Algo Fora Do Comum: O Parque Abandonado
11 Marceline
Notas iniciais
Emily gritou:
_Abre e leia esse papel merda...
Não queria abrir, era só para um momento importante em que eu estivesse em extremo risco então gritei:
_É só para um momento que realmente precisemos...
Manuela gritou:
_Esse é o momento droga...
Abri o papel, estava escrito as seguintes palavras, que eu li em voz alta:
_"Entre o falso e o certo, entre a vida e esperança, por favor pare esse ato de crueldade, por favor faça com que o mal suma de mim, por favor, nos livre de quem esperamos, por favor, que a luz domine aquele que todos temem, mostrem para eles que eu estou vivo, mostre ao mundo, o que espero da vida, não morrerei por vocês, não vou esperar um dia o meu próprio mundo acabar"
Não aconteceu nada, eles apenas ficaram assustados e deram as costas a mim e correram, como se eu tivesse dito algo importante, como se aquilo fosse a coisa mais importante do mundo.
Mas alguem não tinha dado as costas a nós, ele ficou lá nos encarando, era uma espécie de leão sem pelo, olhos profundos e prestes a atacar, isso me assustava profundamente.
Ele caminhava calmamente na direção de Emily, sabia que ele ia mata-la, mas não sei por que motivo permaneci parado, todos permanecemos, inclusive Emily, de tão assustada ao qual nem podia se movimentar, algo havia naquele monstro que nos hipnotizava, mas tinha alguem que não estava mais parado...
Matheus correu na direção do animal e bateu com uma madeira cinco vezes, tempo suficiente para Emily sair da frente do monstro, mas o monstro não se assustou, ele ficou com raiva, conseguimos observar um brilho em suas órbitas vazias.
Tempo depois podiamos ver o animal dilacerando o pescoço de Matheus com toda sua ira, fiquei paralisado enquanto os outros se afastavam preparados pra se defender, de milhares de monstros que voltaram para nos matar, eu fiquei ali imóvel...
Antes que pudesse agir havia um deles na minha frente, mas não era horrivel como os outros, parecia um gato, negro, mas sem olhos, órbitas vazias, uma luz brilhou, era uma esfera que pairava sobre o ar logo explodindo em milhões de pedaços que não acertaram ninguem, apenas desapareceram sobre o ar, em seu lugar tinha alguem, uma garota.
Os olhos dela eram castanhos negros, pequenos, pele estranhamente clara demais e cabelo negro, com uma calça jeans e uma camisa negra e por cima uma jaqueta vermelha, sorria psicóticamente, ela disse:
_Luis, você tem de ler a parte não traduzida...
_Como você sabe meu nome ?
_Leia...
Ela tampou foi para longe dali, eu começei:
_"Inter falsa et iuris vitae et spe, desine quaeso crudelitatis commodo malum mihi prorsus placet quem salvos nos confidimus, quod domat omnia lucem commodo metum ostendere sum vivens in saecula ostendunt, quae spes, non morietur in te, priusquam mundus finitur dies meos "
Devia ter errado muitas coisas erradas, mas pareceu fazer efeito, por que todos eles começaram a chorar sangue, mesmo sem seus olhos, e derretiam, deixando apenas poças de sangue, aquilo... não podia ter acreditado no que eu fiz... era basicamente um exorcismo...
A garota apareceu aplaudindo, sorridente, ela disse:
_Bom trabalho...
E se virou para ir embora, eu gritei:
_Mas me diga pelo menos o seu nome...
_Marceline... meu nome é Marceline...
E foi embora, sorridente...
continua...
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