Akireru Kurai

13 Especial GaLe parte I


Notas iniciais
Yo minna!
Aqui está um pequeno especial de Gajeel x Levy.
Espero que gostem!

~ LEVY POV's ON ~

Uma palavra para descrever esse dia: TÉDIO! Bem que a minha vida poderia ser como nos livros. Com mágica, aventura, dragões e amor. Amor, algo que definitivamente não acontece na minha vida. Estou começando a achar que estou encalhada, só que não é por falta de pedidos. Muitos garotos já se declararam pra mim, mas eu não posso fazer nada se não sinto nada por eles. Jet se declarou pra mim há alguns dias atrás e eu apenas o vejo como um irmão. Pra mim, o amor tem que ser sentido. Têm que ser como nos livros: coração acelerado, pernas tremendo, borboletas no estômago. E infelizmente não tive nenhum desses sintomas com ele e nem com os outros garotos. Acho que o que me resta é apenas esperar pelo meu príncipe encantado.

Havia acabado de me sentar, quando Freed-sensei iniciou a minha aula preferida:

-Bom dia turma! Hoje irei testar o conhecimento de vocês com um trabalho. Vou sortear os grupos e cada grupo irá ficar com uma obra literária de William Shakespeare. Quero que me entreguem uma parte escrita e façam uma apresentação oral. – Kyaaaaaaaa! Não creio! Willian Shakespeare?! Sou fã incondicional dele! Esse cara é um gênio. Ele fez obras maravilhosas.

- Gajeel, Droy e Levy ficarão com Romeu e Julieta... – Disse Freed-sensei interrompendo meus pensamentos. Romeu e Julieta? Isso vai ser mole. Li esse clássico umas 12 vezes, sei dele de cor e salteado. É um romance fabuloso. Morrer por amor... Tem coisa mais linda que isso?

- Levy? – Disse Droy arrastando uma cadeira para se sentar ao meu lado. – Vamos começar?

- Claro, mas e o Redfox? – Perguntei lembrando que Gajeel também fazia parte do nosso grupo. Eu nunca fui próxima dele. Na verdade, ele é meio distante de todo mundo. Seu visual rock é de amedrontar um pouco e já que ele nunca teve interesse de se aproximar, não sou eu que vou dar o primeiro passo.

Gajeel arrastou a cadeira dele e se sentou ao lado de Droy com um olhar de desinteresse. Até que ele é bonito. Seu grande cabelo negro, seus piercings e seus olhos avermelhados, davam um ar de maturidade e perigo. Um clássico bad boy.

- O que temos que fazer? – Perguntou ele olhando em minha direção. Sua voz era grossa, mas seu tom era gentil.

- Temos que escrever sobre Romeu e Julieta. Já leu? É o romance de todos os tempos – Disse maravilhada.

- Já. E é a maior idiotice de todos os tempos. – Falou ele olhando para o vácuo. Como ele podia dizer uma blasfêmia dessas sem ao menos se importar.

- COMO ASSIM É A MAIOR IDIOTICE DE TODOS OS TEMPOS? – Disse me levantando e o encarando.

- Qual é? O Romeu é um covarde e a Julieta é uma idiota... – Disse ele me olhando com uma das sobrancelhas arqueadas.

- Como assim Julieta é uma idiota? Ela amava o Romeu e lutou pelo amor dele. – Disse argumentando.

- Ela não o amava. Ela amava o perigo que ele proporcionava.

- Como assim? – Perguntei confusa.

- Primeiro: ninguém se apaixona a primeira vista. Eu acho que no fundo ela estava mais preocupada em irritar os pais dela ou então ganhar liberdade. Romeu era um rebelde sem causa, seria o plano perfeito.

- Se ela quisesse liberdade era só fugir.

- Mas aí não teria graça. Além de poder irritar os pais, ela ia poder dar uns pegas no Romeu. No final ela era safadinha.

- Pois é, mas com essa história ela acabou morrendo no final.

- Esse é o segundo ponto. Julieta era muito burra. Ela bebeu um veneno, se fingiu de morta e não falou pro coitado do Romeu que ia fazer isso.

- Mas ela mandou avisar.

- Pois é, parece que naquela época ninguém brincava de telefone sem fio. Todo mundo sabe que se for contar alguma coisa pra alguém, no final sua história sai distorcida.

- Mas admita que o plano foi bom.

- Foi e ela teve coragem pra executá-lo. Ela era mais corajosa que o Romeu.

- Não era não. Romeu deu a vida dele por amor. Quem em sã consciência tomaria um veneno pra se matar, por causa de um amor?

- Um corno... Já vi casos assim acontecendo, só que eles geralmente matam a mulher antes de se matarem. – Disse ele pensativo. Olhei incrédula pra ele. Como ele podia ser tão insensível?

- Você é tão insensível. Aposto que nunca sentiu o amor antes, pois se você sentisse a dor que ele sentiu ao perdê-la você também se mataria. Romeu foi o homem mais corajoso que eu já li.

