Alex & Alex
1 Capítulo 1
Notas iniciais
A especialização – e paixão – de Tara Knowles é a pediatria. Apesar disso, plantões na emergência eram um fato corriqueiro. Naquele momento, sua atenção estava longe do SAMCRO e de seu vice-presidente e do jantar que, com certeza, estava acontecendo na casa de Gemma e Clay, e estava focada na única ficha à sua frente:
“Paciente 70.650. Deu entrada pela manhã. Inconsciente. Encontrada por um homem que caminhava com seus cães perto da rodoviária. Suspeita de concussão”. Como sempre, o histórico não trazia o nome do paciente, apenas seu número de identificação no hospital.
Mas o nome da garota estava lá, no topo da folha. Era o único dado disponível. E quando ela leu o nome, sussurrou:
— Merda.
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Jackson “Jax” Teller mal ouviu seu celular tocar acima de toda a balbúrdia que havia tomado conta da casa de sua mãe.
— Alô? – gritou.
— Jax? – A voz de Tara vinha do outro lado da linha.
— Tara? – Jax respondeu, apesar de saber a resposta. A ouvir o nome da médica responsável pela saúde do pequeno Abel, o volume da sala diminuiu – Algum problema com Abel?
— Não. Não com Abel. Jax...- Tara estava sem palavras – Tig está com você?
— Tig? – O sargento-em-armas do SAMCRO terminou de beber sua cerveja em um único gole, intrigado – Sim, por quê?
— Eu preciso que você venha ao hospital. E traga ele com você. Se possível, agora.
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Tara estava observando a paciente número 70.650 pela pequena janela do corredor. O quarto ficava perto da mesa das enfermeiras de plantão, não apenas por ela ser o único paciente daquele dia, mas também por ser o único paciente maior de 18 anos com um quadro que inspirava cuidados.
Foi pelo reflexo da tal janela que ela observou Jax e Tig entrarem pela porta do hospital e virem em sua direção.
— Qual o problema? – Tig indagou, depois de trocarem um “Boa Noite” apressado.
— Eu não acreditei quando vi a ficha desta paciente. Chegou hoje pela manhã, inconsciente após um assalto. Logo que acordou, Hale foi chamado para registrar a queixa.
— Mas você não nos chamou aqui para discutir o caso de uma paciente? – sua voz baixou significativamente – a não ser que ache que o SAMCRO agora se dedica a assaltos também?
— Não – Tara desviou o olhar – O que me intriga sobre ela é a identidade dela. Pelo menos é o nome que ela deu às enfermeiras quando acordou.
Tara entregou a ficha para Jax e Tig darem uma olhada. Lá, logo abaixo do cabeçalho do Hospital St. Thomas, da cidade de Charming, Califórnia, estava registrado o nome da paciente: “Alexandra Smith-Trager. 18 anos. Mãe: Ellen Smith (falecida). Pai: Desconhecido/Alexander Trager”.
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