– Me mostre sua arma.

Melody tirou a espada da bainha. Emily a encarou, assustada:

– Fúria negra. Onde você a conseguiu?

– Aquele... Qual o nome mesmo? Marc. Ele me deu. Por quê?

– Não, nada... – “Isso é muito raro, só um espadachim o teve, como Marc teria uma dessas consigo, e porque a deu a uma iniciante?” Pensava Emily. Depois de tanto pensar:

– Eu ia melhorar teu equipamento, mas a espada que você ganhou é muito boa. Então, podemos começar. O treinamento de hoje é sem magia e você irá começar com monstros da floresta bem fracos.

Melody concordou com a cabeça.

– Vou atacar o primeiro monstro que aparecer, e no segundo você repetirá meus movimentos.

Melody concordou.

– E tome cuidado. Apesar de eles serem fracos, quando percebem que um de sua espécie está em perigo, eles se aglomeram. E você, por ser inexperiente, pode ficar gravemente ferida.

– Tá bom. – Disse Melody, arrepiada.

Elas começaram a vasculhar a floresta.

– Silêncio, eles estão por perto. – Cochichou Emily.

Emily tirou sua espada da bainha e o monstro apareceu. Eram como arvores sem folhas andando e berrando agudo sem parar. Emily com um golpe a derrotou.

– Sua vez.

Emily abriu espaço e Melody com dificuldade, tentava puxar sua espada.

– Essa é uma espada de duas mãos. – “Que desperdício, uma espada lendária nas mãos dessa... dessa... dela!”.

Melody então conseguiu tirar a espada.

– Se prepare!

Melody andou alguns passos para trás para conseguir impulso.

– Vai!

Então começou a correr em direção a árvore confiante e...

– Não acredito Melody.

– Eu não tive... Desculpe.

– Deveria ter o deixado te machucar! Como você conseguiu escorregar?

– Foi uma pedra.

– Que pedra?! Não tem nenhuma por aqui!

– Me ajude a levantar, minha cabeça dói.

– Mereço... Um ano sem tocar em minha espada e agora isso. Anda, me dê sua mão e vamos procura o Jhon.

– Por quê?! Ai, que dor...

– Ele é feiticeiro e pode te curar.

– Achei que aqui só existissem espadachins.

– Existem vários tipos de classes, espadachins é o que contém menos pessoas.

– Por quê?

– Me lembre de um dia te contar porque é uma longa história. Já aprendeu a teletransportar?

– Não...

– Ás vezes eu esqueço que sou eu a sua mestra. Entrelace teus dedos, pense no lugar que quer ir, e logo em seguir pense em “teletransporte.”

– Okay, mas para onde “eu quero” ir?

– Arredores 73, casa dos Liners.

– Liner?

– Sobrenome de Jhon. Mas você está muito fraca para se teletransportar sozinha, então me dê a mão.

Melody então estendeu a sua mão, com um pouco de frio na barriga. Estava sentir uma sensação que nunca sentiu na vida. Fechos os olhos e...

– O que?! Já chegamos?

– Ei, Jhon.

– Oi Emily, oi menina bonita.

Emily olhou para Melody com uma cara de sínica, mas por pouco tempo.

– Essa tonta...

– Ei, não fale assim de mim! Ai, que dor!

– Não grita animal! Esse ser caiu. Poderia cura-la?

– Claro.

Jhon se aproximou de Melody, fez alguns movimentos e sussurrou algumas palavras.

– Pronto.

– Oh! Não dói mais, obrigada! – Disse Melody, o abraçando.

– Ei Melody, não se esqueça de que você têm namorados.

– Quem dizer “namorado” né? No singular.

– Não.

– Mas eu só namoro o Lawrence.

– Pode até ser, mas saiba que o Jason gosta de você.

– O que?! Como assim?!

– Olha só, você não avisou ninguém de lá que sairia, é melhor você voltar ao mundo humano.

– Como você faz com sua família?

– Eu sou uma legítima Nistenium. – Sorriu Emily, enquanto Jhon começava a não gostar da conversa.

– Como assim?

– Meus pais são nisteniuns, enquanto...

– Não fala Emily! – Gritou Jhon.

– Você é fruto de um humano e um nistenium. – riu Emily.

– Então... Meu pai...

– Não acredito que você disse Emily! Por quê? Você sabe que não deveria! Melody, por favor, vá pra casa.

– Tá...

Melody saiu então, um pouco atordoada e pode ouvir alguns berros de Jhon.

– Por que Emily? Você sabe o que aconteceu com o pai dela e as regras de papai foram bem claras! Se ele descobrir o que você fez...

Melody se teletransportou e logo saiu do mundo Nistenyém. Chegou em casa e já ouviu sua mãe:

– Melody, onde estava?

– Eu saí com a Emily, mãe.

– Onde vocês foram?

Melody ignorou a pergunta, fechou a porta e trocou de roupa. Depois, se deitou e começou a pensar: “Ela disse... Ela disse... Será que então meu pai... Será que foi por isso que ele foi embora? Mas qual o problema de ele ser um nistenium e minha mãe uma humana? Por que... papai... Eu te amava tanto... Não gostava de mim? Papai...” Ela pensava tanto que até chegava a se perder em seus próprios pensamentos. Algumas horas depois ouviu alguém batendo na porta de seu quarto.

– Quem é?