Algo de errado em Fabletown
23 ❝Episódio 23 -– O inesperado。
Notas iniciais
Capítulo 23
Ninguém poderia imaginar que isso seria tão broxante.
。。。
Becca abre o jornal novamente, odiando tudo que lia. Do lado de fora daquele café, nevava intensamente – por esse motivo, o dono do Coffe&Coffe estava alegre. Ninguém podia sair daquele estabelecimento se amasse a si mesmo o suficiente para não querer morrer congelado. Ela bufa novamente, sentada naquelas mesas de canto, onde os bancos eram macios e unidos.
Bem grande, em letras garrafais, o jornal em suas mãos anunciava “Jovem morre após rolar as escadas e cair dentro de um dos misturadores da fábrica abandonada vaquinha feliz”. Abaixo, tinha uma porção de frases explicando que a garota devia estar brincando na fábrica velha, e que ela tinha uns 18 anos. Seu nome era Jolie Jones, mais conhecida como JJ em seu colégio.
Becca se encolhe em suas roupas de frio, um casaco pesado e um cachecol vermelho, que davam um ar sofisticado a amazona. Ninguém, nem mesmo Sammuel ou Harriet podiam imaginar que após irem atrás dela, ela simplesmente se desesperaria e caísse dentro de um misturador. O crânio da garota explodiu ali mesmo, deixou Sammuel e os outros lobos loucos da vida — Ah, Foi uma bagunça!
Caterpillar, após ser libertado tirou todos os malditos resíduos de sangue e prendeu João e Maria, que passariam por interrogatórios rigorosos na segunda-feira. Harriet trouxe todos de volta a vida, agora em segurança, inclusive o bom e velho Turtle. A casa em que eles estavam morando foi esvaziada, e agora Becca morava com Caine, já que eles precisavam um do outro.
Harriet e Sam, por outro lado, caíram de amores e reformaram a cabana de Sammuel, onde moravam juntos.
— E eu ainda tive que assistir aquela apresentação idiota... — Ela pigarreia, recordando-se da noite passada, em que ela teve que assistir uma peça na faculdade de Harriet.
Ela interpretara muito bem o lobo mal, graças a sua amiga Selena ela pode correr atrás de toda a matéria e passar nos testes.
— Esperou muito?! — A garota loura de olhos azuis sorria. Era um sorriso aliviado depois de tantos problemas. Harriet desliza para o meio do banco.
— Nem tanto. — Ela garante. Pega o jornal e o lança pela mesa até Harriet — Você já leu esse?
— Ah, já. — Ela o lança de volta — E estou começando a odiar, esse caso foi tão complexo, e no final nós ficamos sem a nossa culpada!
Harriet revira os olhos. Estava vestida com seus típicos vestidos que deixava bem claro para qualquer um que soubesse da verdade, que ela era definitivamente a chapeuzinho vermelho. Sempre com aquele capuz e aquela expressão curiosa. Parecia mais madura, e agora que todos reconheciam sua importância estava muito mais confiante. Morar com Sammuel a deixou alegre, agora eles poderiam passar algum tipo de eternidade juntos. Nenhuma das fabulas tinha envelhecido ainda, mas só faziam 5 anos, nem mesmo Caterpillar sabia se eles viveriam para sempre.
— Bom, é melhor assim. Afinal, recuperamos todos. — Uma garçonete finalmente teve coragem de anotar os pedidos. Ela era jovem, e estava com medo de Becca. — Chá gelado, e chocolate quente para a minha filha.
A garçonete anota tudo, com as mãos tremulas. Assim que se afasta, os olhos fuzilantes de Harriet caem em Rebecca.
— Filha? — Ela ergue uma sobrancelha. — Vocês lobos gostam mesmo de mentir.
