Além do que se vê

12 Capítulo 11 - Quartos


Notas iniciais
Amores, Sei que andei sumida, mas não é inteiramente culpa minha. Meu primeiro semestre na faculdade foi bem pesado, mas passei em todas as cadeiras, ainda bem! Então, vocês serão uma das minhas prioridades, pretendo postar vários capítulos esse mês de julho e tentar manter um ritmo antes de começar trabalhar. Então... Vamos ler? :3

PDV – Giulia

–Não. – respondi. – Não sou sua putinha para satisfazer seus caprichos, Victor. Não é assim que as coisas funcionam.

Victor me encarava incrédulo, sem acreditar.

Cansei de brincadeira. Agora é jogo sério.

Victor enrolou meu cabelo na mão de um jeito brusco.

–Não foi um pedido. Agora.

Devo ter feito uma cara bem de teimosa, porque ele, ainda com a mão no meu cabelo, puxando com força, me fez ficar de joelhos.

–Vai querer fazer isso de mãos livres ou vai ficar amarrada enquanto fodo sua boca?

–Mãos livres, por favor. – pedi.

Victor sorriu e respondeu:

–Boa menina.

Ele abriu a calça com uma mão só, abaixei a cueca preta com os dentes e olhei para ele.

–Todo seu. – foi-me dito.

Segurei a base com uma mão, olhei para seus olhos e envolvi a cabeça com os lábios e a língua.

Victor soltou um gemido baixinho.

Continuei a torturá-lo com a ponta da minha língua, massagear seu saco de leve, com a ponta dos dedos. A minha tortura era meramente temporária, só para deixa-lo bem excitado. Sempre gostei de brincar com os pontos fracos dos meus parceiros sexuais, para prolongar a sensação de prazer. Além de ser muito divertido, claro.

Deixá-los à minha mercê.

Victor soltava palavrões intercalados a gemidos. Eu olhava fundo em seus olhos enquanto chupava seu pau com vontade. Ele mal conseguia manter os olhos abertos.

–Anda, putinha. Me faz gozar nessa sua boquinha vermelha, vai. – ele gemeu, implorando.

Aumentei a velocidade e o ritmo das chupadas, fazendo-o gozar gloriosamente em minha boca, e não tive nenhum problema em engolir tudo.

Levantei e sentei em seu colo.

–Tudo bem aí, professor? – perguntei.

Victor respirava num ritmo descompassado. Suava frio.

–Sim. Agora, deita nessa cama e abre as pernas. Meu agradecimento depois de uma chupada tão gostosa.

Obedeci-o.

Victor deitou por cima de mim, esfregando seu pau duro na minha boceta já molhada, me beijando, borrando o que restava de batom em minha boca.

Novamente, ele segurou meu cabelo pela nuca, expondo meu pescoço.

Foi quando ele começou a descer com a boca pelo meu corpo, devagar, mas com força e desejo, deixando marcas pelo meu pescoço e colo. Quando chegou no sutiã, arrancou-o de uma maneira brusca e o jogou num canto qualquer daquela suíte.

Ele continuou a deixar marcas em um seio, enquanto entretia o outro com a ponta dos dedos.

Eu sentia o meio das minhas pernas contrair, encharcando a calcinha, minha pele arrepiar por onde suas mãos, boca, língua, ou qualquer parte dele me tocava. Era uma sensação muito intensa.

Ele continuava a descer. Meu corpo ainda se contorcia. Minha respiração era muito irregular.

Depois de muito implorar, ele me fodeu.

De quatro. 69. De bruços. Papai-e-mamãe. De lado. De joelhos. De pé.

Na cama. No sofá. No chão. No chuveiro. Na banheira. Na sacada.

Durante a noite quase que inteira, numa maratona deliciosa de sexo.

Mas, embora ele fosse bom de cama, era algo vazio. Por mais que fosse delicioso, éramos nós dois no quarto e só.

*

PDV – Cristina

Acordei nua numa cama que não era minha.

O que raios aconteceu?

–Bom dia, flor do dia. – Disse Sandra, usando apenas um robe de seda, entrando no quarto que não era meu, mas sim o dela, com duas canecas de café fumegante, eu conseguia ver a fumaça.

Ela sorriu para mim, de uma forma doce.

–Sandra, o que aconteceu? – perguntei, confusa.

Ela suspirou e respondeu:

–Você realmente não lembra?

–Não. Por que estamos no seu quarto? Onde estão minhas roupas? O que fizemos ontem à noite?

