Notas iniciais
Ele pulou para cima de mim, tentei me defender, mas fui empurrado, percebi que ele ia me matar, mas não, queria começar pelas cosias que ele ligava menos primeiro, cono um tipico vilão de filme de terror, daqueles mais clichês.
Se desviou e foi em direção a Emily, que ficou parada como uma completa idiota que aguardava a morte, não sabia para onde correr, procurou no chão algo para se defender, mas desta vez não tinha escapatória, ele foi se aproximando mais e mais... iria arrancar toda a pele de sua carne, e iria se divertir com isso.
Mas finalmente alguem tomou uma decisão, Manuela pegou um pedaço podre de madeira que estava no chão e bateu contra a cabeça do grande bode vermelho, quebrando a madeira inteira, mas não machucou o "homem" mas sim o desviou a atenção, em um erro mortal para Manuela.
Em um empurrão ele se bateu de costas contra uma arvore, Gabriel foi ajudar mas foi empurrado, tentei tambem, mas aconteceu o mesmo comigo, ele continuou na direção da Manuela, quando conseguimos nos levantar era tarde, ele já tinha pisado na cabeça de Manuela quebrando todo seu crânio, com seu pesado Casco.
Gritei em furia e disse:
_Esse foi seu ultimo assassinato, eu vou te matar...
_Tente a sorte...
Aline continuava gravando, eu em raiva disse:
_Largue essa camera e venha ajudar...
Ela falou:
_Não... não posso...
O animal partiu para cima de mim, raciocinei que como ele estava em forma fisica podia ser morto como uma pessoa, como aconteceu com os outros fantasmas, Aline gritou:
_Luis... aqui...
Me atirando uma pesada barra de ferro que caiu se encaixando direto em minha mão, enfiei em seu peito, no peito do monstro, que quase caiu em mim, voltando a sua forma fisica de humano, mas ele não estava com dor, medo ou ódio, sorria, estava agradecido por eu acabar de mata-lo, ele falou:
_Obrigado... obrigado garoto...
_O que ?
_Estou com muita dó de você...
_Por que ?
_Acabou de cometer o pior erro de sua vida...
_Como assim ?
_Garoto, o motivo de eu matar todos que viessem ao parque era que se eu ficasse forte o bastante — pausou e cospiu um pouco de sangue — eu poderia ter minha vida de volta...
_Como assim ?
_Isso não é um parque, é uma maldição, quem me matasse iria me fazer bem, ia me libertar desse maldito parque e finalmente iria poder morrer em paz e você libertaria todas as almas que aprisionei e que me mantinham forte, mas para você sera um problema...
_O que vai acontecer comigo ?
_Você vai tomar o meu lugar... você esta realmente vivo por dentro, mas para voltar a forma fisica de um, vai ter de ficar forte, matando almas, você esta vivo, pode escolher, voltar a viver, ou morrer realmente, mas continuando a maldição...
_Como você sabe disso ?
Ele parou de responder, e apagou, pude perceber milhões de esferas que subiam aos céus, meus amigos e almas de outras pessoas foram libertados, bem, o que aconteceu comigo foi terrivel...
Isso vai me traumatizar pelo resto da vida, ou talvez morte, sei que em algum lugar estou vivo, minha alma não se foi e posso ressucitar, a partir de um tempo mal lembramos o motivo de querer tanto a vida, mas queremos, temos ambição, temos força de vontade para conseguir, a morte é a unica coisa que faz com que demos o valor correto ao que tinhamos quando estavamos vivos...
Bem, onde eu parei ? Bem, não gosto muito de lembrar disso, morrer é uma coisa terrivel, primeiro a dor, depois a incerteza de onde vamos, e em seguida... o vazio absoluto, até que se demonstre a verdade.
Meus musculos e ossos se torceram em uma forma sinistra, muito dolorida, fez com que eu gritasse infinitamente de dor, até perder minha forma fisica, não conseguia olhar nada fora uma luz que vinha de todos os lados, me cegando, pensei em mim mesmo, como eu vivi, e como morri, como eu fui e jamais me veria novamente.
Senti todos as partes de meu corpo se despedaçarem, e se unirem novamente, olhei para mim mesmo, era eu novamente e podia ver claramente o parque, e o rosto de panico dos meus amigos, mas eu estava fazendo ? Precisava voltar para casa, queria viver, precisava retornar para como fui quando vivo, queria viver novamente, e não importava o que isso iria custar.
Estava com ódio, minha boca borbulhava sangue, joguei Aline contra uma arvore, destruindo a arvore e ela mesma, deixando a camera cair em segurança, Emily e Gabriel começaram a correr.
Eles iriam para a saida, não podiam, precisava da alma deles, eles corriam muito e eu estava fraco, eles sairam do parque, ia com eles mas bati contra a entrada, o impacto foi como se tivesse um muro protetor que me impedisse de sair.
Eles foram embora, para sempre...
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Faz muito tempo que minha parte viva esta sem mim, mas estou vivo, direciono minha morte como vida, para não sentir tristeza, espero cada dia novas pessoas para virem fotografar e visitar, para que eu roube as almas delas, quebrei a camera que Aline deixou, e a camera que achei de um fotogradfo que veio com a namorada para cá, ninguem pode achar aquelas gravações se não ninguem nunca mais visitara esse lugar, e jamais terei almas para me ressucitar.
Mas achei uma cosia interessante, uma fita que continha uma gravação, fui até a antiga sala de comando do parque para ouvir, o que ouvi foi isso, supostamente gravado por um parente de alguem que morreu no acidente do parque:
"Jogo uma maldição neste lugar, o mal reinara, todos nossos amigos mortos terão uma chance de viver, para isso sera apenas preciso matar quem os matou, e quem mandar quem reina sobre eles de volta para morte assumira seu lugar, como uma praga que nunca acaba, um ciclo, mas libertara os mortos, dando chance a sua própria alma de ficar, essa é minha ultima maldição, pelo meus filhos mortos, jamais deveria ter deixado eles terem passado um dia aqui.
the end
ALGO FORA DO COMUM: O PARQUE ABANDONADO
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