Além do que já notei
4 Longo dia
– Me mostre sua arma.
Melody tirou a espada da bainha. Emily a encarou, assustada:
– Fúria negra. Onde você a conseguiu?
– Aquele... Qual o nome mesmo? Marc. Ele me deu. Por quê?
– Não, nada... – “Isso é muito raro, só um espadachim o teve, como Marc teria uma dessas consigo, e porque a deu a uma iniciante?” Pensava Emily. Depois de tanto pensar:
– Eu ia melhorar teu equipamento, mas a espada que você ganhou é muito boa. Então, podemos começar. O treinamento de hoje é sem magia e você irá começar com monstros da floresta bem fracos.
Melody concordou com a cabeça.
– Vou atacar o primeiro monstro que aparecer, e no segundo você repetirá meus movimentos.
Melody concordou.
– E tome cuidado. Apesar de eles serem fracos, quando percebem que um de sua espécie está em perigo, eles se aglomeram. E você, por ser inexperiente, pode ficar gravemente ferida.
– Tá bom. – Disse Melody, arrepiada.
Elas começaram a vasculhar a floresta.
– Silêncio, eles estão por perto. – Cochichou Emily.
Emily tirou sua espada da bainha e o monstro apareceu. Eram como arvores sem folhas andando e berrando agudo sem parar. Emily com um golpe a derrotou.
– Sua vez.
Emily abriu espaço e Melody com dificuldade, tentava puxar sua espada.
– Essa é uma espada de duas mãos. – “Que desperdício, uma espada lendária nas mãos dessa... dessa... dela!”.
Melody então conseguiu tirar a espada.
– Se prepare!
Melody andou alguns passos para trás para conseguir impulso.
– Vai!
Então começou a correr em direção a árvore confiante e...
– Não acredito Melody.
– Eu não tive... Desculpe.
– Deveria ter o deixado te machucar! Como você conseguiu escorregar?
– Foi uma pedra.
– Que pedra?! Não tem nenhuma por aqui!
– Me ajude a levantar, minha cabeça dói.
– Mereço... Um ano sem tocar em minha espada e agora isso. Anda, me dê sua mão e vamos procura o Jhon.
– Por quê?! Ai, que dor...
– Ele é feiticeiro e pode te curar.
– Achei que aqui só existissem espadachins.
– Existem vários tipos de classes, espadachins é o que contém menos pessoas.
– Por quê?
– Me lembre de um dia te contar porque é uma longa história. Já aprendeu a teletransportar?
– Não...
– Ás vezes eu esqueço que sou eu a sua mestra. Entrelace teus dedos, pense no lugar que quer ir, e logo em seguir pense em “teletransporte.”
– Okay, mas para onde “eu quero” ir?
– Arredores 73, casa dos Liners.
– Liner?
– Sobrenome de Jhon. Mas você está muito fraca para se teletransportar sozinha, então me dê a mão.
Melody então estendeu a sua mão, com um pouco de frio na barriga. Estava sentir uma sensação que nunca sentiu na vida. Fechos os olhos e...
– O que?! Já chegamos?
– Ei, Jhon.
– Oi Emily, oi menina bonita.
Emily olhou para Melody com uma cara de sínica, mas por pouco tempo.
– Essa tonta...
– Ei, não fale assim de mim! Ai, que dor!
– Não grita animal! Esse ser caiu. Poderia cura-la?
– Claro.
Jhon se aproximou de Melody, fez alguns movimentos e sussurrou algumas palavras.
– Pronto.
– Oh! Não dói mais, obrigada! – Disse Melody, o abraçando.
– Ei Melody, não se esqueça de que você têm namorados.
– Quem dizer “namorado” né? No singular.
– Não.
– Mas eu só namoro o Lawrence.
– Pode até ser, mas saiba que o Jason gosta de você.
– O que?! Como assim?!
– Olha só, você não avisou ninguém de lá que sairia, é melhor você voltar ao mundo humano.
– Como você faz com sua família?
– Eu sou uma legítima Nistenium. – Sorriu Emily, enquanto Jhon começava a não gostar da conversa.
– Como assim?
– Meus pais são nisteniuns, enquanto...
– Não fala Emily! – Gritou Jhon.
– Você é fruto de um humano e um nistenium. – riu Emily.
– Então... Meu pai...
– Não acredito que você disse Emily! Por quê? Você sabe que não deveria! Melody, por favor, vá pra casa.
– Tá...
Melody saiu então, um pouco atordoada e pode ouvir alguns berros de Jhon.
– Por que Emily? Você sabe o que aconteceu com o pai dela e as regras de papai foram bem claras! Se ele descobrir o que você fez...
Melody se teletransportou e logo saiu do mundo Nistenyém. Chegou em casa e já ouviu sua mãe:
– Melody, onde estava?
– Eu saí com a Emily, mãe.
– Onde vocês foram?
Melody ignorou a pergunta, fechou a porta e trocou de roupa. Depois, se deitou e começou a pensar: “Ela disse... Ela disse... Será que então meu pai... Será que foi por isso que ele foi embora? Mas qual o problema de ele ser um nistenium e minha mãe uma humana? Por que... papai... Eu te amava tanto... Não gostava de mim? Papai...” Ela pensava tanto que até chegava a se perder em seus próprios pensamentos. Algumas horas depois ouviu alguém batendo na porta de seu quarto.
– Quem é?
Fale com o autor