Alguém Como Você

28 Capítulo XXVIII - Leilão


Notas iniciais
Acho que esse é o maior capítulo da história dessa fic, peço desculpas antecipadas pelos erros de português.

Boa leitura =)

Alguém Como Você

Por Myuky e ReH-San

Capítulo XXVIII – Leilão


Hinata caminhava a passos lentos pelo campus, acabara de ser avisada que a aula do segundo horário fora cancelada, agora rumava para o estacionamento, observou algumas pessoas sentadas conversando animadamente, até ver ao longe uma silhueta familiar trazendo à memória lembranças de algo que julgava esquecido.


FLASHBACK#

– Kiba-kun, por favor, podemos conversar? – o homem parou fitando os enormes olhos perolados.

– Podemos sim Hina. – respondeu aparentemente gentil.

– Eu... Eu sinto muito por ter descoberto as coisas daquela maneira, eu... Eu sinto muito – falou sincera.

– Você fez sua escolha, não te culpo, mas me preocupo. – ela o encarou confusa – Sabe, Itachi não é bom para você...

– Como pode dizer isso? Está equivocado! – falou rapidamente com a voz séria.

– Hina, você está muito iludida... – disse ácido.

– Iludida? Poupe-me Kiba, achei que realmente estava tudo bem, mas isso é o cumulo! – bradou nervosa.

– Uma hora você vai entender Hina, Itachi não verá o que vejo, não dará valor ao que há de melhor em você, o seu coração!

FLASHBACK OFF#

“Não dará valor ao que há de melhor em você, o seu coração” ... “... seu coração”. A conversa de uma semana antes teimava em vir novamente, estava nervosa e deixara Kiba para trás falando sozinho, sabia que tinha feito mal ao iniciar aquele relacionamento sem sentir nada, mas estava certa de que terminar tinha sido a melhor escolha, ainda distraída, foi tirada de seu devaneio por um chamado insistente.

– Hina-chan, você está bem?

– Ãnh? Claro Ino, vamos? – a loira assentiu, Hinata meneou a cabeça com o intuito de afastar os pensamentos e seguiu a amiga até o carro.

– Ino-chan antes que me esqueça, a Kure-san ligou e disse que teve um problema com um dos seus modelos – comentou.

– Agrh, que droga! – disse desanimada – Ela explicou se é muito complicado?

– Não, só disse que precisa ver isso logo – respondeu prontamente.

– Hum... Beleza. Ah, eu ainda estou negociando o teatro, mas acho que terei de ver outros lugares – suspirou.

– Quando você vai encontra-los novamente?

– Segunda, por quê?

– Irei com você!

– Que ótimo! Terei alguém para me ajudar a persuadi-los. – falou contente. Ino passou a dizer coisas aleatórias e Hinata voltou a ficar distraída, respondendo por monossílabos, lembrava-se de Itachi falando sobre Kiba, o motivo do desentendimento de ambos, não explicou por que, mas ao que parecia o Inuzuka estudava com Sasuke e aprontou algo que acabou por envolver o mais novo, quem teve de resolver tudo fora Itachi, pelo visto o problema lhe causara muita dor de cabeça e acabou que desde então ambos não se falavam. Completou ainda que não deveria se preocupar com o ex, era só uma questão de tempo até que ele se acostumasse com a ideia. Mas as palavras ditas por Kiba naquela sexta-feira ainda ecoava em sua mente “... seu coração”.

– Ino-chan pare aqui! – disse abruptamente.

– Aqui Hina? O que vai fazer? Estamos quase no restaurante.

– É que eu preciso fazer uma coisa – explicou apressada.

– Hum... “uma coisa”? Ou ver alguém? – Hinata enrubesceu, fazendo a loira rir – Sua cara te condena Hina – a morena sorriu amarelo, descendo do carro. – Mande um “oi” pro meu cunhado. – pediu dando partida e sumindo na imensidão de carros.

Apesar da infinidade de pessoas que caminhavam pelo centro de Konoha àquela hora, o dia estava agradável e pronto para ser aproveitado, se é que alguém tinha tempo para isso, afinal todos andavam apressados.

