Alaíndia

4 Capítulo 4 - Vai começar a bagunça


Notas iniciais
Então gente, eu to gostando de escrever essa fic pq ela ja era antiga. Eu só tinha o prólogo e o primeiro cap, o resto era só rascunho e a ideia central. Se um dia acharem ela por ai, os créditos sao meus pq eu sou a dona! Bom, eu to aprendendo a escrever sobre Ikketes e Shaketes, mas Hyoga.. Ah, esse definitivamente eu escrevo com gosto. Como o Hyoga é o meu gosto preferido, o meu homem-macho-valentão, mas gentil e educado, ai ai.. Não tenho dificuldades. Ele é muito macho, gostoso e com ele ninguém pode! Hehe.. Tomara que gostem. Boa leitura! ;D

Vai começar a bagunça

----Aeroporto, India----

Shaka despachava as malas quando Ikki pediu licença para ir ao banheiro público.

-Pode me dar licença, senhor?... Obrigado! – pediu Shaka saindo e puxando o carrinho com as malas para fora do Aeroporto. Viu uma fila imensa de taxista e estaciona próximo a um carro. Pega o telefone que estava no bolso da jaqueta, mas abruptamente o aparelho cai ao chão. Shaka agachou-se para pegar o objeto, mas sentiu alguém mais rápido fazê-lo.

-Posso ajudá-lo?

Shaka e aquele estranho conterrâneo levantaram-se e encararam um ao outro. Shaka com surpresa e o estranho com audácia, secando-o de cima a baixo.

-O...brigado! – recebeu o aparelho de volta.

-Quer ajuda com isso? – o belo conterrâneo não deu chance para que o outro falasse e foi raptando suas bagagens colocando uma em cada braço forte que possuía. Não era só isso, o rosto emoldurado e másculo era de um perfeito grego-indiano; alto, um pouco mais que Ikki e, belo, muito belo!

Colocou as bagagens no porta mala.

-Perdão, você é daqui mesmo? Pelo visto fala grego com excelência.

-Eu sou Kanon! – estendeu a mão – E sim, sou grego de nascença e indiano de criação.

Aquele aperto de mão demorou suficiente para que o outro se aproximasse do corpo de Shaka, olhando profundamente em seus olhos. Shaka estremeceu, jamais um estranho teve a ousadia de fitá-lo daquela forma intimidativa e sexy.

-Desculpe, suas mãos são tão macias. Por acaso...

-Se você tem amor à vida, tem dez segundos pra tirar as patas dele. Oito, nove...

-Tudo bem, tudo bem... – levantou as mãos como que veio em paz.

-Ah, então fala a nossa língua, sabichão?! – perguntou Ikki à Shaka, este revira os olhos.

-O que você acha?!

-Eu não acho, eu quero ter certeza.

O homem entendeu o recado quando Ikki se posiciona ao lado de Shaka como um guardião protetor, com os braços cruzados e as pernas semiabertas como que marcando território.

-Ikki, ele estava apenas sendo gentil.

-Ah, claro e eu tenho cara de indiano. Agora se nos der licença...

-Espera! Ele vai nos levar até o hotel.

-Quem, ele?! – não deu tempo de se indignar e Shaka mostrou ao conterrâneo o endereço.

-Sim, eu conheço, fica à meia hora daqui.

-Ótimo!

O homem puxa a porta traseira do carro e Ikki é quem faz reverência para Shaka entrar, depois ele entra, ainda olhando torto para o taxista sarado. O homem dá a partida e olha pelo retrovisor os dois cochichando algo, e Ikki, sentindo a curiosidade invadir o seu espaço, envolve o braço por volta do ombro de Shaka, e estufa o peito. Shaka ri da infantilidade do namorado. Como era bobinho, esse ciuminho...


-Então, a que horas chegaremos em Pequim?

Shaka e Kanon franzem o cenho. Um sorriso metálico nos lábios de Shaka brotou.

-Er... eu acho que você quis dizer Bombaim, certo? Porque se for, já estamos aqui. Se a caso não se lembrar, Pequim fica há milhões de léguas daqui, tipo na China, sabe... Mas não se preocupe, não se reprima porque todo mundo se confunde, é perdoável.

Ikki mirou Shaka, mirou o taxista, mirou Shaka, mirou o taxista...

-Tsc, ah, India, China, Venezuela... É tudo a mesma coisa! – Deu de ombros, não iria pagar de derrotado. Voltou-se para a janela e ficou admirando a cidade enquanto seus cabelos sentiam o vento fresco do dia. Estava realmente fresco, o que era incomum naquela época do ano.

-Alô?... –Ikki mirou Shaka.

-Oi Hyoga!

-Tsc, tô pensando que é gente... – Ikki deu de ombros.

-Sim já chegamos e daqui a meia hora, dependendo do trânsito, estaremos ai. Sã e salvos! – riu e olhou pra Ikki ao perceber a troca de olhares desafiadores dele com o taxista, e deu um tapa feroz e veloz no peito do namorado com as costas da mão.

