Algo Além Da Amizade.
22 O passado de Haru.
Notas iniciais
Chegando a manhã seguinte, May estava arrumando a louça e Ash chegou por trais da jovem.
Ash: quer ajuda meu anjo? (ele dizia sussurrando no ouvido de May e envolvendo suas mãos sobre a cintura da jovem).
May: que tipo de ajuda...
Ash: na cozinha (ele dizia beijando o pescoço de May).
May: para come isso eles podem nos ver...
Ash: acordei com muito fogo (ele continuara beijando o pescoço da jovem).
May: (ela se virou para ele e entrelaçou os braços no pescoço do amado) é eu percebi (ela começou a beija-lo).
Eles ficaram se beijando até que pararam após ouvirem risadas que vinham do quarto de Michiru, eles foram até lá e encontraram Michiru brincando com Haru.
May: vejo que vocês já se conheceram (ela dizia sorrindo).
Michiru: ele é muito legal, ele é meu novo irmão? (ele dizia sorridente).
Ash: ele vai ficar conosco até acharmos uma família para ele...
May: bom eu não tive tempo de fazer as apresentações, Haru o Michi é meu filho (ela apontava para o pequeno de olhos azuis) e este aqui é o Ash meu marido (ela dizia abraçando o moreno).
Haru: prazer em conhecê-los...
Michiru: seu cabelo é tão comprido (ele dizia passando a mão nos cabelos negros do garoto).
May sorria ao ver os dois juntos, mas ficava chateada, pois não demoraria muito para achar uma família para o menino de cabelos compridos.
O dia se passou em um piscar de olhos, Michiru havia brincado tanto com Haru que dormiu bem cedo.
May: (colocando o pequeno para dormir) você leva jeito com crianças, você tinha irmãos menores.
Haru: não...
May: entendo (ela falava baixinho).
Assim eles saíram do quarto para deixar o pequeno descansar e foram até a sala.
Haru: eu não vou ficar com vocês, quero dizer, vocês não vão me adotar? (ela dizia com um olhar triste).
May: eu queria muito, mas o Ash acha melhor que você fique com outra família, mas até lá vamos cuidar de você (ela dizia se sentando no sofá).
Haru: me promete uma coisa, que nunca vou voltar a morar com a minha mãe...
May: te prometo (ela dizia abraçando o garoto) eu queria saber por que tanta raiva da sua mãe?
Haru: eu vou te contar...
*Dois anos antes*
Haru tinha sete anos de idade, o garoto voltava da escola caminhando lentamente, o garoto tinha um olhar triste e parecia que não queria chegar a casa... Logo ele chegou a sua casa ao chegar percebeu que sua mãe Seiko estava andando de um furiosa e ao ver o menino a mulher o pegou pelo braço.
Seiko: a onde esta meu dinheiro seu ladrãozinho (ela espremia o braço do garoto).
Haru: a senhora gastou tudo ontem (ele dizia com os olhos cheios de lagrimas).
Seiko: pare de mentir, eu preciso comprar mais drogas, cadê meu dinheiro seu moleque (ela espremia mais o braço do garoto).
Haru começara a chorar, ele realmente não havia pegado o dinheiro ele jamais faria algo assim.
Seiko: eu quero meu dinheiro seu ladrãozinho (ela o jogou contra parede) me devolva meu dinheiro (ela começou a dar cintadas nele).
Haru começou a chorar, ela batia com tanta força que seu braço até estralava, ela ficou batendo nele durante um tempo e depois parou.
Seiko: (levantando ele) você vai conseguir dinheiro, o suficiente pra eu poder comprar um quilo de pó, você esta me ouvindo?
Haru: a onde eu vou arranjar dinheiro?
Seiko: saia na rua pedindo, mas me traga pelo menos sete reais, ou não precisa voltar...
Haru saiu de sua casa ainda chorando e todo machucado, a mãe dele era viciada em drogas, além de tudo a mulher tinha um serio problema de irritabilidade... Começará a ficar tarde e o garoto não havia pedido esmola, ele nunca tinha feito tal coisa ele se sentou em frente a um mercado que já estava fechado, a rua estava um breu e completamente deserta.
Haru: esta frio, eu estou com medo e eu quero ir pra casa (ele abraçou as pernas e abaixou a cabeça e começou a chorar).