A morena caminhou calmamente até um prédio onde entrou, pode ver a mesma cena que acontecia do lado de fora, pessoas, muitas pessoas. Dirigiu-se até a recepção, fitou uma mulher que falava ao telefone e aguardou sua vez.

– Como posso ajudar? – indagou assim que desligou a ligação.

– Gostaria de falar com Uchiha Itachi – respondeu gentilmente, esboçando um sorriso.

– Tem hora marcada? – perguntou pegando o telefone novamente.

– Não. – falou rapidamente, a mulher pôs o aparelho de volta na base.

– Sinto muito senhorita, mas Uchiha-sama está atendendo apenas pessoas com hora marcada. Se a senhorita quiser, posso ligar para secretária dele e ver como está a agen...

– Não, arigatou – voltou-se para saída “Não imaginava que fosse tão difícil falar com você”. Retirou o celular da bolsa. “Adeus surpresa”. Deu um leve suspiro.

– Senhorita Hinata? – a voz soou atrás de si, a morena voltou-se para saber se realmente era quem imaginava.

– Yuichi-dono – falou sorrindo. O homem caminhou até ela, tomou sua mão depositando um beijo na mesma – Isso é algo que continua a me surpreender – comentou.

– Então se acostume – brincou – Mas, o que faz aqui? Veio tirar o Itachi do escritório? – disse divertido.

– Essa era a ideia – respondeu chateada.

– Por que “era”? – indagou interessado.

– Me disseram que ele está ocupado – explicou.

– Bom, não mentiram, ele está mesmo. O projeto do hotel será apresentado na segunda e ainda tem o leilão – a morena o olhou surpresa – O que foi? – perguntou estranhando a expressão da moça.

– Você disse leilão? – o homem franziu o cenho.

– Então você não sabe?! – comentou mais para si, do que para Hinata. – Hum... Ainda quer ver o Itachi?

– Não, quero saber que leilão é esse – respondeu polidamente.

– Venha! – entrelaçou o braço ao dela. – Não é um assunto que devemos tratar aqui – explicou, enquanto conduzia a morena para fora do prédio.

– O que aconteceu Yuichi-dono? – indagou preocupada.

– Sabe quem é Uzumaki Toshyo?

– Não. – respondeu confusa.

– Ele era contador da empresa Uchiha, trabalhava para família há anos, uma pessoa na qual todos confiavam. Mas, há duas semanas ele retirou uma grande quantia de dinheiro da conta da empresa e estamos à beira da falência.

– Mas, por quê? – Hinata indagou surpresa.

– Não acredito que Itachi preferiu te manter alheia a isso – disse enquanto decidia ou não dizer – Ele e a mania de querer resolver tudo sozinho. Tsc... Ele não aprende. – continuou divagando.

– Mas, por que ele faria isso? – indagou mais uma vez.

– Por que o Itachi é assim mesmo, sempre foi, acho que herdou isso do pai. – Hinata parou subitamente, chamando a atenção do mais velho. – O que foi? – perguntou fitando a morena.

– Yuichi-dono, você não respondeu a minha pergunta! – falou séria.

– Claro que respondi – disse tentando não demonstrar nervosismo.

– Não, não respondeu – cruzou os braços impaciente. Yuichi deu um breve suspiro.

– Vamos, irei te falar – falou vencido, enquanto estendia a mão para Hinata que aceitou a novamente.

– É em horas assim que me pergunto como meu filho sabe mentir tão bem, com certeza não puxou a mim – comentou.

– Yuichi-dono, está desviando o assunto de novo – observou tentando não parecer impaciente.

– Ah, verdade, desculpe senhorita Hinata.

– Apenas Hinata, por favor! – pediu gentilmente.

– Claro! – ele riu, mas logo sua expressão ficou séria – Já que quer tanto saber, Uzumaki Toshyo é o otou-san da Karin – Hinata o fitou surpresa.

– Então... – hesitou tentando organizar os acontecimentos – Então é minha culpa? – indagou baixinho.

