Alguém do passado
22 Brigas tolas e pedidos de desculpas
Notas iniciais
Branca — Se continuar esperando esse tal "momento certo", pode ser tarde mais. Já parou para pensar nisso?
Rumple -Não e nem quero pensar em como seria receber uma notícia dessas.
Branca — Não quer pensar porque tem medo. Ou então não sabe lidar com sua filha. --Deixa escapar-- Desculpe. --Fecha a porta--
Rumple — Acho não que ouvi direito. --Sai do carro-- -O que sabe sobre filhas? Ou cuidar delas? Quantas vezes levantou a noite porque Emma estava chorando? Quantas vezes correu até o quarto dela para conforta — lá por causa de um pesadelo? Você a colocou dentro de um quarda — roupas.
Branca — Não fale como se eu tivesse abandonado minha filha de propósito, assim como fez com seu filho. Eu não tive escolha, mais você teve e escolheu deixar seu filho.
Rumple — Não ouse falar do meu filho. Ao menos eu pude ver ele dar os primeiros passos na minha direção, pude presenciar o momento em que ele disse suas primeiras palavras, mesmo que por pouco tempo pude estar do lado do meu filho. --Esbraveja--
Branca — E pelo visto não foi o suficiente, porque seu filho fugiu de você Rumplestiltskin. Se você tivesse sido um bom pai ele ainda estaria aqui.
Rumple — Cale a sua boca! --Ordena-- -Sabe muito bem porque meu filho não está aqui. Sabe muito bem o que aconteceu. Se não fosse por ele seu precioso bebê não estaria aqui! --Bate a porta do carro que até então estava aberta-- -É melhor que não diga mais nada sobre mim e Bae se não...
Emma aparece atrás dele após escutar a discussão, junto com David e Hook.
David — Se não o que?
Rumple — Sabe muito bem do que sou capaz de fazer. --Fala ainda de costas para David--
David — Eu sei, o que quero saber é por que ?
Rumple -Pergunte a sua esposa, ela não é a sabe tudo?
Emma — Ele perguntou para você então responda.
Rumple — Emma. --Se vira para ela-- -Não esperava que você estivesse aqui. Como está?
Emma — Não mude de assunto.
David — Vimos você ameaçar Mary Margaret.
Rumple — Tenho meus motivos. Se me dão licença tenho que ir para casa. --Abre a porta do carro--
David — Espere. --Coloca a mão no ombro de Rumple o impedindo de ir-- — Você não vai a lugar nenhum até que as coisas aqui estejam esclarecidas.
Rumple — Se não quiser ficar como o seu amiguinho ali, sugiro que tire a mão de mim.
Com um brusco movimento de seu ombro, Rumple faz com que David o deixasse finalmente entrar no carro e ir embora. Quando ele chegou em casa, logo se dirigiu ao quarto de Lawsely. Ele entrou sorrateiramente e a acordou.
Lawsely — Por que me acordou? Eu estava sonhando. --Finge estar ainda com sono--
Rumple — Vou fingir que acredito. --dá um passo a frente-- -O que fez com Mary Margaret?
Lawsely — O que? Eu não fiz nada, não sei do que está falando.
Rumple — Não sabe mesmo? --Vê um tubo de ensaio no chão e o pega-- -Então o que é isso ? --Mostra o tubo--
Lawsely — Isso não é meu.
Rumple — Sim você está certa, de fato não é seu. É meu, o que quero saber é: Por que ele está aqui e não nas minhas coisas lá no porão?
Lawsely — Talvez você tenha trazido ele e se esqueceu. Olha, vou dormir. Se você não sabe das suas próprias coisas como eu vou saber? --Vira para o lado--
Rumple -Vai saber porque foi você quem pegou. --Fala bravo e sério-- -E seja lá qual poção estava aqui dentro, você usou na Mary Margaret e ainda por cima tem a coragem ou melhor, a burrice de mentir pra mim. --Se acalma-- -Por que?
Lawsely -Você mudou. Não era tão carinhoso e preocupado comigo. --senta--
Rumple — Isso ainda não justifica o que fez. --Fala ainda sério--
Lawsely — Queria que você voltasse a ser o que era. Quero aquele Rumple que um dia quando eu perguntei disse que não seria um bom pai, por não saber cuidar de meninas.
