Notas iniciais
Minha primeira história que decidi postar, espero que gostem ♥

Mei estava sentada, junto com sua melhor amiga Kaori na lanchonete onde elas sempre iam desde a infância. Elas marcaram de se encontrar com mais 4 amigos na lanchonete, que ficava próximo a escola onde estudavam.

Era o último dia de férias, a primavera havia desabrochado, e o ano letivo estava para iniciar. Depois de um tempo esperando, todos, menos uma pessoa havia chegado ao local de encontro. Todos tinham se dirigido ao balcão para fazer seus pedidos, enquanto Kaori se apoiava em uma das mãos sobre a mesa, e suspirou, com uma desanimação quase contagiante.

— Acho que ele não vem...- Disse Kaori, afinal. Ela deita sobre a mesa, deixando seus ondulados cabelos negros esparramados sobre a mesa. Ela soltava suspiro atrás de suspiro.

— É claro que vem! — Disse Mei. — Deixe de ser pessimista, ele só deve estar atrasado! — Mei fecha a cara, pois desde que conhece Kaori, ela sempre foi pessimista. Como sempre, Mei usava seu cabelo bem preso ao alto com um coque, e um laço vermelho envolta, ficando destacado, já que seu cabelo era um castanho bem claro, quase loiro escuro. Kaori levanta a cabeça e começa a olhar a amiga com desanimação e tédio misturado.

— Você sabe muito bem que nós tivemos uma briga horrível no último dia de aula... Não nos falamos no período de férias inteiro...

— E quando é que vocês nunca brigam ? — Mei revira os olhos e se apoia em uma das mãos na mesa, e começa a olhar a rua pela enorme janela ao seu lado. As flores de Sakura caíam lentamente até tocarem o chão, deixando uma bela paisagem ao lado de fora. Mei olha para a amiga novamente e levanta uma das sobrancelhas. — Olha, eu acho que isso aí pode acabar em casamento...

— Eu ouvi a palavra casamento ? — Hiro, um amigo de infância de Mei e Kaori chega na mesa com uma bandeja com lanches e refrigerantes. Mei e Kaori levam um susto por ele chegar de surpresa no meio da conversa.

— Idiota, quando vai perder essa mania de chegar assustando as pessoas ? Seja mais sutil, seria gentileza da sua parte. — Ele revira os olhos e se senta ao lado da Mei. Junto com ele estava Hanae, sua irmã mais nova e Ryota, amigo de todos ali presentes desde a escola fundamental.

— Vocês estavam falando sobre casamento ? — Pergunta Hanae.

— Sim, eu e Mei vamos nos casar, dê seus comprimentos a sua nova Onee-chan! — Debochou ele.

— Cala a boca, imbecil! — Mei da uma cotovelada em Hiro, fazendo ele se engasgar com o refrigerante.

— Mas sério, tava rolando uma conversa sobre casamento ? Alguém vai casar ? — Pergunta Ryota, parecendo perguntar apenas por nada, afinal, ele estava mesmo era com sua total atenção em suas batatas fritas. Kaori pega seu refrigerante e começa a olhar o movimento da rua pela janela e se apoia em uma das mãos sobre a mesa novamente. Mei por sua vez, mesmo notando o desinteresse pelo assunto da parte de todos, ela resolve responder mesmo assim.

— Estava falando para a Kaori que essas brigas entre ela e o Yuki-kun vai dar em casamento. — Kaori, ao ouvir as palavras de Mei, a olha repentinamente, com uma cara bem nervosa, e a responde.

— Não diga bobagens, Mei! Eu e o Yuki... Não temos mais um futuro... Ainda mais agora!

— Ainda mais agora ? — todos perguntam em coro.

— Como assim, "ainda mais agora"? — Hiro perguntou fazendo um gesto de aspas com as mãos. — Aconteceu alguma coisa ?

— Bem... É que no último dia de aula nós tivemos uma briga... Ele me disse algo muito grosseiro... Então...

— Então ? — disseram em coro.

— Eu... Dei um tapa nele... — todos por um momento ficam encarando Kaori, até que se dão conta do que foi dito.

— EEEEEHHHHHHHH ? — A sincronia foi tão alta, que todos na lanchonete começam a olhar aquele grupo de amigos barulhentos.

— Shhhhhhh , quietos, estão todos olhando! — Susurra Kaori.

— Mas, foi no rosto ? — Pergunta Mei.

— Foi... — Responde ela, com arrependimento no seu tom de voz.