– Vocês realmente combinam, sempre se culpando – comentou – Isso, não tem nada haver com você Hinata, Toshyo não era o que parecia. – respondeu tentando acalmá-la.

– Mas... Mas o leilão, o que será vendido? – perguntou atropelando as palavras.

– Alguns objetos de valor a mansão, quadros, a casa do lago...

– A... A... Casa do lago? – indagou em um sussurro.

– Hai – fitou a morena – Hinata você está bem? – ela piscou algumas vezes.

– E... Es-tou – gaguejou, piscou os olhos novamente, respirou fundo. – Isso é realmente necessário? – perguntou quase recomposta do choque.

– Foi a saída que eles encontraram, mas você não deveria ficar preocupada...

– Quando vai acontecer?

– Amanhã, às 14h na mansão.

– Assim tão rápido?

– Hai, quanto antes melhor – observou – Sabe? – indagou pensativo. – Você e o Itachi deveriam vir jantar conosco um dia desses – comentou desviando do assunto para que Hinata pudesse esquecer aquilo um pouco. – Não sei se o Neji falou, mas sou um ótimo cozinheiro, marcamos um dia e peço para que Tenten vá também. O que acha?

– Seria ótimo – respondeu com um sorriso fraco.

– Hinata, vai ficar tudo bem, não se preocupe! – a morena assentiu – Bom, adoraria passar o dia conversando com você, mas tenho assuntos para resolver. Você vai ficar bem?

– Sim, irei – tentou parecer confiante. Yuichi arqueou a sobrancelha, suspirou fraco.

– Só uma última coisa, não diga ao Itachi que te contei, se não adeus Yuichi. – Hinata riu com aquelas palavras, imaginando o namorado atacando o sócio, apesar de não ter muita certeza de quem ganharia. – É assim que eu gosto, sorria menina – depositou um beijo na testa da moça e partiu acenando – Não esqueça o jantar – avisou a voz longe, mas a Hime entendera perfeitamente, assentindo com a cabeça e acenou de volta.

...

– Nervoso?

– Um pouco – respondeu.

– Eu também – confidenciou. – Mas, tivemos algumas confirmações e posso crer que tudo correrá bem.

– É o que espero aniki, só uma pergunta, temos mesmo que ficar aqui?

– Claro Sasuke, precisamos receber os convidados. – respondeu com um tom reprovador.

– E o Kakashi-san? Ele não vai fazer isso?

– Sim e não, tenho a leve impressão que ele em breve vai desaparecer daqui – Sasuke fitou o mais velho confuso – Espere e verá! – foi o que se limitou a dizer. – E que comece o show. – Anunciou ao ver os primeiros carros entrarem.

Kakashi juntou-se aos Uchihas, mas como Itachi previra assim que a Mizukage Terumi Mei com seus longos cabelos ruivos e olhos verdes apareceu, o homem de cabelos prateados saiu acompanhando a dama. Por sorte o Raikage A – um homem negro, corpulento, alto — não parecia nada estressado e sim muito animado o que de longe era extremamente estranho.

A Hokage Senju Tsunade – mulher loira, olhos castanhos, pele alva, de aparência juvenil – apareceu acompanhada de sua secretária e assistente pessoal Shizune; cumprimentou os irmãos Uchiha, informando-os que sabia da situação e que faria o possível para ajudar.

– Yo Itachi! – disse o jovem que acabara de chegar.

– Kakuro, quanto tempo – falou ao ver o velho companheiro, que ao contrário do que lembrava usava trajes diferentes, nada de blusas com toucas ou pinturas no rosto, por um momento Itachi achava que via o próprio Kazekage – Não lembrava que você fosse tão parecido com o Kazekage.

– Todos dizem isso, mas se pretendo ajuda-lo tenho que andar assim – colocou as mãos na ponta do blazer cinza, fazendo uma careta. – Ah, antes que esqueça meu pai pede desculpas por não comparecer e me mandou.

– Não tem problema, obrigada por vir – agradeceu polidamente o Uchiha.

– Não há de que, vou passar alguns dias por aqui, o que acha de reunir a velha galera da faculdade? – indagou com humor.

