Aki-chan

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Bem, acho que já escrevi tudo o que devia no aviso obrigatório então por favor não perca seu precioso tempo com isto: leia a fic e divirta-se com ela!

Prologo


Johan estava especialmente irritado naquela bendita hora em que seu empregado batera na porta: á três dias brigara com a “amiga” com quem dividia o apartamento de luxo em um dos melhores bairros de NY e por orgulho ( e medo) se recusara a voltar para lá o que resultara em três noites sem uma hora de sono descente no escritório que mantinha dentro de sua boate em TriBeCa, claro que podia dormir em um quarto de hotel ou alugar um outro apartamento com folga mas era muito econômico ( vulgo: sovina) para faze-lo, também não tinha a cara de pau, segundo ele próprio, de pedir abrigo a algum conhecido, já que não possuía amigos naquele lugar, ir para a casa dos pais estava fora de questão faziam cinco anos desde que fora expulso de lá sob tiros de espingarda depois de ter sido pego “abusando” do filho da madrasta que por sua vez não passava de uma vaca que vivia tentando seduzi-lo e morreu de inveja do próprio filho quando descobriu que ele conseguira tal façanha . Chega uma idade na vida em que seus maiores problemas estão
relacionados ao sexo, seja pela falta,pelo excesso, seja pela opção, querendo ou não admitir era tudo culpa do sexo. E Johan estava naquela idade. Mas ignorando completamente o estado de seu patrão o jovem garçom batia insistentemente na porta de mongo do escritório deixando Johan ainda mais irritado e fazendo com que o mesmo abrisse a porta
tão violentamente e olhasse para seu criado de forma tão assassina a ponto de fazer o mesmo lacrimar.

- Oque quer maldito?! Espero que seja algo importante ou eu
te mato da pior forma possível e faço parecer acidente.- Esta ultima parte fora dita de forma sussurrada e com um sorriso tão macabro que Dillan, o garçom,teve certeza que ele não estava blefando. Engoliu em seco, era jovem de mais para morrer, e desatou a falar:

-Há um homem lá em baixo senhor, ele se recusa a sair e
disse que se eu me aproximar dele novamente ele me prenderá por atentado grave ao pudor, ele está claramente bêbado senhor juro que não fiz nada para justificar as grosserias dele para comigo, mas ele tem um distintivo e eu só farei 18 anos mês que vem senhor, meus pais acham que eu trabalho em uma boate para lésbicas senhor e é por isso que eles me deixam trabalhar se eu for preso eles terão que ir me buscar e vão descobrir que menti e eu estarei encrencado senhor. Eu tentei falar com o gerente senhor, mas há sons estranhos vindos do banheiro masculino senhor e não há outra pessoa aqui sem contar que já são quase seis horas senhor e eu sei que hoje, ontem era sexta mas tenho que fazer um seminário sobre os ideais de Freud para segunda e eu....

-CALE A BOCA!- Johan já estava exasperado, aquele moleque
não parava de falar nem mesmo por um segundo e ele ainda não entendia como os pais dele poderiam ser tão... como eles poderiam deixar que o filho deles trabalhassem em uma boate para lésbicas, não que fosse preconceituoso afinal ele próprio era bi mas ... simplesmente não via motivos para um dono de boate para lésbicas contratar um rapaz se lucraria mais com moças, também não engolia o fato dos pais dele terem acreditado nessa história mas... Pressionou as mãos contra o rosto e suspirou pesadamente.

- Resumindo: Temos um maldito cliente bêbado que, por a
caso, é policial e não foi com a sua cara e esta afim de me ferrar ... certo?-
um aceno positivo da parte do garçom que começava a se assustar com a áurea negra que surgia de seu corpo. Johan por sua vez voltou a olhar o garçom com seus olhos assassinos e um sorriso macabro tirando algo do bolso interno do paletó – Tome, é a chave da porta dos fundos vá para casa e faça o que tem que fazer ok?- Um novo aceno positivo por
parte do garçom que antes estava aliviado por seu patrão não ter tirado uma arma do bolso mas agora estava pensando seriamente se não queria ser preso e impedir um assassinato, mas decidiu que não era tão nobre assim e que se o cara morresse ou era para ser assim ou era bem feito mesmo isso não era algo importante tão pouco interessante para um jovem como ele. Quanto a Johan? Bem digamos que ele encontrou um alvo para sua frustração...

