Notas iniciais
Oi, pessoal! Voltei! Eu sou péssima com cenas de luta, então peguem leve em relação a essa parte. Eu que revisei, então se encontrarem algum erro, avisem, que ajeito. E se tiver que melhorar algo tbm avisem. Espero que gostem =3

Depois que Amom desmaiou, Alexis largou sua espada, cravando-a na grama. Correu para socorrê-lo. Seis manticores saíram das sombras naquele momento. Todos os semideuses que tinham abaixado suas armas reergueram-nas. Os monstros avançaram e a filha de Thot tentou pegar sua espada de volta, mas o maior deles, com quatro metros de altura a puxou pelas pernas, fazendo com que seu escudo ficasse pelo caminho e suas pernas ficassem cheias de enormes furos, por causa dos dentes grossos e afiados.

Ele a levantou e iria com comê-la. Só não o fez, porque algo ou alguém chamou a sua atenção. Deste modo, largou-a de três metros. Um baque foi o que ouviu. Gemia de dor. Seus ossos estalaram, principalmente, do braço. Sua visão estava turva. Gemeu ainda mais quando tentou se levantar. Todo o seu corpo doía. Ela tinha certeza de que tinha fraturado ou quebrado alguma coisa. Virou-se com dificuldade e ficou deitada de barriga para baixo. Esticou os braços, segurou a grama e fez força para se erguer. Foram cinco segundos de sucesso, pois seu braço direito vacilou, fazendo com que a lateral de seu corpo batesse violentamente no chão. O pior foi que sua cabeça acompanhou o ríspido movimento e colidiu juntamente com o corpo na grama verdinha.

Apagou por vinte segundos. Quando acordou, estava toda ensanguentada. Seu rosto não estava mais cor de pele, estava escarlate. Os enormes furos de suas pernas sumiam no vermelho do sangue que escorria dos ferimentos. Fitou a seguinte cena: todos os semideuses egípcios estavam em grupos, na tentativa de derrotar um manticore. No total, havia cinco grupos. “Mas... e o sexto?”, perguntou-se em pensamento.

Avistou a cem metros, Mary, com sua armadura, espada, escudo e elmo de prata celestial, desviando cada golpe que o monstro dava. Contra-atacava, mas ele desviava igual à menina. Ela reluzia de uma forma irônica, se comparado a sua origem. Alexis tentou se levantar e dessa vez, conseguiu. Verificou se Amom ainda estava vivo e para o seu alívio, estava. Recuperou suas armas após isto e seguiu para ajudar a filha de Anúbis. Chegou ao exato momento em que o manticore jogou a amiga longe. Mary apagou no impacto com o templo.

O monstro se virou para Alexis e a atacou com sua cauda de escorpião, mas a semideusa pôs o escudo na frente, intervindo o encontro do ferrão com sua pele. Com um movimento rápido, ela cortou este ferrão. O manticore se afastou desnorteado e cambaleando. Uma gosma verde saia pelo buraco aberto. O odor desta gosma queimava as vias nasais de Alexis e deixava uma mancha de queimadura na pele do animal cada vez que uma gota pingava em suas costas. A criatura rugia de dor. Ele começou a emagrecer a cada sete segundos, até seus ossos se acentuarem e suas asas murcharem. Então, caiu desacordado.

A filha de Thot aproveitou para ver se Mary estava bem. Ela ainda estava apagada, mas continuava viva. Fitou toda a cena novamente. Agora, havia só dois para serem derrotados. Vários semideuses estavam caídos e machucados seriamente no chão. De repente, um manticore maior que os outros chegou voando. Ele derrubou Alexis, pousando em cima da garota.

– Olha quem eu tive o prazer de pegar... – falou malicioso – Tudo bem, FILHA DE THOT?!

Alexis procurava ar, no entanto não o encontrava. O monstro, com apenas uma pata, conseguia preencher todo o tórax e a barriga da menina. Com pouco oxigênio para respirar, desmaiou na hora.

{...}

Abriu os olhos com dificuldade. Sua visão estava turva, mas logo se ajustou. Tentou se sentar, no entanto a dor foi tanta, que nem continuou. Percebeu que seu braço direito estava engessado. Suas pernas tinham curativos no lugar dos furos dos dentes.

– Bom dia, Bela Adormecida! – ouviu uma voz masculina vinda do seu lado.

Em uma cadeira, que se encontrava a esquerda da cama, estava James, o filho de Rá. Nesse momento, notou que estava na enfermaria e a mesma estava cheia de semideuses gravemente feridos. Alguns estavam dormindo, outros acordados.

