Alfhem
1 Quem somos nós?
Notas iniciais
Na margem do rio Lulus, os irmãos Wilck descansam de sua longa caminhada. Freedy, o mais velho, fica na beirada do rio esperando o almoço chegar. Ele carrega uma longa espada de aço, uma pequena bolsa dagua e uma vara de pescar improvisada. Gin, de onze anos, fica na sombra de uma enorme macieira, observando sua incrível Katana, que herdara de seu avô.
Freedy, o que teremos para o almoço? Estou morrendo de fome! exclamou Gin.
Se continuar gritando desse jeito seu almoço será folhas de Ghyz. retrucou o irmão.
Aquelas pequenas vermes são nojentas. Imagine todas suas larvas numa linda folha verde.
Então fique de boca fechada. sussurrou Freedy.
Os irmãos passaram um bom tempo esperando algum animal aparecer ou um simples peixe, até que meia hora depois um Carter apareceu. Carter é um peixe muito raro que pesa cerca de doze quilos e suas escamas troca de cor de acordo com a pureza da água. Freedy ficou imóvel, olhou atentamente para o olho grande do peixe, sem pensar duas vezes, saltou no peixe e o segurou com firmeza. O Carter se contorceu várias vezes, até que Freedy jogou o peixe para fora do rio. O peixe se debateu tentando voltar para o rio. Gin levantou-se, sacou sua espada e decapitou o peixe.
Pronto. disse gin seriamente. sem dor, sem sofrimento.
Sim... disse o irmão surpreso. Vamos comer.
A noite caíra e com ela trouxera o frio. Os irmãos após devorarem seu enorme peixe, prepararam suas cabanas com folhas enormes e pedaços de tronco de árvores.
Boa noite, Freedy.
Boa noite, Gin.
Assim que gin adormecerá seus pesadelos tomou conta de sua mente, seu corpo não lhe pertencia mais, ele agora estava vivendo seu passado novamente.
Era uma noite escura, tão escura quanto o próprio céu noturno. A única fonte de luz era o brilho de sua lâmina. Ele andava sozinho no meio do deserto. O vento tão poderoso que o derrubava. Sozinho, perdido na escuridão chamava pelo seu pai, Kaku. Ao andar um longo percurso, labaredas flamejantes consumia uma vila. Ele aproximou-se da vila e sentiu o fogo penetrar em sua pele. Era sua vila em chamas.
Mãe, Pai, Eu estou indo me encontrar com vocês novamente.
O garoto deu um passo à frente e sua pele começou a esquentar rapidamente. Gin inclinou seu corpo contra as labaredas e perdeu o equilíbrio. Ele fechou os olhos e esperou seu corpo cair de encontro ao fogo, entretanto, braços cercaram o seu tórax e ele puxou na direção oposta. Era Freedy lhe puxando para longe do fogo. Eles caíram na areia e Gin ficou impressionado com o garoto.
Por que está me salvando estranho? perguntou boquiaberto.
porque sei que não quer morrer sem conhecer o nosso pai, certo? sorriu e abraçou o irmão.
Irmão...
Sim, nós somos filhos do mesmo pai, Kaku, líder dos Revolucionários. Minha mãe me contou que você morava nessa vila. O que aconteceu aqui?
Foram eles, os Bolungos, guerreiros de seis braços e quatro olhos que servem a deusa da Escuridão, Kaeshi. Eles assassinaram minha mãe e mim jogaram no meio do deserto. Para morrer no sofrimento.
Malditos! Desculpe-me não poder ter vindo a tempo. Sinto-me um inútil. Eu vi muitas pessoas escapando dessa vila, talvez sua mãe ainda esteja viva. Venha comigo vou lhe ajudar a procurar sua mãe, e logo depois, nós encontraremos nosso pai. E, então, será um novo começo. Para ambos.
A imagem começou a se distorcer e tudo foi perdendo foco. Então Gin acordou deum pulo. O dia tinha amanhecido. Freedy estava sentado comendo uma maçã verde ao lado do irmão.
Está pronto para partir? perguntou Freedy satisfeito com o café da manhã.
Sim, vamos encontra-lo dessa vez, eu tenho certeza disso.
Eu não diria isso, tão facilmente. falou Freedy.
Hum, Por que não?
Sabe, Kaku é o homem mais procurado pelo os deuses. Não será fácil encontrar o homem que matou três deuses do porão.
Pena que os únicos que sabe onde o Kaku está é seus filhos, graças ao seu sangue correndo em nossas veias temos esse forte senso de direção sempre apontando para ele.
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