Rumple — Eu mudei para ser ser um bom homem, um bom marido para Belle e agora um bom pai. Vai ter que aceitar isso. Aquele Rumple já não existe mais.
Lawsely -Então seja um bom marido pra ela. --Fica brava-- — Eu não me importo. Boa noite. --Soca o travesseiro e deita--
Rumple — Não diga isso Lawsely. Não sebe como dói ouvir de você.
Lawsely — Eu disse boa noite Rumplestiltskin.
Rumple -Quer que eu te cubra direito?
Lawsely — Eu sei me cobrir.
Rumple — Então eu já vou indo, boa noite Law. --Sai do quarto-- -Eu te amo Lawsely.
Rumple fecha a porta e já não conseguindo mais impedir que as lágrimas rolem pelo seu rosto, Lawsely afunda o rosto em meio o travesseiro e chora lágrimas de arrependimento por ter expulsado de seu quarto a pessoa que ela mais ama, por não ter dito "Eu também te amo" quando ele saio e mais ainda pelo seu orgulho a impedir de ir até o quarto dele para se desculpar. Lawsely sabia que tinha magoado ele, mas foi assim que Rumple a ensinou.
Lawsely — "Nunca voltar a atrás,mesmo que isso doa, sempre ser forte." --Diz enxugando as lágrimas--
Belle percebe que havia algo errado com Rumple. Ele estava sério e não falou nada quando entrou, nem sorriu. Só entrou, tomou banho, colocou um pijama e deitou. A única coisa que disse foi "Boa noite" e mais nada. Belle sabia que algo tinha deixado ele triste.
Belle — Rumple? O que foi?
Rumple -Nada, estou bem.
Belle — Não, não está. Eu te conheço. Você está triste com alguma coisa.
Rumple — É a Lawsely, ela quer que eu volte a ser o que era. Não quero fazer isso, não quero te magoar novamente. Fazer os gostos dela esta fora de questão.
Belle — Por que ela quer isso? Pesei que Lawsely iria ficar feliz em ver como você mudou.
Rumple — Ela não é fã de mudanças. Não gosta de sair da sua zona de conforto.
Belle — E ela não puxou isso da mãe não é?
Rumple — Não, não mesmo. Se ela fosse um pouco mais compreensiva, ela não iria agir daquela forma. Belle, pela primeira vez não sei o que ela quer. Ela mudou muito.
Belle — Ela talvez não tenha mudado. Talvez seja você quem mudou.
Rumple — E eu não vou voltar atrás. --Sorri e beija Belle--
Belle — Vamos dormir, boa noite. --Devolve o beijo--
Rumple e Belle logo adormecem, mas um terrível pesadelo acaba acordando ele as 4 da manhã. Rumple levanta bruscamente, ainda ouvindo um grito, olha para o lado e suspira aliviado ao ver que Belle está bem, ele olha no relógio e volta a deitar. Rumple vira e abraça Belle, mas novamente escuta um grito e corre até o quarto de Lawsely. Mas ela não estava lá, ele desce desesperadamente as escadas e para o seu alívio ela estava na cozinha, deitada com a cabeça na mesa e uma xícara de café na mão. Ele se aproxima e a chama.
Rumple — Law? Você está bem?
Lawsely — Sim, só não estou com sono. --não olha para ele--
Rumple — É aquele pesadelo de novo?
Ela apenas confirma com a cabeça e depois toma um gole do café. Rumple se aproxima.
Rumple — Vem. --tira o café da mão dela-- -Vou te levar. --A levanta da cadeira--
Lawsely — Não estou com sono. --Fala sonolenta e se jogando nos braços de Rumple--
Rumple — Claro que não está.
Vendo que ela já estava aponto de cair de tanto sono, Rumple a pega no colo e leva Lawsely para o quarto, a coloca na cama e beija sua testa.
Rumple — Boa noite Law.
Sai em silêncio para não acordar ela. Rumple volta para o quarto e dessa vez consegue voltar a dormir.
