Além da Morte

4 Capítulo 3 - Chistrin


Notas iniciais
Desculpem a demora. Boa leitura!

Capitulo 3 – Chistrin.

Carlisle

Haviam se passado 18 desde a morte de Edward e Bella. Minha família ainda sofria com isso, mais ainda estávamos sofrendo. Já eram 10h00min da noite, estava indo para casa, quando escutei um gemido de dor. Parei o carro e sai. O cheiro de sangue me atingiu. Me aproximei de um beco e vi um garoto deitado de bruços no chão e sua cabeça estava muito machucada.

Senti um aperto em meu coração morto. Ele tinha algo tão familiar. Me aproximei de seu corpo e ao virar seu rosto, um choque muito forte me atingiu, parando qualquer movimento que pretendia fazer naquele momento. Era Edward. Meu filho Edward. Tentei me acalmar, deixar o choque passar... Eu tinha que estar calma para salvar a sua vida.

Examinei sua cabeça com muito cuidado para não piorar a sua situação. A fratura era muito grave. A única solução que me veio à cabeça era transformá-lo. Mais uma vez. Ele sofre muito por se achar um monstro. Sua dor se multiplicou ao se apaixonar por uma humana. Que ele me perdoe quando acordar. Talvez seja egoísta o que esteja fazendo agora, pois o que mais queria era ter meu filho de volta, mais era isso que eu ia fazer.

Assim que o mordi, o transportei para o carro. Seus gemidos eram mais intensos, quando o veneno estive-se se aproximando do coração, a dor se tornaria mais intensa. Insuportável. Quando cheguei em casa, todos já estavam na sala esperando. Como eu imaginei, Alice tinha tido uma visão e avisou aos outros.

Percebi de imediato a felicidade de Esme e o conflito de sentimentos de Rosalie.

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Chistrin

Eu não sabia o que estava acontecendo. Eu tentei abrir meus, mais não conseguia. Senti uma dor insuportável. Como se meu corpo estivesse sendo queimado. Minhas veias parecia que iriam explodir. Soltei um grito de dor. Minha cabeça latejava e parecia que estava em chamas. Uma imagem me veio à cabeça, como se fosse uma lembrança minha, mais nunca tinha ido aquele lugar. Eu estava em uma campina. Meu rosto brilhava como se fossem diamantes e tinha alguém ao meu lado, mais eu não conseguia ver seu rosto. Só conseguir ver que era uma garota.

Quando a imagem sumiu, foi como se tudo explodi-se. O fogo se espalhou por todo o meu corpo, meu coração parecia que ia ser estraçalhado em milhões de pedaços. De repente a dor passou. Abri meus olhos, dando espaço à confusão. Tudo a sua volta parecia tão nítido.

Eu conseguia enxergava tudo perfeitamente, até mesmo cada partícula de poeira a minha volta. De repente – Eu não sabia como, mais tinha sido tomado por um instinto muito forte de perigo – Quando percebi, já estava do outro lado da sala, em posição de ataque. Haviam seis pessoas na sala, me encarando. Seus rostos mostravam expectativa.

Ah! Edward, como sentimos a sal falta...

Me assustei tanto por ouvir esse nome, como por não conseguir identificar quem o falou. Encarei todos eles, mais todos estavam parados. Suas boca imóveis.

O que será que ele esta pensando... Seus sentimentos estão mudando tão rapidamente.

Respirei fundo, varias vezes .Eu me sentia confuso. Não sabia onde estava, nem quem eram essas pessoas. A luz do sol mostrava que já era dia. A preocupação me atingiu rapidamente. Meus pais! Prometi que iria chegar cedo em casa para o aniversário do meu irmãozinho Kevin, mais no caminho... O Alan...

Ah! Claro. Essas pessoas deviam ser seus amigos...

— Sei que deve estar confuso, mais se você permanecer calmo... Poderemos explicar – O cara que falou me parecia ser alguém famoso. Alto, loiro e parecia ter no Maximo 30 anos. Seu jeito de falar era bem calmo – Meu nome é Carlisle.

— Eu já sei – Falei

— Já... Sabe? – Perguntou hesitante.

- Vocês são amigos do Alan. Ele queria terminar a brincadeira.

