecemos e a paixão veio à tona.
Notas iniciais
Olá, não sei bem ao certo o que eu irei dizer, tampouco sobre o quanto irei abrir meu coração para você que está lendo isso agora. Mas vamos começar por onde eu e ela começamos.
Bem, nos conhecemos do mesmo jeito que amigos se conhecem e onde os amigos, na maioria das vezes se conhecem, na escola. Eu era tímido e ainda sou. Ela, era a garota certa, na hora certa, fazendo o errado. Errado? Sim. Naquele momento ela fez o errado. Ela fez eu me apaixonar. E isso é ruim? Ah, caro leitor. É sim. Desde aquele dia eu não seria o mesmo, ela não seria a mesma, meu coração, minha cabeça, meu corpo, minha ‘alma não seria a mesma.
Bem, éramos completamente iguais, no jeito, no toque, no silêncio. Nos aproximamos e com o passar do tempo, nos aproximávamos ainda mais. Até que naquele dia meu coração se perdeu. Me apaixonei como alguém cai no sono, de maneira gradativa. Tudo combinou para que isso acontecesse (parece até mentira). Na rádio da escola tocava a música “A Thousand Years”, mas para que isso serve nessa história? Bem, “eu te amarei por mil anos” a letra diz, muito embora eu não saiba inglês, ela sabe. Sim, existem muitas coisas que eu não sei e ela sabe. Assim como o inglês que antes eu odiava, hoje, acho fofo, romântico e único (tudo isso porque ELA gosta).
Enfim, nos apaixonamos. Isso é a única coisa que eu sei ao certo. Nós éramos um. Dividíamos o mesmo milk-shake de Ovomaltine, aquele maior para ser o suficiente, mas nunca era. Nunca era o suficiente para nosso encontro durar mais. Hoje em dia eu acho que EU não fui o suficiente. Pois bem, ficamos juntos por um período bem grande, ao contrário do que muitos casais ficam por aí. Eu e ela, ela e eu...Eu gostava de frisar o ‘nós’ existente nessa relação mágica.
Namoramos. E eu que pedi ela em namoro! Esse momento eu nunca irei esquecer. Foi no dia do aniversário dela, e quando é? Ah, fácil de lembrar, é alguns dias antes do meu, na verdade, um mês e cinco dias antes, ah, dia 10 de novembro. E lá estava eu, ajoelhado com um buquê (para você pode parecer meio clichê, mas para mim isso foi singular) em mãos e pedi para entrar na vida dela. E depois de um ano, isso se perdurou, e eu só tenho a dizer que foi mágico. Cada palavra dela para mim era uma alegria a mais para minha simples vida. Sobre o sorriso dela? Apenas uma palavra para responder-lhe: é único. E sobre o que eu sentia por ela? Nada. Pois eu SINTO. O verbo no passado não se aplica nessa situação. Agora eu preciso fazer uma pausa para chorar, pois muito embora a sociedade me obrigue a pensar que homens não choram, sim, eu choro e sou um homem. Um homem apaixonado, que tem uma hora certa para chorar: 23h. Sim, nós convencionamos um horário para o nós e por isso nesse horário minha lágrima, automaticamente, escorre pelo meu rosto. Mas isso, eu contarei em uma próxima oportunidade.
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