Notas iniciais
Olá, GENTE eu estava arrumando pastas e achei esse texto que escrevi, não sei se ficou legal, sou deveras amadora, mas não curto depreciar meus esforços. Podem ter pequenos erros, porque sou distraída as vezes, mas pode deixar que vou arrumando. Espero que gostem, e se não, pode dizer.

O relógio badalava soantemente no ponteiro, era algum horário noturno, o sol não espalhava mais sua luz brilhante entre nuvens.

Karina enrijecia seu corpo moído pelo sono pegado nos meados do final da tarde. Desde de que acabara de voltar das garras de Lobão, dormia durantes longas horas, as vezes pesadelos embaralhantes destroçavam a cabeça perturbada e cansada.

Estava á querer levantar para visualizar a sacada. Era sua única distração, após Gael interferir em suas saídas. Karina não poderas deixar está casa sem meu recentimento. A frase de ordem, fazia-a bufar todas as vezes lembrada em sua mente.

Ela relutava para levantar-se de sua cama e ir fechar o pouco aberto da sacada de seu quarto. Entrava um frio gélido e atordoante, isso fazia eriçar os fininhos e quase invisíveis pelos de seus braços.

Levantou-se preguiçosa e pós a mão na porta, a idéia era ver a rua, depois optou por fechar. Nessa indecisão fulminante, acabou por ir dar uma espiada na rua. Os rios azuis do seus olhos tomaram rumo ao QG.

Seu corpo sentiu calafrios e formigamentos desconexos. Á alguns dias a garota começava sentir-se entranha em relação ao seu amigo.

Ocorrera após o rapaz ter salve lhe do carcere ao qual tinha sido mantida.

Karina gritava aos quatro ventos e cuspia na cara de seu falso pai. Entendê-lo estava fora da qüestão. O quão doentio o Lobo mal podia ser? o suficiente para prender a própria garota a qual considera filha. Os braços e pernas de Karina estavam rodeados por correntes de um forte aço. Sai dali fora, de suas hipóteses. O vilão jamais daria a oportunidade de seu plano ir por algo abaixo.

— Você é um porco Lobão. Todo esse tempo da sua vida gastos em função de fazer mal a meu pai. Meu verdadeiro pai. Aquele que fez tudo por mim, e me criou mesmo quando eu fiquei sem mãe. E você? Um ser sem escrúpulos, com ganancia, tomado por raiva, sabe a onde ira parar? No inferno, lá é seu lugar, um lugar ao qual você nunca devia ter saído. — Ecoava entre o espaço seus gritos ensurdecedores de ódio e repulsa. O corpo preso em uma cadeira de madeira antiga, retorcia-se na tentativa de escapar dali.

Lobão riu...doentemente, sem sentir-se penalizado ao ver sua filha gritar e espernear contra suas calunias. O verme pegou um rolo de fitas de embalar caixas e passou pela boca da garota.

Fora dali, um certo lutador beirava por telhados vizinhos. Cobra viu-se sedento em querer tirar a lutadora dali, mesmo sabendo que ia estar contra o seu mestre. Para ele não importava, só queria tirar a menina daquela joça.

Embarcou pendurado na janela e depois forçou suas mãos no trinco. Estava cansado de andar apressadamente, seu diafragma se exebia extremamente cansado.

Dentro da toca, Lobão percebeu barulhos estranhos e foi ver o que poderia ser. Cobra havia deixado um som escapar, enquanto enfiava uma especie de palito pela pequena brechinha da janela. O outro curioso fora espiar o ruido, e esqueceu por fechar o trinco. Nem os mais espertos agem com destreza...

A deixa dada pelo mestre, fez o lutador destemido abrir o vão do vidro e pular sem fazer barulho.

Lobão provocava Karina, brincando com as pontas de seus loiros cabelos, e mostrando-a um pequeno canivete. Seus olhos encharcados foram de encontro ao olhos negros e medrosos de Cobreloa.

O rapaz pegou sorrateiramente no pescoço de seus mestre e forçou dando-o uma chave de pescoço bem feita. Caiu sobe chão desacordado, e Cobra começou a tirar todas as coisas que prendiam sua amiga em apuros:

— Me desculpa pequena, nunca devia ter a deixado com esse maluco. — Resistiu o máximo que podia, e depois a abraçou forte a apertando em seu corpo forte.

K estava em estado de choque, e rodeou suas mãos no pescoço dele, derramando lágrimas de desespero.

— Eu não sei...não sei o que teria feito se tivesse se machucado. — As mãos asperas embranharão o rosto dela. Demasiadamente, ele sabia o quanto machuva seu coração fechado vê-la correr riscos ou se machucar.

Ele agarrou em sua cintura fina e a ergueu em seus braços, com a perna machucada seria impossível andar para fora.

Parecia que o medo se estabelecia em seu ser, pois o mesmo apertava a cabeça de K em seu pescoço.

O lobo pode virar cordeiro, o vilão pode virar heroi, basta ter um coração pulsante por alguém

Depois do ocorrido.

Cobra sempre fora um cara fechado, e nunca demonstrou tanto seus sentimentos. Mas um árduo pulsava compulsivamente ali dentro, o de proteger e estar ao lado dela.