-Au!

-Então, avise o Shun, ele deve estar ansioso por saber que o irmão mentalmente caçula dele está à caminho.


Ikki dá aquela olhada pra Shaka como quem comeu e não gostou do cardápio.

-Okay, até mais!


Shaka desligou o celular, guardou-o dentro do bolso da jaqueta e Ikki puxa seu queixo para encará-lo.

-Você é muito sexy, sabia?

Shaka sorri de canto e Ikki aproxima de seu rosto e beija lentamente, mas os dois paralisam ao ouvir um “hein?!” do taxista.

-O que foi, nunca viu dois homens se beijando?!

Shaka olhou incrédulo para o homem.

-Nunca vi um príncipe beijando um sapo.

-O que foi que você diss...!!

-Ei! Calma... (risos)... Ele estava brincando. Foi apenas uma piada, certo?

-Pi-a-da... Humf! – Soletrou enfezado.

-Não foi uma piada? – esperou confirmação do taxista ou Ikki não deixaria barato se caso ele tivesse zuando com a cara dele.

-Sim, relaxa cara, eu sou apenas um cara muito brincalhão. – olhou pelo retrovisor com vitória e Ikki queria fuzilá-lo. Aff como queria...

-Sei... É bom ser sério comigo, viu rapaz, eu não gosto de brincadeiras! – disse de forma imponente.

-Tá, relaxa, deixa o Kanon dirigir em paz e voltemos onde paramos...

-Kanon?! Que mais que ele te deu, além do nome? Sua conta bancária, previdência social ou o número da sua futura lápide?!! – encarou o taxista pelo retrovisor novamente, com olhos vermelhos endiabrados.

-Ei, Ikki! Por favor, sem chilique aqui! – pediu Shaka com autoridade.

Ikki olha para Shaka que apontava o indicador para ele. Deixou de lado, resolveu esquecer. Queria mesmo era chegar logo no hotel e nunca mais olhar pra cara daquele taxista folgado. Odiava se sentir desafiado, principalmente com olhos gordos pra cima do seu amado-místico.

-... Sorte sua hein, cara. Sorte sua eu ser um cara fino, educado e bem relacionado! – se achou o James Bond.

-PUUFFFFFF!!! Ai perdão... – Shaka cuspiu no taxista por acidente. Não parou de rir até que Ikki encarou-o enfurecidamente. Então resolveu sorrir com modéstia para não atiçar a fúria daquela ave.

-Ai, meu santo Ikki, você me surpreende a cada dia. Então você é um elegante amante de primeira classe? – não ia perder aquela em tirar sarro do namorado que não gostou nada.

Ikki preferiu se manter calado pra demonstrar que poderia ser sim, um amante estilo 007. Não iria dizer mais nada depois que seu ego foi ofendido. Shaka se recompôs, entrelaçou os braços seus com os dele.

-Olha, não importa se meu fênix sabe a diferença entre Pequim ou Bombaim, ou que tenha muita classe. O que importa é que só há um homem com o poder de me enlouquecer sensualmente, milagre inalcançado por ninguém mais além de... Você! – Shaka pisca de forma sensual o que deixa o outro mais manso.

-Humf! Você anda malcriado, sabia?

-Não, mas o que você pode fazer pra me corrigir? – Shaka mordeu o lábio inferior e Ikki sorri com um jeito que só ele tinha quando sabia o que seu pocahontas-loiro queria realmente dizer.

-É... Alaínda que nos aguarde!

----Hotel Princess Palace----

-Cheguei! – Hyoga entra no quarto.

-Onde você estava? Estava tentando falar com o Ikki e...

-Acabei de falar com o Shaka lá embaixo, na recepção.

-Eles chegaram?!!

-Não, eu quis dizer que falei por telefone com ele lá embaixo.

-Ah... E?

-Bom, eu falei com ele tem dois minutos atrás, o que quer dizer que restam vinte e oito minutos pra minha felicidade acabar... Ai! – Shun dá um tapa no braço de Hyoga.

-Para de implicar com o meu irmão. Ele já deixou de implicar com você a muito custo, agora cumpra o seu trato!

-Eu não estou implicando, só estava zuando...

Hyoga se joga na cama, puxa o controle remoto na mesinha ao lado e liga na TV à cabo. Canal Sport. Mas era intervalo e ficou mudando de canal.

-O que vamos fazer hoje, Oga?

-... Eu falei com o Shiriu agora cedo, pensamos em ir à praia. Mas é bom esperar pelo Shaka, pois além de nativo só ele fala a língua dos índios daqui. Só espero nao encontrar nenhuma onça-pintada ou vaca andando livremente por ai.

-Ai, Hyoga como você é atrasado. India é um país civilizado, e se tem animais em alguns lugares andando por ai que nem gente, é a tradição deles, devemos respeitar.

