Alfa

1 Prólogo


Notas iniciais
Agradeço à Esthellar, que teve o trabalhão de betar e aguentar uma autora chata. Muito obrigada, darling, você é demais. ♥
Esse é um MUNDO ALTERNATIVO, ou seja, as histórias das personagens são diferentes e isso altera um pouco suas personalidades.
Eles também estão mais velhos; Lucy tem 23 anos, isso também influi.
Essa fanfic vem antes da minha outra, "Ômega", que é Gray x Juvia.
Obrigada por estar aqui.♥

α

Prólogo

No mundo existem dois tipos de pessoas: Normais e Magos. Claro que, como a minoria, Magos não são conhecidos pelo resto da sociedade, somente alguns selecionados sabiam de sua existência. E, ao contrário do que o nome sugere, eles não podiam fazer mágica, mesmo que a magia estivesse dentro deles.

Magos são mais fortes, mais rápidos e com sentidos muito mais afiados que os de um ser humano normal. Alguns até tinham uma ou duas qualidades a mais. E claro, existem os ranks, e esses são difíceis de argumentar: uma vez que você nascia em um, ele seria o seu rank até o dia de sua morte. Mudar era praticamente impossível.

Existiam os Alfas, aqueles que se encarregavam das coisas, eram fortes, decididos e líderes naturais. Existiam os Betas, que eram os que suportavam os Alfas em qualquer coisa que pudessem, e eram muito leais. Também havia os Deltas, que basicamente eram os mais normais e sem nenhuma característica especial, parte da multidão, e submissos aos seus Alfas. E, claro, havia os Ômegas, o rank mais baixo: eles sofriam bullying, últimos a receber qualquer coisa e eram muitas vezes chamados de patéticos.

Era de conhecimento geral que um Mago não podia decidir quem seria seu Companheiro. Depois de achar um potencial candidato, o casal seria marcado como Companheiros ou não, depois de fazer sexo. Se a marca não aparecesse dentro do período de seis meses, a probabilidade era que o casal não havia sido feito um para o outro. A maioria terminaria o relacionamento depois do dito período de tempo, mas alguns continuavam juntos mesmo sem a marca e eram felizes com isso.

Mas achar um Companheiro não era como encontrar um marido ou uma esposa; era achar uma parte de si que a pessoa sempre soube que estava faltando. Pelo menos, era o que a maioria dos Magos com Elo dizia.

Os Humanos não sabiam da existência dos Magos, porém estes, com frequência, gravitavam perto do outro, já que a maioria agia como se fizesse parte de uma matilha de lobos e ficavam juntos; uma instituição com Magos se chamava Guilda, e uma vez que era instalada, existiam Alfas, Betas, Deltas e Ômegas.

α

Lucy Heartfilia sempre foi uma boa garota. Graduou-se na escola particular que frequentava como a aluna com as notas mais altas, fez todas as conexões corretas, nunca entrou em nenhum problema, fez tudo que era próprio e sempre sonhava com as histórias de aventuras que a mãe lhe contava quando era mais nova.

Para resumir: ela nunca realmente viveu.

Nunca quebrou uma regra, era sempre muito correta, tinha medo de não chegar às expectativas do pai – um homem havia mudado muito desde que sua esposa morrera, treze anos antes. Mas Lucy tinha um fogo dentro de si que ninguém podia suprimir.

A garota sempre pensou em ver o mundo e ter suas próprias aventuras, não se contentava mais com a memória que conseguia recordar, do que sua mãe lhe contava, e sabia que nunca iria viver de verdade enquanto morasse na mansão na qual crescera; indo nas mesmas festas chiques e rodeada de pessoas vazias que somente ligavam para o número de dígitos da conta bancária do outro.

Então, no momento que completara dezoito anos e pôde finalmente mexer na herança que sua mãe lhe havia deixado, Lucy foi embora de casa.

Seu lado amargo lhe disse que, Jude Heartfilia, seu pai, não iria notar sua ausência até que houvesse alguma festa na qual ela precisasse ir, para conhecer algum pretendente chato e mal educado.

