Notas iniciais
O fim para alguns e o início para outros.

Comecei a sair com esse tal de Tom, o do Smiths. Ele é um cara legal, bonzinho. Não tenho o que reclamar dele. Era divertido sair. A gente se deu bem, mesmo discordando sobre algumas pequenas coisas da vida. Mas não da pra concordar em tudo.

A gente até fez uma louca encenação num mostruário de um quarto mobiliado em uma loja de moveis. A reação da família de japoneses ao nos ver deitados na cama, foi hilária. Claro que não tão hilaria quanto no outro dia em que fomos ao parque.

– Grita Pênis.

– Eu não vou fazer isso.

– Grita, Tom!

– Não, eu…

– PÊNIS! — Gritei. Era divertida a reação dele.

– Para com isso. — Ele tinha ficado irritado. Era estranho. Adam ficava irritado com isso também, mas de um jeito diferente. Como se fosse meu pai e eu tivesse 10 anos e falasse ‘pênis’. É um irritado com carinho, entende?

– Oi Summy. — Era Adam do outro lado da linha. Sábado de manhã e ele estava me ligando. Confesso que fiquei feliz em ouvir a voz dele.

– Oi Adam.

– Eu to voltando. A gente podia sair?

– Ta… Quer dizer, claro. Porque não?!

Na manhã seguinte ele estava na porta do meu apartamento, em um terno preto lindo e com um enorme buque de flores. Eu odiava aquelas flores, mas o sorriso que ele dava ao me dar elas, espantava meu ódio sempre.

– Para onde vamos, senhor?

– Vamos… É surpresa.

Fomos ao nosso restaurante preferido. Era um bem caro que ficava no lugar da antiga cafeteria, onde nos conhecemos. Como o tempo passou rápido. Lembro daquele lugar cheio de jovens estudantes e pessoas sem o que fazer da vida, com seus amigos ou sozinhos, sentados nas mesas ou de pé nos balcões, conversando sobre todo tipo de besteira.

– É estranho, ne?

– O que? — Ele me sorria, aguardando minha resposta.

– O tempo. É bem estranho. Não acha?

– É. Passou bem rápido. Mas ainda bem que já passou, certo? — Pedimos risoto, que eu adorava, acompanhado de vinho, que eu não adorava. Mas pra não fazer papel de chata num restaurante caro como aquele, tomei.

– O que é isso? — Ele estava com uma pequena caixa preta de camurça, segurando uma de minhas mãos.

– Eu tenho certeza, mais do que eu já tinha antes, que você é o amor da minha vida. Quer se casar comigo, Summer? — Disse se ajoelhando. E foi ai que sabia que o amor acntecia pra todos. Aconteceu pra mim. De um jeito estranho, mas aconteceu. Depois de muito tempo, mas aconteceu.

Eu tive que tomar distancia do Tom. O casamento ia ser em breve e a gente não podia mais sair juntos. Eu ia me casar! E ele não entendeu isso. Não ficou feliz por mim. Não apareceu no meu casamento, mesmo indo a minha festa de aniversário. Ele simplesmente sumiu.

Me pergunto se o amor aconteceu pra ele também.

Espero que sim...

Notas finais
Pra quem quiser, tem a versão de como o Tom superou esses 500 dias. Só acessar minhas histórias. Espero que tenham gostado, beijinhos ;*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.