Algún Día...
4 O término
Notas iniciais
Sam estava no restaurante preparando alguns pratos e relaxando um pouco já que na parte da manhã pouca gente aparecia.
– Sammy!
– Oi Gibby
– Sabe, eu estava relembrando aqui como agente era feliz e nem percebia...
– Ta falando do tempo do iCarly?
– É, sabe, as coisas mais simples era motivo pra festa... literalmente!
– Pois é... foi um tempo muito bom, apesar de algumas dificuldades.
– É, mas vocês fizeram um ótimo trabalho, as meninas são lindas e saudáveis.
– Pois é, a Ju é até quietinha, puxou o... puxou ele, mas em compensação a Anne é só Jesus na causa.
– Puxou você né Sam, agora ta provando do seu próprio veneno.
– Cala a boca! Mas eu até pensei que elas iam ser piores sabe? Eu posso ser tudo, mas eu reconheço que eu dei muito trabalho, mas a Pam nunca se preocupou mesmo.
– Oh Sam, não fica assim, em compensação você tinha a Carly, o Freddie a Marissa, e até seu pai que apareceu e ajudou muito você, e é claro eu!
– Pois é, vocês foram as pessoas mais importantes na minha vida.
– Saudade da Carly, desde que ela se mudou para Itália não mantivemos mais contato.
– Pois é, acho que a última vez que falei com ela foi a... muitos anos, acho que eu e o... o pai das meninas ainda estávamos juntos.
– Ainda o ama né Sam?
– Han, oque? Do-do que está falando?
– Do Freddie, não se faça de desentendida.
– Ah cala boca Gibby, provavelmente está precisando voltar a ir no psicólogo.
– Nem vem Sam! Eu melhorei muito desde a última seção.
– Eu acho que você deveria voltar a ir, você até me disse que estava gostando lembra?
– Lem... Hey, não muda de assunto! Estávamos falando do Freddie lembra?
– Não, VOCÊ estava falando dele. Já disse que não quero falar daquele imbecil.
– Pra que tanto ódio Sam? Parece que retrocederam para quando se odiavam. Até hoje não intendi o pq do término, estavam tão bem.
– Gibby, se você não quer ganhar um hematoma de presente para de falar naquele idiota. Já disse que não gosto de falar sobre ele ou qualquer coisa relacionada a ele com exceção às minhas filhas ok?
– Ok, não está mais aqui quem falou.
Gibby voltou para o escritório e Sam para a cozinha, a verdade é que não prestava mais atenção em nada, tudo que fazia lembrava a ele, tudo oque pensava era relacionado a ele e isso a afetava, quando pensava que estava esquecendo daquele maldito sorriso alguém vinha e cutucava bem na ferida.
O término, ninguém além dela sabia o pq do término, acreditava que Freddie tinha uma suspeita, mas não era nada certo...
Flash Back on:
– Sam, oque está fazendo?- Perguntou o moreno enquanto entrava no quarto e via malas e um pouco da roupa da loira espalhada pelo quarto.
– Indo embora, não está vendo?- Perguntou ela seca, o olhar de desprezo e cheio de mágoa foi lançado a Freddie e com certeza deixou marcas que ele não esqueceria. Preferia levar um tiro ao receber um olhar desses de Sam.
– Mas pq? O que aconteceu?
– Ainda tem coragem de perguntar? Não se faça de cínico!
– Eu não to me fazendo de cínico, eu realmente não sei o que está acontecendo!
– Argh! Não sei como um dia pude te amar!
Falou Sam cheia de mágoa e ressentimento enquanto botava as últimas peças de roupa na última mala.
– Oque? Pq está falando isso Sam? PARA DE FAZER ESSA DROGA DE MALA E OLHA PRA MIM!
– NÃO GRITA COMIGO IDIOTA!
– Desculpa, mas por favor olha pra mim. Não sei pq está fazendo isso, mas me explica e nós vamos resolver.
– Não tem oque resolver, oque eu vi já está mais que resolvido... nunca pensei que diria isso de novo, mas eu te odeio. Te odeio com todas as minhas forças! Sabe aquele amor que eu tinha? Sabe todos aqueles "eu te amo"? Então, agora é puro ódio.
Aquelas palavras machucaram Freddie de uma tal maneira que ele não sabia oque falar, não tinha oque falar... simplesmente não conseguia falar.
Ficava parado vendo a mulher de sua vida arrumando as malas enquanto o olhava com um ódio, com uma mágoa que ele nunca tinha visto antes.
– Sam...
– Não dirija a palavra a mim. Eu te prometo que o pingo de sentimento bom que eu ainda tenho por você vai virar nada mais que ódio, desgosto e decepção. Amanhã eu venho pegar minhas filhas, e não se surpreenda quando receber os papéis de divórcio.
A mulher loira saiu, saiu pela porta do quarto e não voltou mais, e ele ficou ali, parado sem acreditar no que viu, sem acreditar no que ouviu.
A única reação que teve foi... não teve reação...
Ele queria correr atras dela, mas quem disse que as pernas o obedeciam?
Queria dizer a ela o quanto a amava, mas simplesmente se sentou na cama e chorou. Chorou mesmo, como nunca tinha chorado.
E sem perceber duas garotinhas de aproximadamente 11 anos olhavam seu pai chorando com lágrimas nos olhos.
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