Ele ficou um tempo chorando, até que um homem que aparentava uns 30 e poucos anos e era bem parecido com Haru só que de cabelos bem compridos que iam até a cintura, o homem se aproximou dele e perguntou.
Homem: Haru? O que faz aqui até uma hora dessas? (ele perguntava com um cigarro entre os lábios).
Haru: (olhando para o homem) papai (ele pulou no colo do homem).
Masato: (pegando garoto no colo) o que houve você esta tremendo e cheio de lagrimas, tem haver com a sua mãe?
Haru apenas assentiu com a cabeça e o homem o aninhou.
Masato: o que será que essa demônia fez desta vez, bom eu vou te levar pra minha casa e você me explica melhor...
Masato era o pai de Haru, um homem bondoso e gentil com o filho, porém o homem vivia de crimes, e tráficos de drogas. No entanto para Haru o pai era seu herói independente das coisas que ele fazia, e não era de se surpreender que fosse assim apesar de tudo seu pai lhe dava amor e carinho diferente de sua mãe... Logo eles chegaram à casa do homem, estava meio bagunçada com garrafas e pacotes de salgadinhos jogados pelo chão.
Masato: (sentando o garoto no sofá) bom o que ela fez desta vez.
Haru: (explicando todo ocorrido) e então foi isso.
Masato: de tantas pessoas pra eu fazer um filho, fiz com uma pessoa completamente louca, bom pelo menos você puxou a mim (ele dizia sorrindo) eu gostaria muito de cuidar de você.
Haru: então porque não cuida? Eu gosto tanto de você (ele dizia com aquela voz de choro).
Masato: eu também gosto muito de você, mas você sabe por que eu não posso, eu me meto com gente perigosa e se você ficasse por perto sabe lá o que aconteceria com você... Bom mas você esta bem grande, da ultima vez que vi você, você era bem menor, e o cabelo também esta bem comprido...
Haru: eu quero que fique igual ao seu.
Masato: (sorrindo) pode ter certeza que vai ficar igual ao meu, eu te amo muito baixinho (ela abraçou o garoto).
Haru: eu também te amo papai (ele dizia abraçando o homem).
Masato: meu celular esta tocando só um minuto (atendendo) fala Keppe, cobrar a divida do Gregori, ok estou a caminho... Bom vou te deixar em casa Haru (ele dizia se levantando e pegando uma arma sobre a mesa de centro).
Haru: mas ela me disse pra não voltar se eu não conseguisse o dinheiro...
Masato: (revirando o bolso) aqui, tem mil e alguma coisa, de cem pra ela e guarde o resto pra você (ela dizia piscando o olho).
Haru: você não vai precisar?
Masato: não...
Assim Masato seguiu para o carro e o menor fez o mesmo, eles adentraram e seguiram pra casa de Haru, ao chegar o garoto se despediu e o homem seguiu para cobrar a tal divida... Haru entrou em casa e tudo estava completamente revirado.
Seiko: e melhor ter meu dinheiro...
Haru: aqui (ele dizia dando uma nota de cem).
Seiko: cem reais? Aposto que isso é coisa do Masato (ela começou procurar mais dinheiro nos bolsos do garoto) sabia que tinha mais.
Haru: mas é meu...
Seiko: (ignorando o garoto) com isso da pra mim farrear a noite toda (ela dizia saindo porta a fora).
Ela ignorou completamente o garoto de cabelos negros, que ficou magoado e foi se deitar.
No dia seguinte.
Haru estava voltando da escola como sempre fazia, porém o garoto decidiu tomar um caminho diferente, isso faria com que ele demorasse mais para chegar em casa, em quanto ele andava pela rua viu varias viaturas policiais estacionadas em frente a uma casa branca e saindo lá de dentro estava seu pai algemado e sendo levado pelos policiais.
Haru: papai (ele correu até o homem).
Masato: Haru, não devia estar aqui, vá pra casa...
Haru: não prendam meu pai (ele dizia com os olhos cheios de lagrimas).
Policial: desculpe meu jovem, mas seu pai é um assassino, vá pra casa como ele disse...
Haru abraçou o pai para impedir que o policial o levasse.
