Alcateia - Na Caçada da Sedução.
1 Capítulo 1 - Introdução.
Ele estava a observando, olhos azuis, loira, cabelos longos, rosto limpo, sorriso transparente, rodeada de amigos, o tempo estava parado para si. Havia gente indo e voltando, mas nada tirava sua atenção dela. Considerada a garota mais perfeita do colégio, é a mais famosa e querida por todos. Era 20 de setembro de 2011, terça feira. Nada tirava sua atenção dela, porém algo o incomodava, uma voz de fundo que cada vez ficava mais e mais alta. “An... Than... Na... An... Nathan!!”. Era seu melhor amigo o chamando. Ele era muito magro, usava óculos, sardas no rosto, ruivo, além de ser bastante desajeitado. Nathan era bem parecido com seu melhor amigo. Bem magro, com sardas e desajeitado. Porém têm os cabelos negros, sua franja chega a cobrir um pouco sua visão, se cabelo está um pouco grande, seus olhos são verdes claros.
O que te conectava ao seu melhor amigo era a paixão por jogos, ambos eram muito viciados em jogos online e de Xbox. Considerados “gamers”, não eram as pessoas mais populares dentre todos os outros dali do colégio, na verdade tinham certo medo de se socializar, se conheceram até através de um jogo.
− O que foi Adam? – Responde Nathan um pouco irritado.
Ambos tinham 13 anos. Estudavam na mesma sala. Tinham os mesmos gostos, tanto de musica quanto de filmes. Pela falta de socialização tudo que lhes restavam eram os jogos online e estudos. Sempre se esforçavam nos estudos para ficarem de férias mais cedo e assim ambos terem tempo para ficar o dia todo de bobeira.
− Você aí babando por ela novamente!
− Cansei de esperar! Está na hora! – Nathan anda em direção à garota que observava.
− Eita! – Diz Adam surpreso logo o seguindo.
À medida que chegava mais perto, suas amigas percebiam que Nathan vinha. Então abriam mais o caminho, até todas irem para trás da tão sonhada garota por qual Nathan passava noites acordado.
− B... B... – Nathan gaguejava. – B... Bla… Blair…
− Oi Nathan. – Respondeu toda sorridente.
− Queria te dizer algo. É muito importante! – Diz todo nervoso.
− Então diga...
− Há muito tempo que eu queria te dizer isso... Eu... Eu gosto muito de você...
− Eu também gosto muito de você Nathan, você é um ótimo amigo.
− Não! Mas e... Eu... Quero que você seja minha... Minha...
− Sua?
− Namorada! – Grita Nathan nervoso.
Blair se surpreende. As amigas dela que observavam tudo riam de maneira sútil. Adam baixou a cabeça um pouco envergonhada.
− Nossa... Estou surpresa... Nathan, não sei como te dizer isso, mas você e eu somos melhores amigos há muito tempo e também somos novos para isso, você entende?
Nathan fica triste por dentro, mas consegue sorrir, muito de leve.
− En... Tendo... Sim... – Diz abalado.
− Quem sabe no futuro? – Diz sorrindo.
− É... Quem sabe...
Na saída do colégio, Nathan e Adam ficam no ponto esperando o ônibus vim. Um pouco longe, ele avista o que parece ser Blair e um cara, o cara se aproxima muito e não para até suas bocas se encostarem. O ônibus chega e Adam o puxa para dentro do ônibus achando que ele estava desligado de novo. Ele volta calado para casa e ao chegar em casa e chora até dormir.
No ano seguinte, após Nathan ter superado tudo aquilo, ele já estava apaixonado por outra garota: Freya. Ela era simples, mas esbanjava beleza. Não era muito popular, mas era conhecida por muita gente, uma aluna exemplar. Cabelos negros, olhos verdes claros, dotada de uma educação exemplar, estudavam juntos, perfeita na visão Nathan.
Depois de um tempo calado Nathan se confessou, demostrou com palavras todos seus sentimentos e novamente recebeu um “não podemos estragar nossa amizade, você é meu melhor amigo”. Posteriormente veio Grace, Eva, Ingrid e Jade. Todas o quiseram como melhor amigo. Nathan já não entendia o que acontecia, queria entender por que todas o quiseram como amigo. Em certos momentos ele explodia, quebrava tudo em seu quarto, jogava tudo pelos ares e deitava no chão. Ficava a maior parte do tempo sozinho, seus pais viviam trabalhando e por isso ficavam muito ausentes.
Já no ano de 2014, nos seus 16 anos, no inicio das aulas que sempre aconteciam em setembro. Nathan havia esquecido tudo que lhe aconteceu. E mesmo não querendo mais se apaixonar, não conseguia evitar, era muito sentimental. Dessa vez não era por qualquer menina, era pela melhor amiga da líder de torcida, que também fazia parte do time de torcida, era a vice-presidente.
