Notas iniciais
Passei muito tempo sem postar, mas consegui escrever esse e mais outro capítulo.

Voltei para sala de mãos dadas com Filipe. O que causou um certo alvoroço. Fomos alvos de dezenas de olhares frios e maldosos e também de alguns cochichos. Mas Filipe não parecia nem um pouco irritado. Eu o admirava por isso.

— Acho que viramos notícia — comentei.

Filipe apenas riu.

— Isso n-não in-incomoda você? — perguntei com a voz tremendo.

Filipe se sentou em sua carteira e me olhou piedoso.

— Fique tranquila — ele disse. — Não deixarei eles te machucarem.

Assenti cautelosamente.

...

O último sinal tocou e suspirei aliviada. Estava livre.

— Posso te levar pra casa? — perguntou Filipe tomando minha mão quando me levantei.

— E por que não?

Consegui sorrir.

Conseguimos sair da escola sem arrancar olhares desconfiados de mais alunos, o que me deixou mais tranquila.

— Eu ligo pra você — Filipe me prometeu quando chegamos ao portão de casa.

— Tudo bem. Quer entrar? — ofereci.

Ele balançou a cabeça.

Encarei meus próprios pés quando ficamos em silêncio.

— Desculpa por ser idiota ás vezes — falei.

Filipe se aproximou de mim.

— Você é um desafio que eu quero tentar — ele declarou.

— Devo levar isso como um elogio?

Ele sorriu e depois tirou os óculos.

— Você é inteligente o bastante para interpretar minhas palavras.

Depois disso ele me beijou.

...

Conferi minha agenda e percebi que já estava a mais de um mês sem qualquer crise. Era um record de minha parte.

Levantei da cama para contar a boa notícia para minha mãe quando senti meu celular vibrar.

Peguei o aparelho, feliz, esperando encontrar o número de Filipe, mas vi apenas uma mensagem. De um numero desconhecido.

"Atrás do supermercado da sua rua. Se você não aparecer... Não queira esperar as consequências"

Semicerrei os olhos perante aquela mensagem. Poderia ignorá-la simplesmente, mas, quando se é impulsiva como eu, ignorar uma ameaça é quase impossível.

Então eu fui.

Notas finais
Mereço algum comentário? Meus leitores, vocês existem?