Além de A
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Tive a ideia para essa one-shot quando estava no caminho para escola. É evidente que eu não aguentei: escrevi e postei mesmo. u-u
Bom, aqui vão alguns avisos:
1) Para entender a história e o contexto, é recomendável que você tenha lido Death Note: Another Note ou ao menos conheça os personagens.
2) BOA LEITURA!
Chovia intensamente em Winchester e, com isso, a temperatura caía consideravelmente. No entanto, o clima era de empolgação e festa na Wammy's House. Muitos superdotados conferiam seus testes recém-corrigidos, outros aglomeravam-se em um corredor ao redor de um garoto alto e pálido. Este bagunçou os fios loiros de seu cabelo e enfim tomou coragem para averiguar seu resultado. Pelo ranking, sabia que havia ficado em primeiro lugar, mas não sabia sua nota. Olhou para o papel em sua mão, ficou estático por um segundo. Todos observaram que ele se sentia acuado e parecia que começaria a chorar.
— Não precisam ficar tão curiosos — resmungou com o típico mau humor que lhe acometia na entrega dos testes. — Meus resultados ainda não foram satisfatórios. Se eu quiser suceder L, preciso melhorar — e tentou sair do meio do montante de alunos curiosos e professores puxa-sacos. Quando encontrou uma lixeira, amassou sua prova e jogou nela.
Ia subir as escadas para chegar até seu quarto, mas foi pedido por alguém quando estava no quarto degrau. Não se atreveu a olhar para trás, pois já sabia que intensos olhos vermelhos lhe encaravam e ele seria obrigado a explicar tudo que sentia.
— A, precisamos conversar. — Beyond foi direto. Além disso, o timbre de sua voz era sério e firme. Soltou o braço de A assim que o mesmo virou-se e passou a prestar atenção no que ele tinha a dizer. — Agora.
A concordou, tendo um semblante visivelmente triste. Odiava do fundo de sua hipotética alma desabafar, conversar sobre o que estava sentindo; certamente L não precisava disso, então por que ele precisaria? Todavia, conhecia as capacidades de B e as chances de escapar daquela conversa eram mínimas. O moreno tomou a frente nas escadarias, fazendo um sinal para que o loiro o seguisse. Em seguida, colocou suas mãos nos bolsos e subiu os degraus restantes com sua típica postura curvada. A acompanhou-o, até que chegaram em um quarto com o dizer “B” na porta de madeira um tanto antiga. Os dois entraram conseguintemente.
O quarto de Beyond era um tanto obscuro. Em sua maior parte, tinha detalhes em preto, branco e alguns pequenos objetos em vermelho. Uma escrivaninha ocupava a parede central do cômodo, tendo sobre si um computador. Uma cadeira encontrava-se encostada na escrivaninha, embora que desajeitadamente. Vários papéis e bonecos de palha estavam espalhados pelo chão, assim como alguns livros ocultistas.
B estendeu a cadeira de sua escrivaninha para A. O garoto recusou, mas agradeceu pela cortesia e passou a andar pelo quarto de seu amigo. Notou que alguns daqueles papéis jogados pelo chão continham diversas anotações, manchetes e artigos sobre diversos casos resolvidos por L. Outros ainda discutiam, especulavam, sobre a verdadeira identidade do detetive.
— Você continua com isso. — A sussurrou, embora soubesse que Beyond poderia escutá-lo. — B, eu estive pensando seriamente em uma coisa. Deveríamos fugir da Wammy's House, tentar uma vida longe de tanta pressão. Tenho certeza de que conseguiríamos ter um emprego, resolver alguns casos para ter um dinheiro extra.
Beyond deu um sorriso amarelo. A proposta de viver tranquilamente com seu amante e amigo era tentadora, mas não o suficiente para fazê-lo desistir de ser melhor que L. Não quando ele estava tão próximo de ter o caso perfeito. No momento, seu desejo, ou melhor, sua obsessão, era maior. Se realmente quisesse prosseguir naquele relacionamento, por ora às escondidas, A precisaria entendê-lo e ser paciente.
— Não posso. — B afirmou. Era evidente que estava convicto e que não desistiria. — Eu realmente te amo, A. Mas preciso fazer isso por nós dois, por tudo que vivemos. Quando tudo estiver acabado, viveremos como você quiser.
A suspirou, convencido de que seria impossível fazer Beyond Birthday voltar atrás. O moreno era teimoso e um tanto infantil quando acreditava estar certo.
— Certo, sou obrigado a concordar. Entretanto, não ficarei para trás. — lágrimas começaram a cair no rosto alvo do loiro. B tratou de se aproximar e enxugá-las para, em seguida, iniciar um beijo calmo e delicado que durou até os pulmões dos dois implorarem por mais um pouco de ar. — L com certeza não nos ignorará.
Então, A deu um selinho de despedida em Beyond e saiu, deixando o moreno sozinho com os próprios pensamentos. Horas depois, chegou a todos do orfanato que o número um na linha de sucessão, A, havia se suicidado e que o segundo, B, fugira.
Notas finais
Então, gostaram?
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