A loira sabia que seu pai desejava que ela se casasse com algum esnobe assim que completasse a maior idade, mas aquilo não iria acontecer. Com dor no coração por deixar os maravilhosos empregados de sua casa, e sentindo-se culpada por não sentir tanto assim em deixar seu pai, que havia se tornado um estranho — diferente e vazio —, ela se foi.

Com o dinheiro, fez faculdade de jornalismo, e com 23 anos, já formada, decidiu que iria morar em uma cidade chamada Magnolia, que não era uma metrópole, mas também não era pequena. Havia conseguido uma vaga como jornalista no jornal “Magnolia Today”, escrevendo pequenos artigos das menores notícias da cidade.

Lucy aceitou o emprego avidamente: sabia que a ladeira até que fosse uma jornalista investigativa era longa e dura, mas foi para isso que a garota trabalhou durante os últimos seis anos. Havia estudado, vivido em um pequeno apartamento e sido garçonete durante as noites, para que tivesse controle de sua vida.

No começo, ela se escondera de seu pai, mas ele logo a encontrou. Não foi a melhor reunião de todos os tempos, mas Lucy não desistiu. Seu pai lhe disse que, logo, a loira teria o suficiente vivendo como a maioria das pessoas, que ela era uma garotinha rica e mimada que estava passando por uma fase.

‘Bem, pai. Olhe para mim agora’, a jovem mulher pensou com orgulho, enquanto ia para um bar perto de seu apartamento, para encontrar alguns amigos. Ela tinha um emprego, um bom apartamento e possuía amigos. Lucy Heartfilia tinha uma vida. Uma vida que havia escolhido para si e não poderia estar mais feliz.

Entrando no bar, não foi muito difícil achar seus amigos, já que eram os mais barulhentos de qualquer local. E tudo começara quatro meses antes, quando ela havia sido salva por Natsu Dragneel, sua paixonite atual.

A loira o encontrou argumentando com outro amigo, Gray Fullbuster, e riu da não-tão-incomum cena à sua frente. Natsu era mais alto que ela, mas era menor que o homem de cabelos negros. Seus olhos eram de um verde-escuro, quase pretos — mas Lucy havia olhado o suficiente para ele, para saber que não, não eram negros, mas sim verdes bem escuros —, e seus cabelos, de um tom rosado leve, que o fazia muito mais especial e único. Ele também tinha uma cicatriz no lado direito de seu pescoço — Natsu havia contado para Lucy que a tinha adquirido quando era uma criança; quase o matou —, e seu corpo, oh, deus, seu corpo.

Ser um bombeiro tinha seu lado positivo, Lucy podia ver claramente. Naquela noite, o rapaz estava usando uma camisa sem mangas, e, cara, seus músculos eram definidos. Por de baixo das roupas, a garota tinha certeza que ele tinha seis ‘gominhos’, somente esperando para serem tocados por suas mãos.

A garota corou imediatamente e sacudiu a cabeça para clarear a mente. Talvez estivesse passando muito tempo escrevendo seu romance — mesmo que fosse uma jornalista, Lucy também estava escrevendo um livro: um romance sobre uma princesa e seu protetor, o Dragão (que poderia ou não ser baseado em Natsu), e estava quase chegando a escrever a parte onde a Princesa e o Dragão consumavam sua relação de forma física; a garota de olhos castanhos tinha uma imaginação muito fértil, uma das vantagens (ou não, nesse caso) de ser uma escritora.

Como se sentisse sua presença, Natsu virou-se em sua direção com o maior sorriso, um sorriso que podia fazer uma criança chorona, retribuí-lo, e chamou seu nome.

“Lucy! Venha logo ou vamos começar sem você!”

“Já vou, já vou.” ela riu e foi beber com eles. A celebração era por que dois de seus amigos começaram a namorar: Elfman e Evergreen, que mesmo que parecesse um casal sem muitas probabilidades de acontecer – ele era muito... masculino, enquanto ela era uma garota muito feminina e meio vadia –, mas ambos estavam definitivamente juntos, então seus amigos foram celebrar.

Aquela noite mudou a vida inteira de Lucy Heartfilia.

Notas finais
O que acharam? Vejo vocês semana que vem? :D
Obrigada por ler!