Além das Sombras

1 Inicio das Artes


Atlanta, Nova York, Universidade de Artes Médici

21/11/2015 09:00hrs

Os raios de sol adentravam as grandes janelas de vidro, banhando prateleiras e livros com o seu calor, as largas, grossas e pesadas janelas de madeira da biblioteca estavam abertas deixando a leve brisa do campo de pinheiros entrar e brincar com os cabelos dos alunos que estavam presentes, o movimento era pequeno devido ao início das aulas, escutava — se apenas o som do grande relógio, imponente e de grande beleza doado por uma antiga família da Itália, segundo seus documentos históricos, ela funciona a mais de 500 anos e nunca parou de realizar o seu serviço, alguns dizem que é por ele ter sido feito pelos antigos e outros acreditam que ele funciona devido a um ritual macabro, coisa que acho meio fictícia.

De 2 em 2 anos a senhora Paolla Aandreizzi, sua verdadeira dona, vinha da Itália para ver como esta as condições do relógio, segundo algumas línguas soltas, está senhora só se locomove a esta distância devido ser uma grande apreciadora e zeladora, daquilo que um dia já foi de sua família.

— Licença, Senhor Petrovan? – Disse uma mulher de meia idade esguia com longos cachos brancos que estavam todos muito bem alinhados, no qual seguia uma sintonia própria dele, seus olhos são cheios de vida em tons amendoados como a de uma garota jovem, sua boca um risco no qual estava desenhado por causa de um leve batom rosa, vestia seu casual terno preto sob medida e com a saia sempre abaixo do joelho.

— Diretora? O que a senhora faz aqui na biblioteca? Aconteceu alguma coisa?

— Não Michael, vim apenas ver como está indo seu primeiro dia e dar as boas-vindas ao time da universidade.

— Ah! Obrigado, mas para ser bem sincero confesso que estou meio nervoso ainda.

— Pare com isso meu jovem, você foi um dos melhores alunos desta universidade, mais do que ninguém conhece o mundo das artes e esta biblioteca na palma das mãos, além de ser muito zeloso é popular entre a galera — Dando um leve toquinho em meu braço e continuado a falar sobre as regras da biblioteca, embora eu já soubesse de todas.

O cheiro de café exalava na cafeteria, finalmente alguns minutos de tranquilidade e de visão da vida fluindo naturalmente fora daqueles salões e sentando em minha poltrona preferida. Uma mulher gorda de trinta anos, vestida de branco e com seios fartos veio me atender com o bloquinho em uma das mãos e tirando uma caneta como uma pelúcia rosa na ponta atrás da orelha direita desmanchando seu intacto cabelo que estava preso em um rabo de cavalo.

— Bom dia, Professor Petrovan, o que o senhor deseja hoje nesta bela manhã? — Soltando um sorriso amarelo maroto.

— Diana sem essa por favor, só porque me formei no ano passado, não significa que você tenha que me tratar de maneira diferente.

— Rsrsrsrrs, ok Michael estava brincando, mas diga o que deseja comer, o de sempre?

— Como assim o de sempre?

— Cappuccino sem cafeína, bronner de blue berry e uma salada de frutas sem leite condensado.

— Nossa, sou tão transparente assim?

— Não, é porque você sempre pediu isso e além disso como você não engorda comendo tudo isso todo santo dia?

— Exercício?

— Um dia irei com você então.

— Ok, estarei lhe esperando amanhã às 7 horas no centro da cidade, vamos vir correndo de lá para cá, o que acha?

— Acho que você quer me ver morta — Mostrando careta — Vou fazer seu cappuccino.

Enquanto esperava, assistia o noticiário da manhã o Atlantes York News, na qual era anunciado o rouba da famosa máscara de morte de Dante, segundo o repórter os ladrões a pegaram e em seu lugar foram deixadas pétalas negras junto com um bilhete todo escrito em uma língua morta.

— Que horror! — Disse Diana chegando com o meu pedido.

— Sim, como alguém teria coragem de roubar uma obra deste calibre, além do mais, porque será que apenas ela foi roubada, museu dos Medicines possui diversas outras obras muito mais valiosas, suas salas são repletas de segurança, câmeras e precisa passar pela sala dos quinhentos, é um salão enorme.

— Também não sei porque de tudo isso, além disso ela era é uma coisa horrível, me dá arrepios de ver em fotos imagine o vivo, como vocês gostam disso?

— Gostando, horas é uma obra renascentistas, uma obra única.

— Sei, mas eu ainda prefiro aquelas em que tem homens forte e sarados.

— Kkkkkkk, você é de demais Diana.

— Eu sei, sempre causo boas impressões nos homens bonitos, por falar em homem bonito aí vem o professor Thompson está chegando, estou bem arrumada?

— Sim.

— Vou lá então, se você quiser mais alguma coisa peça para Maggie.

— Vai lá.

Ela sempre ia remexendo seu grande quadril quando era para atender o professor Thompson, um homem de 40 anos de olhos verdes penetrantes e de alguns cabelos grisalho, com um excelente porte físico invejado, muito famoso no mundo das artes e de traduzir símbolos.