— Ele ofendeu sua mãe ? — Hiro parecia estar debochando da situação.

— Isso. — concordou Kaori. — Eu estava só brincando... — Pensou Hiro.

— Espere aí, será que você poderia explicar desde o começo ? — Diz Mei.

— Eu prefiro não tocar no assunto... Vamos comer logo... — Kaori vira para o lado da janela novamente, perdida em pensamentos. Suas lembranças do último dia de aula vem a tona. Ela sequer encosta em seu lanche de tão perdida que ela estava em suas próprias lembranças, até que ela Susurra pra ela mesma.

— Mentiroso...

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— Kaori, preciso falar com você... — O sinal havia tocado, Yukine e Kaori não haviam esperado Mei e Hiro para irem embora, simplesmente saíram na frente. Todos estavam felizes, as férias começavam naquele dia, dia em que Yukine decide falar algo um tanto "Sério" com Kaori.

— Algum problema ? Você parece tenso... — Kaori tira seus sapatos do armário e guarda os de borracha. Ele faz o mesmo e então eles se dirigem para saída, bem lentamente. A tensão estava incomodando Kaori, até que ela para de andar.

— Você está estranho... O que ia me dizer ainda a pouco ? — Estava ventando muito naquele dia, seu cabelo parecia dançar junto ao vento. Seus olhos castanho escuro brilhavam apesar do dia estar nublado e não ter a luz do sol para tal resultado tão lindo quanto aquele.

Yukine suspira, e anda em direção a Kaori, ficando frente a frente com ela. Ambos estavam corados. Se conheciam a anos, mas seus corações batiam tão forte quanto uma paixão que havia começado apenas a algumas semanas. Mesmo com seu cabelo preso num rabo de cavalo, os cabelos um tanto longos de Yukine pareciam dançar junto aos de Kaori.

— Você ainda não me respondeu... — Diz ela afinal.

— Meu pai me disse que você vai se casar com o meu irmão assim que entrar na faculdade... Me diga que isso é mentira! — Kaori se assusta ao ouvir a pergunta, pois por mais que seja verdade, ela implorou que sua mãe dissesse ao pai de Yuki que não contasse a ele por enquanto sobre essa decisão, na qual Kaori era contra, mas no final ela não conseguia dizer não aos caprichos de sua mãe, mesmo que isso afetasse sua vida amorosa.

— Eu... — Ela queria negar, mas ela era uma o mentirosa. Ela abaixa a cabeça, deixando claro a Yukine que tudo era verdade.

— Como pôde concordar com essa besteira ? — Ele se aproxima mais e segura nos ombros dela. — Não sente mais nada por mim ? — Ela ergue o olhar, e rapidamente o responde.

— Não seja bobo, é claro que sinto! Eu só... Não consegui dizer a minha mãe que não posso fazer isso... Por mais que isso me afete... Não consigo pensar na ideia de decepciona-la !

— Se casaria com o meu irmão mais velho por um mero capricho da sua mãe ? — Ele solta os ombros dela e se afasta.

— Yuki...

— No final... Você é igual as outras, Kaori...

— Do que está falando ?

— Não me diga que está com interesse no meu irmão só por ele ser o herdeiro da maldita empresa do meu pai ?

— Não diga essas idiotices, você me conhece bem, sabe que não sou assim!

— Então​ fuja comigo, vamos para Okinawa, eu posso vender tudo o que tenho e podemos recomeçar lá!

— Fugir ? Está louco ? Não posso abandonar minha mãe... A Mei...

— Se não fugir comigo significa que você terá que se casar com alguém que não ama, mesmo assim você ficaria aqui ?

— Eu... — Ela fica sem reação para tudo o que houve em poucos minutos de conversa.

— É uma pena... É uma pena saber que você dá mais valor para os caprichos da interesseira da sua mãe do que a mim ! — em poucos segundos, Kaori dá um tapa no rosto de Yukine, que ficou vermelho em pouquíssimo tempo, de tão forte que foi. Ele fica com o rosto virado. Ele coloca a mão no rosto e olha para Kaori.

— Yuki, Eu- antes dela conseguir se desculpar, Yukine vira de costas e vai embora, deixando Kaori sozinha em frente a escola.

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Kaori começa a balançar a cabeça para espantar seus devaneios.

Algum tempo se passa, Hiro e Mei como sempre estavam fazendo uma disputa de olhar um para o outro sem dar risada, Ryota e Hanae assistiam e riam ao mesmo tempo.