As duas riem um pouco. Era bom conversar normalmente sem nenhuma preocupação. Os humanos estavam agitados pois o natal chegaria em breve, mas as fábulas com toda a sua magia sempre estavam quietas. Já estava por volta das nove horas da noite quando a neve finalmente parou de cair com tanta força e as duas se viram obrigadas a sair do estabelecimento.
Rebecca foi para a loja de armas dos três porquinhos enquanto Harriet saltou tão alto que demorou um minuto até ela começar a cair, só para pular de novo. Era ótimo ser uma fábula, e agora que as suas preocupações acabaram, saltar era a coisa mais alegre do mundo para ela. A lua lá em cima sempre se aproximava enquanto ela ia para cima, então ela permanecia um tempinho no ar, observando-a e se lembrando de que Sam deveria estar olhando-a também, para depois cair lentamente sem tirar os olhos do círculo brilhante e branco.
— Parece que é mentira, parece que vai acabar a qualquer instante.
Há alguns meses atrás, a única coisa que vinha a sua mente era “Se eu quiser algo, é exatamente isso que eu não vou ter”. Por ela desejar tanto estar ao lado de Sam, quando finalmente ficou, foi como uma superação do destino.
— Harry!
Era Sammuel, ele estava em frente a cabana, esperando Harriet como de costume — provavelmente tinha voltado da patrulha mais cedo. Chapeuzinho afundou seus pés na neve quando aterrissou, e após aplicar determinada força para o arranque — o que fez com que ela jogasse um punhado de neve para trás — ela pode em fim enterrar seu rosto no peitoral de Sam. Ele a envolve com os braços, apertando sua cintura e brincando com seus cabelos louros.
— Como está?
— Melhor agora, boneca — Ele pisca ao praticar o apelido que combinaram na noite passada, enquanto se abraçavam na cama. Harriet chegou à conclusão que era uma porcaria quando dito em voz alta, ainda mais quando o dono da voz era Sam.
— Vamos encontrar outro, eu garanto! — Ela adentra a casa antes, sentindo o cheiro do ensopado de coelho que Sam deveria ter feito.
A cabana estava como no primeiro dia que Harriet veio, dias atrás, mas agora estava escrito BAD RED ao lado de BAD WOLF. E não era só essa a mudança, Harriet ajeitara tudo para que parecessem um casal, como escova de dentes, roupões de banho e toalhas de cores diferentes. Após desfrutarem da comida de Sam, Harriet lavou a louça e o lobo secou e guardou. Agora tinha uma TV bem grande em frente a cama, então eles geralmente assistiam juntos, deitados e envolvidos em um abraço.
Harriet era tão pequena que se aninhava e mantinha sua cabeça deitada entre o ombro e a lateral do peitoral de Sam — e ele particularmente amava quando Harriet fazia isso. Sentia-se acolhido junto de sua amada.
— Você não está com fome, Sammy? — Hoje em dia, só Harry chamava Sammuel assim.
Os olhos de Sammuel se dilataram, de alguma forma, eles tem feito sexo todos os dias e mesmo assim Harriet não se sentia satisfeita. Isso mesmo, o lobo faminto já estava sentindo dores em seu membro por conta do vicio desenfreado de Chapeuzinho.
— Harry, querida — Ele diz meio sem graça, o que era engraçado considerando o tamanho dele. Como Becca costumava dizer “Você foi domado, lobinho!” — Você não está cansada?
Contudo, já era tarde demais — Harriet já tinha caído de boca no membro de Sammuel, que em segundos já estava rígido. Era incrível como chapeuzinho tinha esse poder sobre o lobo.
— Harry...
Seus olhos se encontraram, ambos selvagens e cheios de desejo — Sammy sorriu. Após alguns minutos, Sammuel quis retribuir a gentiliza, mas a chapeuzinho o empurrou para longe e montou na virilha.
— Não precisa, Sammy.
A voz dela estava pesada e arrastada, ela murmurava um “ai” na medida que o novo tamanho descia dentro dela.
