Além dos Miraculous

8 8° Capítulo : As rotinas dos irmãos Agreste.


Notas iniciais
OIE Sim Novo capítulo já. Ficaria feliz com comentários Gente Os capítulos sempre vão se passar depois de cada episódio ok? (Ou seja, esse aconteceu depois da coisa toda da Volpina e acho q Mila {assisti sem legenda então não sei ;-; } Então recomendo assistirem o episódio primeiro depois ler o capítulo. NARRAÇÃO DO MODELO PREFERIDO DA SÉRIE E O GATO MAIS AZARADO DO MUNDO.

Acordei mais cedo do que precisava naquele sábado.

Comecei com um belo banho e escovei meus dentes. Senti algo vibrando no bolso do meu casaco, era meu telefone. Havia recebido uma mensagem da Mila, o que é ligeiramente estranho vindo daquela hora:

—Adrien? Está acordado? -Ela perguntou.

—Acabei de acordar -Respondi

O que acha de estudarmos hoje as 3?

—Não dá minha irmã tem entrevista hoje

Mas sua irmã tem, não você

—Na verdade nós dois vamos ser entrevistados

Após isso, ela não escreveu nada, era como se ela tivesse simplesmente desistido de escrever algo.

Então pode ser amanhã?

—Sessão de fotos o dia todo

—Hm... que pena... De qualquer modo até segunda então.

—Tchau

Tchau.

Definitivamente, foi uma das minhas conversas mais estranhas com alguém. Sai de meus pensamentos e fui até o quarto de Mariana. Se tinha algo para definir aquele quarto, era : incrível. Ela sempre deixava a magia perambulando por algum lugar, hoje o secador de cabelo dela estava voando, espalhando um monte de coisas pelo chão, e ela, apenas dormindo, numa posição meio bagunçada, ela deitava de barriga para baixo, um braço estava do lado do rosto dela, o outro estava para fora da cama, uma perna estava na prateleira da cama, e o outro estava normal. Comecei a cutucar o braço dela:

— Que foi? Ainda nem amanheceu... -Ela disse sonolenta, esfregando os olhos e olhando para a janela, e a cortina a cobria.

—Já amanheceu sim. -Retruquei abrindo as cortinas. -Tá na hora de levantar, temos um dia cheio.

—Ai! -Ela disse ao ver a luz do sol. — Por que temos que acordar tão cedo? Preferia no orfanato. -Ela disse colocando o travesseiro no rosto.

—My sister já não foi uma princesa ou algo assim da realeza?

—Já, mas nunca fui rainha ou herdeira direta. Então meio que não tinha que seguir o horário real. E isso foi há uns... 1000 anos? Sei lá, já perdi a conta.

—Mas ainda sim temos um dia cheio. Esqueceu da entrevista?

—Pera, pera, pera. Hoje é sábado? -Ela perguntou sentando-se e colocando o travesseiro de lado.

—Sim. -Respondi me sentando na cadeira do computador dela.

—AI MEU KWA... DEUS! Tenho que escolher uma roupa! — Mariana falou saindo rápido da cama, porém, ao invés disso, ela caiu no chão.

—Nossa, você tá bem? -Perguntei ajudando-a a levantar.

— Nada comparando a cair acima de Notre Dame. -Ela disse se relembrando de ontem.

Notre Dame, 23:30 pm

—Então eu lembro de ter mais perguntas que não respondi para vocês. Querem perguntar? -Mariana perguntou.

—Hum. -Pensei um pouco. — Ei, tinha aquela coisa de você prever o futuro ou, sei lá. E do seu kwami ser fundido com a sua alma.

—Prever o futuro? -Ladybug perguntou.

—É, bem, eu consigo de vez em quando ver parte do futuro nos meus sonhos. Geralmente na lua cheia, não sei por quê. A parte do kwami, é por causa da maldição também, eu sempre sofro por causa da maldita canção, o kwami era para ser mais uma das coisas que receberia de herança se não fosse a maldição. -Ela disse simplesmente como se não se importa-se com a maldição e tudo.

— Eu me lembro de uma vez você ter falado "Nova nem tanto", o quê quis dizer com isso? -Ladybug perguntou escondendo algum detalhe.

—Ah... Essa vai ser mais difícil de explicar sem ahn... esquece. Bem, é que antes de eu vir morar na Mansão Agreste, eu conseguia ver as suas aventuras através dos seus miraculous, e as vezes Tikki e Plagg me visitavam, e não, não descobri as suas identidades através disso, foi o Mestre Fu que me falou.

—Você conhece o Mestre Fu? -Ladybug perguntou, acho que já ouvi Plagg falando sobre ele uma vez ou outra.

—Quem é Mestre Fu? — Perguntei.