– Será ótimo! – respondeu – Aqui está seu número, boa sorte – Kakuro agradeceu e entrou.

– Você quer mesmo ver aqueles loucos? – perguntou Sasuke que até então falava com outra pessoa.

– Sim, eles são meus amigos e não os chame de loucos – o mais novo fez menção de retrucar, mas foi impedido.

– Susukinho! – exclamou melosamente, o Uchiha não sabia se virava para ter certeza de quem era ou se preferia sair correndo dali.

– Otouto, seja educado e responda a moça – repreendeu o mais velho com um olhar divertido.

– Ah, você deve ser o irmão mais velho do Sasukinho, sou Haruno Sakura. – apresentou-se a garota de olhos verdes e cabelos rosa. Itachi iria cumprimenta-la, mas não conseguiu.

– O que faz aqui Sakura? – indagou Sasuke levemente irritado.

– Ora querido, eu estou representando meus pais, não sei se lembra, mas eles são colecionadores e adoram leilões, além disso, queria te ver – respondeu com olhar malicioso. Itachi deu um sorriso de lado ao ver a áurea assassina do irmão.

– Você não muda – constatou friamente – E cadê aquele loiro baka? Vocês não estavam juntos?

– Nossa não sabia que tinha ciúmes Sasukinho! – riu do que disse – Naruto foi apenas uma distração, queria ver o sorriso de a sua querida Hinatinha desaparecer, sabia que ela sumiu depois do que aconteceu? – falou divertindo-se com as lembranças. Itachi franziu o cenho, deixando de lado a alegria de ver o irmão irritado, não entendia o que acontecia ali, mas não gostou nenhum pouco do tom de desdém com a qual ela se referiu a sua Hime.

– Haruno-san, aqui está seu número, o leilão já vai iniciar, é melhor entrar! – disse friamente, fazendo a rosada tremer com a mudança do tom de voz antes cortês do Uchiha mais velho. A mulher assentiu e sumiu dali.

– Argh, odeio essa garota – comentou Sasuke levemente irritado.

– Quem é Naruto? E como ela conhece a Hina? – inquiriu.

– Uma longa história – comentou vagamente – Me faça um favor, em hipótese nenhuma, nenhuma... – repetiu – Conte para Ino ou Hinata que a Sakura está aqui, a não ser que queira ter uma morte lenta e dolorosa.

– Não entendi, por que isso? – indagou confuso.

– Ah, esqueci que você não sabe, a Ino não gosta da chata de cabelos rosa e a Hina-chan, bom a Sakura roubou o amor dela.

– O que? – perguntou levemente irritado. Sasuke riu, sua vingança pelo que o irmão fizera a pouco estava surtindo efeito.

– É história antiga, não se preocupe, mas se quiser saber pergunte a Hina quem é Naruto, mas lembre-se de não dizer nada sobre a Sakura. – complementou. Itachi com certeza iria perguntar.

– Itachi, Sasuke é melhor entrarem, o leilão vai começar, eu fico aqui – anunciou Kakashi que voltava.

– Ótimo, achei que a Mizukage iria te alugar por hoje – o Hatake ficou rubro com as palavras – Espere mais alguns minutos se ninguém aparecer junte-se a nós – explicou o Itachi, entrando no salão acompanhado de Sasuke. O homem de cabelos prateados sentou-se fitado os números, pela sua contagem teria cerca de 49 pessoas.

– Ah, estou muito atrasado? – indagou um homem baixo e careca.

– Não, não está, começou há pouco. – explicou o Hatake, o homem respirou aliviado – Aqui está seu número e no panfleto informações sobre o que está sendo leiloado, boa sorte senhor...?

– Daisuki, Kataoka Daisuki – respondeu – Arigatou – agradeceu e saiu, antes que o Hatake pudesse dizer algo.

O salão estava cheio e de fato já estava começando o leilão, o homem baixinho caminhou até um lugar em uma das extremidades da sala, observando as pessoas.

– Acho que teremos muita concorrência — sussurrou.

– Sério? – uma voz indagou em seu ouvido.

