Akatsuki

2 Capítulo 1 - O convite


Notas iniciais
Se alguém tiver ideias, me mande
gustavo.huerlimann@gmail.com

– Ai! Esta doeu! – reclamei, enquanto esfregava minha cabeça. Dessa vez doeu mais que o usual. Qual o problema em ter ligado o alarme de incêndio para que as garotas corresem diretamente para minha armadilha?

– Dessa vez você exgaerou. As garotas ficaram encharcadas! Se uma delas cair doente, irei arrancar todos os seus dentes! – vociferou Kassandra, a atual secretária da disciplina.

Viu, nada demais. Só um pouquinho de água não faz mal a ninguém. Além disso não foi só eu. Vários outros garotos me apoiaram. Mas no final quem leva a culpa sou eu, né.


Kassandra iria dizer outra coisa mas Eclair a silencou com um gesto. Eu estava na sala de reuniões do conselho sentado em uma cadeira de frente para todos os ministros. Todos são assustadores mas, Eclair é de longe a mais assustadora. Sempre andando com a cara fechada, com as sobrancelhas franzidas e olhos cor de esmeralda impetuosos. O bizarro é seu cabelo. Tem a cor azul profunda de uma safira. Além de ter orelhas pequenas e mãos delicadas e alongadas. O perfil dela não combina com sua personalidade. É como se algo se tivesse quebrado dentro dela, tirando toda felicidade gentileza que tinha antigamente.



– Você já encontrou Amaterasu? — disse Eclair baixinho – Caso não, é apropriado lembra-lo de que se não encontrá-la em um mês, todo seus sonhos, futuros, tudo que você queria ser serão esmagados por minhas mãos! — ela gritou as últimas palavras batendo o punho na mesa.



Gelei. Senti calafrios descendo pela minhas espinha. Não encontrei ela e nunca encontrarei. Amaterasu é a deusa japonesa do sol e da vida. Procurei artefatos relacionadas a ela, estátuas, pergaminhos mas nada. Isso não faz sentido. Procurar por uma deusa! Isso é impossível. Eu estava condenado, porque me deram uma missão impossível de ser feita. Mas mesmo assim continuam a insistir que devo procurá-la. Não faz sentido! Tem algo por trás disso só que eles não me querem contar nada. E também não posso visitar a Karlsschule. Alunos da Akatsuki não podem pisar no território deles e vice-versa. Pelo visto houve um conflito entre os dois governso mas ninguém sabe ao certo porquê.



– Chishiki, sei que difícil mas você tem que tentar. Se desistir agora você é o mesmo que lixo – falou Arlos com um sorriso desprecoupado no rostso. Ele é do tipo de pessoa que sorri em qualquer ocasião e também é uma das mais crúeis. Ele sendo ministro das ataividades extracurricilares, já agiu como um demônio. Por exemplo. O clube de CoL (Championship of the Legends) não tinha feito o relatório de verbas corretamente. Então durante o Campeonato das Casa Unidas, ele fechou suas contas, com a justifivativa de terem usado cheats para se classificar. Assim ele humilhou o clube por ter usado a fonte “Cambria” em vez de “Calibri” para fazer o relatório. Além disso ele sempre chama as pessoas de apelidos estranhos.



– Pah. Lixo? Sérinho? Acho que você esta com problemas de criatividade, né Arlos? — disse Kassandra.



– Você acha? Bem, eu suspeito que seu bloqueio é mais profundo, não? Afinal pelo o que eu ouvi, a supresa que você armou para Mark, não teve o efeito esperado. Embora, era claro que não daria certo. Afinal...



Ele não terminou a frase, porque Kassandra, vermelha, lhe deu uma tapa na bochecha que chacalhou a cabeça dele.



– Continua forte como sempre. Mas isso não te adiantou nada quando...



Chega! — gritou Eclair. Eu posso jurar que vi fogo nos olhos dela. — Arlos eu não tolero as suas brincadeirinhas aqui na sala. Ralos fique aqui. Todos os outros saiam.



Eclair não tinha o poder de expulsar ministros da sala, mas ninguém discutiu. Todos, um por um se levantaram e foram em direção a porta. Quando só eu e Eclair restaram, senti meus meus músculos se tensionarem. Ela me encarava com seus olhos cor de esmeralda. As suas mãos estavam mexendo na katana em miniatura que ela tinha na mesa.



– Ralos, me diz, porque você esta aqui?



– Porque eu joguei balões de água no time de ginástica?



–Não, embora eu fiz parte do time de ginástica. Talvez para demonstrar meu apoio a eles, como castigo, você deverá lavar os uniformes dos times escolares. Você gostaria disso?


– Seu eu poder lavar o do time feminino...

O que aconteceu em seguida? Bem, ela agarrou os meus cabelos, e bateu minha cabeça na mesa. Que bom que sou cabeça-dura.

– Lição número um: Nunca falte com respeito a mim. Lição número dois: Eu não tenho dó com pervertidos. Que isso fique claro!

Eu nem estava ouvindo. Eu começava a recobrar os sentidos. Porque todas as garotas tem que me machucar?


Quando levantei a cabeça, Eclair estava de pé, olhando pela janela. No pátio abaixo, os novos recrutas da casa Akatsuki estavam visitando os parques e a floresta de cerejeiras.