Duas horas depois todos levantam para tomar café, Belle passa o café enquanto Lawsely arruma a mesa e Rumple fazia as torradas. Depois do café da manhã, assim como tinha dito levou Lawsely para andar a cavalo e claro que ela quis levar Henry, porém Rumple queria ir apenas com Lawsely, ela acabou concordando e eles foram até o estábulo, lá Lawsely vê um grande e belo corcel, ele era forte e ninguém havia cortado sua crina, coisa que para ela era estanho pois quando ela estava em Nova York viu vários cavalos cujo as crinas haviam sido aparadas, mas a desse cavalo estava intacta. Lawsely se aproxima e acaricia o cavalo.
Rumple — Você gostou dele?
Lawsely — Sim, ele é incrível.
Rumple — Que bom, porque acho que ele gostou de você também e eu não gostaria de ter que trocar o seu presente.
Lawsely — Meu presente? Ele é meu?
Rumple — Sim, a não ser que você queira outra coisa, aí teríamos que devolver ele.
Lawsely — Não, eu adorei. Não troco ele por nada.
Rumple — De um nome para o ele.
Lawsely — Mmm...Pode ser Rocinante? Era o nome do cavalo favorito da Regina e eles são parecidos.
Rumple — Se é o quer. Então o nome dele será Rocinante.
Lawsely agradece e prepara o novo cavalo para dar uma volta. Checa se não está faltando nada e logo depois monta.
Lawsely — E você? Não vai pegar um cavalo e vir comigo?
Rumple -Acha que eu devo?
Lawsely — E ainda pergunta? Claro que deve, vim aqui pra andar a cavalo com o meu pai.
Rumple — Eu já volto. --Vai pegar um cavalo--
Sem muita demora Rumple volta montado em um belo cavalo branco com manchas marrom e ele e Lawsely começam o passeio.
Rumple — Sei que já está cansada dessa pergunta mais... Você ama mesmo o Matthew?
Lawsely — A verdade? Eu não sei, tenho medo que não.
Rumple — Droga, voce ama. Já passei por isso, no começo eu não sabia se amava Belle, tinha medo da resposta ser não, eu não queria magoar ela. Isso é de família, temos medo de estarmos enganados e tenho certeza de que você não quer magoar o seu ladrãozinho.
Lawsely -Não eu não quero magoar meu ladrãozinho. --Ri-- Antes que eu esqueça. Você vai levar a Belle no baile de hoje a noite?
Rumple — Sim eu vou. Mas não conte a ela. Belle acha que eu não vou levá — lá. Vai ser uma surpresa, por isso não fale nada, se não vai estragar meus planos.
Lawsely — Não irei falar nada, afinal eu odiaria que você estragasse meus planos.
Rumple — Posso saber quais planos são esses?
Lawsely — Não. Vai ser uma surpresa.
Rumple -Agora estou curioso.
Lawsely — Espere, vai valer a pena.
Quando a noite chegou, Lawsely e Rumple começaram a se arrumar, minutos depois de Lawsely ficar pronta a campainha toca e Rumple atende. Era Henry, ele estava todo arrumado.
Rumple — Entre Henry, daqui a pouco Law ira descer.
Henry — Vou esperar ela na cozinha.
Rumple — Tudo bem, pegue o que quiser lá.
Lawsely sai do quarto e resolve ir para a sala, quando ela estava descendo as escadas, Belle chega e logo atrás dela vinha Matthew. Lawsely cumprimenta Belle e em seguida recebe Matthew com um beijo.
Matthew — Você está realmente linda.
Lawsely — Obrigada, você está muito charmoso. Até demais, acho bom você não sair da minha vista.
Matthew — Que ciumenta. Pois eu vou dizer uma coisa. É melhor VOCÊ não sair da minha vista.
Lawsely — Trato feito. Não iremos nos perder de vista. --Beija Matthew-- -Quer tomar alguma coisa?
Matthew — Quero.
Eles vão para a cozinha e dão de cara com Henry. Lawsely sabia que Matthew não gostava de Henry e a qualquer momento uma grande discussão poderia acontecer.
Fale com o autor