– Sim, o primeiro item já está em amostra e a concorrência por ele é bem grande, principalmente por que Akasuna no Sasori está aqui, ele é um artista nato e provavelmente vai dar lances nos quadros, pelo que vejo no panfleto temos cerca de seis obras originais em jogo.

– Hum... Acha que consegue?

– Não sei, mas vou tentar. Darei o primeiro lance... 70.000 ienes – anunciou.

– Temos 70.000 ienes, quem dá mais? – falou ao microfone o leiloeiro.

– 75.000 ienes! – gritou

– Sabia que seria complicado. – comentou Daisuki – 80.000 ienes!

– 86.000 ienes!

– Número 29, 86.000 ienes. Quem dá mais? – indagou instigando as pessoas.

– Dê mais um lance. – pediu a voz na consciência de Daisuki.

– 200.000 ienes! – o homem careca gritou.

– Oh, 200.000 ienes! Alguém mais? Vamos lá... – deu uma pausa fitando a plateia e iniciou a contagem 1, 2... – fez uma pausa – 3! Vendido por 200.000 ienes ao número 50, meus parabéns senhor! – bradou animado, Daisuke fez um breve aceno com a cabeça em forma de agradecimento. Enquanto o ruivo Sasori bufava irado.

– Consegui a primeira, que venham os outros 29 itens. – em seu ouvido escutou uma risada abafada, enquanto outro item ficava de amostra para os convidados.

As horas se arrastaram entre um lance e outro, alguns já estavam bem desanimados o homem que surgiu sabe-se lá Kami-sama da onde, já tinha arrematado praticamente todos os itens disponíveis, inclusive o vaso raro e a mansão em que se encontravam. Há quem o achasse imbatível aquela altura do campeonato. De um lado observando atentamente tudo o que se passava estava os responsáveis pelo acontecimento.

– Não acha que deveríamos fazer algo? – indagou o homem de cabelos prateados.

– Não sei, sabe quem é ele? – perguntou Itachi que olhava fixo para onde o senhor baixinho estava.

– Ele disse se chamar Kataoka Daisuki.

– Estava com convite? – indagou o loiro que escutava atentamente a conversa.

– Sim...

– Hum... Imagino que não possamos fazer nada, ele foi convidado e está disposto a pagar por tudo, você mesmo deve estar vendo que as transferências estão sendo feitas. – comentou o loiro.

– Deidara tem razão, o dinheiro está caindo como água – falou o Hatake.

– Então não podemos fazer nada – declarou Itachi.

– Realmente ele pagando, não precisamos nos preocupar – observou Yuichi.

– Vendido, por 2.000.000 ienes! Agora o último item o belíssimo e raro conjunto de peças aclamado por muitas mulheres, com vocês as legitimas Gotas do Deserto. – um burburinho se fez pelo salão, todos se inclinaram para frente fitando o conjunto de brincos e o belo colar em forma de gota forjado por um diamante preto central e rubis completando o contorno. Os brincos eram pequenos reforçando a delicadeza do material e a corrente para o pingente do colar feita de ouro, dando um grande destaque para a joia.

– Eu disse que eles iriam gostar – comentou Sasuke.

– A ideia foi sua? – indagou Yuichi surpreso.

– Sim, foi dele! – Itachi suspirou visivelmente desanimado e a conversa sobre o conjunto acabou.

Os lances se iniciaram e ficavam mais altos a cada instante, as mulheres do local ficaram muito ativas, Sakura soltava faíscas pelos olhos enquanto a Mizukage dava um lance, Tsunade não ficava de fora. A disputa estava acirrada entre as três, não havia nenhum sinal do homem baixinho, era como se ele não estivesse ali.

– A situação está crítica – murmurou – Elas vão acabar se matando a qualquer momento – ouviu uma risada suave e novamente a voz soou.

– O que está esperando, entre na disputa.

– Paciência e calma serão a chave para conseguir o último objeto – sussurrou.

– 8.900.000 ienes! – gritou Mei com um sorriso vitorioso nos lábios.

– Oh! – exclamou o leiloeiro. – Isso é realmente bom, alguém dá mais? – indagou encarando as pessoas, mas Tsunade desistira, juntamente com Sakura. – 1,2... – pausou –Tr...