Ela olhou para mim, ainda de forma gentil, e disse, sem pestanejar:

–Cristina, nós fomos para o hotel, você viu Victor com outra mulher, bebeu quase duas garradas de vodka sozinha, ficou muito bêbada, e eu trouxe você para cá. Você que pediu. Você vomitou, eu te dei banho, coloquei uma camisola minha em você e te deitei na cama, fui para sala... – ela respirou fundo. – Mas você não queria dormir sozinha. Sentei na cama, você ficou deitada ao meu lado. Você tentou me beijar. Disse que queria alguém essa noite, que sempre teve curiosidade em ficar com uma mulher. Você insistiu, tentou, até que você pulou em cima de mim e me beijou. Nós transamos durante boa parte da noite. Você não se lembra de nada?

Escondi o rosto com as mãos.

Que vergonha. Eu tinha transado com outra mulher. Uma colega de trabalho, uma amiga. Eu nunca tinha revelado meu lado bissexual para ninguém, nem meus desejos mais secretos.

–Sandra, eu... Não, não me lembro de nada. Mas... Você é lésbica? Por que você não me afastou?

–Cristina, eu sou bissexual. Nunca comentei porque minha opção sexual só diz respeito a mim e às pessoas com quem me relaciono de forma mais íntima. E eu tentei te afastar. Por Deus, eu tentei. Disse que queria fazer isso com você sóbria, que você era uma mulher atraente, que eu já tinha um certo interesse em você, mas... Mas você não me largava. Você chegou a me deixar um chupão no pescoço, marcas de unhas nas costas, marcas de mão na minha bunda. Puxou meu cabelo, falou sacanagem no meu ouvido. Eu resisti até onde deu. Desculpe-me.

Corei tal qual uma pimenta.

–Eu que peço desculpas. Não deveria ter bebido, ou nada do que fiz ontem. – sacodi a cabeça.

–Eu fui sua primeira mulher? – perguntou.

–Sim. E eu preciso ir para casa, onde estão minhas roupas? – perguntei, nervosa, inquieta.

–Cristina, fique calma. Isso não é motivo para vergonha. Suas roupas estão na máquina de lavar, separei uma muda de roupas minhas para você. Quer um pouco de privacidade? Posso te deixar sozinha.

–Por favor. Preciso refletir sobre tudo isso. E me vestir.

Ela assentiu, indicou que as roupas estavam em cima da cama e saiu, fechando a porta logo atrás.

Vesti-me às pressas, tentando absorver aquilo da melhor forma. Eu me sentia envergonhada, adúltera, inconsequente...

Mas não podia mudar o que tinha feito. Como eu ia encarar o mundo lá fora? Como iria olhar para Sandra?

Peguei minha bolsa, chamei um táxi, saí do quarto.

Sandra estava na cozinha.

–Sandra, depois conversamos, eu preciso ir para casa. Eu estou muito confusa, não sei o que pensar, preciso passar um tempo sozinha. Chamei um táxi e ele já deve estar chegando.

–Mas eu posso te levar em casa, Cristina... No entanto, se você prefere assim, pode ir. – ela disse, ainda gentil, embora decepcionada. Ela pareceu entender que preciso de espaço.

Saí de seu apartamento sem dizer uma palavra sequer.

Entrei no táxi, apenas dizendo um “bom dia” seco ao taxista e informando-o meu endereço.

Minha mente estava enlouquecendo com o turbilhão de pensamentos.

*

Entrando em casa, completamente atordoada e confusa, usando uma roupa repleta do perfume da mulher com quem passei a noite, vejo Victor sentado à mesa da cozinha, com uma caneca de café, lendo o jornal, usando roupas que lhe eram costumeiras para o ambiente caseiro.

Ótimo. Até ele chegou antes de mim.

Sem tirar os olhos do jornal, Victor diz:

–Bom dia, Cristina. Como vai? Posso saber onde você dormiu?

Dei um riso irônico:

–Claro. Se me disser quem era a loira do hotel lá na Beira Mar.

Ele ergueu o olhar.

Seus olhos tinham uma expressão gélida.

–Acho que vamos todos ficar sem resposta, não é? – ele dobrou o jornal, virou o resto do café na caneca, levantou, colocou-a na pia, guardou o jornal. Tudo isso numa calma que não parecia ser dele. Ele também está errado. Dois errados não fazem um certo, mas ainda assim...

Ele deu as costas e saiu andando da cozinha, tranquilamente.

Virei-me e falei alto o suficiente:

–Eu vou descobrir, Victor. Não hoje, não agora. Mas eu vou. Vocês dois, a loirinha e você, que me aguardem. Não vou deixar isso barato, maridinho. – prometi.

Ele se virou para mim, ainda com o mesmo olhar gélido:

–Pode descobrir. Se é nessa brincadeira que você quer entrar, faça o que bem entender. Mas não jogo limpo. Que vença o melhor.

Ele deu as costas e continuou andando.

Notas finais
E então, o que acharam? Deixem a opinião de vocês!