Notas iniciais
Mil desculpas, pela demora pra postar, eu havia perdido a inspiração. Eu queria agradecer a Viih Swan por favoritar a história, Rukia Kuchiki por comentar e em especial a Sah chata Almeida(Brinks) por me incentivar tanto. *--* Esse capítulo é como uma introdução, mostra como as personagens principais se conheceram. Sei que ficou um pouco grande, mas é um brinde por ter demorado tanto kk
Tenham uma boa leitura!!!

09/10/1988

- Afinal o que você quer de mim, Thiago? Dei-te todas as chances do mundo, mas ainda sim você continua errando comigo. Eu não aguento mais, estou terminando de vez com você!

-Tem certeza Isabelle? E onde você vai morar? Afinal você mora comigo.

- Eu não dependo de você, ao contrário do que você pensa, há alguns meses eu venho procurando um apartamento para morar e, além disso, eu já ganho o bastante no meu trabalho pra me sustentar. Adeus Thiago!

Inconformado, ele deu de ombros e seguiu seu caminho, foi ai que notei que eu estava em um lugar desconhecido, olhei para o lado e vi apenas uma garota sentada em um banco na calçada, juntamente com seu cão. Como eu não estava me aguentando mais em pé e estava prestes a desabar, fui-me sentar ao lado dela. Fiquei um tempo sem falar nada, apenas observando a garota ao meu lado, ela era linda! Não deixei de notar que ela tinha o olhar fixo no chão.

- Desculpe-me a intromissão, mas acabei escutando a sua discussão. — Ela pegou minha mão e continuou. — Bem, não chore. Você, com certeza vai achar alguém muito melhor do que ele, afinal você é linda.

Fiquei em silêncio por alguns segundos, era impossível não se apaixonar por uma voz tão linda igual à dela.

- Não se preocupe, eu estava discutindo na rua, dificilmente alguém não prestaria atenção no que estava acontecendo. Ah e obrigada pelo elogio...

O silêncio pairou novamente, até que o cão dela deitou-se entre nossas pernas, e olhou fixamente pra mim como se quisesse carinho. Sem pestanejar, eu comecei a acariciá-lo.

- Qual o nome desse cão adorável? — Perguntei-a.

- É Bernard. E o seu nome é Isabelle, certo?

- Sim. — Eu ia perguntá-la como sabia meu nome, até que lembrei que o Thiago gritou-o para os quatro cantos do mundo, ouvir. — E o seu nome? Qual é?

- Samantha, mas pode me chamar de Sam.

- Sam, foi bom conversar contigo, mas eu ainda tenho que procurar um lugar pra ficar.

- Isabelle, já é tarde da noite, e tenho certeza que você não faz ideia de onde está. Se você quiser pode dormir na minha casa hoje. — Ela se virou de costas e apontou para a casa.

Olhei para trás, mas minha mente estava paralisada no som da voz dela, ao pronunciar meu nome, meu coração acelerou. O Bernard latiu pra algo e eu saí do meu transe, percebendo o que ela estava dizendo.

- Não, não. Você mal me conhece, como pode me convidar pra dormir em sua casa?

- Eu tenho um pressentimento bom sobre você. Não se intimide, eu sei que você é uma boa pessoa. — Eu ia questionar até que ela levantou e me puxou pra me levantar também. — Vamos!

Eu estava triste demais pra me fazer de forte naquele momento, então cedi. Bernard, preso na coleira, parecia que a estava guiando. Notei que a casa dela tinha apenas um andar e rampas anti-deslizante ao invés de escadas. Nos corredores tinha uma espécie de carpete em auto-relevo, levando para os demais cômodos da casa, as portas eram bem largas e os cômodos bem amplos e espaçosos, com poucos itens decorativos. Eu estava com tanto sono que nem me preocupei em pensar o porquê da casa dela ser assim.

- Bom, minha casa tem apenas um quarto, então pode dormir comigo. — Fiquei olhando a sala dela, não tinha TV, mas tinha uma estante mediana, cheia de livros, um sofá e em frente um aparelho de som.

A casa dela era pequena, mas bem aconchegante. Chegando ao quarto, ela tirou a coleira de Bernard, que deitou em um tapetinho bem ao lado da cama. Pegou uma camisola em seu guarda-roupa, estendeu-a mim e pegou uma blusa bem larga e foi ao banheiro se trocar. Ela voltou apenas de calcinha e blusa, meu coração disparou novamente e me apressei a ir me trocar. O banheiro era bem grande, tinha uma banheira e corrimãos, eu me troquei e logo saí. Ela já estava deitada. Eu fiquei olhando-a, tentando encontrar uma palavra que a descrevesse...

- Isabelle, venha deitar.

- Estou indo. — Passou um tempo deitei-me ao lado dela, depois de apagar o abajur, ela se virou pra mim e foi a primeira vez que a olhei nos olhos. Logo depois, adormeci.


Notas finais
Por favor comentem, me digam o que acharam, o que tenho que melhorar.
Obrigada por lerem.