Além De Rubi

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Olá queridos(as). Mais um capítulo do 'Além' pra vocês. Espero que gostem. Muitas novidades! Boa leitura. Bj *-*

– Sinceramente, não sei o que está acontecendo comigo! — Sai de casa e fui até meu by Text-Enhance\">carro.

– Onde você pensa que vai? Já são dez horas! — Maribel correu para perto de mim e acelerei o carro, sem responder sua pergunta.

Comecei dirigir em alta velocidade, com a única intenção de chegar logo até Rubi e tentar impedir que ela cometesse uma burrada.

~Rubi narrando

Fiquei rolando de um lado para o outro na cama e não consegui dormir. O tempo todo meus pensamentos iam até ele. Imaginava ele junto com a Maribel, suas mãos tocando seu corpo, sua boca na dela, assim como ele fazia comigo. Todos esses pensamentos foram interrompidos por uma batida na porta. Levantei rapidamente da cama e fui até a sala com a mão sobre o peito. Me senti aliviada quando escutei a voz de Alessandro.

– Abre a porta Rubi — Gritou dando um soco na mesma.

– A casa é minha e eu abro a porta quado eu quiser! — Gritei também.

– Eu não vou permitir que esse sujeito toque você como eu toquei — a esmurrou novamente.

– Tarde de mais! — Abri a porta com um sorriso mega irônico no rosto.

– Você não fez isso comigo. Diz que é mentira Rubi — me segurou fortemente pelos ombros — VAI, DIZ!

– Me solta. Está me machucando — e ele me soltou.

– Eu não acredito. Você passou a tarde toda comigo e a noite com outro?

– E por acaso você não fez o mesmo?! — ele olhou para mim e logo em seguida abaixou a cabeça — Acha que é fácil para mim ficar sem você? Sabia que todos os dias era uma luta a minha vida sem você nela? Na verdade eu chorei todos os dias desde que você se foi. Mas nunca disse nada, guardei para mim. Guardei e continuei vivendo, sabe? — tentei caminhar até ele, meus joelhos enfraqueciam a cada passo que dava.

– A minha vida sem você também não foi fácil Rubi, eu tentei de todas as maneiras esquecer você, mas era impossível. Você estava em tudo, em todos! — Segurei firme todas as lágrimas que pensaram em cair dos meus olhos.

– Então deixa a Maribel e vem viver sua vida junto a mim! — aproximei meu rosto do dele.

– Eu não posso. Porque não tem só ela, mas também meu filho! — o soltei imediatamente.

– Sabe, eu não gosto de ficar sozinha — fiquei de costas para ele — Eu tenho medo, insegurança, entro em desespero. E eu só quero alguém que queira andar comigo até o fim! Sempre lado a lado! — Ele se aproximou, colocando seu rosto em cima do meu ombro — Mas esse alguém não é você! — me afastei.

– Esse alguém sou eu sim Rubi. Como pode dizer isso?

– Você acabou de falar que não vai deixar a Maribel. Então vai lá, ficar com ela! — o empurrei levemente até a porta e a fechei.

Sentei no chão e comecei a chorar, muito. Me senti um nada. E pensei 'Ainda estou pagando por tudo o que fiz?'

~Alessandro narrando

Gostaria que as coisas fossem diferentes. Eu queria esquece-la, mas de certa forma tentar esquecer já é lembrar. Acho melhor ficar um tempo sem vê-la, sei que parece patético, porque já se passaram vários anos e não a esqueci, mais quem sabe me desapego um pouco.

2 meses depois

~Rubi narrando

Já faz praticamente 1 mês que estou sentindo esse mal-estar. Hoje tenho que ir até a ginecologista. Tomei um banho quente e fui até o hospital.

Me sentei no sofá da sala de espera e fiquei por lá uns 15 minutos, até que a enfermeira veio me chamar.

– Senhorita Rubi, o Doutor está a sua espera — Peguei minha bolsa lentamente, ainda estava tonta. Andei calmamente pelo corredor enquanto ao meu redor todos estavam apressados.

Entrei no consultório e fiz os exames necessários. Sai, com a intensão de ir até a lanchonete.

– Oi Rubi — Falou Alessandro e seguiu andando ao meu lado.

Eu apenas acenei com a cabeça. Estava tão cansada.

– O que faz aqui? — Perguntou ele enquanto íamos até a lanchonete.

Continuei sem falar.

– Rubi, você está bem? — Disse ele me analisando.

Desta vez não respondi. Nem com gestos, muito menos com palavras. Tudo ao meu redor começou girar, a voz de Alessandro estava distante, minha visão estava turva. Eu não conseguia me manter em pé.

– RUBI! — gritou ele quando caí no chão.

Todos no corredor pararam, me olharam alarmados e tudo escureceu.

Continua {...}