Normalmente as meninas da torcida tendem a se preocupar com coisas fúteis, aparência física, imagem pessoal, festas e curtição. Essa era diferente, ela ajudava as pessoas, se candidatava a trabalhos voluntários, fazia o bem de diversas formas para o colégio. Aluna exemplar e era conhecida por todos, humilde com todos. Não se importava se estava falando com um nerd ou com um jogador do time, travava todos igualmente.
Era morena, olhos castanhos, cabelos cacheados, corpo esbelto. Ela é um anjo na visão de Nathan, não só dele como de todo o colégio, de todos que a conheciam. Como de costume ele consegue a amizade dela, não era difícil fazer contato, ficaram grandes amigos e novamente ele crê que chegou a hora, que ela é a garota certa, não tinha dúvidas. Tantos “eu te amo” um para o outro, tantos momentos juntos, filmes no cinema, mãos dadas e tudo. Chegou o grande momento esperado por ele.
Planejou por tempos e decidiu que seria no intervalo, horário de mais gente, queria a atenção de todos e também seria no refeitório, onde ele sabia que ela estaria. A caminho do refeitório ele sente um calafrio, algo como aquela típica sensação de que está sendo observado. Olha para trás e não vê nada de anormal. Ao voltar seu caminho inesperadamente esbarra num cara e cai no chão, não vê o rosto do cara e ele aparentemente estava tão apressado que nem resolveu parar para ajudar Nathan. Quando se levanta vê um colar no chão, corrente de prata, pingente de lobo.
Nathan não podia perder tempo, tinha que correr para o refeitório porque o tempo era escasso, a qualquer momento ela poderia sair. Ao entrar no refeitório logo a vê. Como de costume se declara para ela, na frente de todos, falava gaguejando, mas falava. Dizia coisas bonitas e no final veio o tão sonhado pedido que passou meses imaginando, a pediu em namoro. Todos ficaram surpresos, não pelo que Nathan disse ou fez, mas por ser ela dessa vez. Ninguém nunca havia feito isso.
Alguns riam de Nathan em voz baixa, para que ele não percebesse, algumas meninas não falavam nada, simplesmente observavam e tentavam esconder a expressão de pena que sentiam dele. Seu melhor e ainda único amigo o observava com uma expressão não muito boa, observou por anos ele se declarando uma após a outra e nada. Suas expectativas era de que ele não fosse conseguir dessa vez também.
Assim como todas, a resposta foi a mesma, foi clara e objetiva: “Apesar de você ser um cara legal e muito gente boa, só o que pode haver entre a gente é amizade.”. Isso partiu o coração dele novamente, tinha certeza de que conseguiria a namorada que tanto desejava, mas novamente não foi dessa vez também.
Além de Nathan não ser um sucesso com mulheres, era frequentemente zoado pelos mais fortes do colégio, muitas vezes ridicularizado. Não podia fazer nada, era fraco, não sabia lutar, magro, um pouco baixo em relação aos outros, sua autoestima também sempre o fazia acreditar que a vida era injusta com ele, que nunca iria vencer, que estava fardado ao fracasso.
Já em sua casa antes de dormir, ainda pensando sobre a humilhação que sente que sofreu, lembrou-se do colar de lobo que havia pegado, ele iria deixar no “achados e perdidos” do colégio, mas esqueceu visto que passou o dia pensando no que passou, na maneira de como as pessoas ficaram olhando para ele depois do intervalo até o fim das aulas. Ao pegar o colar que estava em sua mochila ficou observando. Ao girar o colar ele vê o que parece ser um numero. Ficou curioso, o numero estava todo junto, mas dava para perceber que era um numero de celular. Achou que podia ser do dono e que poderia entregar de volta. Não pensou duas vezes, ligou para o numero e já se surpreende quando é atendido.
− Preste muita atenção! Você está com a chance de mudar a sua vida em suas mãos.
− O que? Como assim? Eu só queria entregar esse colar para o dono.
− O colar é seu, a decisão de mudar sua vida também, eu vou desligar e te darei cinco minutos para ligar novamente, caso ultrapasse esse tempo, você não precisa nem ligar.
Nesse momento o coração de Nathan dispara, toda sua vida passou por entre os seus olhos, pensou que isso não poderia ser por acaso, talvez ele tivesse sido escolhido para fazer parte de algo maior, talvez sua vida fosse realmente mudar. Ele admira o colar de lobo e não acredita que sua vida pode realmente mudar, se perguntava no que iria mudar, se poderia ser confiável ou não, mas não tinha nada a perder, teve que arriscar, quase em cima dos cinco minutos ele liga.
− Eu aceito! – Diz confiante.
− Ótimo, espere contato! – E desliga.
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