Estava concentrado num site de noticias policiais. O distrito da região ali do bairro, cuidava do caso de Lobão. Agora seu ex-mestre de Muay Thai.

Como ele poderia ter chego a tal ponto.

Minutos incontáveis passaram.

Se preparava para dormir no seu aconchego fechado nos fundos do QG. O peito nu, os cabelos amaçados e para o alto, mostrava perfeitamente que acabara de sair do banho. O bocejar mostrava ainda o quão exausto está.

E isso não foi impedente para escutar batidas baixas e continuas na porta.

Olhou-a fora e viu uma imagem desolada. Sua pequena amiga. Ali...encolhendo o corpo num casado de malha fina cinzenta. Não pensou duas vezes e abriu a porta, sabia bem a falta a qual ela estava fazendo. Sorriu ao ver seu andar mancando, mas sem o objeto que envolvia sua perna.

— Oi pequena, tudo bem? — Adocicou a voz. E a mesma entrou sorrindo de canto.

— Oi salvador da pátria...quer dizer salvador da Karina Duarte. — Brincou o abraçando apertado contra si.

Tão doce e tão bom. Pensou consigo mesma.

Preocupado com K, ele mandou-la sentar num banquinho achado atrás do balcão.

— Posso saber o que faz aqui a essa hora? — Perguntou sentando de frente para ela.

Karina sentiu o corpo tencionar de uma hora para outra. Estava-a ponto de confessar algo estranho passado a sentir do nada por ela. As pontinhas de seus dedos brincavam inquietas, Cobra percebera o nervosismo dela e pega suas mãos.

— Eu preciso meio que te dizer algo. — Os corações se aceleram. Cobra passou a mão na barba mal feita e desviou o olhar envergonhado. Para ele não cheirava nada bem. Sabia que sentiras algo indecifrável por ela, e se ela passasse a sentir o mesmo as coisas ficariam complicadas. Ambos tinham relacionamentos ainda, não ia ser bom ficarem tão perto um do outro.

Os olhos azuis se focaram no rosto dele, e ela não estava mais conseguindo negar. Um sentimento mútuo tomava conta. Amor não. E sim uma paixão escaldante, daquelas carnais e com carinho. Que tem fazem ver coisas perceptíveis. E para Karina as coisas percebidas, é que acabara de saber a impossibilidade de ser apenas uma irmã para Ricardo Cobreloa.

Ele levantou...e virou de costas.

Ela percebeu a impaciência por parte dele.

Andou lentamente e repousou sua mão no ombro desnudo do rapaz.

— Talvez, esteja mudando de rota essa coisa de irmãos Cobra. — Sussurrou querendo não confessar. Mas ele escutou audivelmente. — Você se perde no meu olhar...e eu me perdi quando senti que sou importante para você.

Estômagos remexeram inquietos. E um sentimento sem fronteiras teimava em invadir o coração deles.

— Se quer o que eu também quero...você já sabe o sinal. — O riso brotou da loira. Seu sorriso foi tão grande, não tendo vontade de ser de canto, mas estreitando-se em seus lábios.

O polegar se estalou com o dedo indicador.

Cobra sabia bem o que tinha que fazer.

Virou-se emanando animo e segurou o rosto de sua pequena, fazendo pressão na parte ossal de sua bochecha. Desta vez K envolveu os braços pequenos no pescoço do mesmo. Ambos pressionavam os lábios e brigavam para invadir a boca um do outro, feito logo depois. A mão forte de Cobra a guiou no colchão, jogando-os rudemente.

Era incontrolável os beijos barulhentos que davam.

Seus corpos queimavam, e inquieto, o lutador começou a espalhar beijos prensados no pescoço de sua amiga.

— Ira se arrepender. — Provocou roucamente no ouvido dela.

— Dane-se.

Sorriu tão malicioso e arrastou sua boca para clavícula dela. Os gemidos baixinhos da loira, fazia Cobra se sentir em estado de extasio. Karina nunca teve uma atitude, mas seu controle se acabou ao passar a mão nas costas de Cobra e arranhar toda a extensão, mesmo com suas unhas finas.

Aguentaram o suficiente os choques elétricos, e começaram arrancar algumas de suas roupas.

O corpo branquelo e bem definido da menina, deixou Cobra desnorteado. Se encontrava apenas de suas partes baixas e o top preto a cobrindo.

—Isso é um pecado. Mas adoro garotas com cara de anjo. — Sussurrava respirando com dificuldade.

Agora encontra-se falando malicias no ouvido de K, e descendo seus beijos para a barriga da mesma.

Sem pudor ela o puxou para seu rosto e mordeu seu lábio inferior. Nunca podia se imaginar fazendo essas coisas com seu único amigo. E porém, estava.

....

Cansados da coisas que acabara de fazer, os dois deitaram juntos e fazendo caricias, e imaginando solitariamente em suas cabeças, como iam se resolver com seus namorados.

— Karina. Você queria mesmo fazer isso? — Questinou-a apreensivo, esfregando os dedos em suas costas.

— Sim. — O sim saiu com tanta certeza que o assustou do nada.

Riu aliviado.

Durante muito tempo ela era algo inalcançável. Mas só ela poderia decidir isso. E ele teve sorte, agora ela estava em seu alcance, deitada em seu peito, e envolvida por lençóis velhos.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!