Além da escuridão.
19 Capítulo 19
Fiquei sem palavras, meu coração veio a se contorcer por uma decepção tremenda que me inundava, "o que você esperava, que ele ficasse aqui pra sempre apenas sonhando com você? Você acha que por um simples beijo as coisas viriam a se tornar diferentes?" repetia na minha cabeça, e eu insistia a mim mesma, que ele estava mais que certo em seguir com sua vida, antes que a tristeza me condenasse com meus olhos enchendo d'água, respirei..."relaxa Diana, você consegue."
– Claro...Bella, faz um tempinho sim...
– Bella, você não prefere entrar e...me esperar- Dean virou-se para falar com ela.
– Claro, contanto que você não demore amor, foi um prazer de rever Diana.- Bella, deu um "xau" e deu as costas caminhando como se estivesse em uma passarela, as coisas não haviam mudado tanto assim.
– Desculpe Di...não foi minha intenção faze-la passar...por...
– Poupe-se de explicações Dean...- Me peguei ficando nervosa, tratei logo de me acalmar, sorri, Dean ficou confuso, mas ignorou.
– Olhe, eu sei que...que você bem...o que aconteceu com eu e você na última vez...
– Dean, não se preocupe eu vou indo.- Ele me segurou, e olhou profundamente em meus olhos, não percebi o quanto senti falta deles, aquele cinza que faziam me perder entre eles.
– Não, eu estou preocupado com você, como...como você está, como conseguiu escapar?
– Sua namorada lhe espera.- Abaixei a cabeça, deixando uma cortina de longos cabelos entre nós, não pude ver como Dean me olhava, e naquele momento, não queria.
– Ela não é...nós apenas...tudo bem. Vá, espero te ver amanhã. Me...desculpe, eu estava com saudades.
– Certo, passar bem.- Saí tentando não parecer furiosa, decepcionada, e triste, mas acho que falhei, bem...nunca fui boa em esconder minhas emoções e sentimentos mesmo.
Certo..."onde eu vou?" Não podia ir pra casa, caso o contrário minha mãe me mataria, "JACE, posso ir a sua casa, ele não está lá mesmo." ÓTIMO, não foi a melhor ideia do mundo, mas o que eu podia fazer? Ir para casa? Não podia nem mesmo imaginar. Lembrava vagamente onde ele morava, segui um caminho o qual ia me parecendo familiar, ao chegar na frente de sua porta, girei a maçaneta, e ela abriu, "mas que idiota, deixa sua casa aberta, nem mesmo nisso pensa." Mas não era da minha conta, aliás nada relacionado a ele era da minha conta. Não podia negar que...as vezes me pegava pensando nele, no seu cheiro...no seus olhos verdes que as vezes me fazia ter a sensação de me afundar em grama de tão verde..."Esqueça, ele tentou lhe matar, ou o que seja lá de ruim." Obedeci aquela voz, que me fazia sempre colocar os pés no chão.
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