—Mestre Fu é quem deu os miraculous para vocês, sempre que precisarem podem buscar ajuda com ele. Ele também é um portador do miraculous, mas não consigo enxergar o que ele faz pelo fato de não se transformar tanto. Ah, e a família do Mestre Fu é da mesma árvore que a minha, dai ele tem todo esse conhecimento de Kwamis e miraculous. Ele tem uma caixa com todos os miraculous e eu tenho a verdadeira que é cheia de mágica porém sem miraculous, ele só usa para escolher os portadores.

—Espera você disse que ele deu nossas miraculous para nós, e que você consegue ver através dos miraculous. Então... um de vocês sabem que é HawkMoth?

—Não, HawkMoth encontrou o miraculous por acaso. E ele vive num ambiente escuro, e geralmente não usa sua miraculous na forma civil, então não sabemos.- Mariana comentou tristemente.

—Eu lembro de você ter me falado que podia usar seus poderes sem estar transformada. Mostra para nós. -Apesar de já ter visto, queria descontrair o rumo da conversa.

—Ok. -Ela se levantou e destranformou-se. — Apenas observem meros mortais. -Nós três rimos enquanto ela ia para a ponta. Ela saltou e começou a voar ali mesmo. -Viu, tenho poderes mesmo destranformadaAAAAH! -Ela começou a cair. Eu e Ladybug pulamos para tentar pega-lá, mas falhamos e ela caiu no chão.

—Você ta bem? -Eu e Ladybug perguntamos preocupados.

—Tô. Eu não posso morrer, lembram. Ai! Devo ter quebrado algum osso. — Ela disse usando a mesma magia que usou para parar de arder minha bochecha quando ela chegou. -Pronto novinho em folha. -Ela disse se levantando como se nada tivesse acontecido.

—O que aconteceu? -Ladybug perguntou tentando entender o por quê ela parou de voar simplesmente do nada.

—As vezes acontece na forma civil. Não aperfeiçoei direito. Eu tenho medo de descobrirem minha identidade na forma civil então é mais provável de acontecer coisas assim.

Mansão dos Agreste, 06:55 a.m.

Ainda to em choque de ontem.

—Relaxa. -Mariana disse voando até o guarda-roupa. — Só acontece quando estou fora de casa, aqui é mais difícil de alguém ver então aqui é totalmente estável. -Ela disse começando a procurar entre as roupas. — Ahá! -Ela falou animada segurando uma regata preta.

—Ainda não deixa de ser preocupante. Tem certeza que consertou os ossos? — Perguntei nervoso e preocupado. E ela, estava pegando mais roupas -uma camiseta branca sem ombros, um shorts azul escuro e sandálias douradas de amarrar-.

—Sim, agora vou tomar banho. Tenta não quebrar meu quarto. -Ela disse indo ao banheiro e se referindo ao meu Cataclysm.

—Muito engraçado, voadora de araque. — Retruquei enquanto ela fechava a porta.

—Pelo menos tenho a magia fora da transformação. — Ela rebateu, fechando a porta e trancando-a.

—Agora ela te massacrou. -Disse Plagg. -Hum que cheiro é esse? -Perguntou Plagg indo em direção a mesa abaixo da televisão.

—É camembert Plagg. Pode comer. -Mariana falou através da porta.

—Eba! — Plagg comemorou.

—Posso mexer no seu computador? — Perguntei através da porta.

—Desde que não quebre. Agora, — Ela ligou o chuveiro. — Não fale mais nada comigo, eu não vou conseguir ouvir.

Eu me sentei e entrei no Ladyblog, comecei a ver algumas coisas que havia perdido por causa da rotina cheia. O que me chamou mais atenção foram os posts sobre a Mariana, ou melhor, Kwamy.

—Plagg, há quanto tempo Mariana é a Kwamy? — Perguntei me virando para trás, onde Plagg comia o camembert.

—Desde que descobriu sobre a mãe dela e tal tem uns... 3002 anos.

—Você e a kwami de Ladybug são mais velhos que ela?

—Sim, temos mais de 5000 anos, só 2000 de diferença. -Ele disse engolindo o que tinha sobrado do camembert.

—"Só" você diz. -Eu disse fazendo aspas com os dedos.

—Minha idade não é tão importante assim. -Ouvi a voz de Mariana atrás de mim, me virei rapidamente.- Como tô? -Ela perguntou, estava usando a regata preta e por cima a blusa branca sem ombros dando um efeito bem legal, usava aquele shorts e sandálias também. Ela tinha feito uma trança no cabelo ondulado dela para o lado esquerdo, e na orelha direita tinha uma flor.

—Ficou legal. -Falei. — Vamos tomar café?

—Antes, você vai mudar essa roupa.

—O que tem de errado com ela? -Perguntei olhando para minha camiseta.