Masato: Haru me escute, eu tenho que ir eu fiz algo ruim e eu tenho que pagar pelo que eu fiz, talvez demore pra eu te ver novamente, porém eu nunca vou te esquecer e eu quero que me prometa que nunca vai ser como eu, quero que me prometa que nunca vai matar ninguém, nem roubar (ele dizia).
Haru: eu prometo...
Masato: bom garoto (ele sorriu) eu te amo muito meu filho (ele dizia caminha até a viatura).
Assim a viatura partiu e o garoto ficou em pé parado vendo seu pai partir... Depois de todo acontecido com Masato às coisas só pioraram, o dono do imóvel que Haru morava tomou a casa já que sua mãe não pagava as contas, eles foram para as ruas e ficavam pedindo esmola a quem passasse na rua, foram assim durante dois anos, depois sua mãe conseguiu arrumar um namorado, que já era bem velho, mas que lhe daria tudo o que a mulher quisesse, então ela foi morar com o homem deixando Haru para trás, ela dizia que ele só seria um incômodo na vida dos dois.
*Saindo do Passado*
May: que horrível, mas você nunca mais viu seu pai?
Haru: ele pegou 11 anos, sem direito a visita... Eu nunca vou ser de ninguém, minha mãe não me quis por perto, nem meu pai, mesmo que eu corresse riscos eu não ligaria. Ninguém me quer por perto (ele começou a chorar).
May: isso não é verdade, se eu não te quisesse por perto te deixaria na rua...
Haru: mas você vai me dar para outra família, e com certeza essa outra família vai me passar para outra família...
May: (abraçando ele) eu queria muito ficar com você, mas é que o Ash não esta de acordo, ele acha melhor que você ficasse com outra pessoa.
Haru: ou seja, ele não me quer por perto...
May ficou abraçando o garoto durante um tempo, e depois o mesmo decidiu ir se deitar, logo em seguida Ash desceu as escadas e foi se sentar ao lado de May.
Ash: o que há?
May: Ash ele esta sofrendo, por favor, deixe ele... (o jovem a interrompeu).
Ash: temporariamente, e não se fala mais nisso (ele dizia cruzando os braços).
May: mas você é um cuzão mesmo (ela se levantou irritada e seguiu para o quarto).
On P.O. V de Ash.
Apesar de ter 22 anos ela é tão imatura, eu não quero esse garoto na nossa família, eu sinto pena sim, mas ele não é nosso filho ele não veio de nós e fora que isso iria interferir na nossa vida iria mudar completamente e radicalmente... Já era bem tarde quase meia noite, a May ainda deve estar acordada e provavelmente zangada, mas de qualquer forma eu irei me deitar, assim eu subi as escadas e fui até meu quarto, e me deparei com May em pé olhando o céu pela janela.
Eu: esta tudo bem (eu dizia me deitando).
May: sim, só estava pensando na Hana, se ela esta bem, nunca mais tivemos notícias dela...
Eu: ainda esta zangada?
May: não, eu nunca fiquei zangada, mas sim estou frustrada e chateada com você (ela dizia apoiando a cabeça com o braço e olhando para o céu).
Eu: porque não deita aqui e curamos essa frustração e essa chateação...
May: você acha que tudo vai ficar certo se fizermos sexo (ela se virou bem irritada e com os braços cruzados).
Eu: eu não entendo, vai ficar emburrada comigo porque eu não quero ficar com um garoto no qual mal conhecemos...
May: eu não estou falando dele nesse momento, você não respondeu minha pergunta, acha que fazer sexo comigo vai me fazer deixar de ficar frustrada e chateada com você?
Eu: vamos dormir, ok? (eu dizia me virando).
May: não Ash eu não quero dormir, eu estou falando com você algo sério, seja homem e me enfrente cara a cara...
Eu: (eu sai do sério) olha costumava a funcionar quando você era mais nova, fazíamos sexo e você amansava.
Eu apenas senti o tapa que ela me deu em meu rosto.
May: eu não sou um animal pra você me amansar, idiota, imbecil (ela saiu chorando do quarto).
Mas que droga, é por isso que eu não quero esse garoto aqui, até brigar por causa dele estamos brigando... Enfim vou dormir não tenho muito que fazer, eu rolei de um canto para o outro pensando sobre minhas atitudes, eu realmente fui grosso com May e talvez eu realmente esteja sendo egoísta com esse garoto.
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