– Você é muito sortuda, sabia Lexi? – continuou o garoto – A estrutura de metal está inteirinha. Os dentes do manticore passaram de raspão...

Seu rosto estava cheio de cortes não muito profundos e hematomas diversos. Um dos seus olhos cor de musgo estava roxo em volta. Seus braços também estavam com vários cortes superficiais.

– Ca-Cadê o-o Amom? – perguntou pausada e roucamente.

– Ele está na maca lá do canto. – apontou para o menino ainda apagado na outra extremidade do lugar – Mas... O que quer com ele?

– E-Ele me intriga, nã-não sei o porquê... – sua voz veio um pouco mais normal, mas ainda estava falando com dificuldade.

– Acho que sei “o porquê”. – comentou. Alexis fez uma cara de quem não estava intendendo nada. Continuou: — Ele é o seu irmão, é filho de Thot. Tem a tatuagem de um babuíno na sola do pé.

– Então...

– Não, você não é a única... Eu também fiquei surpreso quando vi a tatuagem... – falou com um ar cômico.

Alexis tentou se sentar, mas James pôs a mão em seu tórax e a empurrou levemente de volta a posição em que estava antes.

– Acho melhor não... – advertiu – Você precisa descansar.

E assim o fez, relutante.

***

James a ajudou a retornar para o seu quarto, quando os filhos de Bastem, a deusa da cura, deram-na alta. Enquanto estava deitada em sua cama, com o braço quebrado sobre o peito, pensava no menino que tinha acabado de chegar ao condomínio, todo machucado. Nunca imaginou que, algum dia, encontraria um irmão ou uma irmã. Em toda sua vida, Alexis sempre fora solitária.

Em sua estadia no orfanato, nunca tivera um amigo sequer. Ficava o tempo todo no quarto, onde havia vários beliches. Vez ou outra, ela fugia pela janela e ninguém sentia sua falta por algumas horas. Nesse tempo em que ficava fora, ia para a biblioteca e lia um livro atrás do outro, sem parar. Lia até a acharem e a levarem de volta.

Uma lembrança cruel a fez acordar assustada. Suava frio como no dia em que descobriu que não podia mais andar. Seu coração acelerou. Lágrimas escorriam. Sua respiração não estava regular. Quando estava voltando ao seu estado normal, percebeu que o filho de Rá estava deitado com ela. Alexis apoiava sua cabeça no ombro esquerdo do garoto. Ele acariciava seu cabelo cor de cobre com o braço livre.

– Está tudo bem... Está tudo bem... – sussurrou na tentativa de acalmá-la.

– Ja-James? – espantou-se ainda mais – O-O que faz aqui?

– Você pediu. Disse que não queria ficar sozinha.

Com esta declaração, lembrou-se do que acontecera: Tinha acabado de ser colocada na cama por James e o semideus já estava indo embora, quando ela insistiu que o garoto ficasse.

– O que a fez acordar tão alarmada? Um pesadelo? – mudou de assunto.

– Sim. – respondeu cabisbaixa.

– Sobre o que era? – quis saber.

– Foi sobre... – hesitou.

– Se não quiser falar, não precisa... – comentou.

– Não, eu quero.

– Quer mesmo? – quis a confirmação.

– Sim. O pesadelo foi sobre o ataque do manticore. – começou.

– Esse de mais cedo ou...?

– O de dez anos atrás. – completou a fala do amigo.

Alexis não sabia muito bem o porquê, mas com James ela conseguia se abrir, diferente dos outros. Talvez, fosse porque ele a conhecia como ninguém. Suspirou profundamente, aproveitando o cafuné, o carinho que o filho de Rá fazia. Sentiu falta disso quando James se afastou dela, sem nenhum motivo aparente.

– Jimmy! – chamou-o a atenção.

– Oi.

– Por que você se afastou de mim? Por que se afastou de mim dois anos atrás? – indagou.

– Bem... – ficou constrangido – Eu... Eu não... – uma batida na porta o interrompeu – Quem é? – perguntou.

– Sou eu, Dimitri! – respondeu do outro lado – Só vim avisar a vocês dois que o Mr. McCoy os está chamando na sala de interrogatório!

– Tudo bem, nós já estamos indo! – disse James com a voz um pouco carregada de rancor, diferente da do tom calmo que conversava com Alexis minutos antes.

Notas finais
O que acharam??? O que preciso melhorar???
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.