—Você usa sempre, vamos usar algo diferente na entrevista, fique parado. — Ela disse e estalou os dedos, tive a mesma sensação de estar sendo transformado pelo Plagg, mas era Mariana usando sua mágica para trocar minhas roupas. -O que acha?

Olhei para baixo, eu estava usando uma camiseta verde claro com listras pretas de manga 3/4, uma calça jeans azul bem escuro quase preto, e tênis verdes da mesma cor da camiseta.- Não é meio roupa de frio? E meio "ele é o Chat Noir"?

—A gente vai ficar no ar o dia todo, e segundo, não, o Chat usa mais preto do que verde, e também você pode usar uma desculpa que gosta da Ladybug e Chat Noir como fã.

—Você sempre pensa em todos os detalhes?

—Não, eu só penso mais rápido por tantos anos de vivência. Agora vamos comer, to com fome. -Ela falou abrindo a porta e saindo, chamei Plagg, que foi para o bolso da camiseta, e começamos a descer até a sala de jantar, o café já estava esperando por nós.

—Hum, panquecas. -Eu disse me sentido um gato esfomeado, e logo corri para me sentar no meu lugar habitual, que agora não é mais tão habitual por que tem mais uma pessoa comendo ao mesmo tempo que eu.

— Tem panqueca com calda, waffles, ovos mexidos e frango?! Já falei que amo morar aqui? — Mariana fez essas perguntas retóricas com certeza com os olhos brilhando e com água na boca. — Vish, e agora, suco ou café? -Ela perguntou indecisa;

—Pra você, gatinha dorminhoca, devia ser café. — Falei mastigando um pedaço das panquecas.

—Não sabia que eu tinha virado um gato, e não sou dorminhoca. Devia considerar que eu quebrei meus ossos. -Ela disse cruzando os braços e fazendo uma falsa cara de emburrada. — Só vou tomar café, por que nada é melhor que café, de manhã. — Ela cedeu colocando leite, café e açúcar numa caneca.

—Você é teimosa por natureza ou puxou alguém?

—Provavelmente os dois. Meu deus! Estamos atrasados para a sessão de fotos! -Ela exclamou ao olhar para o relógio na parede. -Vamos Adrien, o Gorila deve estar esperando. — Ela me chamou ao levantar e corremos até o carro.

—Estão atrasados. -Disse Nataliê friamente nos esperando no carro.

—Desculpa. -Mariana e eu dissemos em uníssono.

O resto da manhã ficamos fazendo uma sessão de fotos para uma empresa qualquer que patricionou meu pai para fazer um novo outdoor para ajudar nas vendas deles. Foi entediante, e mesmo assim Mariana conseguia manter um sorriso radiante, e animada durante toda a sessão.

—Como consegue se manter assim? -Perguntei enquanto descansávamos um pouco da sessão.

—Eu já dei muitos sorrisos falsos quando era princesa, com muito mais frequência e tempo de duração, isso aqui é moleza comparando. -Ela justificou e bebeu alguns goles de água.

—Você tem muitas vantagens por ter mais de 3000 não?

—Bem poucas. -Ela disse e logo após deu uma risada meio sarcástica.

—Ei como era lá, tipo, no começo?

—Bem diferente, eu lembro de ter que usar vestidos longos e morria de calor, e ainda não existia eletricidade, encanamento, ou seja, tinha nem metade do que tem hoje em dia.

—Que sofrimento. -Eu disse arqueando as sobrancelhas.

—Comparando com hoje, sim, muito sofrimento.

Nossa conversa foi interrompida quando alguém nos chamou para terminarmos as fotos, logo após as sessões de fotos, fomos almoçar num restaurante um tanto refinado demais para meu gosto, primeiro, não iriamos encontrar nenhum dos nossos amigos, segundo, tinha praticamente gente adulta, e eu não podia conversar livremente com minha irmã durante o almoço.

Assim que saímos do restaurante, Nataliê nos deixou passar um tempo no parque perto da casa da Marinette, até as três da tarde.

—Marinette? -Mariana acenou para alguém do outro lado do parque, era realmente a Marinette.

—Ah! Oi Mariana, o-oi Adrien. -Marinette veio em nossa direção acenando. — Gostei das roupas.

—Vindo de você é um grande elogio. -Mariana disse deixando Marinette com as bochechas mais róseas.

—Verdade, como aspirante de designer é um grande elogio. -Comentei me lembrando de quando fui visitar ela há alguns dias e ela me falou sobre o sonho de ser designer tipo meu pai.

—Como sabe que eu quero ser designer? -Marinette perguntou. -D-Digo, sem ofender de alguma forma, mas não lembro de ter dito para você.