— Eles brincam disso desde que se conheceram, pegaram muita prática, eles ficam fazendo careta e mesmo assim não dão risada... — comentou Hanae, quase susurrando para Ryota. Ryota a olhou por alguns minutos, e reparou em como ele sempre achou bonito o cabelo de Hanae, bem liso e castanho escuro, recém cortados acima do ombro, com presilhas cor de rosa segurando sua franja para o lado. Depois de um tempo reparando nela, ele volta a si, pigarreia bem baixinho e faz um breve comentário sobre Mei e Hiro.

— Eles são bem próximos hein... — Susurra Ele. — Se eu não os conhecesse, diria que são namorados... — Repentinamente, Mei e Hiro olham para Ryota e falam em voz alta, quase que gritando em resposta do susurro.

— Não somos namorados! — Como eles conseguiram ouvir ? — Pensou Ryota. Hanae começa a rir, até que ela nota a tristeza de Kaori. Assim que ela abre a boca pra falar com ela, Hanae nota algo fora da lanchonete.

— Pessoal... Aquele ali não é o Yuki-kun ? — Todos se viram para a janela, menos Kaori, que vira seu rosto na direção oposta da janela.

— É mesmo, parece que está acompanhado ... Espere, aquela não é a filha do senhor Aizawa ? — diz Hiro.

— Está falando do sócio do senhor Furukawa, aquele que comanda os negócios da empresa na Coréia do Sul ? — Pergunta Ryota.

— Esse mesmo, aquela ali é Aizawa Harumi, uma bonequinha de camelô... — diz Mei, com um tom sarcástico na voz.

— Nunca ouvi falar dela... — Diz Hanae.

— Você não foi na festa de comemoração pelos 5 anos da empresa, Hanae... Você estava no hospital, você ficou internada durante todo o tempo em que ela ficou aqui no Japão, dois dias antes de você receber alta do hospital, ela foi embora pra Coréia com o pai. — Explicou Hiro.

— Eles estão chegando, finjam que não o viram. — Diz Mei, em alvoroço.

— Todos ficam quietos, assim que o barulho do sino da porta toca, Kaori suspira e vira para a janela novamente.

— Kaori, o que há com você hoje ? Nem mesmo riu das caretas do Hiro! — Susurra Mei.

— Ei, isso soou ofensivo ! — Susurra Hiro.

— Quieto, idiota! — Mei começa a encarar Hiro, até que Yuki e a garota chamada Harumi chegam a mesa onde todos estavam sentados.

— Vejo que você e Hiro estão bem animados hoje, Mei... — Diz Yuki.

— E eu vejo que você anda muito mal acompanhado... — debocha Mei.

— É um prazer reve-la, Misao-san...- diz a garota, com um tom meigo na voz, forçado até demais para Mei.

— Como vai, Kaori ? — Pergunta Yuki, com um pouco de receio. Todos olham para Kaori, que continuava com seu rosto virado. Ela levanta uma das mãos e faz um "jóia", sem olhar para Yuki.

— Okay... Bem, Harumi, esses são Hanae e Ryota, você não chegou a vê-los , apesar do Ryota já saber quem você é, por causa dos pais deles, que são acessores e representantes do seu pai aqui no Japão.

— É um prazer conhece-los pessoalmente, sou Aizawa Harumi.

— Sou Sakurako Hanae, é um prazer conhece-la também. — Hanae sorri sem mostrar os dentes.

— Eu não diria isso... — Susurrou Mei, debochando da situação.

— Você é irmã do namorado da Misao-san ? — Pergunta Harumi, parecendo retribuir o deboche de Mei.

— Não somos namorados! — Diz Mei e Hiro em coro.

— Ah, não são? Me desculpe, é que vocês são tão próximos e intimos... — Mei estreita os olhos, depois solta a respiração e vira o rosto.

— Bem, agora uma apresentação oficial, sei que agora se conhecem mas vou apresentá-la adequadamente.

— Vai jogar ketchup na cara dela dizendo o nome ? — Debocha Mei.

— Muito engraçada, Mei... Não, não vou fazer isso.

— Que pena... — Susurra Hiro para Mei.

— Sem rodeios, já chega... Pessoal, essa é Aizawa Harumi, ela e eu estamos noivos, nós vamos nos casar! — Faz-se um silêncio entre eles até que a informação seja processada, e assim que se dão conta da informação, todos, menos Kaori, que continuava virada pra janela, gritam em coro:

— CASAR ?

Notas finais
Não esqueçam de comentar e dar sugestões​ !
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.