-Sei lá, que seja. Eu só não esperava que encontrássemos muitos gregos por aqui e indianos que falam a nossa lingua. Mas ainda sim, sinto que vai ser difícil nos comunicar sem o Shaka.

-É a globalização. O mundo com sua capacidade de atualização e renovação muito mais veloz hoje em dia, com a tecnologia, faz com que hoje você aprenda a falar outro idioma com um tradutor eletrônico do seu lado.

-Huuum, meu gatinho, super inteligente...

-Dank! – riu e agradeceu – Viu?

-Vi sim, meu alemãozinho...

-Ei, que filme é esse? Espera, volta lá! Volta lá, Hyoga!

-Calma, eu tô voltando... Parece um filme de luta.

-Eu... Eu conhece esse filme. É o filme que eu vi passando na casa do Shaka certa vez. O Ikki tava assistindo.

-Ong Bak? Que diabos é Ong Bak?!

-É um filme de luta muito lôco. O cara é especialista em Muay Tai, dai ele mora num vilarejo humilde e vem outro que rouba a cabeça de buda do vilarejo e causa mó seca véio, sem noção o cara.. Dai ele tem que ir atrás da cabeça de buda e acaba se metendo em várias brigas, tá ligado?

Hyoga morria de rir.

-Ai, ai... (risos)... Ai, Shun, onde você aprendeu a falar assim?

-Assim como?

-Tá meio Seiya, e ainda por cima você não gosta de filmes de violência.

-É, mas esse é massa, você tem que ver! *_* – até os olhos de Shun cintilaram...

Hyoga puxou Shun pela cintura e se posicionou por cima dele.

-O que você fez com o meu Shuninho, delicadinho e fofinho? Devolve ele, eu não quero esse Shun metade Seiya metade Ikki, vamos devolve! – Hyoga fazia cócegas nele, que ria sem parar.

-Chega, você vai me matar de rir...!

O loiro alisa o rosto do seu garotinho e tira algumas mexas de cabelo que esparramavam em seu rosto.

-Eu estava pensando... Em levar o meu pato pra nadar na sua lagoa.

-Hihihihihi... Essa foi a cantada do ano, ninguém merece! – morreu de rir.

-Ué, não gostou?

-Pior que gostei! – sorriu malicioso ao descer com aquela mão boba por cima do volume que aquele jeans escondia.

-Shun, não mexe com a onça com vara curta...

-Eu gosto de mexer é na vara da onça, meu bem!

-É, néh? (risos) Você tá ficando muito assanhado, moleque!!

Hyoga joga Shun pra cima dele e Shun senta em cima da barriga do namorado.

-Mais pra baixo.

-Aqui?

-Maaais!

-... Aqui? – riu pois sabia que estava bem posicionado e provocativo naquela posição.

-É... Ai mesmo!

Shun estava picante ultimamente... Não é que o assanhado sentou em cima do pato de Hyoga? Ele estava apenas de um shortinho mini-curto e folgado. O loiro podia vislumbrar aquela visão por cima dele, o que parecia coisa de outro mundo. Será que o clima indiano estava fazendo nele algum efeito borboleta?

Com um gesto sutil e delicado, eleva as mãos ao frouxo rabo de cavalo de Shun, soltando aquelas madeixas castanhas-claras, lisas e repicadas, desenhando aquele rostinho feminino num corpo semi-masculino. Shun balançou os cabelos num movimento ultra, super, mega sexy.

Atrevido que ele estava sendo, pegou uma das mãos do namorado e começou a beijar-lhe delicadamente e sugar o dedo médio com lentidão, o suficiente para deixar Hyoga apertado e seu pato sufocado.

Sentado em posição certeira, começou a movimentar o seu bumbum em cima do pato como se um peão de rodeio fosse.

-Quer que eu cavalgue em cima de você, cowboy? – disse Shun imitando voz de ator pornô.

Naquela altura, o loiro já babava litros e mal conseguia visualizar a dimensão que o prazer lhe dava. Enquanto, impiedosamente o menor roçava por cima do jeans onde o volume já se mostrava impacientemente rígido, Hyoga gemia insanamente.

Quando realmente resolveram partir pra fase seguinte, perceberam alguém invadindo a privacidade deles fazendo Shun cair da cama ao dar de cara com o amigo Seiya, que mesmo constrangido, conseguiu quebrar o clima e Hyoga com o clima de quem ia quebrar alguém.

Continua? Mal começou, rs...

Notas finais
Quem gostar, deixa review. Quem nao gostar, deixa review. Final das contas, vc nao tem opção, heheheh... Bjos e obrigada a cada review fofo, eu nao mereço tanto, mas fico feliz, muito mesmo, não pelo review em si, mas por saber q estou levando alegria, fazendo amizades... Isso eu acho mais importante, o resto é consequência. Ah, Ong Bak é um filme Tailandês de luta, bem legal, mas assista dublado ok, pois legendado ninguém merece ;)