- Corajoso? Você chama aquilo de corajoso? – Perguntou ele rindo.

- E o que você faria no lugar dele?

- Eu ao contrário dele, lutaria contra tudo e contra todos por Julieta. Eu ao contrário dele, não deixaria ninguém machucá-la. Eu ao contrario dele, não daria minha vida depois que a visse morta, eu daria minha vida para protegê-la. – Nesse momento Gajeel olhou pra mim com uma intensidade que jamais havia visto. Meu coração parecia que ia pular pra fora do meu peito. Aquelas palavras haviam me deixado arrepiada. Talvez, por trás daquele jeito bruto, deve existir uma pessoa sensível e gentil. E eu estava realmente tentada a conhecer esse seu outro lado.

- Que tal se colocássemos esses dois pontos de vista na apresentação oral? – Perguntou Droy que até então havia permanecido calado.

- Cl-claro. – Respondi gaguejando. Droga! Acho que estou corando. Por que isso agora? – Que tal nos reunirmos na minha casa no final do dia?

- Por mim tudo bem. – Respondeu Droy animado.

- Que seja.- Respondeu Gajeel olhando para frente.

As aulas se passavam rapidamente e eu não via a hora de ir embora e falar com Gajeel novamente.

~ GAJEEL POV'S ON ~

Olhei para o relógio, para logo após ouvir os sinal indicando o término das aulas. Fui para a entrada do colégio esperar pela baixinha e pelo garoto de cabelo estranho.

- Vamos? – Perguntou Levy já ao meu lado. Ela estava corada. Ela ficava tão bonita daquela forma.

- Cadê o outro?

- Parece que o almoço de hoje não o fez muito bem e ele teve que ir pra casa.

- Hum. – Disse fingindo não me importar. Faz algum tempo que eu gosto dessa estranha garota de cabelos azulados que adora ler livros. Tudo meio que começou, quando a vi defendendo a novata. Até então, ela era só mais uma patricinha sem graça. A partir daí, comecei a observá-la de longe e descobri coisas sobre ela que me fizeram a admirar. Apesar de ser pequena, Levy é teimosa e corajosa. E quando ela pega em um livro, ela se fecha em seu próprio mundo e viaja por horas e horas. É divertido ver as expressões que ela faz quando os lê. Comecei a me interessar por literatura por causa dela.

Segui-a rua abaixo em silêncio. Nem tinha o que se dizer na verdade. Até que de repente Levy para.

- Olha Gajeel! Kawaai... – Disse a pequena, olhando para um gato preto que estava deitado em cima de um muro. Ela mal podia alcança-lo, mas levou sua mão na direção do mesmo. O gato que até então estava parado, se assustou com a reação da moça, arranhando-a.

- Ei baixinha, você está bem? – Disse a segurando por trás, já que com o susto, ela acabou tropeçando. Levy parecia ser tão frágil. Era como se eu tivesse que ter o maior cuidado ao segurá-la. Era como se qualquer movimento brusco pudesse a fazer quebrar.

- Está tudo bem. – Disse ela examinando a pequena e fina mão que estava escorrendo gotas de sangue.

- Deixe-me ver. – Disse a afastando, para logo a seguir pegar sua mão e examiná-la. – Isso não está nada bom. Acho melhor irmos ao médico.

- Não precisa. – Disse ela corada. A baixinha desviou seu olhar de mim e olhou para o gato novamente que ainda permanecia assustado. – Não precisa ter medo garoto. – Disse ela com um sorriso gentil, como se estivesse tentando acalmá-lo. – Não vou te machucar.

O felino que antes estava arrepiado se acalmou e deixou a pequena fazer pequenas carícias em sua cabeça.

- Olha Gajeel! – Disse ela alegre. Seu sorriso era lindo. Não pude deixar de sorrir também. – Mas ele está sem coleira. – Disse ela notando a falta do colar no pescoço. – E se a gente o levasse para um abrigo?

- NÃO! – Exclamei. Pode parecer babaquice, mas sempre morri de vontade de ter um gato. E aquele era especial. Aquele era o gato que me fez aproximar de Levy. – Prefiro ficar com ele.

- Sério? E como vai chama-lo?

- Têm alguma ideia?

- Não sei... Que tal Lily? – Perguntou pensativa.

- Gostei – Respondi retirando o felino do muro e o levando em meus braços. – Lily, agora vou fazer de você meu gato. — Levy apenas olhou pra mim e sorriu. E aquela talvez poderia ser o começo de uma bela amizade... Amizade? E quem disse que eu só quero amizade?

Notas finais
Gostaram dessa discussão sobre Romeu e Julieta?
O capítulo não foi tãaao romântico, mas achei kawaii hihi
Próximo capítulo voltaremos com Lucy e Nastu... E acho que você me odiarão mais do que já estão odiando.. BUAAAÁA! O3O
Gostaram dessa budega? Mereço reviews?
Beijitos com nachos ;*