Algo de errado em Fabletown
8 ❝Episódio O8 – Desafortunada。
Notas iniciais

Este mundo está cheio de amores desafortunados
Gancho olhava maravilhado para a semente marrom escuro que brincava em sua palma. Seu cabelo sutilmente cacheado cobriu um pouco da sua expressão quando ele começa a olhar cuidadosamente para o objeto em sua mão.
Harry olha ansiosa ora para gancho, ora para Sam, buscando algum sinal de resposta em seus olhos.
Contudo, não havia nenhuma.
– Bom trabalho com essa semente, Harriet. — Ele finalmente anuncia, depois ergue a semente até a altura dos olhos — Entretanto, minha cara, parece-me que ela está enfeitiçada, então você não pode traze-lo de volta, pois será o mesmo que capturar e largar um bandido.
Chapeuzinho começa a tremer involuntariamente. Sammy observou enquanto ela se encolhia e abraçava o próprio corpo em busca de conforto à ela mesma. Tinham muitas pessoas olhando, e conhecendo essa mocinha, Sam sabia que ela não queria que ninguém visse sua fraqueza.
Em um gesto de compreensão à ela e talvez a ele mesmo, — afinal, eram do mesmo conto — Samuel coloca os braços ao redor dos ombros dela, fazendo-a inclinar e deitar em seu ombro.
Hook pareceu perceber que Harry tinha corado um pouco, mas ignorou. Não era seu assunto e pouco lhe importava.
– O que eu posso fazer para traze-lo de volta?
Gancho riu um pouco, sem humor algum. Esfregou os olhos com as costas da mão, como se tivesse chorado de tanto rir.
– Mate quem o encantou, simples. — Ele devolve a semente direto à rosa de Harry, passando as mãos ásperas no braço delicado de Harry. — Recomendo que fale com algum outro vilão, um mágico de preferencia.
RedHood ficou extremamente determinada a salvar seu amigo. Agora era pessoal demais. Se teria que matar uma fábula para isso, o faria. Suas histórias seriam eternar de qualquer forma — viver em Fabletown era uma benção.
– Obrigada James — Ela olha com audácia para ele, mas também havia a gratidão em seus olhos. Ela disse o nome antigo de Hook, James Hook. — Certamente receberá noticias minhas.
{...}
Harry e Sam estavam em um impasse. Para que o vilão tivesse certeza que ela não o pegaria, certamente estava preservando a sua rosa a muito tempo, então ela consultou todas as rosas que não vinham há tempos — Acontece que, muitas rosas não vinham a tempos.
Fábulas não se machucavam muito atualmente.
Então pensar por essa linha de raciocínio estava fora do plano.
Harriet e Sammy estavam agora em um parque na região sul da cidade, haviam acabado de sair da loja e buscado um pouco de glamuor para Harry, que agora estava em sua forma mais adulta. O parque estava um tanto abandonado, cheio de brinquedos enferrujados e rodeados por areia para fazer castelos. Esse parque não era muito utilizado, já que alguém quebrou as lampadas que iluminavam.
– Acho que vamos precisar de armas. — Sugere Chapeuzinho, sentada em um banco de madeira azul, cheio de arranhões e declarações de amor marcados como uma cicatriz. Ela chuta uma pedra para frente, parando nos pés de Sammy, que estava sentado em um balanço não muito confiável.
– Onde se arranja essas coisas, afinal? Certamente vamos precisar. Estou sem meu revolver — Sammy estava cabisbaixo, encarando a pedrinha de Harry.
– Os três porquinhos devem conseguir algumas para nós — Ela concluí, lembrando que eles ficaram encarregados de manipular quem tinha e quem não tinha esse direito. — Mas isso é comigo, você sabe... o lance com seu parente.
Ele dá de ombros, não podia fazer nada, os três porquinhos não gostavam muito de lobos, e depois que o lobo foi derrotado, eles mais implicavam com vilões do que qualquer outra coisa. Sammy olhou-a por um instante, e subitamente ele parecia estar muito assustado, ou pelo menos, incomodado.
– ...Harry, seu cabelo está castanho... — Ele saí do balanço em que estava e obriga Harriet a se levantar do banco, para olha-la menor.
Só que ele não sabia o que essa proximidade fazia nela. Ele examinava suas madeixas perto demais, distraído demais, não querendo nada — mas fazendo-a querer.
Sammy examina os cabelos de Chapeuzinho com o cenho unido, como seu cabelo louro tinha ficado daquela cor? E quando? Como ele não viu? Estava de cabeça abaixada quando aconteceu?
Ele decide olhar na parte de trás, fazendo com que Harriet ficasse com o rosto no peitoral do lado esquerdo dele — agora ele examinava a nuca dela.
Harriet estava em um rubor só, seu rosto agora mais parecia com um tomate do que seu antigo rosto angelical.
"Ele está vendo minha nuca..."
Sam viu que a raiz também estava marrom, como se ela não fosse mais Harriet, ou pelo menos não a loura que ele costumava conhecer. Passou seus olhos do cabelo até o pescoço dela, e ele parecia mais pálido e atraente na luz do luar. Isso fez com que seus caninos de lobo tentassem sair, mas ele se contem e afasta Harriet delicadamente de perto dele.
"Maldita excitação" — Ele morde os lábios, claramente aborrecido com o erro.
