Notas iniciais
Obrigada a quem ainda me acompanha. Agradeço todo o carinho e espero que gostem!

Alguns dias depois, as coisas pareciam estar entrando nos eixos. Ou, ao menos era o que Alexia estava imaginando. Já estava se habituando as aulas, ao menos não estava mais se perdendo pelos corredores da escola. Tentava fazer suas atividades da melhor forma possível e se distrair de tempos em tempos passeando pelos campos verdejantes da escola. Seu melhor companheiro era seu pequeno diário, onde a menina escrevia toda noite antes de dormir, ali continha alguns dados de sua rotina, amizades e outros dados.

Não que a menina tivesse muitos amigos, a maioria do tempo ficava na companhia de Chase e Mikhail, isso quando estavam em aulas, até porque, a sonserina não gostava dos olhares que eram lançados para si quando estava com os amigos pelos corredores da escola. Sentia-se desconfortável e começava a entender o porquê de seus familiares serem todos sonserinos. Eles eram todos prepotentes, cheios de si, orgulhosos e se achavam o centro do mundo. Alexia não podia negar que quando era criança também agia daquela forma, mas sua visão de mundo estava mudando, aos poucos.

Mas, sua alegria, ou não, havia durado pouco. Em uma bela tarde de sol, eis que a menina estava saboreando um lanche delicioso no salão principal quando diversas corujas adentraram o lugar. A loira apenas observava as aves rodopiarem acima das cabeças de alunos que perambulavam por ali, quando dentre todas as cartas existentes em suas garras, uma caiu com um baque seco na frente da garota:

- Uma carta para mim? Que estranho. – Assim que pôs os olhos sobre o remetente, seus olhos se arregalaram de surpresa. – Como assim vovó me enviou uma carta? Só pode ser algo muito sério para que ela faça tal coisa.

Rapidamente, a menina rasgou o envelope e retirou a carta, lendo o seguinte conteúdo:

“Querida Alexia,

Estou com saudades, muitas saudades. Espero que esteja se comportando na nova escola e que, claro, esteja mostrando o poder que a família Helstrong possui, é sua obrigação. Mas, não é para falar sobre o seu poder diante de seus colegas que resolvi lhe escrever. Só gostaria de lhe avisar com antecedência que nas férias de verão viajaremos juntas. Sim, iremos a Creta, uma linda ilha situada na Grécia resolver alguns assuntos familiares. Não aceito reclamações, muito menos recusas, já está tudo acertado. No mais, seja uma boa menina e orgulhe a vovó. Um beijo querida.

De sua avó, Margareth Helstrong.”

Não sabia ainda porque esperava algo daquela senhora. Ela se mostrava cada vez mais e mais fria e tudo que Alexia fazia não era suficiente para agradá-la, o que mais podia fazer? Em contrapartida, estava curiosa em saber que tais “assuntos familiares” seriam aqueles. Afinal, o pouco que ela sabia sobre sua família era que seu avô morreu muitos anos atrás, deixando a riqueza da família nas mãos de Margareth. A mulher nunca havia mencionado outros familiares... Então, do que será que se tratava aquela tal conversa?

Naquela noite, enquanto estava deitada em sua cama, a menina se perguntava arduamente o que tanto sua avó pretendia com toda aquela encenação de família perfeita. Será que era tão importante demonstrar a sociedade bruxa o quanto aquela família era poderosa? Quando ela iria entender que Alexia não ligava para nada daquilo?

Os dias passaram rapidamente, logo depois as semanas e meses. Alexia não se destacou na multidão como sua avó havia “ordenado” que fizesse. Na verdade, a menina era mais retraída que o normal e cada vez mais achava que a escola não era tão legal como imaginava. Tinha alguns poucos amigos, mas era reservada demais para manter algum diálogo e a maioria das vezes só se dava ao trabalho de ouvir o que lhe falavam.

Conseguiu tirar notas razoáveis para passar de ano e o que mais queria era que as férias chegassem logo e ela pudesse chegar em casa e matar as saudades de Loren. Sim, apesar de ser uma bruxa e achar que o mundo dos bruxos lhe faria mais feliz, a verdade era que a mansão sombria e a companhia de sua babá eram as coisas mais interessantes que tinha para fazer...

Notas finais
O capítulo é curto, mas foi essa a intenção. A partir do próximo capítulo as coisas ficarão beeeem mais interessantes.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.