- Esse tal Alan, foi o que machucou você? – Perguntou a mulher ao lado do Carlisle. Ela também era bonita, tinha os cabelos castanhos e me parecia jovem também.

- Olha pra mim já deu, ok? – Falei impaciente.

O Alan já vinha pegando no meu pé não era de hoje. A surra que ele me deu ontem foi o sinal de como a situação já estava ruim. A dor que senti ainda pouco me confirmou claramente. No momento eu só queria estar com a minha família. Meu coração se apertou. Me parecia tão errado esse pensamento; ir embora daqui e deixar essa pessoas...

— Não pode ir – Falou uma baixinha dos cabelos repicados.

- E por que não? – Falei irritado. Seu olhar ficou triste e isso me atingiu. Me senti mal por deixá-la assim.

Antes de pensar direito no que estava fazendo, fui até ela e a abracei. Não me permiti questionar como cheguei tão rápido a ela.

- Ah, Alice... – Não conseguia imaginar como sabia seu nome, mais algo dentro de mim dizia que no momento era melhor ignorar.

- Edward. Sentimos tanto a sua falta – Ela falou quase como um sussurro. Algo dentro de mim sabia que sim.

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Nunca imaginei que a minha vida iria dar uma guinada como essa. Em um momento, eu estava indo para casa para o aniversário do meu irmão, no outro estou levando uma surra e agora estou sentado tranquilamente em um sofá na casa de estranhos, escutando que agora sou um vampiro. A pior parte, era que eu estava acreditando. Por mais que tenta-se recusar essa loucura no fundo eu acreditava que era verdade.

Meu pai me comprava vários filmes e muitos deles eram de vampiro. Eu sempre brigava com ele, pois achava aquelas encenações muito ridículas. Ele dizia que no fundo, eu só dizia isso, porque quando eu era criança eu tinha muito medo. Fomos para a floreta uma vez, na noite passada eu tinha assistido a um filme de vampiros. Minha mãe quando via que eu não iria ficar tranquilo mesmo com ela falando que vampiros não existiam, ela dizia que eles não saiam no sol.

- Não é verdade, eles saem sim no sol.

Mais tarde, meus pais disseram que isso só piorou e de um modo estranho às vezes. Falaram que eu não comia comida italiana por causa dos vampiros. Eu ri todas as vezes que eles me contavam isso. Toda vez, só de falar em comida italiana eu já começava a ficar enjoado. Me levaram no medico para ver se era algum tipo de alergia. O médico negou. Até que meus pais descobriram, que de alguma forma eu conectei isso a vampiros. Disseram que me perguntavam se eu tinha comido alguma coisa escondido. A única coisa que eu disse antes de vomitar foi: Vampiros. Volt...

Eu colocava tudo para fora depois disso. Com o tempo passei a meio que odiar a Itália. Sei que parece meio ridículo, mais não consigo evitar. Eu até hoje tenho certeza que aquele medico era algum charlatã. Não existe nenhum tipo de fobia que explique isso ou qualquer outro tipo de coisa, a não ser uma alergia.

Me lembrar da minha família me trouxe uma tristeza, mais eu sentia que não devia voltar para casa. Para a segurança daqueles que amo. A decisão mais difícil que já tomei na minha vida, mais ficar com os Cullen me trazia sentimentos estranhos como: Felicidade, saudades e expectativa. Parecia que era uma janela para algo novo, como se isso fosse me ajudar a conseguir a razão da minha vida ou melhor da minha existência.

Sentia que não estava completo, mais isso não era um sentimento novo. Durante esses últimos anos quando entrei na adolescência me sinto assim, como se algo me falta-se. Agora, isso diminui um pouco – O que é estranho, já que abandonei minha família – Mais esse vazio ainda permanece.

A imagem da clareira me veio à cabeça novamente. A tal clareira, que tanto calou aos Cullen, mais algo me diz que não foi exatamente a clareira. Sei que nunca estive lá, que não é real. Mais sinto angustia e algo que não consigo entender. Um calor que atinge meu coração, que já esta morto. Quem seria a garota ao meu lado?

Notas finais
Espero que tenham gostado. Deixem comentarios.