Alex Wake, o Filho Do Sol
4 Um homem me deseja
Finalmente sai do predio da escola.
Cara, como eu desejaria não ter saido.
O homem velho ainda estava parando, no mesmo lugar, como se não tivesse se mechido nem momento. Parecia que ele me esperava.
Eu passei do lado dele, como se nunca tivesse visto ele na minha vida inteira.
Eu olhei para tras disfarçadamente. Não vi o velho senhor atras de mim, e nem no lugar que estava parado em frente a escola. Virei meu rosto ele estava parado na minha frente.
Cara, que susto.
Eu tinha que voltar para casa, de preferencia vivo.
Ele me fez um olhar assassino
— Procurando algo meu jovem rapaz? – Ele me perguntou.
Não respondi nada, apenas dei a volta por ele e continuei a ir para casa.
Eu tenho que fugir desse cara, pensei, então decidi passar por um lugar, bem, “meio” abandonado, por este caminho é que ficavam as gangues de rua, mas para a minha sorte não tinha ninguem lá, entrei e continuei andando.
Olhei para tras, novamente não vi nenhum senhor.
Olhei para frente. Lá estava ele no fim do caminho. Apenas me esperando. Apenas me observando.
— Ora, um semideus, por aqui.
— Cara, o que você quer? – perguntei a ele, sem paciencia nenhuma.
— Você! – murmurrou ele, mas eu consegui ouvir.
Bem, não é todos os dias que um homem me desejava. Brincadeira.
Ele disse “Você!” com um tom que queria me matar. E faria tudo para isso.
Ele não tirou nenhuma faca, arma de fogo, nada do bolso. Ele apenas começou a tremer. Como se estivesse posuído por um monstro dentro dele.
Eu fiquei muito assustado, muito mesmo.
Sera que ele queria só me assustar?
Ou sera que ele estava mesmo possuído?
Não queria estar lá para descobrir.
Tinha que ir embora daquele lugar, não daquele lugar, e sim, daquele homem possuído.
Virei-me e comecei a correr quando estava na metade do caminho, uma coisa com garras me jogou no chão, ele me cortou minhas costas.
Uma coisa ardia dentro de mim.
Como se fosse veneno ou algo do tipo.
O que era a coisa que me atacou?
Tinha certeza de uma coisa que estava obvia: não era humano.
Então, olhei para onde o velho senhor estava, e ele não estava lá.
Eu só faltava eu olhar para frente e ele estar na minha frente. Mas, não ele não estava em lugar nenhum, então tinha uma teoria, aquela criatura, era o velho senhor.
Eu não acreditava naquilo, sera mesmo, aquela criatura com cabeça e asas de aguia e corpo de leão era mesmo o velho senhor?
Bem, ele estava agindo estranho, como se estivesse possuído, então olhei novamente para onde ele estava, e as roupas deles estavam caidas no chão, isso só significava uma coisa. Ele saiu correndo pela rua pelado.
Brincadeira, essa não era uma boa hora para brincar. Ela criatura era o velho senhor.
Tinha lido histórias de que aquela criaturas eram chamadas de Grifo.
Mas o que ele estava fazendo aqui em Miami?
E uma mais importante ainda, como ele estava vivo? Como aquilo ainda existia?
Isso não era muito importante, primeiro tinha que matar aquela coisa ou aquele velho.
Comecei a dar socos na cabeça dele (Essa não era a coisa mais esperta a se fazer, mas não consegui pensar em nada naquele momento)
Derepente Emilly e Nathan apareceram. Nathan tirou de sua mochila uma espada – sua espada era brilhante, muito brilhante, com cerca de 100 centimetros. Emilly tirou de sua mochila uma escova de cabelo.
— Emilly, está maluca? – gritei a ela – eu estou quase morrendo, e você vai pentiar o cabelo?
— Fique calado Alex!
Ela murmurrou algo em grego e entendi algo como “transforme”
Derepente sua escova de cabelo se transformou em um machado – o machado era todo feito de ouro, muito brilhante.
— Uau! – eu disse admirado.
— Gostou!? – ela perguntou orgulhosa com um sorriso assassino no rosto – Presente da minha mãe.
Depois de ficar varios minutos observando Nathan e Emilly destruirem o Grifo, fiquei meio confuso e meio tipo “Uou”
Quando finalmente Nathan pegou sua espada para dar um golpe perfeito em sua cabeça o grifo fugiu, voou para o céu e simplismente, sumiu.
Emilly e Nathan tentaram não ficar preocupado pelo fato do grifo ter fugido.
Mas eu estava muito preocupado com isso, imagina você estar andando na rua normalmente e de repente um grifo aparece e volta a sua forma humana, e simplesmente aparecer em sua frente um homem pelado.
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