Alguém do passado
28 O verdadeiro motivo
Notas iniciais
Sem pensar em mais nada Rumple volta ao seu quarto e ao entrar Belle está senta na cama, lendo enquanto espera ele.
Rumple — Você está bem?
Belle — Estou, quem era na porta?
Max adentra o quarto e anda na direção de Belle e a abraça se sentando a beira da cama.
Max — Que bom que esta bem. Belle, você está em perigo, Lawsely está tramando algo grande e muito ruim contra você.
Belle — Se ela fosse me matar ela já teria feito.
Rumple — Ela é cautelosa, nunca faria nada comigo por perto.
Max — Então Belle deu muita sorte hoje.
Rumple — Como assim?
Max — Não contou a ele?
Rumple — Belle, o que não me contou? --Ele a olha bravo--
Belle — Eu fui até a casa do Matthew, fui atrás da Lawsely.
Rumple — O que deu em você? --Pergunta em um tom preocupado e bravo-- -Sabe que ela quer te matar. E se você tivesse achado ela? Belle... --Resolve parar e tomar fôlego--
Belle — Eu não tenho medo dela e eu sei que a Lawsely está na casa do Matthew. --Diz alto e claro-- -Ele é sozinho, mas na piada dele havia um par de copos, pratos e colheres. Como se ele não este visse morando sozinho.
Rumple — Você não deveria ter ido lá. --Diz ainda bravo--
Max — Odeio dizer isso. Mas ele tem razão.
Belle — Parem de falar comigo desse jeito. Eu sabia o que estava fazendo.
Rumple — É mesmo? O que estava tentando provar?
Belle — Não queria provar nada. --Fecha o livro-- Eu estava fazendo o que vocês não tiveram coragem de fazer. --Ela olha para Max e depois para Rumple--
Max — Essa briga não é minha, por que eu deveria ir atrás dela? Law fez sua escolha. --Levanta se afastando--
Belle -Então por que estava lá? -Belle sabia que ele ainda tinha sentimentos fortes pela Lawsely--
Max- Eu vi você indo até o apartamento do Matthew e fui atrás de você caso Lawsely fosse tentar te matar.
Belle -Você sabia que ela estava lá então. Quer dizer que você ia atrás dela também.
Max — Eu vi ela, vi como Law estava. --ele olha para Rumple-- -Eu sabia que você ia levar ela para o mesmo buraco que você se enfiou e se não fosse a Belle você ainda estaria lá no fundo.
Rumple — Cuidado como fala comigo.
Max — Vai me matar? --Finge uma risada-- -Eu duvido.
Belle — Chega! --Diz brava-- -Brigar não vai adiantar em nada. Rumple, sua filha precisa de você. Tenho certeza de que vocês só precisam conversar.
Rumple -Ela não é mais criança. Não preciso correr atrás dela. --Tenta fazer com que Belle entenda seu ponto de vista--
Lawsely — Não precisa mesmo.
Todos se viram para a porta onde Lawsely estava, ela não esboçava nenhum sentimento, a única expressão em seu rosto era quase indescritível, sem sentimentos bons e um olhar frio e sombrio, Lawsely estava desaparecendo e Rumple sabia disso, ele já passou por aquilo.
Rumple -Você não vai tocar um dedo em Belle. --Avisa, se colocando à frente de sua filha, ou do que ele achava ser Lawsely--
Lawsely -Se eu quisesse matar ela, eu não teria perdido o meu tempo de ter matado o Matt, pedido para Max bater na porta e depois esperar vocês voltarem para o quarto. Eu poderia ter matado ela no momento em que você a deixou sozinha na biblioteca para pegar as flores que esqueceu na loja, ou até mesmo quando ela foi sozinha me procurar e principalmente quando você saio do quarto para atender Max.
Max -Se Lawsely quisesse ela morta, agora você estaria no enterro dela. --Fala para Rumple seguindo em direção a Lawsely--
Belle -Você está junto com ela nisso? Você nos traio. Pensei que quisesse me ajudar. --Se levanta da cama indo para trás de Rumple--
Rumple — Você estava nos vigiando. Todo esse tempo. --Conclui ainda incrédulo--
Lawsely — Sempre, desde a aquela garotinha atravessando a rua até aquele senhor tentando achar algo para colocar as flores que tinha acabado de comprar para sua esposa. --Se aproxima-- -Por falar nisso... Adorei conhecer o seu pai Belle. Ele foi bem gentil comigo. --Comenta com um sorriso simpático--
Belle — O que você fez com o meu pai? --Pergunta temendo a resposta--
Lawsely — Nada, ele está bem. Não tenho interesse em mata — lo. --Da de ombros--
Rumple -Por que esta fazendo isso? Não pode ser apenas ciúmes. Tem algo a mais que você queira, O que é?
