Além De Rubi
1 Capítulo 1 - Hora de rever o doutor Cardenas
Fernanda Narrando~
Doutor Alessandro Cardenas aquele que um dia me pegou no colo ... Ah! Ele continua tão lindo, só que velho. Essa hora ele deveria ser da minha tia Rubi, mas aquela manca desgraçada tirou ele dela. Ela que se cuide porque ela vai se arrepender de ter mexido com quem não devia!
Antes que eu me esqueça preciso conhecer também o filho deles. Será que ele é tão lindo quanto o pai? Só não pode ser um inválido como a mãe. (Risos)
Amanhã mesmo vou no Hospital Boa Aventura .. me aventurar nos braços do Alessandro. (Risos)
No dia seguinte ... Fernanda Narrando~
Não aguento mais as ladainhas da minha mãe, o mulher pra gostar de ser chata!
- Está me ouvindo Fernanda?! -Diz Cristina com cara de aborrecida.
- Estou mamãe .. Olha deixa eu ir logo se não eu vou acabar chegando atrasada na faculdade. — E vou eu pegando as coisas correndo.
- Tudo bem minha filha, e não esqueça do que eu te falei. Porque se eu falo isso é pro seu bem, eu quero que você se torne uma pessoa honesta e que não tenha o mesmo fim que a sua tia Rubi teve. — Me disse com aquela carinha de cachorrinha abandonada aff.
- MAMÃE já entendi. Agora deixa eu ir tchau! — Dei um beijo na bochecha e fui embora.
Cristina Narrando~
Meu Deus que você guarde a minha filha e que não deixe ela ir pelo mesmo caminho que a Rubi acabou indo.
Fernanda Narrando~
Odeio ter que pisar nesta vila imunda! Um dia ainda tirarei a minha tia deste lugar horrível.
Teremos uma vida muito melhor!
- Tia abre a porta, sou eu a Fernanda.
- Já vou espere — Da pena ver a minha tia caminhando daquela forma e vê-la com aquele rosto totalmente deformado, me dá nojo.
- Tia a cada dia que passa a sua aparência melhora... Um pouco mais melhora. — Disse na maior cara de pau, mais na verdade a cara dela fica pior a cada dia que passava, parecia que as queloides aumentava cada vez mais.
- Obrigado. Mais suponho que você não veio aqui falar da minha aparência. — Disse baixinho pois estava com dificuldades pra falar, já que o seu rosto coçava demais.
- Sim. Eu vim pra lhe dizer que resolvi ir ao hospital hoje. Nem fui para a faculdade, só para vir aqui lhe comunicar. E já sei muito bem o que devo fazer, até porque ontem nos interromperam e tive que sair de lá o mais depressa que pude.
- Então vá logo, mas não mude nem se quer uma virgula, pra ele você é a Rubi. Não se esqueça! — Disse com uma voz fraca e agora rouca.
- Claro, mas e pro filho dele? Eu vou ser a Rubi também?
- Não você pode ser você mesma .. Até o momento final.
- Ok. Vou indo beijos! E pode deixar que eu fecho a porta. — Me levantei mas não consegui se quer dar um beijo nela, porque é nojento.
Já na saída vila eu vou e encontro com a bicha louca do Toledo (risos).
- Olá fofinha! — Disse ele com o jeitinho refinado de sempre.
- Oi Toledo. — Fui fria, pois estou com pressa e não tenho tempo.
- Você quer comprar alguns dos meus modelos? — veio ele me dando vários trapos que ele chamava de criação.
- Não, porque de trapos já me basta o que a minha mãe me dá. — Joguei todos os trapos no chão e sai andando..
Toledo Narrando~
Trapos!!! Quem você pensa que é?
Garota nojenta. Igualzinho a tia, mas se ela não tomar cuidado vai acabar bem pior que a Rubi.
"Rubi tão bela quanto perigosa"
Cansava de dizer isso (risos) e agora me arrependo de ter me metido com ela, acabei na sarjeta juntinho! Agora o lema é:
"Rubi tão pobre quando horrorosa"
Enquanto isso no Hospital Boa Aventura ...
Alessandro narrando~
Como pode meu Deus? A Rubi tão bela ... Ela estava horrível cheia de cicatrizes no rosto e com uma das penas amputadas!
Mas agora apareceu linda, jovem, mais bela do que antes ... Ainda continua com aquele olhar seduzente que seduz qualquer homem. Não entendo, o que ela possa querer de mim?
(Alguém bate na porta)
- Pode entrar.
- Olá Alessandro. — Não pode ser, era ela. Com um vestidinho Rosa, parecido com aquele em que ela vestia no dia em que nos vimos pela primeira vez. E falando com um tom suave.
- O que você quer Rubi? — Disse sem nenhuma ação, até porque ainda não havia caído a ficha ainda.
- Eu vim lhe ver, já que ontem nós fomos interrompidos. — Dizia tão suavemente. Ainda mordia os cantos dos lábios, como sempre fez.
- Não faz sentido nós conversarmos. Não temos nada pra falar um com o outro, então por favor vai embora. — Tentei de qualquer forma expulsá-la dali mais minha voz ficava tremula.
- Porque você tá me tratando dessa forma? Depois de tantos anos você não pode esquecer de tudo o que passou? — Disse com uma indignação.
- Como posso esquecer de tudo o que aconteceu! Você destruiu os sentimentos de várias pessoas Rubi. Você não mediu esforços para conseguir um homem milionário. E agora quer vir pedir pra esquecermos do que aconteceu? — Me alterei de uma forma, que naquela hora a minha vontade era de quebrar algo. Mas me contive.
- EU PAGUEI POR TODOS OS MEUS PECADOS E MUDEI DE VERDADE... Aprendi a dar valor as coisas pequenas hoje eu trabalho com publicidade. Não moro mais em uma mansão, estou morando numa casa simples. E sabe por que eu fiz tudo isso? Porque eu vi que nem todo dinheiro do mundo iria trazer a pessoa que eu mais amo nessa vida. — Disse alterada mais depois sua voz foi suavizando aos poucos e chorou.
- Rubi não consigo acreditar mais no que você fala. Foi anos de mentiras!
Com a voz tremula do choro disse — Eu já sabia que você iria dizer isso pra mim. Eu sei que o que eu fiz muito grave magoei demais as pessoas a minha volta e demorou pra minha ficha cair ...
- Se você voltou a ser tão simples como diz, como você conseguiu ficar dessa forma? Pelo o que eu me lembre você estava totalmente deformada.
- Conheci um homem rico .. Que quis me ajudar pagou todos os tratamentos necessários para que eu voltasse a andar e para que o meu rosto voltasse ao normal ... E ele fez isso porque ele era um homem sozinho que estava já perto da morte e ele queria gastar todo o seu dinheiro.
- Difícil de acreditar!
- Eu sei que é mais eu posso lhe apresentar e ele mesmo lhe explicará tudo.. — Disse num tom de sinceridade absoluta.
- Rubi eu poderia até lhe perdo ... — Ela veio colocou a mão em minha boca, num sinal de silencio e disse:
- Por favor não diga mais nada, eu te amo e eu sei que você também me ama ... — Me beijou intensamente, não tive ação e correspondi aquele beijo.
CONTINUA [...]
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