—A-Ah! A M-Mariana me contou ontem sobre isso, é legal você querer ser designer você é talentosa, ainda me lembro daquele chapéu coco. -Eu tentei disfarçar, colocando outras informações por cima. Esse era o lado ruim de ser um herói: ou você mente, ou omite.

—Oh! O-O-Obrigada, f-foi muito d-difícil usar? Você é pegico a alerginas, q-quer dizer, alérgico a lenas, digo... alérgico a penas.-Ela se atrapalhou e ficou vermelha, era fofo quando ela se atrapalhava desse jeito, mas ao mesmo tempo, era triste vê-la gaguejando apenas comigo como se tivesse algo contra mim.

—Não foi tão complicado, usei um antialérgico mas meu nariz continuou vermelho então tiveram que colocar bastante, argh... maquiagem e edição, mas foi até engraçado. -Dei uma risada fraca tentando eliminar a tensão, Marinette apenas sorriu.

—Hm... -Mariana soltou um suspiro pensativo, e isso atraiu o meu olhar e de Marinette.

—O que foi, Mari? Ta tudo bem? -Marinette perguntou, -só nesse momento eu havia percebido que as duas tem o mesmo apelido, Mari e Mari-.

—Tô, só to pensativa. Ah! Mari, o que você acha de você e a Alya irem comigo e o Adrien até nossa entrevista, nosso pai disse que podíamos levar duas pessoas cada um e o Adrien convidou o Nino. O que acha?

—Parece uma boa ideia, vou ver se ela pode ir. -Marinette pegou seu celular e ligou para Alya.

—Você nem notou não é? -Perguntei para Mariana ainda observando Marinette.

—O quê? -Mariana perguntou se virando para mim.

—Ela toda confusa segundos atrás quando conversava comigo, digo, ela tava conversando tão normalmente com você. E agora conversando normalmente com a Alya. -Apontei para Marinette ao telefone.

—Grr... Adrien já deu, ela não se atrapalha por que não gosta de você! Ela se atrapalha por quê é apaixonada por você e tem medo de falar besteira. — Mariana disse num tom alto, claro e confiante, demonstrando frustração, mas logo depois ela tampou a boca com as mãos com os olhos arregalados. -Não conte a ninguém que te disse isso especialmente para Chloé, Sabrina, Alya e a própria Marinette ok? -Ela perguntou seriamente. Eu concordei com a cabeça.

—Alya disse que vai depender de que horas, só para confirmar é hoje as três não? — Marinette me perguntou e fiz o sinal de positivo para ela num sorriso, ela imediatamente ficou vermelha.

—Acho que você ta certa... -Eu disse em voz baixa.

—Eu sempre to certa, gatinho. -Ela pressionou o dedo indicador no meu nariz e logo depois foi com falar com Marinette.

—Alya disse que nos encontraria lá junto com Nino, já são quase três, vamos? -Marinette perguntou animada, não estava gaguejando, o que me deixou mais animado para essa entrevista.

—Vamos! -Eu e Mariana dissemos em uníssono, e entramos no carro, e começamos o percurso até o estúdio de tv.

—Sério, as vezes tenho inveja de vocês. -Marinette comentou cabisbaixa quase num sussuro.

—Por quê? -Perguntei tentando olhar os olhos azuis dela.

—Vocês tipo, tem tudo, fama, dinheiro, digo, não me considero materialista e tal, mas vocês parecem ter mais facilidade nas coisas. -Ela disse desviando o olhar para o teto do carro.

—Bens materiais não são ganhar na vida. -Mariana falou sobriamente, mais cabisbaixa que a própria Marinette, ela escondia os olhos por baixo do cabelo, começamos a ouvir soluços vindo dela.

—Mariana você está bem? — Perguntei aproximando minha mão lentamente até o ombro dela, mas ela passou a palma da mão nos olhos e levantou a cabeça num sorriso, ela já me comentou que conseguia fazer vários sorrisos falsos, aquele até parecia verdadeiro, mas o nariz avermelhado denunciou.

—Mari, você não precisa se esconder quando quer chorar. -Marinette falou suavemente.

—Eu fui ensinada assim. -Ela disse num sorriso com os olhos fechados, porém escorria poucas lágrimas dos mesmos. -Esconder as lágrimas, Marinette, você não pode ajudar agora. O mesmo para você Adrien. -O carro parou, ela secou as lágrimas e saiu com um grande sorriso no rosto;

Notas finais
Pra quem não sabe:camisa, calças,meias 3/4, são que vão até metade do braço ou perna. Desculpa mais um capítulo sem graça, teria a entrevista aqui, mas, alonguei demais sem querer hehe. Nesse final que a Mariana chora, ela tava chorando por causa da Mãe dela, por que na família Kwamy, eles são super ricos, (não famosos por que os ruivos eram muito perseguidos) mas o que se compara ser rico, do que não ter família? Ain, até eu chorei aqui agora;