Lawsely -Minha vida como era antes, quero voltar e impedir de tirarem tudo de mim. --O encara--
Rumple -Você não quer matar Belle. --Afirma se aproximando-- -Não quer matar ninguém, quer impedir uma morte.
Lawsely — Sim.
Rumple — Sua mãe. Lawrence.
Lawsely — Sim.
Rumple — Quer voltar no tempo.
Lawsely — Acertou de novo. Desculpe eu não ter nenhum prêmio para você. --Fala em um tom sarcástico--
Rumple -Impossível, todos falharam, você não vai conseguir.
Lawsely — Magia nunca falha, pessoas falham.
Rumple — Zelena. --Mormura--
Lawsely — Você deveria jogar na loteria.
Rumple — Chega de sarcasmo.
Lawsely — Talvez eu não consiga, mas essa pessoa consegue.
Ela mostra o pingente verde. E assim que a companhia toca desesperada, Lawsely ri como se a vitória já estivesse garantida e desaparece levando Max. Regina entra e os chama para a sala, assim que Rumple vê o estado de Matthew, rapidamente cobre os olhos de Belle.
Rumple — Não olhe, vamos para a cozinha agora.
Belle — Por que?
Rumple — Não discuta. -- Ele a leva para a cozinha-- -Agora pode abrir os olhos. --Descobre os olhos dela--
Rumple — Eu não queria que você visse aquilo.
Belle — Aquilo o que?
Regina — O amiguinho morto da sua afilhada.
Belle -Ela matou ele? Ela gostava dele e deixou isso bem claro.
Regina — Parece que o amor acabou. Mas não vim aqui para falar disso. --Ela anda até Rumple-- -Sua filha roubou algo que é meu e tem um grande valor mágico e sentimental.
Rumple — O pingente do colar da Zelena, eu sei. Lawsely estava desfilando com ele a alguns minutos atrás. --Diz pegando três copos médios e os enchendo de uísque-- -Ela não quer matar ninguém e sim salvar uma pessoa.
Regina — Como ela vai fazer isso? Zelena está morta e pingente não vai funcionar sem ela. Eu sei porque quando Lawsely tentou me matar ela falhou.
Rumple — Te matar com a magia da sua própria irmã, ela aprendeu muito bem o que eu ensinei. --Ele distribui dois copos-- -Teve sorte de Lawsely não ter conseguido usar a magia do pingente, sua morte seria lenta e dolorosa.
Regina — Nem poderia imaginar quem a deixou assim. --Toma o uísque--
Belle — Espera. --Se levanta deixando seu copo na mesa-- -Aquela magia está presa a Zelena, porque se não estivesse, Lawsely teria conseguido usar.
Regina — Do que está falando?
Belle — A magia do pingente tem um dono e quando esse dono morre, ela procura outro, toda magia que é presa dentro daquele pingente é de uma pessoa só.
Rumple — Mas o que você anda lendo?
Belle — Achei alguns livros na loja e os li em quanto você fingia não estar preocupado com a Lawsely.
Rumple — Aqueles livros tinham encantamentos e estavam em outra língua.
Belle — Eu sei traduzir lembra?
Regina — Até eu sabia que ela podia traduzir alguns livros. --Fala com desdém--
Belle — Não importa, o que quero dizer é que se ela não conseguiu usar a magia é porque ela tem um dono ainda.
Rumple — Quer dizer que Zelena está viva?
Regina — Impossível, todos vimos ela se matar e ficar em pedaços.
Belle — Talvez tenha sido apenas uma ilusão, ela não se matou, talvez foi um jeito de espaçar. Quando fomos até a cela não tinha vestígios dela.
Regina — Faz sentido, então ela vai tentar libertar a Zelena de sei lá onde.
Belle — Do pingente. Não teria outro lugar onde ela poderia ficar presa.
Regina — Temos que achar ela.
Rumple — Acho que sei extremamente onde ela está.
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