As noites de Harry e Sammy eram como essa, todos os dias, desde o fim do caso mais estranho de Fabletown. Eles eram felizes assim, e provavelmente se casariam naquela igreja que Sam visitou, um dia. Ambos tinham ciência de que todos os acontecimentos até agora os colocaram juntos, então eles eram gratos — mas também sabiam da maior verdade. Havia uma lei rigorosa sobre contar para os seres humanos sobre a existência de fábulas, e agora ela fora reforçada.
Nessa noite de sexta, contavam mais dois dias para interrogar João e Maria, e também, novas fábulas estavam chegando graças a Disney e alguns escritores relevantes. Caterpillar e Harriet estavam cuidando desse projeto, enquanto Sam agora dava rondas e interrogava partes da cidade todos os dias.
— Eu vou...!
Harriet sentiu quando fora preenchida com aquele liquido quente, e era a parte que ela mais gostava. Ela também se perguntava se poderia ficar gravida algum dia, nenhuma fabula conseguiu até agora, mas também, nenhuma fábula tinha a vida sexual como a dela; talvez Becca.
E também... tinha Faith. Parece que a magia que a criou era forte demais, então ela parasitou outro corpo, e agora vivia como uma adolescente de 16 anos. A pessoa que fora enviada para cuida-la de perto era Peter, e Harriet começou a desconfiar que o garoto nutria alguma coisa por ela.
Ou seja, mais problemas. Ele definitivamente não podia contar para ela, e também, como explicaria tudo de diferente que eles tinham? Bem, isso era algo que ela mesma ia resolver, agora que fora promovida e tinha grande autoridade.
Sammy, após chegar ao êxtase, sempre se aninhava em Harriet, o que era um pouco engraçado, já que ele era muito maior que ela — mas Harriet gostava. Ela geralmente alisava seus cabelos ou deslizava seus pequenos dedos pela bochecha e pela barba de Sam. Não havia mais cigarro, então o cheiro dele estava mais agradável.
— Ei, Sam?
Seus olhos azuis escuros se voltam para Harriet. A única iluminação era a TV, que exibia um comercial sobre um espremedor de laranjas eficiente.
— O que foi, Harry? Você parece preocupada. — Harriet percebeu que mesmo ele parecia fofo quando olhava daquela maneira para ela. — É sobre segunda?
— Não é isso... quer dizer, não é isso que me preocupa de verdade. — Seus dedos deslizam pelos cabelos dele agora — Você envelheceu alguma coisa nesses 5 anos?
— Nadinha.
— Você acha que somos eternos?
— Olha, que preocupação é essa? — Ele agilmente troca de posição e a faz se aninhar a ele, em um tipo de abraço forçado. — Não me diga que está com medo de ficar velha?
— Quem quer ficar enrugado? — Ela ri — E você ia ficar broxa, não é legal!
— Eu nunca vou ficar broxa. — Ele une o cenho, parecendo a pessoa mais confiante do mundo. — E então, o que é?
— Nós vamos ficar juntos para sempre, não vamos? — O edredom quentinho que os envolvia fazia cocegas no nariz de Harriet, por esse motivo ela fez uma careta. — Como no conto de fadas daquelas princesas bobas;
— Claro que vamos! Eu nunca mais vou te perder, minha rata de esgoto loura.
— ORA, eu estou falando de algo romântico aqui!
— Entendi, entendi!
As gargalhadas de ambos atravessavam qualquer parede, e as vezes as pessoas na cidade pensavam ouvir um uivo de lobo por era hora. Talvez os seres humanos não pudessem entender, mas era a penas a floresta encantada os afastando da casa mais importante de Fabletown.
Harriet sabia de várias coisas agora, mesmo que antes sua mente estivesse escura, agora ela brilhava cheia de sentimentos gratificantes e alegres. Os dois se amariam até o fim dos tempos, e se tivesse mais algum, eles se amariam também — Porque afinal, eles viveram felizes para sempre.
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