x-x-x-


A boate poderia ser dividida em dois andares e três ambientes principais ( a exceção dos banheiros): O escritório no andar de cima, a danceteria que ocupava a maior parte do andar de baixo e o bar com suas
cadeiras ao seu redor e este por sua vez se dividia em duas partes a publica onde o povo que bebia ia direto para a danceteria e o privado separado por um parede de vidro e era onde as ´pessoas
iam para tomar uma bebida na paz do silêncio ou outras coisas, quem sabe? As luzes estavam apagadas a exceção da que iluminava a ultima mesa da parte privativa do bar justamente o lugar utilizado apenas para amassos e era justamente lá que se encontrava o “maldito cliente
bêbado” logo que Johan percebeu isso suspirou pesadamente.

‘ Então não passa de um cara largado na hora H que,
inconsolável, se agarrou a bebida hein? Que pena pensei que fosse algo mais interessante e divertido...’ Bufou mau humorado e em seguida murmurou um “dane-se” e foi ter com o policial.

-Senhor, meu nome é Johan, sou o dono dessa boate e
obviamente patrão do garoto que você ameaçou prender por atentado ao pudor eu sei que você está bêbado mas isso não é desculpa para levar um jovem ao desespero e tão pouco a...- Johan iria dizer algo como “... me tirar do meu escritório, sei que você foi largado em um momento crucial mas, entenda, não temos culpa se sua acompanhante não quis ir até o final, se quiser tem um prostibulo aqui perto e eu posso leva-lo até lá
verá que as mulheres são belas e” etc. e etc. nem tudo seria verdade já
que não havia prostibulo lá perto e ele no máximo o jogaria para fora do bar mas... aquela era a melhor maneira que conhecia para retira-lo dali sem ter de usar a força. No entanto ele não terminou a frase, na verdade ele esqueceu-se do que estava falando ao ver o cliente rir de forma contida e discreta afinal, dede quando um bêbado era contido e discreto!?

-Então aquele moleque realmente acreditou que eu fosse
policial hein? HÁ esse é o distintivo de minha mãe, ela morreu em serviço, que Deus a tenha no lugar que ela merece, não sou policial senhor sou diretor chefe de uma grande empresa, se eu falar o nome dela provavelmente se lembrará da qual se trata mas isso seria uma má publicidade então contente-se com meu primeiro nome senhor Johan, pode me chamar de Baltazar e é um grande prazer conhece-lo, não nessas condições lastimáveis mas, ainda sim é um grande prazer
conhecer alguém como o senhor .... Ai ai sabe, eu descobri que sou gay a poucas horas então estou tentando usar a bebida para me ajudar mas não está adiantando muito não...- E então finalmente ele ergue a face e, para a surpresa de Johan ,seus olhos estão límpidos e... como se pode descrever? Eram os olhos de um bêbado mais lúcidos que qualquer outro que Johan já havia visto e ele duvidava seriamente se os olhos de uma pessoa que nunca tocara em álcool ou uma pessoa não alucinada fossem tão lúcidos quanto os daquele homem – Vejo que o senhor não tem dormido muito bem Sr... por que não se senta? Irei lhe contar minha história e ai talvez o Sr. entenda meu ponto de vista.

Johan ficara a encarar o homem por mais um tempo a face de
quem passava por problemas era clara mas também inofensiva, por fim o jovem rendeu-se a curiosidade e sentou-se de frente para Baltazar a uma distância segura sempre um tanto desconfiado.

-Então Sr. Por favor, conte –me sua história.



Notas finais
Quem pensou que Johan estava tirando uma arma do paleto levanta a mão!Bem ai está o prologo relendo pela quinta vez parece um pouco exagerado... não tenho beta então se achar algum erro por favor reconcidere eu realmente tentei acha-lo antes de vocês! Com relação a TriBeCa ele realmente é um bairro de NY.
Deum um jeito ou de outro sei que tem muitos erros nessa fic e gostaria muito que você leitor os indique para me ajudar a melhora-los!
Ah! Tentem adivinhar que história o Baltazar vai contar e por que o titulo é Aki-chan, se conseguirem eu saberei que é uma história clichê.