Notas iniciais
Apenas uma ideia que estava rondando pela minha cabeça havia algum tempo... Vou postar mais capítulos se este tiver uma boa aprovação. Já faz algum tempo desde que assisti SoA pela última vez, por isso me desculpem qualquer erro cometido em relação a personagens, etc.

A especialização – e paixão – de Tara Knowles é a pediatria. Apesar disso, plantões na emergência eram um fato corriqueiro. Naquele momento, sua atenção estava longe do SAMCRO e de seu vice-presidente e do jantar que, com certeza, estava acontecendo na casa de Gemma e Clay, e estava focada na única ficha à sua frente:

“Paciente 70.650. Deu entrada pela manhã. Inconsciente. Encontrada por um homem que caminhava com seus cães perto da rodoviária. Suspeita de concussão”. Como sempre, o histórico não trazia o nome do paciente, apenas seu número de identificação no hospital.

Mas o nome da garota estava lá, no topo da folha. Era o único dado disponível. E quando ela leu o nome, sussurrou:

— Merda.

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Jackson “Jax” Teller mal ouviu seu celular tocar acima de toda a balbúrdia que havia tomado conta da casa de sua mãe.

— Alô? – gritou.

— Jax? – A voz de Tara vinha do outro lado da linha.

— Tara? – Jax respondeu, apesar de saber a resposta. A ouvir o nome da médica responsável pela saúde do pequeno Abel, o volume da sala diminuiu – Algum problema com Abel?

— Não. Não com Abel. Jax...- Tara estava sem palavras – Tig está com você?

— Tig? – O sargento-em-armas do SAMCRO terminou de beber sua cerveja em um único gole, intrigado – Sim, por quê?

— Eu preciso que você venha ao hospital. E traga ele com você. Se possível, agora.

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Tara estava observando a paciente número 70.650 pela pequena janela do corredor. O quarto ficava perto da mesa das enfermeiras de plantão, não apenas por ela ser o único paciente daquele dia, mas também por ser o único paciente maior de 18 anos com um quadro que inspirava cuidados.

Foi pelo reflexo da tal janela que ela observou Jax e Tig entrarem pela porta do hospital e virem em sua direção.

— Qual o problema? – Tig indagou, depois de trocarem um “Boa Noite” apressado.

— Eu não acreditei quando vi a ficha desta paciente. Chegou hoje pela manhã, inconsciente após um assalto. Logo que acordou, Hale foi chamado para registrar a queixa.

— Mas você não nos chamou aqui para discutir o caso de uma paciente? – sua voz baixou significativamente – a não ser que ache que o SAMCRO agora se dedica a assaltos também?

— Não – Tara desviou o olhar – O que me intriga sobre ela é a identidade dela. Pelo menos é o nome que ela deu às enfermeiras quando acordou.

Tara entregou a ficha para Jax e Tig darem uma olhada. Lá, logo abaixo do cabeçalho do Hospital St. Thomas, da cidade de Charming, Califórnia, estava registrado o nome da paciente: “Alexandra Smith-Trager. 18 anos. Mãe: Ellen Smith (falecida). Pai: Desconhecido/Alexander Trager”.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.