Aleatoriedades
1 Aleatoriedade 01 - Duas Sombras.
Notas iniciais
Duas Sombras.
Todos têm sombras, sombras que são como um espelho, mas ao invés de mostrar-lhes sua aparência, apenas mostra a silhueta do ser ao qual a projetou. Mas quem disse que as sombras projetam apenas o contorno de seu corpo? Há uma minoria que fala que as sombras são capazes de mostrar muito sobre uma pessoa, desde as coisas que gosta, até sua personalidade, estado mental, físico e quem sabe até mesmo sentimentos e ideologias. Mas, como em tudo existem variações, as sombras também, logicamente, as tem. Dentre essas variações, minha pessoa conheceu um jovem que tinha duas sombras, diferente de qualquer outra pessoa no mundo, ele não esboçava quase nada, falava pouco, não mostrava muita emoção tanto negativa quanto positiva, não sorria e não chorava , mantendo sempre um maldito rosto neutro. Porém, tinha algo que sempre fazia: ele sempre estava conectado a algo que as pessoas chamam de “Internet”. Era a única coisa, ao qual o de duas sombras mantinha interesse, ele parecia gostar muito de ler, mas nunca conseguimos ver o que estava olhando, sempre escondia, quem sabe seria pornô talvez? Era um homem muito jovem afinal. Depois de vários dias o vendo continuamente naquela rede, ele de repente parou de acessa-la por um bom tempo, o que nunca fizera antes, deixando-me intrigado, o garoto começou a “quebrar” a rotina que ele mesmo havia feito com isto. Alguns minutos após tal confuso e estranho fato, o vi arrumando-se de forma social, e pouco a pouco começava a falar mais, e a forma com que falava indicava nervosismo, vergonha, pensamentos inseguros, mas ao mesmo tempo, otimismo. – “Por que tantas emoções misturadas de uma vez só?” — Perguntei-me. Ele saiu de onde estava, e então finalmente pude ver o de duas sombras esboçar reações, agora a pergunta que viria era o porquê de tais coisas. Então, eu, como todo bom stalker, o segui, ele passou por diversas ruas, e a cada uma delas o jovem mostrava cada vez mais as reações citadas acima. Então, finalmente ele parou, e em sua linha de visão havia uma garota, parecia ser um pouco mais velha que ele. – “Um encontro então? Entendi o motivo agora.” – Em meio a esta observação obvia feita pela minha pessoa, observei que a mulher não tinha sombra, de certa forma, era iguais e ao mesmo tempo diferentes. Ambos possuíam diferenças (generalizadamente) da maioria dos de uma sombra, também tinham personalidades que ao mesmo tempo pareciam puras como a de uma criança, ou pessimista e morta como a dos adultos e velhos, e no final de todo o encontro cheio de vergonha, poucas palavras, micos e afins entre os dois indiferentes, via-se que a partir dali eles começariam a quem sabe ser pessoas normais? — “Não, ser normal é muito chato.” – Isso parece algo que ele iria responder. Enfim, a partir dali, eles começaram a ter mais encontros, e a cada um deles, notei que ambos (pois também comecei a conversar e observa-la) iam adquirindo características próprias um com o outro, no final, a moral da história é essa:
Não fume algo que lhe faça ver duendes azuis.
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