– Punus Serrulata, ou Sakura. São flores lindas, não são? Sabe há uma razão para que os recrutas só ingressam na casa no começo da primavera. Para que possam desfrutar do Hanami. Sabe, as flores de cerejeiras representam a partida. A partida de suas antigas vidas. Elas também representam a fragilidade da vida. Assim os nossos Kouhais sabem que suas vidas acabarm, e estão prestes a iniciar outra e também que ela pode acabar rapidamente. Por isso o primeiro ano letivo é popularmente chamado de o ano da fênix.



– Mas você não dá a míni... O que diabos você esta fazendo!?


Eu adormeci na cadeira. Não é minha culpa. Eu dormi tarde ontem porque eu tinha coisas importantes para fazer. Sim, balões de água não se enchem sozinho. Eu não sei o que ela fez em seguida mas acordei no meu quarto. Na minha cabeçeira ao lado tinha uma carta assinada por Eclair. Ela dizia que eu devia encontrá-la as 4:30 no Pärchenpark. Eu só percebi mais tarde, com um sobressalto, que esse parque é para encontros e namorados.



ECLAIR



Interessante, pensei. A casa Uraia aprovou uma lei que permite que empresas podem contratar alunos diretamente, sem intermédio Senado e tampouco do Congresso. O diretor tampouco pode proibir a contratação de alunos. Arriscado mas, eles tem que aprender a começarem a se virarem sozinhos. Além disso eles podem perguntar aos senseis, embora alguns ainda tem que se acostumar com o novo modelo econômico. Muitos vem de aldeias com agropecuária de subsistência. Fora as mutações que tem. Ainda me lembro de uma caso na Rússia. Os “puros” começaram a escravizar os “demônios”. Basicamente os não afetados por mutações escravizaram os afetados. Specula teve um trabalho árduo para acabar esse abuso. Mesmo que o redesenvolvimento esteja acelerando, ele só abrange uma pequena parte do globo. Os atuais países membros desfrutam disso. Além disso a situação ainda esta frágil para todos. Qualquer abalo, e tudo o que Specula construiu, ruíra. Assim toda as esperanças residem na WS. As vezes é difícil continuar com essa pressão toda sobre mim. Mas se eu desistir, eu já estou morta. Eu tenho que continuar, não importa o que aconteça.



O parque é bonito. Várias fontes retratando o Cupido, Vênus, cenas de declaramento etc. O areal todo é gramado e florido. Também tem um pequeno bosque e vários arbustos de morangos espalhados. O bosque fica ao lado. Ele é de certo modo adromentador a noite. Assim os garotos realizam desafios de coragem ali. Mais embaixo temos a praia. Existem várias barracas ao longo dela. Eles foram criados pelos estudantes brasileiros. Primeiramente fiquei cética em relação a isso, mas isso proporcionou um melhor entendimento da cultura brasileira. Assim eles conquistaram seu respeito em relação aos alunos japoneses. Algo que os alunos suiços estão a conquistar ainda.

Eles são frios e calmos, mas também um pouco cabeças-duras. Eles tem o costume de fazer poucos amigo. Isso dificultou a sua aceitação. Mas estão sempre ativos em clubes e times de esportes. Graças a eles que o jornal escolar renasceu. Eles o dividiram em três publicações. Um é sobre o colégio Akatsuki, o outro é sobre as outras casas. E o último é sobre o globo. Ótima fonte de pesquisa escolar mas, mesmo assim ainda não foram aceitos. Eles precisam realizar algo que só eles podem fazer. Talvez se eu falar com só clubes, podemos inventar algo. Não, você não precisa pensar sobre isso agora. Em breve você terá um de seus acontecimentos mais importantes. Não o estrague agora pensando em seu dever. Já são 4:00. Esta na hora de ir pro parque. É nessa hora que tenho que fazer minha “ronda”.



Garotos. Sempre apressados. Nunca podem desfrutar de algo lentamente. Já é o terceiro casal que eu tenho que afugentar hoje. Terei que dar uma bronca em Kassandra quando vê-la. Ela esta deixando de lado seus deveres desde o acontecido. Me pergunto como Arlos soube disso. Eu não confio nele. Eu nunca sei o que ele quer. Ele consegiu apoio rápido demais no Congresso Escolar. Isto é algo sobre que eu tenho que me precoupar mais tarde. Mas onde diabos esta Ralos? Daqui a uns vinte minutos o sol irá nascer e depois tenho que me preparar para a prova de gastronomia.

Vi Ralos corendo o morro abaixo para o parque. A princípio não o reconheci porque ele estava com um roupa decente, camiseta branca não amassada, jenas comum mas, com um cinto (geralmente ele deixa as calças caídas. Ele diz que era a moda do século XXI) e cabelo penteado (achava que isso era impossível). Mas algo me chamou atenção. Ele tinha um boquê de camélias brancas. Quando ele chegou, Ralos se ajoelhou oferecendo as camélias, dizendo:

– A você mademoiselle. As camélias mais lindas para se igualarem a sua beleza.

– Desde quando você é cortés, Ralos?

–Desde que vi sua tamanha beleza. Uma que até brilha, na escuridão mais escura.

Odeio quando as pessoas percebem. Quando criança eu vivia perto de uma área de radiação. Assim eu brilho um pouco em uma luz violeta. É normal ter este tipo de mutação se você vier da França. Embora eu não seja francesa.


– Porque você esta agindo assim? – perguntei a ele – A meu ver, você achou que tei convidei a um encontro.

Observei a reação de seu rosto. Primeiro era de confusão, depois de espanto e finalmente de vergonha. Olha, o garoto pode sentir vergonha.


– Venha cabeça-oca. Temos algo importante a falar.