– 9.000.000 ienes – anunciou o homem, os olhos se voltaram para ele, Mei o fitava ameaçadoramente como se dissesse desista, mas Daisuki ignorou. A contagem iniciou novamente e dessa vez não houve interrupção, o número 50 arrematara o objeto mais valioso do lugar.

– Consegui – falou baixo.

– Isso é ótimo, a transferência foi feita – anunciou a voz.

As pessoas cumprimentavam os irmãos Uchiha, despedindo-se e outras seguiam para recepção que ocorria no jardim, nada como comida para acalmar os ânimos.

– A ideia de conseguir as coisas novamente já era não é? – indagou Sasuke.

– Não sabemos ainda, pode ser que ele nos venda de volta, assim que conversarmos descobriremos – disse Itachi calmamente.

– A transferência foi feita – falou Kakashi.

– Já mandou para outra conta? – inquiriu o Uchiha mais velho.

– Sim, não há como voltar atrás!

– Ótimo! Deidara peça ao senhor Kataoka que venha até o escritório.

– Hai – o loiro saiu em direção ao homem baixinho que continuava sentado no mesmo lugar.

...

– Kataoka-dono, eu sou Uchiha Itachi – apresentou-se – Esse é meu irmão Uchiha Sasuke, nosso contador Hatake Kakashi, o advogado Deidara e meu sócio Hyuuga Yuichi.

– É um prazer conhece-los.

– O motivo de tê-lo chamado aqui é agradecer por ter vindo e parabeniza-lo pelos itens adquiridos. – explicou polidamente Itachi.

– Além disso, é necessário que assine alguns papéis para a devida transferência dos bens... – Deidara foi interrompido.

– Não há necessidade, eu não pretendo ficar com nada – disse calmamente deixando os homens confusos – O que quero dizer senhores, é que sei sobre o problema na empresa Uchiha e meu objetivo aqui era apenas ajudar.

– Ajudar? – inquiriu Itachi sério.

– Sim, ajudar. Como disse não pretendo levar nenhum dos itens, são todos de vocês, eu poderia ter feito um depósito direto, mas achei que participar do leilão seria bom... E foi mesmo. – disse em um tom de divertimento.

– Por essa eu realmente não esperava – Itachi falou surpreso – Tem certeza que não pretende levar nada? Nem mesmo as Gotas do Deserto?

– Não, não quero nada. Aqui está o papel como garantia do que estou declarando agora – estendeu a folha para Itachi que passou para Deidara.

– Realmente, ele declara que tudo que foi adquirido, não será levado e em hipótese nenhuma alguém pode protestar pelos objetos. – anunciou o loiro.

– Acho que meu trabalho por aqui se encerrou senhores, agora me retiro – disse cumprimentando os homens que ainda estavam atônitos. Daisuke saiu da sala, deixando todos em um silêncio absoluto.

– Ele... Ele disse aquilo mesmo? – indagou Sasuke incerto fitando o papel que o homem deixara.

– Sim – respondeu Kakashi perplexo.

– Se é isso mesmo, o que fazemos aqui parados? Vamos comemorar! – bradou Deidara animado chamando a atenção dos presentes.

– Ele tem razão, nós conseguimos senhores – anunciou Itachi com um sorriso de ponta a ponta. Ouviu-se um pequeno viva, vindo do escritório que se confundia com as vozes das pessoas do lado de fora, de fato haviam conseguido e tudo voltaria ao normal.

Notas finais
Um drama básico por parte do Kiba, ai, ai isso vai dar 'pano pra manga'. Gostaram da participação especial da Sakura? A ReH-San disse que ela é pior que a Karin, concordam? E os outros personagens o que acharam? Ah, quanto ao 'iene' não perguntem, nem eu sei o que fiz, sou péssima com números, então qualquer erro nesse quesito eu peço mil desculpas. Nossos meninos conseguiram eee *---*. Agora chega de blá, blá, blá... Mais uma vez desculpem os errinhos, obrigada por ler e bom domingo. Beijos