Alexia Neveu e... Hogwarts

3 Capítulo 3 - O Expresso de Hogwarts


Notas iniciais
Olá pessoal!
Novo capítulo fresquinho, mas estou sentindo falta de reviews, façam sua escritora feliz e opinem! *-*
Obrigada!

– Loren, você acha que eu irei para a Sonserina? – A menina observava o monumental Expresso de Hogwarts ainda com os olhos brilhando. Havia sido engraçado para ela atravessar o portal da plataforma 9 ¾, foi depois da babá explicar inúmeras vezes que a parede era apenas uma fachada, que ela atravessaria com total segurança. Mas, também tinha sido especial, seria ainda mais se Margareth estivesse com ela, mas era perda de tempo pensar na avó.

– Existe uma grande chance Srta. Alexia. Todos os seus descendentes da família Helstrong que estudaram em Hogwarts, foram para a Sonserina. Mas, porque a pergunta? Não quer estar na mesma casa que sua avó foi um dia?

– Não sei. Talvez, se eu caísse em outra casa, a Grifinória, por exemplo, talvez vovó ficasse decepcionada e passasse mais tempo me dando sermões. Eu ficaria feliz em tê-la mais em casa, nem que fosse para brigar comigo.

Loren afagou os cabelos platinados da menina e sobressaltou-se quando a locomotiva soltou um apito grave:

– Está na hora de ir Srta. Alexia, vá para o expresso e se acomode, não se preocupe com a casa que você for, qualquer uma será muito sortuda de ter a senhorita.

A mulher deu um abraço forte na pequena e com os olhos cheios de lágrimas, observou Alexia adentrar o expresso e sumir no meio da multidão de alunos. A locomotiva começou a se mover e foi com os olhos brilhando que a babá viu a menina acenar de uma janela, sentia-se triste por ter que se separar de Alexia, mas sabia que ela voltaria uma pessoa melhor no final daquele ano letivo.


***

A paisagem passava rapidamente, mas a pequena menina não se preocupava com ela. Dentro de si havia a ansiedade, a curiosidade em poder estar em um lugar novo, enfrentar os seus medos, fazer suas próprias escolhas, não depender mais de ninguém. Seria difícil, Alexia estava acostumada a ter tudo ao seu tempo, ali em Hogwarts, as coisas seriam diferentes, ela seria apenas mais uma em meio a tantas outras crianças que adentrariam os portões da escola dali a algumas horas. Mas, não era o que a menina pensava, talvez a escola bruxa fosse finalmente a chance de ter a atenção de sua avó para si, quem sabe se ela fosse uma menina bagunceira, desinteressada, complicada, Margareth teria que vir a Hogwarts constantemente para lidar com os problemas que a neta causava, seria uma ótima forma de estar perto dela, indiretamente.

Um sorriso se formou em seus lábios, era realmente uma ótima ideia. Foi quando seus pensamentos foram interrompidos pela porta da cabine que se abria, a loirinha avistou uma garota, parecia ter a mesma idade que ela, talvez também fosse novata:

– Olá, eu poderia ficar aqui com você? Os outros vagões estão todos ocupados.

Cabelos castanhos, olhos claros e sorriso fácil, quem seria aquela menina. Sem ter muita opção, Helstrong apenas assentiu e a menina sentou-se no banco defronte a loira:

– Me chamo Angeline. Angeline L. de Le Fey, sou francesa e vim estudar em Hogwarts por insistência dos meus pais. E você? Como se chama? É inglesa?

A loirinha arqueou uma sobrancelha, para quem ela nunca havia visto, até que a tal Angeline era um tanto, tagarela:

– Alexia Helstrong, sou inglesa. Minha avó mora em Londres, recebi a carta de Hogwarts, então espero que seja uma escola interessante.

A outra deu de ombros e elas se mantiveram em silêncio até que uma senhora aparecesse a porta da cabine empurrando um estranho carrinho cheio de doces e guloseimas. Não deu outra e as duas meninas passaram o resto da viagem saboreando os feijõezinhos de todos os sabores, sapos de chocolate, chicletes que mudava de sabor dentro da boca a cada nova bola que era feita. Ao anoitecer, o expresso parecia diminuir a velocidade e foi então que Angeline indagou:

– Melhor irmos nos vestir. Estamos chegando. – Antes de sair, a menina virou-se para a loirinha. – Então, para que casa você acha que vai?

Alexia suspirou, seria mesmo verdade a ideia de que todos os descendentes dos Helstrong iriam para a Sonserina? Olhou para sua talvez, nova amiga:

– Não tenho muita certeza, mas creio que será Sonserina.

A morena arregalou os olhos, encarou Helstrong por alguns instantes, mas não disse nada, sumindo pelo corredor. Aquilo seria... Um mau presságio?

Notas finais
Espero que tenham gostado, deixem opiniões, criticas, enfim, qualquer coisa! Até a próxima o/