Quando ele olhou para Chapeuzinho, viu que seu rosto estava muito vermelho, e acaba ficando preocupado. É claro que ele não suspeitava do efeito que tinha sobre ela. Ela sabia que ele era completamente despreocupado, e que tinha feito isso sem quaisquer outras intenções a não ser ajuda-la, o que fez com que ela ficasse mais encantada ainda.
"Eu te amo."
– Ei, você está bem?
"Eu realmente te amo."
– Você está doente?
"Eu te amo."
– Eu estou bem, acho melhor procurarmos um hotel. Amanhã pegaremos as armas e procuraremos uma bruxa. — Harriet se recompõe, e o frio da noite ajuda a fazer o rubor desaparecer.
– Certo — Ele não hesita. Colocou as mãos no bolso por puro reflexo, mas recordou que estava proibido de fumar. — Você não vai fazer nada com a cor do seu cabelo?
Ah sim, ela havia esquecido. Sammy tão perto fez seus pensamentos sumirem e se voltarem para ele — Na verdade, fazia um tempo que ele invadia todos os seus pensamentos.
De qualquer forma, a verdade era que seus cabelos mudaram porque ela transformou alguém amaldiçoado em semente, o que fazia sua pureza sumir, e tal coisa se resumia aos seus cabelos. Se por algum acaso, fizesse isso novamente, seu cabelo se tornaria preto. E se acontecesse outra vez, morreria sem pureza. Pureza é algo que as fábulas precisam para viver. Não era como Glamour, que era necessário para conviver no mundo, pureza era para sobreviver.
– Tudo bem, isso acontece as vezes. — Ela o tranquiliza, sentindo o medo crescer solitário dentro dela.
Eles andaram lado a lado, na procura de um hotel barato. Harriet mantinha seus olhos sempre em Sam, e quando ele parecia que ia olha-la, ela desviava os olhos rapidamente, corada.
Quando eles encontraram uma espelunca para dormir, já eram 2hrs da manhã. Era próxima ao parque, em uma esquina escura e feia. Agora só faltava negociar com o homem no balcão da recepção, era humano.
– Quanto é cada quarto? — Ela escuta ao preço atentamente, sabendo que não teria como pagar sozinha. Ela olha para Sam, que parecia mais assustado ainda.
– E só temos cama de casal, se querem café da manhã é mais caro. — Harry olha para Sam, que balbucia "Eu só tenho mais 100 moedas"
– Então me de uma chave, sem café — Ela soca a mão no bolso do vestido e tira 400 moedas de ouro. Entrega para o homem sem vontade e ele dá uma chave prateada completamente velha e cheia de pontinhos pretos.
O número do quarto era 307, então eles subiram uma escada espiral velha de metal, abandonando o carpete vermelho imundo da recepção. Quando chegaram ao terceiro andar, não foi difícil encontrar seu quarto. Uma sequencia de portas velhas e devoradas por cupins — e dentre elas, "30", já que o 7 estava no chão, na soleira da porta.
– Nunca mais? — Ela indaga, abrindo a porta.
– Nunca mais.
O quarto quase menor que um banheiro, Só havia uma cama, uma janela que era mais um quadradinho sem cortinas e uma pequena lampada amarelada e fraca. A cama estava feita, mas não se sabia quando fora a ultima vez que lavaram aqueles lençóis.
Harry tirou sua capa e estendeu na cama, cobrindo-a por inteiro — afinal, ela era encantada e longa.
– E veja se controle esse seu lado pervertido! — Ela censurou e apontou, completamente vermelha. Agora ela estava com seu vestido branco leve em seu corpo, deixando a desejar com a imaginação. Os cabelos castanhos ficavam bem com seus olhos azuis e inocentes.
– Claro, claro — Ele revira os olhos e tira a camisa, os sapatos, e a calça, ficando de samba canção azul. Ele deita do lado esquerdo da cama, e ali fica quieto.
– Ora, não é justo! — Harriet fica de joelhos na cama, olhando para Sammy envergonhadamente — Você pode dormir todo confortável e eu tenho que dormir de vestido!
Ele se vira para olha-la, e lá estava a morena com o rosto levemente corado, com uma cor pêssego. Ela fazia sombra no seu rosto, o que fazia com que a luz fraca não irritasse seus olhos.
– Não sou nenhum tipo de machista, fique a vontade. — Ele sorri maliciosamente e se vira, perdendo a expressão de pura vergonha de Harry.
– COMO SE EU FOSSE! — Samuel sente o peso de chapeuzinho do outro lado da cama e então dorme, um pouco alegre.
Depois de alguns minutos não conseguindo dormir, Harriet ficou de joelhos na cama para olhar Sammy dormindo. E ele realmente estava! Sam quase nunca dorme, sempre vai para a janela — como que quisesse ficar de guarda. Sempre ficava cansado, nunca realmente dormindo. Era possível escutar a respiração dele, já que o lugar era abafado, é impossível dormir sem fazer algum som de "socorro, preciso de ar".
Foi então que Harriet percebeu que era sua capa encantada que o havia acalmado. Sorriu consigo mesma, sabendo que Sam estava ao seu lado, dormindo tranquilamente. Seus cabelos longos e castanhos esparramados pelo travesseiro também coberto pela capa vermelha.
E então ela se deita para dormir também, com um sorriso espantado no rosto.
"Parece que você me deve mais uma"
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